Cotidiano de um casal feliz.
5 Capítulo 5 – O dia do Orgulho dos filhos. [Parte 2]
Notas iniciais
Capítulo 4.
O dia do Orgulho dos filhos.
[Parte 2]
Após todas as apresentações incluindo alunos que tocaram, representaram peças em agradecimentos aos pais e ou pessoas em que os alunos tinham orgulho de tê-los em suas vidas. Henry fez Emma chorar dizendo coisas do tipo:
— “Bom todos sabem minha mãe é a Policial Swan, e mesmo alguns achando que ela se formou na loucadêmia de policia... — Todos sorriem – Ela é excelente no que faz e essa cidade tem a sorte em tê-la. Bom não só vocês, mas eu sou o mais sortudo de todos porque apesar de suas atrapalhadas, de fazer às vezes até eu mesmo me confundir com o que esta havendo e suas explicações mirabolantes... – Mais risadas – Nessa hora a professora Branca que também estava rindo fecha a cara com uma cara de pensativa, lembrando que ela mesma havia acabado de cair em uma das explicações de Emma. —...Eu não poderia desejar mãe melhor. Ela está sempre de bom humor, mesmo vendo coisas que poderia a deixar para baixo lá esta ela com o sorriso puro dela de cada dia no rosto. Quando tudo em meu dia dá errado e chego em casa e ela diz: ‘Garoto, você chegou. Vem que sua mãe vai te contar sobre o dia de hoje’ – Diz imitando a voz de Emma — Me faz esquecer de tudo ruim que passei.— Fala agora olhando diretamente na direção de Emma. – Por isso meu orgulho é você Emma Swan, a minha xerife do velho Oeste e minha mãe.”— Termina apontando para ela.
— Ah, esse é meu garoto... – Diz Emma sorrindo largamente e com algumas lágrimas descendo de seus olhos. – Com as mãos faz uma espécie de coraçãozinho batendo pra Henry, que sorri balançando a cabeça negativamente. – Emma olha para o lado para poder olhar Regina e a encontra olhando de volta. E Emma chega a se arrepiar ao encontrar o sorriso mais perfeito desse mundo. – “Santo Deus! Que sorriso é esse?”— Pensa Emma. – E nisso nota que Regina esta com os olhos marejados também. – “Olha que coisa fofa”— Pensa Emma ao ver Regina assim e se derrete mais ainda pela morena.
— Ele é um ótimo garoto. Parabéns! – Diz Regina.
— Ele é sim. – Diz Emma orgulhosa e com um sorriso enorme.
Na vez de Roland, rendeu umas boas risadas, pois o menino tinha uma pequena ‘síndrome’ de viajar enquanto fala, e em vez de só focar em dizer o orgulho que sentia da mãe acabou contando outras histórias.
—... Então como eu ia dizendo, minha mãe é o melhor ser humano que tem nesse mundo, tão linda e carinhosa, embora ela seja um pouco brava e às vezes eu nem entendo muito bem o porquê... – Ele vai dizendo e gesticulando olhando pra um ponto qualquer para sala e fala como se ao invés de estar discursando para uma turma ele esta apenas pensando em voz alta.—... Quando penso que ela vai ficar uma fera ela vai eles simplesmente fica calma. – Fala com cara de desentendimento balançando a cabeça em negativa— Uma vez estávamos no parque eu estava tentando aprender a andar de patins, eu devia ter uns sete anos por ai e eu cai e ela veio correndo em minha direção, pensei que pra me ajudar a levantar, mas eu já tinha me levantado e quando ela chegou perto eu cai de novo e a levei ao chão junto comigo. Enquanto caia pensava: ‘Corra, Roland, salve sua vida!’ Levantei como pude e comecei a andar de patins, quando cheguei em um lugar mais afastado dela e me sentindo seguro por ainda estar vivinho da Silva, a olho e ela estava com um sorriso enorme e me aplaudindo e toda feliz, cara não entendi nada. Mas mesmo com tudo isso, digo que ela é a pessoa do meu orgulho do dia. Digo, – Bate a mão na cabeça fazendo todos rirem de sua confusão – Ela é a pessoa do dia do orgulho pra mim.— Termina sorrindo com a covinha nas bochechas em evidência e se sentando todo orgulhoso por todos estarem o aplaudindo.
– O seu garoto é tão engraçado. Eu o Adorei. – Fala Emma para Regina que sorri concordando e diz:
– Agora já posso liberar ele pra andar com seu filho, pois sei que esta em boa companhia.
Quando Emma ia responder a diretora do colégio fala ao microfone convidando todos a irem ao pátio do colégio para confraterniza-los em conjunto.
— Hm... É... Você, aceita companhia? – Pergunta Emma a Regina e com pouco menos vergonha de falar com a morena. Bom pelo menos não gaguejando tanto, só a gagueira de costume mesmo.
— Eu adoraria Senhorita Swan! – “Ah, mais que gentil. E essa mão tão quentinha”— Pensa Regina ao aceitar a mão que Emma lhe ofereceu assim que ela respondeu que adoraria a companhia de Emma e a ajudando a se levantar. —“Só não tropece Swan”— Pensa Emma apreensiva. – E assim seguem caminho até a porta de saída.
— Aí, estão vocês, vamos? – Fala Roland na porta junto com Henry. – Vamos logo, que deve ter muita comida lá pra gente. – Diz passando a mão na barriga e fechando os olhos. – Estou morrendo de fome!
— Roland Mills, que modos são esses? Você comeu não tem nem 3 horas menino. – Regina repreende o filho.
— Desculpa mãezinha. Mas, se você não se lembra, você e a Senhora Swan ficaram com aquelas cara estranhas uma para outra um tempão lá na Mills Coffe’s e não me deu tempo de comer... – Roland vai falando sem parar e deixando uma Regina e Emma completamente vermelhas e sem conseguir se encarar – Em falar nisso o que deu em você mãe? Eu nunca te vi com aquela cara de boba e ainda saiu me arrastando pra fora do coffe’s sem nem me deixar comer... – Enquanto isso um Henry gargalha com os devaneios e inocência do amigo e das caras de envergonhadas que suas mães estavam –... Eu nem consegui falar com a tia Rose pra saber como foi o campeonato de vídeo game, bom eu aposto que não foi bem porque aquela ali não tem muito jeito pra jogar não e... – ROLAND! – CARA – Fala Regina e Henry ao mesmo tempo fazendo Roland parar de falar, sabendo que se não o corta ele começa a viajar e não para mais.
— O quê? – Pergunta com uma carinha de que não entendeu o porquê de gritarem seu nome.
— Você começou a viajar de novo cara. – Fala Henry. – Agora, será que podemos ir ao pátio?
Todos concordam e caminham em direção ao pátio. Com Roland tagarelando algumas coisas pelo caminho fazendo todos rirem do menino. Chegando lá tinha uma grande mesa comprida em um canto com todo tipo de comida desde doces a salgados, tortas, balas, bolos, sucos, refrigerantes, café e variados tipos de chá tudo posto sobre a mesa, o que fez os olhos de Emma e Roland brilharem e prontamente atacar as guloseimas que havia em cima da mesa.
— Oh meu Deus, isso aqui tá uma maravilha. – Diz Emma com a boca cheia comendo uma espécie de tortinha de maçã. – Você tem que provar isso... – Fala Emma e já colocando na boca de Regina para ela provar sem pensar que estava invadindo o espaço da morena. – Regina aceita e morde a tortinha de uma forma que fez o coração de Emma bater muito mais rápido que deveria ao mesmo tempo em que parecia que Regina fazia aquilo em câmera lenta. – “Puta que pariu” – É única coisa que sua mente consegue gritar. – Realmente esta uma delícia, Swan. – Fala Regina colocando a mão na boca enquanto terminava de comer e tirando Emma de seu transe e perceber o que acabou de fazer.
— Oh meu Deus! Eu nem perguntei se você queria. Ou se estava com fome. Ou mesmo se gosta de maçã. E se você era alérgica... – Emma vai dizendo várias coisas. Regina apenas sorri, pois esta acostumada ver esses devaneios em Roland e aparentemente Emma tinha a mesma ‘síndrome’ de seu filho de se perder no que esta falando.
— EMMA! – Fala Regina um pouco mais alto e a pegando pelos braços. – Esta tudo bem querida. Não se preocupe.
— Okay. – Diz Emma meio envergonhada, mas adorando o fato da morena estar segurando em seus braços. – “Uoul, nossa... Como ela é forte...” — Pensa Regina. – “Ela me chamou de queria? Ela realmente me chamou de queria. Chupa mundo!”— Pensa Emma.
— Então... Quer dizer que eu finalmente conheci a famosa dona do Mills Coffe’s?
— Não sabia que estava querendo conhecer-me. – Fala Regina rindo e deixando Emma vermelha.
— Claro que não. Não quer dizer sim. – Se enrola um pouco Emma. – É só um modo de dizer. Mas, agora que finalmente a conheci, digo que deveria ter feito isso há mais tempo. – Diz mais firme dessa vez e mostrando a Regina que gostou muito de conhecê-la. – Eu tomo café lá há tanto tempo eu nunca a vi por lá. Eu conheço quase todos que trabalham lá. Incluindo Rose que é bastante amiga de Henry. Onde se escondeu esse tempo todo?
— É porque a eu tenho outros dois Mills coffe’s pela cidade e nem sempre fico no mesmo estabelecimento e nesse eu geralmente passava apenas para fechar. Estou ficando mais nesse agora, pois eu acabei me mudando para essa região no início do ano, por causa do colégio ser mais próximo para Roland.
— Ah, entendi. Eu como cliente do Coffe’s posso dizer que os funcionários são sempre gentis e agora que a conheci pude entender o por que. – Regina apenas sorri em resposta ao elogio de Emma.
— Mas, então... O que te trouxe até aqui? – Pergunta Emma e Regina cerra o cenho e Emma prossegue. – Digo, qual a sua história?
—Ah sim. Nada de mais. Tenho 31 anos, sou mãe de um adolescente meio atrapalhado. – Sorri. – Sou formada em Administração. – Emma sorri admirada. – Mas exerci a profissão por apenas quatro anos. Foi quando percebi que não queria seguir essa carreira e larguei tudo e fundei o Coffe e estou com ele há quase quatro também. Sou filha de pais divorciados. Tenho um pai maravilhoso, mas meio obcecado por trabalho e é meio certinho e uma mãe meio maluquinha, mas uma ótima mãe do jeito dela, mas ainda sim ótima. E você Senhorita Swan, o que te trouxe até aqui? – Pergunta com um sorriso e olhando diretamente nos olhos de Emma fazendo ambas se perderem em meio ao olhar e suspirar.
— Tenho 30 anos, mãe de um adolescente que apesar da idade já é bem maduro e é... tipo meio esquisito uma espécie de nerd. – Sorri.
— Swan, não fale assim do seu próprio filho.
— Okay. Não falo mais. Mas, que ele é um pouquinho ele é. Você vai conhece-lo melhor e você mesma dirá isso. – Regina sorri pensando na parte de conhecer a família Swan um pouco mais e vê como também quer isso.
— Continuando, engravidei de Henry aos 16 anos e uma das vezes em que fugi do orfanato para ir ao uma festa.– Regina a olha surpresa. – Pois é Emma diz com a reação de Regina.– Enfim, quando eu o tive me separaram dele alegando que eu não tinha idade e nem condições para cuidar dele afinal eu morava no orfanato. A parte boa é que ninguém nunca mais tentou me adotar, assim eu podia vez outra vê-lo com ajuda de umas pessoas do orfanato. Quando finalmente fiz 18 anos, consegui recupera-lo com ajuda dessas mesmas pessoas do orfanato. Mas foi quando tive ele de volta em meus braços soube que tudo ficaria bem.– Diz essa última parte como se tivesse lembrando do dia. – Me formei policial na academia com 20 anos, Henry tinha apenas 4 aninhos de idade e me dava uma peninha deixa-lo tão sozinho. – sorri. – E assim, seguimos e chegamos até aqui. Tento dar a ele todo o amor que não tive por não ter tido pais e tudo que ele precisar ele é meu maior presente. – Finaliza Emma suspirando e olhando em direção de Henry. Regina o olha também e volta o olhar pra Emma, pensando como pode existir alguém como Emma nesse mundo.
São tiradas dos devaneios e suspiros por outros pais que param para cumprimenta-las e puxam assuntos. A todo momento que era possível elas trocavam olhares com sorrisos discretos e fofos nos lábios. Depois de um tempo, alguns pais vão indo embora e elas decidem irem também e vão os quatros da mesma forma que saíram do anfiteatro até o pátio, Roland falando descontroladamente, mas dessa vez ele e Henry falavam das revista em quadrinhos cada defendendo suas teses sobre os heróis preferidos, E Emma e Regina falando sobre o evento. Chegando a porta elas ficam paradas sem saber bem como agir, apenas não querendo perder a companhia uma da outra, até que Emma fala:
— Acho que nos separamos aqui.
— É, acho que sim.
— Quão ruim poderia soar se eu pedisse seu número de telefone?
— Não muito ruim. Na verdade se você não pedisse eu pediria. – Emma da um sorriso gigante e fica a olhando até que Regina pergunta:
— Então, como vai ser? Eu dou ou você?
— O quê? – Pergunta Emma com cara de espanto, Regina apenas ri e completa: – O numero do telefone, Senhorita Swan.
— Ah, claro. Aqui esta o meu. – Lhe entrega um cartão e Regina faz o mesmo.
— Mãe, vamos, por favor? Estou cansado! – Grita Roland de dentro do carro de Regina.
— É mãe, depois você continuam com isso ai. – Fala Henry também de dentro do carro de Emma e apontando para elas.
— Até mais, Regina Mills. – Fala Emma beijando a bochecha de Regina demoradamente.
— Até Emma Swan. – Fala Regina um pouquinho mais baixo do que deveria, deixando sua voz um pouco mais rouca do que o habitual. – A propósito, maçã é minha fruta favorita. – E dá ênfase a palavra fruta – E sai rebolando deixando Emma olhando pra aquela perdição que é Regina Mills.
— Mãe. Vamos... – Fala Henry tirando sua mãe do transe e rindo da sua cara de pateta por causa de Regina mais uma vez naquele dia.
E assim seguiram cada uma indo para seu carro, com seu filho, mas com sentimentos de alegria em comum e com sorrisos constantes nos lábios.
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