Cosmic Love
2 Reckless Serenade
Notas iniciais
–Sou eu, Hook! — a expressão do homem transmitia animação. Emma se concentrou em seus olhos azuis; já havia visto eles antes, e esse apelido também não era estranho. Ligou os pensamentos Infância-Storybrooke.
–Hook?!- ela parecia surpresa, agora também transmitia animação e um pouco de expectativa. Agarrou as bordas do casaco e o puxou para si -Meu Deus! Quanto tempo! Que saudade!- Swan não via Hook desde os dezoito anos, quando seus pais a mandaram para Oxford.
–A senhorita aqui, também nunca voltou, não é mesmo?- levantou ma sobrancelha, formando um olhar que faria muitas suspirarem, inclusive Emma, se a mesma não tivesse tão surpresa com a visita.
Aproximadamente dez minutos depois deles já estarem acostumados com a presença um do outro, Emma o convidou para subir até seu apartamento.
–Eu preciso dizer Swan, você mudou! Para melhor, eu digo...- Jones sorri apoiado na parede do elevador. Há dez anos atrás, na época do Ensino Médio, os melhores amigos de Emma eram Hook, Ruby, Neal e Belle. Hook era o popular, junto com Ruby; os dois eram donos de uma beleza espetacular, o que, na adolescência, é praticamente tudo que decide sua vida. Belle fazia o tipo intelectual, Neal o certinho e Emma, bem, ela era o meio termo de tudo. As experiências que passaram juntos, eram infinitas. Além das primeiras vezes: o primeiro porre, as primeiras drogas, o primeiro término, o primeiro sexo, a primeira vez que fugiram de casa...
–E você continua o mesmo — ela cutuca com o pé -Como Belle dizia? — o homem se ergue e se aproxima de Emma até o espaço entre eles ser inexistente e, sussurra em seu ouvido lentamente:
–Galanteador? — a loira sente o hálito quente na sua orelha fazendo seus pelos da nuca arrepiarem. Comprovado, Jones ainda tinha esse efeito nas garotas.
–Hook — ela cutuca as costas dele, que o faz recuar e encará-la com um pequeno sorriso formado nos lábios. Swan aponta para a porta do elevador, que agora estava aberta. Ele estende o braço
–Primeiro as damas — involuntariamente, Emma balbucia um "humpf" e começa a caminhada até seu apartamento; era a primeira vez que ele dava em cima dela tão descaradamente; na adolescência, eles sempre foram os "melhore amigos confidentes" e nada mais. Três corredores depois, os dois abandonaram suas coisas no sofá e se serviram de um, dois, três, quatro, cinco, copos de whisky.
Com sua consciência já alterada, Jones esqueceu do porque estava ali. Só conseguia completar seus pensamentos com a mulher que estava na sua frente, no balcão da cozinha; ela ainda estava com a roupa de mais cedo, mas sem os sapatos e o cinto e, com cabelos soltos, desgrenhados sobre os ombros.
Sua visão ficava turva aos poucos, de repente, Emma não estava mais na sua frente e sim do seu lado, com as mão escorregando em seus ombros, com um sorriso contagiante. Agora só tinha olhos para sua boca. E seu pescoço. E seu cabelo. E sua camisa sendo desabotoada. E seu sutiã preto de renda. E sua calça desabotoada, agora jogada no chão. E suas coxas.
Seis copos de Whisky.
Não conseguia distinguir nada, só sua camisa no chão. Sentia ficar despido aos poucos. Um calor começou a crescer dentro dele, mais e mais. E então, o abateu.
Ela se sentia como nunca antes, a felicidade extravasava pelos seus poros, o sentimento de solidão a havia deixado há muito. Não existia mais nada no mundo, só o seu amor, refletido na figura que pairava há sua frente. Doía, pensar em perdê-la. Doía pensar que se sentia tão escrava diante dela. Que com uma simples desistência, ela faria com que seu mundo implodisse. A mulher se vira, seu cabelo curto impecável, sua saia lápis preta, sua camisa de linho branco e seu salto alto vinho. Então uma fumaça roxa toma conta do quarto, penetrando em seu corpo, e ela grita e grita e grita.
Emma abre os olhos, depois de seu sonho, o suor pingando de sua testa; sente o cheiro de ovos, procura suas roupas e as vê jogadas perto do sofá; tenta se lembrar da noite anterior; Alguns copos de uma bebida... whisky, talvez, ou seria rum? Uma conversa descontraída, gargalhadas histéricas, mais bebida, roupas jogadas, cama. Até aí nada anormal no cotidiano de sua vida.
Mas... Hook?! Ele tinha voltado e eles transaram. Swan sai da cama enrolada no lençol, vai até a cozinha e senta no balcão. O homem lhe serve ovos e se vira para ela, sorrindo com o canto da boca.
–Se lembra de algo? — a entrega o parto e se senta na cadeira em sua frente,
–Só até as gargalhadas — leva a comida até boca- Ei, onde você achou isso?- levanta o garfo com um pedaço de ovo espetado.
–Na sua geladeira, era praticamente o que tinha... tirando aquela caixinha de comida chinesa que estava aí a oque?... dois meses?- eles sorriem. Instantaneamente, se lembram que cumplicidade existente entre eles, ainda fluía bem, mesmo com o passar dos anos -Também só lembro até as gargalhadas.- ele levanta e se põe a uma distância perigosa. -Acho que nós termos acordado, nus e entrelaçados na cama, indica um fator importante da noite passada, não acha Swan?- ela abaixa os olhos e sorri timidamente para ele, que a abraça e beija seu maxilar.
–Senti sua falta — Hook sorri e senta novamente na cadeira, sua expressão se altera, seu olhar fica preocupado, encarando a moça.
–Não vai mais — Emma meneia a cabeça, soou muito vago pra ela. — Você vai voltar comigo para Storybrooke.
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