Cotidiano de um casal feliz.
1 Capítulo 1 - No convite irrecusável.
Notas iniciais
Capítulo 1.
No convite irrecusável.
Roland e Regina Mills – POV autora.
— Roland acorda querido. Vamos nos atrasar. – Regina chama seu filho batendo na porta de seu quarto e meio apressada calçando o sapato ao mesmo tempo, mas sem perder a pose de mulher requintada que ela tem. – Okay mãe – grita Roland do outro lado da porta.
Regina quase perdeu a hora porque decidiu terminar de ler o livro que iniciara no começo da semana para o curso de literatura que decidiu por livre e espontânea pressão fazer. Tudo aconteceu quando seu bendito e agora seu professor de literatura entrou em sua cafeteria. Rose estava flertando com o professor Geller de literatura que dia desses entrou na cafeteria, e lia concentradamente seu livro e Rose para chamar atenção do pedaço de bom ou mau, (bom ai depende do ponto de vista) caminho que estava a sua frente, como ela mesma relatou a Chefe, não poderia deixa-lo escapar. Assim fora o atender disse que amava livros e que era uma leitora assídua desde criança, coisa que Regina nunca a vira fazendo em todos esses anos que a amiga e também funcionária trabalhava com ela. Por fim Rose, a convenceu a entrar para o curso. O problema era que Rose nem mais estava ficando com o professor, mas Regina continua frequentando o curso, porque ela sim os liam desde criança, o real problema era que isso estava tirando o restante de tempo e paz que lhe restava em sua rotina corrida.
— Maldita Rose! – Diz Regina, pegando sua bolsa, seu casaco e as chaves de seu carro de cima da cama.
— Roland seu amigo já deve estar te esperando, anda logo meu filho. – Grita Regina no corredor ao passar pelo quarto de Roland. Nessa hora Roland abre a porta do quarto já trocado e com a mochila em mãos.
— Mãe, hoje é o dia do orgulho do filho, a senhora esqueceu? – Nessa hora Regina para em um movimento brusco virando com tudo e topando em Roland que vinha logo atrás o fazendo dar uma cabeça nela. Assim que ele recupera a estabilidade de seu corpo, levanta os olhos encontrando uma Regina com uma cara de quem vai arrancar seu coração.
— Roland Mills, que história é essa de dia do orgulho do filho que você não me avisou nada?
— Não avisei não, mãe? – Pergunta Roland dando pequenos e meticulosos passos para trás, enquanto uma Regina furiosa vinha da mesma forma com um olhar ameaçador em sua direção.
— Não, você não me falou nada. – Diz ela entre dentes. – Você tem dois minutos para se explicar. Rápido! – Ordena.
— Então, mãezinha, hoje será o dia em que levaremos pessoas em que nos orgulhamos, podem ser os pais, famílias, amigos. E eu a escolhi, afinal você me criou sozinha, me adotou desde o dia em que achou esse filho lindo e maravilhoso, com cachinhos e bochechas tão fofinhas... – Fala apontando para si mesmo e nessa hora Regina revira os olhos com o convencimento do filho. – ...na porta da cafeteria e eu não poderia ter mais orgulho de outra pessoa a não ser a senhora, que além de boa mãe é uma super amiga, – A essa altura Regina já estava com a cara de mãe babona, com olhos lacrimejados enquanto Roland continuava a se explicar – ...que nem a vez em que eu precisei me esconder no jardim da vizinha pra dona Luzia não nos ver que ficou uma fera após ter quebrado os vasos de flores dela, quando eu vinha empinando a bicicleta pela calçada não entendo porque de tanta ódio sendo que ela tinha um monte deles e nem os usava, Dona Luzia é muito esquisita ela ficou gritando: “calçada não é lugar de andar de bicicleta...” – diz ele imitando uma voz de velhinha numa tentativa engraçada de imitar a voz da senhora– ...e a senhora ainda a ajudou dizendo que eu não deveria andar daquele jeito de bicicleta ainda mais na calçada, mas eu já disse que eu sou radical e que... – Roland Mills! – Chama Regina estralando os dedos. – Foco!
— Aé. – diz Roland meio sem jeito e torcendo os dedos e olhando pra baixo em um sinal claro de vergonha. – Então, senhora Mills aceita meu convite para eu mostrar a todos o quanto eu tenho o orgulho de ter a melhor mãe desse mundo?
— E como eu recusaria a um convite desse meu filho? – diz abraçando fortemente seu filho sem se importa com as coisas que caiam de suas mãos e indo ao chão.
Fale com o autor