Cotidiano de um casal feliz.
27 Capítulo 27 - A decisão
Notas iniciais
As duas decidiram que iriam decidir juntas, mas antes cada uma pensaria por si só os prós e os contras e depois conversariam e decidiriam juntas o que queriam e decidiram também não enfiar os garotos nisso por enquanto, que ficariam aflitos e só Deus sabe o que aprontariam, para interferirem na decisão delas.
Mesmo concordando isso elas estavam meio estranhas, fingindo que nada estava acontecendo, mas sabendo que em breve elas teriam que tomar uma decisão. Afinal French deu apenas uma semana para Swan decidir.
Emma foi passar o dia com Mulan que estava de folga aquele dia, para disfarçar para os meninos que ela estava de licença essa semana, e elas não queriam colocar a culpa dessa forma em cima deles, afinal eles ainda eram apenas garotos e querendo ou não, não fizeram por mal.
Emma chega à casa da Mulan e explica tudo. Mulan fica arrasada, pois é parceira de Emma há anos e se considerava até tia do Henry.
— Então é isso? – Fala Mulan andando de um lado para o outro – Você aceita e eu perco você. Você não aceita e fica sem seu emprego? – Emma até pensa em responder, mas parecia que ela estava em uma espécie de monologo.
— Eu vou matar a Rose. Eu juro que termino com ela...
— Então vocês estão mesmo namorando? – Pergunta Emma zoando e bebendo sua cerveja. Mulan só assente meio sem graça. – Quem diria que Mulan estaria namorando sério e ainda mais Rose Bellsford. – E gargalha.
— Você vai ficar ai debochando sobre com quem estou, enquanto temos isso para resolver? – Pergunta aflita – Regina deu alguma dica do que queria?
— Eu não faço ideia. – Suspira.
— Você a chamou para ir com você não é? – E pelo silêncio de Emma ela entende que não. – Emma! – Exclama Mulan indignada.
— Eu não posso fazer isso Mulan, okay? Ela tem uma vida aqui, tem negócios aqui, negócios que ela lutou muito para ter, ela largou tudo na cidade que cresceu com a família porque o pai não a aceitava e veio começar do zero aqui, e aqui ela se tornou independente, forte corajosa e essa mulher que ela é hoje, uma mulher que sobrevive todos os dias a falta dos pais por não aceita-la como ela é, e só eu sei o que é sentir a falta dos pais, e eu admiro tanto ela e eu não posso simplesmente fazê-la mudar a vida inteira por minha causa. Ela teria que começar do zero lá. É muita coisa para fazer. A única coisa que posso fazer nesse momento é desejar com toda força que o universo que dê tudo certo e que ela queria ir.
— Oh, minha amiga vem aqui – E abraça Emma que começa a chorar – Eu não me vejo sem eles, Mulan. Eles são minha família, entende? – Mulan deita ela em seu colo e faz carinho na amiga e elas ficam um tempo em silêncio.
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Regina estava uma pilha de nervos por aqueles dias, estava sobrando patadas para tudo quanto lado. Tudo lhe estressava. Ela estava tentando concentrar a vontade que sentia de chorar toda vez que pensava em sua loira indo para outra cidade.
Depois de dar uns esporros nos funcionários pelo simples fato de estarem respirando ela acabou derrubando uma bandeja e começou a gritar com os clientes ainda lá. Rose que estava entrando nessa hora e vê a cena, entende do porque a chefe-amiga havia lhe telefonado.
Então ela fala aos funcionários que esta tudo bem, para eles voltarem ao trabalho, pega Regina pelo braço e a leva até a parte de trás aonde tinha o escritório da morena.
— Pronto amiga estou aqui. – Fala sentando com ela no sofá que tinha na sala e a trazendo para seu colo, e passando levemente as mãos em seus cabelos negros. – Chora que vai te fazer bem.
Então Regina entra em um choro compulsivo.
— Eu não posso perdê-la, Rose eu simplesmente não posso. Eu a amo tanto.
— O minha amiga me fala o que esta acontecendo? Vocês brigaram? – Regina nega com a cabeça – Eu não sei o que houve, mas eu sei que aquela loira desastrada te ama, e eu tenho certeza que vocês vão resolver juntas. Mas por enquanto eu estou aqui com você, okay? E Regina volta a chorar.
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— Emma, eu sei que é muita coisa – Fala Mulan quebrando o silêncio. – Mas talvez ela queira ir com você. Você tem que ao menos perguntar isso a ela. – Emma se levanta com tudo e olha para Mulan.
— Você acha?
— Sim Emma. Qualquer um vê que essa mulher é louca por você.
— Você acha mesmo que eu devo perguntar se ela quer ir? Eu não estaria sufocando ela. Eu não quero induzi-la, entende?
— Sim, Emma. Se ela disser que não quer ir. Você tem que deixa-la aqui, mas se ela quiser ir e largar tudo e começar uma nova vida ao seu lado e você ir sem nem ao menos perguntar, vai se arrepender pra sempre.
— Você tem razão – Fala Emma se levantando – Vou atrás dela. Obrigada Mulan.
Elas se abraçam e Emma vai ao encontro de Regina.
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– Ela foi promovida. – Fala Regina se levantando e fica de frente com Rose.
— E isso não é bom? Ela não estava querendo isso?
— É bom sim, de certa forma. Ela vai cuidar de uma delegacia sozinha – Respira fundo – Mas a delegacia fica no Maine em uma cidade chamada StoryBrooke.
— E ela que ir?
— Eu não sei, nós só conversamos que iriamos pensar por si só, e que quando chegasse a hora cada uma iria expor sua vontade.
— E qual a sua vontade?
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Emma passou em uma floricultura e comprou lírios brancos como dá primeira vez em que elas se beijaram. A atendente havia lhe explicado algumas coisas sobre lírios. E ela pensou que não poderia ter escolhido flor melhor.
Saiu e foi para a cafeteria encontrar com Regina, suas mãos suavam como dá primeira vez, ela queria tanto que a morena dissesse que queria viver ao lado dela, ela queria tanto que se a morena quisesse isso também, queria tanto uma nova vida com ela, construir tudo do zero que se a morena dissesse sim ela casaria com ela no mesmo momento.
Ela chegou a cafeteria e avisaram que ela estava no fundos. Uns vendo as flores na mão de Emma deram graças a Deus e torceram para ela se acertarem, pois nunca viram a chefe tão desestabilizada como ela estava nesse momento.
Emma seguiu pelo corredor e chegando a porta que estava entre aberta, ouvi Regina e Rose conversando.
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— Honestamente? Eu não sei Rose! – Fala Regina se levantando e ficando de costas. – Eu não sei se dá para começar tudo do zero a essa altura. Largar tudo e seguir Emma em uma nova cidade, a gente nem mora junto aqui, somos só namoradas e por mais solido que seja nossa relação é apenas isso que somos.
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Emma que ouviu apenas essa parte e começou a chorar, não suportou ouvi o resto e seu medo tomou conta e ela deixou as flores caírem e saiu dali rapidamente.
Henry e Roland que estavam entrando para o escritório toparam com Emma chorando. Chamaram por ela que não os viu ou fingiu não ter visto e saiu em disparada sem nem olhar para trás.
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Regina e Rose que nem perceberam Emma alí, continuaram conversando.
— Mas você deixaria ela ir sem você?
— Esse é o ponto Rose. – Fala Regina quase gritando agora – Ela não me pediu em momento algum para ir com ela. É claro que eu quero ir com ela, eu não me vejo sem ela nem por um segundo. – Fala chorando e se sentando no sofá e apoiando a cabeça nas mãos – O dia que voltamos, após o jantar ela disse brincando que vocês tinham nos casado, por causa da faixa e eu me dei conta que eu quero isso. Eu quero Emma Swan pelo resto da minha vida. E eu quero de uma forma que ela seja minha em todos os sentidos.
— E você esta esperando o que para dizer isso a ela? – Regina olha para Rose de imediato, e antes que ela dissesse algo, entra Roland e Henry com as flores na mão.
— O que houve? Por que esta chorando mãe.
— É e porque o pai saiu daqui chorando e deixou as flores cair no chão?
Regina se levantou em um pulo e olhando com os olhos arregalados para Rose.
— Será que ela ouviu a nossa conversa?
— Com certeza amiga. E deve ter entendido tudo errado.
— O que esta acontecendo? – Pergunta Henry já impaciente. Rose ignora e pega as mãos de Regina.
— Vai atrás dela e diga tudo o que esta sentindo. Não perca a mulher da sua vida. – Regina sorri e abraça ela.
— Você tem razão. Eu vou lá. – E sai correndo, mas Roland a segura e Henry faz menção de ir atrás dela também.
— Aonde você vai? O que esta acontecendo?
— Eu explico depois. Fique com Rose. – Já ia saindo e volta e pega as flores da mão do Henry e enfim sai sorrindo.
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