Cosmic Love
9 If This Feeling Flows Both Ways
Notas iniciais
–Realmente, era melhor naquela época!- Mary Margaret gargalhava jogando a cabeça para trás, Emma ria com cuidado pra não cuspir o café que bebia. Apoiou o copo na bancada ao seu lado e se curvou, ainda rindo. As duas pararam depois de um tempo e a mãe encarava a filha, sorrindo. – Senti sua falta. – os lábios da loira ficaram em uma linha reta;
–Bem, acho que vou indo. Vou passar no escritório da prefeita pra ver se consigo reformular esse jornal. – pega o mesmo, que estava em cima da cadeira e joga-o no lixo. Mary Margaret se ajeita na cama, desconfortável.
–Escritório da prefeita? – ela franze a sobrancelha, Emma a encara. – Regina?- a morena sentia seus músculos tensos; tenta levantar e a filha a apoia em seu braço. – Oque vai fazer lá? – Swan abre os braços dizendo óbvio
–Ver se consigo...
–Reformular o jornal... – Mary Margaret concorda com a cabeça, encara o chão.
–Ta tudo bem? – Emma encara a mulher com o cenho franzido.
–Ta.
– Enfim – a loira já não entendia nada, deixou a mãe de volta na cama. – Vou indo, David já deve estar chegando, mande um abraço.- Depois de alguns segundos, Snow olha para a filha e sorri.
–Ta bem, você volta amanhã?- seus olhos brilham com a expectativa enquanto a filha pondera.
– Aham...
Uns cinco minutos depois, Emma se encontra na rua, tentando achar o caminho da maior casa do bairro. Passa olhando o nome das ruas e os números. Não havia entendido a reação de Mary Margaret... tão aleatória. Não sabia o que desencadeara aquilo... talvez ela gostasse do jornal e não queria muda-lo; sorri de lado e continua sua busca. Chega à uma rua sem saída e uma incrível casa, branca. A maior. É, era ali. Respira fundo, fecha os olhos, sente seus pés no chão, tenciona os joelhos e segue em frente.
Procura a campainha, dá um passo atrás, procura nas cercas, na porta. “Cadê a campainha?”. Levanta uma sobrancelha e cruza os braços; dá dois, hesitantes, toques na porta. Cinco minutos e ninguém tinha vindo atender, mas não queria bater mais, talvez Regina estivesse ocupada. Se senta na cerca, de costas para a rua, encarando a porta, talvez estivesse tentando um ato de telecinese, vendo se conseguia abrir a porta com a força do pensamento. Balançava as pernas, seus rosto se corava, sua mente tentava a convencer de tocar na porta mais uma vez, dava impulsos nas pernas, mas se sentia insegura.
–Se quebrar vai ter que pagar outra, Swan. Não sei se minha cerca aguenta seu peso. – Emma se vira rapidamente se sente seu coração se contraindo nas costelas. Abre um sorriso mas logo o fecha, não queria parecer desesperada. Meu Deus, ela pensava muito naquela mulher.
–Está sugerindo que estou acima do peso?- parecendo uma criança, sai da cerca com um pulo; Regina revira os olhos. Emma para em sua frente, esperando uma resposta e, a prefeita a encara.
–Estou “sugerindo” que se você quebrar minha cerca, vai ter que pagar. – ignora a posição da mulher à sua frente e bate ombros com ela. Emma sorri de lado, e se vira para a casa; Regina vira a chave na porta. – O que você está fazendo aqui afinal? – abre a porta, levanta as sobrancelhas e inclina levemente a cabeça.
– O jornal... eu lhe falei essa manhã. – Emma tem suas mãos nos bolsos e encolhe os ombros; — posso voltar depois, se preferir. – estava com certeza que ela se incomodara com a sua presença.
– Porque não foi ao meu escritório? Não trato de assuntos na minha casa. – elas se encaram, Emma abre a boca, mas gagueja
– E-eu não sei onde fica... – Regina respira fundo e olha pra loira do lado de fora; sente seus joelhos fracos e apoia todo o peso na maçaneta. Se deixasse Emma entrar, talvez não fosse forte o suficiente contra seus sentimentos, e tudo que batalhou até agora pra esquecer, ia adentrar nela como uma bola de canhão. Todos esses anos que ela passou sofrendo, não iam adiantar de nada, talvez ela tivesse mais deles pela frente, depois disso. Emma na casa dela... de novo; sonhara tantos dias com isso e, agora hesitava se a deixava entrar ou não; se deixasse, não conseguiria se conter, em algum momento iria agarrá-la e...
– Entre. – Emma sorri e entra devagar na casa, olhando os interiores, fascinada.
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