Cosa Nostra

27 Capítulo 26: Complicações


Notas iniciais
Oi galera... foi mal a demora, mas consegui!!!! Iupiiii!!!!Nos vemos la embaixo... se alguem quiser escutar uma musica com o cap, sugiro a versao acustica do TO KILL do 30 seconds to mars... (http://www.youtube.com/watch?v=kHfOi_RUqCE)

- Qual? – eu perguntei desconfiado.

- Eu quero que você acabe com a Swan de uma vez por todas. – Don falou com um sorriso maldoso no rosto.

- Como se fosse fácil. — eu falei ironizando, mas na verdade, eu tinha medo do que ele podia fazer.

- É fácil, moleque... mais do que você imagina. — ele disse sorrindo — Como você acha que o poderoso General Charlie Swan morreu?

Eu o olhei confuso. O pai da Isabella? O que ele tinha a ver com toda essa história?

- Ele não morreu na guerra do Iraque? — eu perguntei.

Ou pelo menos era isso que Isabella tinha me dito. Don gargalhou.

- Foi isso que as Forças Especiais divulgaram. Mas na verdade, eu coloquei um preço pela sua cabeça. — ele me explicou dando os ombros, como se fosse a coisa mais simples do mundo — Meio milhão de dólares. Foi isso que me custou para ter o desgraçado morto por um companheiro de exército.

- E se eu não conseguir cumprir a minha missão, você colocará um preço na cabeça da Swan? – eu perguntei já sabendo a resposta.

- Claro. – ele respondeu dando um sorriso – Três milhos de dólares em dinheiro. E por esse preço, eu não dou dois dias para ela ser achada morta.

Inferno... eu sabia que por três milhões, qualquer soldati idiota ia se arriscar para matar Isabella.

- Edward — ele disse sério — Depois dessa missão, eu quero que você assuma sua posição na Organização. Quero que todos saibam que você é meu filho.

- Achei que você não queria me expor. — eu falei usando os mesmos argumentos que ele e Elizabeth sempre usaram comigo.

Ele se aproximou de mim e segurou meu rosto com as duas mãos, em uma atitude tipicamente italiana.

- Você é meu sucessor. Meu herdeiro. Meu único filho. — ele falou sorrindo — E ouso dizer que você e Tanya no poder serão melhores que eu e sua mãe.

- Mas antes de assumir a Cosa Nostra, eu preciso completar minha missão. — eu disse.

- Isso mesmo! — ele disse.

Nós dois ficamos em silêncio.

Então, Don estava tentando me comprar: sua posição de Don pela morte de Isabella... eu só não entendia o motivo dele querer tanto a cabeça da Swan.

Estava muito estranho. Não era só por causa das Forças Especiais. Não podia saber... eu tinha certeza que havia alguma coisa a mais nisso.

- Por isso, acho melhor você cumprir logo essa missão, moleque. — ele falou, por fim.

Dizendo isso, ele sorriu e simplesmente foi embora, me deixando compeltamente atordoado.

Inferno! Eu conhecia Don o suficiente para saber que ele não estava blefando. A Cosa Nostra queria Isabella morta e eles não poupariam esforços ou dinheiro até conseguirem.

E eu não sabia o que fazer... porque eu sabia que ou eu matava Isabella ou outra pessoa o faria.

Eu andei sem direção pelo parque por alguns minutos. Depois me sentei em um banco e fiquei olhando para o nada.

Merda! Três milhões de dólares. Eu já vi muito neguinho fazendo loucuras por bem menos que isso. Assim que Don anunciasse o preço da cabeça da Isabella, seria um verdadeiro caça as bruxas em Nova Iorque.

Mas eu não precisaria deixar chegar as coisas chegarem a esse ponto. Eu podia simplesmente matá-la e acabar com isso de uma vez por todas, não podia?

Imediatamente eu tive minha resposta. Não. Eu não podia. Eu não conseguia sequer cogitar essa possibilidade.

Nem sei quanto tempo se passou e eu fiquei sentado naquele banco. Só percebi que o tempo tinha passado quando vi que o sol já tinha se posto.

Perdido, eu fui ao único lugar que eu confiava: à casa dos meus pais. Assim que eu entrei em casa, minha mãe e meu pai vieram me receber na sala.

- O que aconteceu, meu filho? — minha mãe perguntou assim que me viu.

Eu a olhei e vi que ela me olhava carinhosamente. Céus... como eu queria poder contar tudo a ela. Contar que porra de homem eu era. Contar que o filho deles não era nada menos que um assassino filho da puta.

- Problemas no trabalho. — eu falei evasivamente.

O que não era mentira, era? Afinal, matar ou não a Swan era meu dilema.

Ela me abraçou e me levou para o sofá, nos sentando. Meu pai se aproximou, mas ficou em pé, ao lado do sofá.

- É sobre Isabella? — meu pai perguntou.

Eu apenas assenti, olhando para o chão.

- O que foi querido? — minha mãe perguntou preocupada — Aconteceu alguma coisa?

- Não... eu só... só me preocupo com ela. — eu falei engasgado — E tenho muito medo de que algo de ruim aconteça.

- Eu sei que você está apaixonado por ela, meu filho. — minha mãe falou pegando as minha mãos e as colocando em seu colo — E sei também que você fará de tudo para protegê-la.

- Eu não acho que conseguirei protegê-la. — eu disse, derrotado.

Eu não podia lutar contra o resto do mundo. Era impossível. Eu falharia e ela acabaria assassinada por causa de três milhões de dólares.

- Vai sim. — meu pai disse confiante — Eu sei que vai.

- Não tenho tanta certeza disso, pai. — eu admiti.

- Eu sei que tudo vai dar certo. — minha mãe falou — Sexto sentido de mãe não falha nunca.

Eu apenas dei um sorriso fraco e me levantei do sofá.

- É melhor eu ir embora, porque amanhã eu tenho que estar na base cedo. — eu falei.

- Independente do que for, eu sei que você fará a coisa certa. — minha mãe falou sorindo.

Eu me despedi dos meus pais, que me abraçaram carinhosamente, e fui para minha casa.

Chergando lá, eu me joguei na cama de roupa e tudo e fiquei encarando o teto. Fiquei pensando no que eu podia fazer. Eu sabia que eu não seria capaz de matar Isabella... mas o que eu poderia fazer?

Assim que ela descobrisse toda verdade, ela ia me odiar para sempre... se não me matasse antes de eu explicar toda a história.

Eu precisava de uma carta na manga. Alguma coisa para negociar com Don. Alguma coisa que ele queria muito. Algo que valia mais que a vida da Isabella para ele... mas o que?

Fiquei pensando e pensando no que ele podia querer mais que tudo. No que faria com que ele desistisse de Isabella.

Pensei e pensei... até que... o disco rígido. Isso!

Eu copiaria a merda do disco rígido das Forças Especiais. Era a única maneira que eu tinha barganhar com Don.

A vida de Isabella pelo disco rígido. Era isso que eu trocaria. Do jeito que Don era ganancioso, eu duvidava que ele seria capaz de deixar o disco rígido escapar por suas mãos.

Comecei a traçar o plano. Pensei detalhadamente no que eu faria. E seria logo. Amanhã eu já colocaria o plano eu ação. Afinal, eu não tinha tempo a perder.

E depois, eu sumiria do mapa. Simples assim. Concentrado em meu plano, eu acabei dormindo.

No outro dia, eu acordei me sentindo estranho. Saber que era meu último dia nas Forças Especiais me trazia uma sensação ruim... de perda.

Eu cheguei à base antes das seis da manhã. Estava tudo deserto... não tinha ninguém... nem mesmo Isabella tinha chegado.

Decidido sobre o que eu tinha que fazer, eu fui para o 13º andar, em direção à sala central.

Parei em frente à sala e respirei fundo. Era agora ou nunca. Eu peguei a chave que eu havia copiado e abri a porta. Eu entrei na sala já fechando e trancando a porta.

Merda, merda e merda. Eu sabia que não tinha outra escolha e ainda assim eu me sentia mal em copiar o disco rígido e trair Isabella dessa maneira.

Eu me sentei em frente ao computador e o liguei, colocando o meu pen drive na torre.

A tela ficou preta e me pediu uma senha. Eu me chutei mentalemente.... claro que eu precisaria de uma senha! Eu estava tão confuso que nem pensei nisso.

Uma senha... senha... qual seria a senha da Isabella?

Eu digitei DEREK e esperei para ver se estava certo ou não.

Olhei a tela e soltei a respiração que nem sabia que estava segurando. Era a senha certa.

Os dados estavam criptografados, mas eu já esperava por isso. Então, eu copiei todo o conteúdo do disco rígido para o meu pen drive.

Assim que a operação terminou, eu desliguei o computador, guardei o pen drive no bolso e sai o mais rápido possível daquela sala.

Fui até o vestiário e vesti meu uniforme de treinamento. Olhei para o relógio e vi que Isabella já deveria ter chegado.

Fui até sua sala. Eu precisava vê-la... pela última vez. Depois de tudo, eu teria que me manter escondido. Não das Forças Especiais, mas de Don... porque ele aceitaria minha barganha, mas não me perdoaria por isso.

- Isabella? — eu a chamei, entrando na sua sala.

- O que você quer Cullen? — ela perguntou rispidamente sem me olhar.

- Te ver. — eu admiti.

Ela levantou a cabeça e me olhou. Seu olhar era cansado... desanimado.... quebrado.

- Por quê? — ela perguntou com dor em sua voz.

- Não nos vemos há alguns dias. — eu menti — Apenas quis te ver.

Ela fechou os olhos por alguns segundos e depois me olhou.

- Certo. — ela falou e se levantou, dando a volta na mesa e ficando de frente para mim.

Eu me aproximei dela, sem nunca deixar de olhar em seus olhos, que por algum motivo, pareciam totalmente sem vida.

Eu sorri fracamente, mas ela continuou séria, apenas me encarando intensamente. Eu me aproximei mais um pouco dela e passei a mão pela sua cintura.

Senti a já tão costumeira corrente elétrica passar pelos nossos corpos. Ela fechou os olhos e passou os braços pelo meu pescoço, me apertando para junto dela, como se eu fosse fugir a qualquer minuto. No mesmo instante, eu apertei sua cintura com força.

Nossos corpos estavam totalemente colados um no outro e eu sentia seu coração bater mais rápido... assim como o meu.

Eu encostei minha testa na dela e fechei meus olhos. Nenhuma palavra precisava ser dita. Seria uma espécie de despedida. Acho que ela percebeu, porque não disse nada.

Eu encostei meus lábios nos dela... e fiquei assim por alguns segundos... apenas sentindo sua textura.

Ela entreabriu os lábios e eu lentamente passei minha língua por eles. Minha língua pediu passagem e ela concedeu.

Foi um beijo diferente de todos outros. Não tinha a mesma violência ou urgência... tinha carinho e uma saudade antecipada.

Eu apenas a sentia entregue em meus braços pela ultima vez. Eu explorava sua boca com todo cuidado... memorizando seu gosto... seu cheiro... o encaixe perfeito do seu corpo no meu.

Naquela hora eu dei a ela o que ninguém nunca teve... meu coração... por completo... sem segredos, sem dor, sem passado...

Eu encerrei o beijo com um selinho carinhoso. Eu abri os olhos e vi que ela me encarava. Ficamos nos encarando por alguns segundos.

- Eu tenho que ir. – eu sussurrei e ela apenas assentiu.

Eu a soltei, mesmo sem querer, e me virei, saindo da sua sala sem olhar para trás. Seria melhor assim.

Eu fechei os olhos assim que saí da sala dela, tentando guardar todos os sentimentos que eu estava sentindo naquele momento. Afinal, eu ainda tinha que ter uma conversa séria com Don e ninguem podia desconfiar de nada... não antes que eu concluísse todo o meu plano.

Eu fui para a cozinha e lá fiquei conversando com Emmett, Mike, Angela e Alice por alguns minutos até que Isabella e Jasper entraram.

Eles estavam estranhamente sérios.

- Temos uma missão — Isabella falou — Troquem de roupa imediatamente. Eu quero todos prontos em exatos cinco minutos.

Todos ficaram surpresos, pois todas as missões, por mais urgentes que fossem, nós éramos avisados sobre o que era a missão e como seria a missão. Mas pelo visto, isso não aconteceria dessa vez.

Isabella simplesmente virou e saiu da sala, sem falar mais nada.

- Jasper? — Alice o chamou — O que está acontecendo?

- Apenas façam como Bella ordenou. — ele disse, também saindo da sala de treinamento.

Alice e Emmett se entreolharam.

- Alguma coisa está errada. — Alice falou.

- Mesmo assim, é melhor fazermos o que Bella mandou. — Emmett disse — Vamos.

Fomos para o vestiário e colocamos as roupas de missão. Isabella entrou no vestiário com Jasper, que carregava varias armas.

Ela não olhou em nenhum momento para mim... o que eu não sabia se era bom ou ruim. Bom, porque eu não queria ter que encara-la novamente... e ruim, porque eu estava viciado em seus olhos castanhos.

- Aqui estão as suas armas. — Jasper falou entregando a todos sua respectiva arma — Estão carregadas e a munição para recarregar.

Isabella nos deu os comunicadores, sem olhar direito para ninguém.

- Emmet, você será responsável pelo primeiro andar todo da casa. — Jasper falou mais uma vez — E também será responsabvel por Alice, Mike e Edward. Se prepare, pois a minha comunicação e a de Isabella será restrita.

O que ele estava dizendo é que ele e Isabella ficariam incomunicáveis durante toda missão.

- Mas Jasper... — Emmett começou a falar mais foi interrompido.

- É assim que será, Emmett. — Jasper falou sério — Já está decidido. E eu e Isabella seremos responsáveis pelo segundo andar da casa.

- Vocês estão terminantemente proibidos de subirem ao segundo andar, entendido, boinas verdes? — Isabella perguntou e todos assentiram rapidamente por causa da sua voz fria e sem emoção.

- Que missão é essa? — Mike perguntou.

- Vocês não precisam saber. — Isabell respondeu — Só preciso que vocês tomem cuidado com essa missão. Angela, você ficará na base e eu quero que você corte todos os tipos de comunicação do quarteirão inteiro em quinze minutos.

Angela afirmou com a cabeça e pegou seu laptop.

- Eu consigo em dez minutos, General. — ela falou e Isabella deu um sorriso forçado de aprovação.

- Nossa última informação é que no primeiro andar tem aproximadamente 65 homens todos fortemente armados. – Jasper falou – Por isso, Mike, você ficará responsável por jogar a bomba de gás antes de efetivamente invadirem a casa.

Mike assentiu e pegou a bomba, que lhe era oferecida pelo Jasper.

- A ordem é atirar para matar, entendido? — Isabella falou olhando para mim pela primeira vez.

- Sim senhora. — todos, inclusive eu, responderam.

Cara, tinha alguma coisa muito errada com essa missão... e com Isabella, mas eu não tinha tempo para pensar nisso naquele momento.

Como de costume, nós fomos para a garagem e partimos em duas blazer’s. Isabella e Jasper em uma e o resto dos boinas verdes em outra.

- Alice e Cullen, vocês ficaram próximos a porta. Quero que vocês sejam os primeiros a entrar... assim que o Newton jogar a bomba dentro da casa. — Emmett explicou como nós agiríamos, enquanto estávamos na blazer.

- Sim senhor. — eu e Alice respondemos.

Dez minutos depois, nós já chegávamos ao local. Os dois carros pararam no final da rua. Eu reconheci na hora.

Puta merda!

Era o segundo maior ponto de drogas da Cosa Nostra e também era onde Tanya ficava quando não estava com Don e Elizabeth.

Caralho... se Don já queria a cabeça de Isabella, agora ele ia querer o corpo todo... tudo ficava cada vez mais complicado.

Nós saímos do carro e nos posicionamos do lado de fora da casa.

- Essa é a nossa ultima comunicação. A partir de agora, o Coronel McCarty será o responsável. — Isabella falou mecanicamente — Nos vemos no final da missão, boinas verdes. Boa sorte.

Ela e Jasper saíram, dando a volta pela casa.

- Todos em posição. – o Coronel McCarty ordenou a todos.

Na mesma hora, eu e Alice fomos para perto da casa e ficamos cada um de um lado da porta, com as costas encostadas na parede.

- Pronto senhor. – nós respondemos pelo comunicador.

- Mike? – ele perguntou em relação à bomba.

Mike se ajoelhou e mirou a arma de bomba na direção da casa.

- No alvo, senhor... só esperando sua ordem. – Mike respondeu.

- Colocar as máscaras de oxigênio, boinas verdes. — Emmett ordenou pelo comunicador.

Todos nós colocamos as respectivas máscaras e ficamos agurdando as ordens dele.

- Agora, Newton. — McCarty mandou.

Mike mirou e atirou a bomba. Ela entrou pela janela que estava aberta.

- Pronto, Coronel. – Mike falou.

- Cullen, Brandon, agora. — Emmett mandou.

Eu chutei a porta com força e ela abriu. Eu e Alice entramos na casa, com Emmett e Mike atrás de nós.

Eu não prestava atenção no que acontecia ao meu redor, eu apenas atirava em tudo que se movia.

Os membros da Cosa Nostra estavam armados até os dentes, mas a bomba de gás nos ajudou a desistabilizá-los.

A fumaça impedia que eles nos vissem com clareza, o que facilitava, porque eles não tinham como mirar em nós.

Eu e Alice fomos avançando na medida em que atirávamos nos bandidos que estava na nossa frente.

A situação era caótica. Alguns atirando e outros correndo para tentar se salvar. Diferentemente deles, nossos tiros eram quase sempre certeiros.

Eu e Alice nos escondíamos atrás de paredes, nos protegendo dos milhares de tiros. Aos poucos, ela foi andando na frente e eu atrás dela, atirando e matando quem aparecesse pela frente.

Fomos avançando pelo primeiro andar da casa e depois de muito tiro, conseguimos matar todos que estavam no primeiro andar.

- Bom trabalho, boinas verdes. — Emmett falou tirando a máscara e sorrindo.

Todos nós tiramos as máscaras e sorrimos. O cansaço era visível no rosto de cada um, mas ainda sim estávamos felizes por mais uma missão concluída.

A cena não era nada agradavél. Parecia uma carnificina. Parecia não... era... mas fazer o que?

Então, eu vi um cara com uma metralhadora indo para o segundo andar.

Merda... Isabella estava lá e eu não podia avisá-la pelo comunicador.

Sem pensar, eu corri atrás do desgraçado até o segundo andar.

Vi o cara entrando em um quarto e quando eu entrei no quarto atrás dele, o vi caindo no chão e Jasper com a arma mirada em sua direção.

Jasper abaixou a arma e só então eu olhei para ver o que tinha no quarto. Tinha uma cama que parecia de motel e uma mesa com duas cadeiras.

Ao lado da cama, estava o cônsul italiano que havíamos salvado usando apenas com uma cueca samba canção. Ele estava ao lado de Jasper.

No canto, Isabella estava em pé apontando uma arma e pisando nas costas de uma mulher loira, que estava caída no chão de calcinha e sutiã.

A mulher virou o rosto na minha direção e vi que era Tanya. Ela me olhou e eu vi o desespero em seu olhar. Ela estava desesperada... eu em seu lugar também ficaria.

Eu desviei meu olhar para Isabella, que tinha um olhar completamente sem emoção para mim.

Eu passei a mão pelo meu cabelo. Porra! Eu não sabia o que fazer. Os ‘Boinas Verdes’ tinham capturado Tanya. Isso só ia complicar o meu plano de negociar com Don.

- O que você está fazendo aqui, Cullen? — Isabell perguntou rispidamente — Minha ordem era não subir para a merda do segundo andar.

- Eu...

— Não me interessa a sua justificativa. — ela disse com a voz fria e carregada de raiva — Eu estou de saco cheio da sua falta de respeito. Assim que chegarmos à base, você ficará de castigo. Entendido?

- Sim senhora. — eu a respondi sem ter outra alternativa.

- Jasper, leve o Stefano para a base. — Isabella ordenou.

- Sim senhora. — Jasper respondeu e saiu do quarto com o cônsul.

- Levante-se Tanya. — ela ordenou.

Com dificuldade, Tanya se levantou. Eu apenas observava toda situação e tentava imaginar uma saída para aquela merda toda.

Agora a situação estava pior... mil vezes pior. Don ia querer a cabeça da Swan e nem o disco rígido seria capaz de convecê-lo ao contrário.

- Perdeu alguma coisa aqui, Cullen? — Isabella perguntou.

- Não senhora. — eu falei saindo do meu transe — Mas não seria bom dar uma blusa para ela? — eu falei a primeira coisa que me veio a cabeça.

- Não. Ela vai assim mesmo para a base. — Isabella disse, algemando Tanya.

Ela e Tanya passaram por mim, me olhando intensamente e saindo do quarto.

Assim que chegamos à base, Isabella dispensou todos, menos eu, que ficaria e castigo por ter desobedecido a uma ordem direta.

Ela e Jasper foram para a sala de interrogação onde estava Tanya. E eu fiquei perambulando pela base, tentando pensar em alguma solução urgente.

Já era noite e eu estava parado do lado de fora da sala onde Tanya estava. Lá dentro estavam a General e o Hale. Eu apenas escutava os gritos de desespero de Tanya.

Depois de ter visto o que eles fizeram com Royce, eu conseguia imaginar o que eles estavam fazendo com Tanya.

Eu coloquei a testa na parede. Puta que pariu... onde eu tinha me metido?

- Edward? – Rose me chamou.

Eu desencostei minha cabeça da parede e a olhei

- Você está bem? Algum problema? — ela me perguntou preocupada.

Eu olhei para ela, balançando a cabeça negativamente. E, então, eu tive uma ideia. Com certeza não era a ideia mais brilhante que eu já tive, mas, naquela hora, era a única coisa que eu podia fazer.

- Você confia em mim, Rose? — eu perguntei.

- Claro Edward. — ela falou sorrindo.

- Eu prometo que não vou te machucar. — eu falei esperando que ela percebesse a verdade nas minha palavras.

Antes que ela me respondesse, eu peguei minha arma e apontei para ela. Ela me olhou assustada e deu um passo para trás.

- Edward? O que está acontecendo? – ela perguntou assustada.

- Não corra, que vai ser pior, Rose. – eu a avisei.

Ela engoliu seco e seus olhos encheram de água. Eu me odiava por estar fazendo isso com ela.

Eu a segurei com força e a virei de costas para mim, segurando firmemente suas mãos. Eu apontei a arma na sua cabeça.

- Abra a porta, Rose. – eu ordenei.

Ela me obedeceu, abrindo a porta, e nós entramos na sala.

Tanya estava amarrada a uma cadeira, coberta em sague. Seu rosto estava completamente deformado de tanta porrada.

Ao me ver, Tanya deu uma gargalhada alta.

- Veio me salvar, amorzinho? – ela perguntou.

Vi Jasper e Isabella trocando um olhar rapidamente. Os dois estavam surpresos... isso era claro.

Eu olhei para Isabella, que agora me encarava intensamente. Como eu queria saber o que estava passando na sua cabeça... que merda!

- Desamarrem a Tanya agora. – eu mandei e Isabella olhou para Jasper.

Eles não me obedeceram e continuaram imóveis, apenas olhando um para o outro, como se conversassem.

- Desamarre Tanya antes que eu atire em Rose. – eu repeti apertando a arma contra o rosto da Rose.

Jasper apenas assentiu, mas Isabella negou.

- Faça, Bella. — Jasper falou — Vai dar tudo certo.

Ela fechou os olhos e respirou fundo, os abrindo em seguida.

- Tudo bem. — ela falou olhando para mim.

Então, ela desamarrou Tanya da cadeira e a levantou da cadeira pelo braço sem o menor cuidado, apontando a arma para a cabeça dela.

- Você atira em Rose e eu acabo com a vida da sua noivinha e com a sua, Cullen. — Isabella falou.

Eu a olhei assustado. Então, ela já sabia de tudo?

Notas finais
Nao é segredo para ninguem que eu estou atrasada em responder os comentarios... mas eu os leio e amo cada um deles...Só que ando sem tempo até para respirar... mas assim que eu tenho um tempinho, eu respondo algum... ok??? Me desculpem, mas minhas obrigações me chamam... =(TaynaCullen e minha amiga Marci_Cullen, muito obrigada pelas recomendações...Para quem não sabe, eu sou fã da Marci e para mim é maravilhoso ter uma recomendações dela...Proximo capitulo é o final da 1ª temporada... ja fiz o epilogo/prologo da 2ª, mas acho que vou dar um tempo para dar uma andada com a 2ª temporada...E nao se preocupem... apesar de ter segunda temporada, nao vai ter enrolação nao... mas eu garanto que terá mta morte, muita açao e muito Edward e Swan... rrss...Bjosssssssssssss