Cosa Nostra

25 Capítulo 24: Chantagem


Notas iniciais
Nos vemos l'embaixo... como sempre...
=)

Eu abri a porta e a cena me paralisou por alguns segundos. O imbecil do Black estava com as mãos na cintura da Isabella, quase a beijando.

- O que esta acontecendo por aqui? – eu perguntei.

Isabella se desvencilhou do idiota e deu dois passos em minha direção.

- Nada que lhe interesse. – ela disse friamente – Agora saia da minha sala imediatamente e da próxima vez bata antes de entrar.

Eu a olhei indignado. Essa mulher era bipolar ou que???

Ela tinha me assegurado que não tinha mais ninguém além de mim, e agora eu a pego nos braços de outro? E do idiota do Black, ainda por cima.

- É uma ordem, Capitão. – ela completou provavelmente ao perceber que eu estava paralisado com a sua fala.

Seus olhos me fitavam intensamente, como se ela estivesse tentando me defender de alguma coisa, ou sei lá o que.... contradizendo completamente a sua atitude.

Eu a olhei confuso... muito confuso!

- Eu acho bom que o Cullen tenha juntado a nossa... reunião. – o Black falou de uma maneira arrogante, como sempre, andando na minha direção e parando ao lado de Isabella – Afinal, você também é interessado.

Interessado em que? O que estava acontecendo? Eu olhei para Isabella e depois para o Black, tentando entender alguma coisa. Será que dava para alguém me explicar que porra era essa?

Ele deu uma risada sarcástica e olhou para Isabella e depois para mim.

- Eu sabia que a General não te falaria nada. – ele disse percebendo a minha evidente confusão – Ela é orgulhosa demais para admitir que está em um beco sem saída.

Com toda pose de “vou fuder vocês”, ele foi até o computador da Swan, colocando um DVD para rodar.

Isabella veio na minha direção e parou ao meu lado. Eu a olhei para tentar entender o que estava acontecendo e ela apenas balançou negativamente a cabeça, me dizendo que aquela definitivamente não era hora de perguntas.

Black virou o monitor na nossa direção, nos mostrando o que estava no DVD.

Puta que pariu! Era só o que faltava nessa confusão toda que eu havia me metido. Eu fiquei paralisado, olhando para o monitor. Merda, merda e merda!!!!

Era um vídeo da Swan transando comigo aqui na base... no chão da sala de treinamento, para ser mais específico.

Só então eu entendi que o barulho que nós escutamos aquele dia era esse filho da puta... mas que caralho...

Eu olhei para Isabella, mas ela se mantinha completamente séria... sem demonstrar nenhum sentimento sequer.

- EU acho que os Generais de Washington não vão gostar de saber que a base da equipe alfa das Forças Especiais virou um motel barato. – ele falou divertido.

Eu olhei mais uma vez para o monitor, ainda sem acreditar no que eu estava vendo.

- O que você quer Black? – a Swan perguntou sem rodeios cruzando os braços.

- Simples. Quero que vocês acabem esse romance ridículo de vocês e quero você para mim. – ele falou olhando para a Swan de cima para baixo com desejo.

Ele só podia estar brincando. Eu rosnei de raiva e, sem me conter, eu avancei por cima da mesa, o agarrando.

- Você está louco, seu idiota? – eu falei o segurando pela gola.

Ele riu, me deixando mais puto, e se desvencilhou de mim. Eu já ia avançar em cima dele novamente, quando senti a mão da Isabella segurar meu pulso.

Ela olhou no fundo dos meus olhos, sem dizer nada... mas nem precisava, pois o seu olhar dizia tudo... e ela estava me pedindo para não fazer mais merda.

Então, contrariado, eu respirei fundo e fiquei esperando o que ele ia dizer.

- Não. Eu não sou louco. Apenas corro atrás do que eu quero. – ele disse e olhou novamente para Isabella – E eu a quero para mim.

Eu fechei minhas mãos em punho com força, para não quebrar esse desgraçado na porrada.

- Só isso? – Isabella perguntou ainda sem demonstrar qualquer emoção, o que era extremamente frustrante para mim... eu realmente queria saber o que essa louca estava pensando.

- Não. – ele respondeu – Quero também que vocês assumam que minha suspensão foi um erro e quero a exoneração imediata do Cullen.

Eu e ela trocamos um olhar rápido, que não passou despercebido pelo babaca do Black.

- Darei um tempo para vocês pensarem. – ele falou – Mas eu quero uma resposta até amanhã à tarde.

Ele deu mais uma olhada para Isabella e foi até a porta.

- Ah... – ele disse olhando para trás – O vídeo pode ficar com vocês... considerem como uma cortesia da minha parte.

Ele saiu, fechando a porta, nos deixando sozinhos no escritório. Eu olhei para a Swan e ela estava com um olhar indecifrável.

Ela sentou em sua cadeira, atrás da mesa e mexeu no computador. Depois de alguns segundos, ela me olhou.

- O que vamos fazer? – eu a perguntei.

- Vamos fazer o que ele quer. – ela me respondeu dando os ombros, como se fosse óbvio.

- O que? Você está louca? – eu gritei.

- Em primeiro lugar, não grita... porra! – ela falou rispidamente – Em segundo lugar, respire fundo e tente se acalmar. E em terceiro, sente-se e me escute.

Sem alternativa, eu me sentei e escutei tudo o que ela tinha a dizer... é... até que podia dar certo.

...

- Você não pode aceitar a proposta daquele idiota! – eu esbravejei gritando.

Eu gritei bem alto para o idiota do Black, que estava bisbilhotando atrás da porta da sala da Swan, escutar direitinho a nossa suposta briga.

— Não só posso como vou. – ela respondeu friamente, do jeito que ela sempre fazia.

Ela piscou e deu um sorriso malicioso. Não resisti e fui em sua direção.

Eu passei a mão pela sua cintura, a segurando firmemente. Ela passou os braços pelo meu pescoço, me abraçando.

- Eu não acredito que você vai aceitar essa chantagem ridícula – eu falei fingindo estar revoltado – Você não pode fazer isso!

Eu passei a língua pelo seu pescoço, sentindo ela se arrepiar. Adentrei minha mão por dentro da sua blusa e comecei a acariciar seu seio por cima do sutiã.

Ela mordeu o lábio inferior e fechou os olhos.

- Eu não vou colocar meu cargo em risco por sua causa. – ela retrucou, abrindo os olhos passando a mão por cima da minha calça, fazendo meu pau pular.

Seus olhos estavam mais escuros... do jeito que sempre ficava quando ela estava excitada.

- O.. o que você disse? – eu gaguejei reprimindo um gemido.

Ela apenas riu maliciosa.

- Isso mesmo que você escutou, Cullen. – ela me respondeu sem qualquer emoção na voz – Eu não vou abrir mão da minha vida militar por um caso sem importância.

Eu tinha que admitir que ela era muito... muito boa, porque eu sabia que ela estava muito excitada e mesmo assim, ela conseguia fingir perfeitamente bem.

Eu fechei os olhos para me concentrar e falei, abrindo os olhos:

- Eu deveria saber que você não passe de uma vagabunda mesmo.

Seus olhos estreitaram e ela me empurrou. Pelo visto, nem de brincadeira, ela gostava de ser chamada de vagabunda.

Eu segurei seu pulso e a puxei para mim novamente, a segurando pela cintura.

- Vagabunda ou não, Cullen, eu não estou disposta a perder o que eu tanto lutei para ter por apenas uma boa foda. – ela disse daquele jeito “eu sou melhor que você” que me dava ódio.

- Isso não vai ficar assim. – eu gritei dando um soco na porta com a mão que não estava na cintura da Isabella... sabe como é... eu tinha que dar um showzinho para o idiota que estava escutando do outro lado da porta – Você e o filho da puta do Black vão me pagar caro por isso.

- Estou morrendo de medo, Capitão. – ela falou cinicamente – Agora saia da minha sala imediatamente.

Eu lhe dei um beijo rápido e saí da sua sala batendo a porta com muita força. Olhei para o lado e consegui ver o Black se esconder na sala ao lado... eu ri internamente... ele era mesmo um imbecil.

Fui para o banheiro, trocar de roupa. Eu ainda tinha que passar na casa do filho da puta do Black, para começar a parte 2 do nosso plano, que pelo visto estava dando certo.

Sim... eu e Isabella tínhamos um plano para tirar o Black do nosso caminho.... e nós o colocamos em ação hoje de manhã, quando Isabella chamou o idiota até à sua sala para supostamente dar lhe uma “resposta”.

Ela usava um mini microfone escondido que me possibilitou de escutar a conversa dos dois. Eu fiquei na sala de reuniões com o fone de ouvido escutando e ao mesmo gravando toda conversa.

Flashback On (de manhã)

- Sente-se Tenente. – Isabella disse.

- Achei que o Cullen estaria aqui. – ele disse provavelmente se sentando, por causa do barulho de cadeira se arrastando.

- Não... na verdade, ele não sabe ainda da minha decisão. – ela falou – Eu queria que você fosse o primeiro.

- E qual é a sua decisão? – ele perguntou um pouco ansioso.

- Eu aceito as suas condições de largar o Cullen e ficar com você. – ela falou.

Eu fechei os olhos com raiva... eu sabia que era o nosso plano... mas mesmo assim que ficava irado com essa possibilidade.

- Eu já esperava por isso. – o Black falou nitidamente satisfeito – Sei quanto aqui é importante para você.

- Realmente, Tenente. – ela falou – Mas não é só sua chantagem.

- Não? – ele pergntou surpreso.

- Não... – ela falou com a voz sexy para caralho – Eu finalmente percebi que você é o homem certo para mim. Achei extremamente excitante o que você fez para me ter...

Pelo que eu conhecia da Swan, a maldita devia estar fazendo caras e bocas fodidamente sexy e deixando o pobre coitado sem rumo.

- Eu... bem... eu....você... nossa. – ele falava palavras desconexas.

- Mas existe um complicador. – ela disse “inocentemente”.

- Qual? – ele perguntou.

- O Cullen. Eu não posso voltar atrás da minha punição a você e nem posso exonerar o Cullen sem provas concretas que me levem a isso. – ela o informou – E eu acho que ele não vai aceitar que eu preferi você a ele... e tenho certeza que ele será uma pedra em nosso caminho.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos... e eu mais ansioso que já estava.

- Eu não tinha pensado nisso. – o imbecil confessou a Isabella – Mas você tem razão.

- Eu tenho sempre razão, Jake. – ela disse o chamando pelo apelido.

Mais uma vez, senti raiva e respirei fundo tentando me acalmar.

- E também sempre tenho um plano. – ela falou de maneira arrogante.

Eu sorri... porque eu sabia o que estava por trás das palavras dela. Na verdade, ela me contou que desde que ele a chantageou pela primeira vez, ela já começou a pensar em um plano para conseguirmos o vídeo e acabar com a chantagem de uma vez por todas.

Ela me contou também que ele estava a chantageando desde que voltou da sua suspensão, mas que ela tinha conseguido enrolar o idiota por toda a semana.

- Plano? – ele perguntou um pouco confuso.

- Sim... um plano para tirar o Cullen do nosso caminho de uma vez por todas. – ela falou e ele gargalhou.

- Me conte tudo, gatinha. – ele pediu.

Isabella começou a contar a ele sobre o “plano” para me tirar das Forças Especiais.

Eu ri satisfeito... o idiota só não esperava que, na verdade, ele havia caído igual a um patinho no nosso plano.

Flashback Off

Eu saí da base e fui para a casa do imbecil do Black. Isabella o deixaria ocupado preparando os detalhes do “plano” para me tirar das Forças Especiais...

Ele ia arrombar a sala onde estava a droga apreendida no esconderijo da Cosa Nostra para tentar me incrimar... mas antes, o idiota ia guardar a droga na sua própria casa.

Fala sério... o cara era um estúpido mesmo... estava sendo enganado direitinho e nem se dava conta disso.

Isabella tinha me dado uma chave mestra e cinco microcâmeras e três microfones para colocarmos na casa do maldito do Black.

Eu deixei meu carro a três quarteirões da casa dele e fui andando normalmente pela rua, sem levantar nenhuma suspeita. Eu levava os aparelhos em uma mochila.

Entrei na casa dele pela porta dos fundos. Era uma casa pequena... praticamente um quarto e sala... o que nos ajudava, pois não precisaríamos de muitos equipamentos para vigiá-lo.

Coloquei as câmeras espalhadas pela casa, onde poderíamos ver onde ele guardaria o filme original e os microfones para gravarmos alguma coisa que poderia ser usado a nosso favor.

Meu celular tocou e eu atendi já no primeiro toque.

- Ele já saiu da base. – Isabella disse assim que eu atendi.

- Já acabei por aqui. Nos encontramos no lugar marcado? – eu perguntei.

- Quarto 215. Em vinte minutos, Capitão. – ela respondeu, desligando o celular.

Eu peguei a mochila e sai da casa dele, trancando a porta dos fundos.

O trânsito estava terrível por causa de um acidente com um ônibus e eu peguei um engarrafamento enorme.

Quarenta minutos mais tarde, eu entrava no motel. Passei na recepção e peguei a chave que Isabella tinha deixado para mim.

Fui para o quarto 215 e abri a porta, a trancando assim que eu entrei. Olhei para o quarto... não era nenhum hotem cinco estrelas... tinha uma cama, dois criados mudos, uma mesinha com duas cadeiras e uma televisão.

A pasta da Isabella estava em cima da cama e sua roupa estava jogada no chão. A porta do banheiro estava aberta e a luz acessa. O barulho do chuveiro preenchia todo quarto.

Sem resistir, eu tirei minha roupa com cuidado para não fazer barulho e fui para o banheiro.

Ela estava de costas para a porta, lavando os cabelos distraidamente. Olhei gulosamente por todo seu corpo, dando uma atenção especial para a sua bunda... e que bunda... eu ficava de pau duro só de ver...

Eu entrei no box, já apertando minha ereção recém adquirida contra sua bunda. Minha boca imediatamente foi para seu pescoço... beijando e lambendo... sentindo seu gosto enlouquecedor.

- Está atrasado, Capitão. – ela falou empinando a bunda mais contra meu pau.

Minhas mãos passavam pela sua cintura e sua barriga... descendo até chegar ao seu sexo.

Ela jogou a cabeça para trás, a apoiando em meu ombro, me dando mais acesso ao seu pescoço delicioso.

- Trânsito... – eu falei ainda em seu pescoço – Mas eu posso te compensar pelo meu atraso.

Eu passei meu dedo pelo seu clitóris e comecei a brincar com ele.

- Hummmm... – ela gemeu.

- Quer que eu te compense, Isabella? – eu perguntei lhe dando um chupão no pescoço.

Ela só gemeu em resposta, rebolando em meu pau.

- Sim ou não Isabela? – eu perguntei apertando seu clitóris, a fazendo gemer alto.

Eu retirei minha mão e ela resmungou, se virando e ficando de frente para mim.

- Sim... eu quero. – ela disse me empurrando contra a parede fria do box – Eu quero tudo de você, Capitão.

Eu a agarrei pela cintura, a trazendo para perto de mim.

- Você já tem. – eu falei a beijando, enquanto sua mão segurava deliciosamente meu pau.

...

Eu estava sentado na cama, vestindo apenas uma cueca boxer preta, encostado à cabeceira.

Isabella estava sentada ao meu lado, vestindo apenas uma camisa do exército, que era enorme para ela. Nós tínhamos pedido uma pizza e estávamos acabando de comer.

Eu amava comer na cama e, pelo visto, Isabella também. Ela se ajoelhou e colocou seu prato no criado mudo ao lado da cama e pegou seu laptop.

Ela se sentou novamente ao meu lado e o colocou em seu colo. Ela digitou alguma coisa e, na mesma hora, o monitor apareceu a casa do Black.

Eu a olhei surpreso e ela apenas sorriu.

- Eu configurei as câmeras para elas enviarem as imagens diretamente para o meu laptop. – ela explicou.

Black estava deitado no sofá, somente de cueca, assistindo ao vídeo da nossa transa... argh... que coisa mais repugnante... fala sério... e ele estava tão necessitado, era melhor pagar uma puta...

- Nojento. – ela falou expressando o meu pensamento.

- Pelo menos, ele não está se masturbando. – eu brinquei.

E ela fez uma careta.

- Nem brinca Edward. – ela disse olhando para o monitor o tempo todo – Já é traumatizante demais ver essa cena.

Eu olhei para o monitor e vi que o nosso vídeo tinha acabado. O nojento do Black se levantou do sofá e pegou o CD que estava no aparelho de DVD.

- É o original. – Isabella falou paralisando e aumentando a imagem a fim de vermos melhor o pequeno CD.

- Com certeza é o original. – eu falei.

Ela descongelou a cena e a imagem avançou para ele guardando o CD dentro de um livro de biologia.

- Nem acredito que já descobrimos onde está o original. – eu falei.

- Ele é um idiota mesmo... eu sabia que não seria muito difícil. – ela disse com desdém.

Ela aproximou a câmera para o canto atrás do sofá.

- Olha a sacola com as drogas que ele pegou hoje. – ela falou.

- Ele é muito idiota... – eu comentei – O que faremos agora?

- Iremos para a parte 3 do plano. – ela disse deixando o laptop de lado e se sentando no me colo – Mas podemos falar sobre isso amanhã?

Eu sorri maliciosamente.

- Com certeza. – eu falei antes de me perder mais uma vez nela.

...

Eu já estava na porta de fundos da casa do imbecil de novo, esperando ordens da Swan para entrar.

- Edward. – a Swan me chamou pelo receptor que eu estava usando.

- Fala Isabella. – eu respondi imediatamente.

- Eu já congelei as câmeras e os microfones da casa do Black. – ela falou – Pode entrar.

- Sim senhora. – eu falei.

Eu entrei na casa, com a mesma chave do outro dia. Fui direto para a estante da sala e peguei o livro de biologia, o abrindo.

Peguei o CD e troquei por outro que Isabella havia me dado. Hoje de manhã, eu havia a perguntado o que havia no CD que estávamos trocando e ela me disse que eu não gostaria de saber... então, eu deixei para lá, porque eu tinha mesmo a impressão que eu realmente não ia gostar de saber...

- Já troquei os CD’s. – eu falei no comunicador.

- Ok. – ela me respondeu – Já viu a sacola?

Olhei para uma sacola no canto da sala onde estava a droga e sorri... ele estava muito fudido.

- Está na minha frente. – eu falei e fui em sua direção colocando outros pacotes com outras drogas dentro dela.

- Pronto. – eu falei.

- Excelente. – ela disse e pela sua voz, eu sabia que ela estava sorrindo – Saía daí rapidamente, pois ele já está chegando.

Eu saí da casa, fechando a porta e fui até o meu carro, que estava a alguns quarteirões da casa do Black.

Entrei no carro e voltei a falar com ela.

- Já estou no carro. – eu falei.

- Ok... agora, está tudo pronto. – ela disse – Eu estou indo até o aeroporto, encontrar o General Uley. Nos vemos amanhã, Capitão.

- Até amanhã, General. – eu falei.

- Até amanhã, Capitão. – ela falou e desligou.

Dei partida no carro e fui direto para a minha casa. Quando cheguei, vi que Mike estava na sala, assistindo televisão.

- Boa noite, cabeçudo. – eu o cumprimentei.

- Noite boa, hein Edward? – ele perguntou tirando os olhos da televisão, me olhando e dando um sorriso malicioso.

- Por que a pergunta? – eu perguntei me fazendo de desentendido.

- Com esse sorriso, a noite só pode ter sido ótima para você. – ele comentou.

- Digamos que a noite foi muito proveitosa. – eu falei pensando que já estava tudo perfeito para o idiota do Black – Amanhã você volta a trabalhar?

- Graças a Deus, sim!!!! – ele falou – Não agüento mais ficar em casa... principalmente com a minha mãe.

Eu deu uma risada. Nem mesmo o Mike agüentava a mãe dele... de tão chata que a velha era...

- Até amanhã cabeção. – eu falei indo para o meu quarto.

- Até mais, comedor! – eu escutei Mike gritando.

Eu tomei um banho rápido e me deitei... esperando ansiosamente pela manhã seguinte... e eu filnalmente eu estaria livre do cachorro do Black para sempre...

...

No outro dia de manhã, assim que eu e Mike entramos, Jéssica nos informou que devíamos ir para a sala de reunião imediatamente. Ela tinha um olhar assustado, parecia que alguém ia morrer a qualquer minuto.

Eu e Mike fomos direto para a sala de reunião. Chegando lá, vimos todos os ‘boinas verdes’, exceto o Black. Tinha um homem de uns 40 e poucos anos, que devia ser o General Uley.

Todos estavam tensos... era palpavel o clima de tensão naquela sala.. o silêncio era funesto.

- Sentem-se. – Isabella ordenou para mim e Mike.

Nós nos sentamos e ficamos esperando. A feição do General Uley era péssima. Parecia que ele estava pronto para matar um... literalmente.

A feição da Swan não era a das melhores também não... mas eu sabia que era fingimento... a filha da puta era boa para caralho em esconder suas verdadeiras emoções... mas eu via em seus olhos divertimento.

Minutos depois, o imbecil do Black chegou.

- É uma festa e ninguém me convidou? – o idiota brincou.

- Estávamos apenas lhe esperando, Tenente. – a Swan falou séria – Sente-se e já podemos começar.

Ele se sentou e a Swan olhou para o General Uley.

- Ontem, a General Swan me informou sobre um roubo de parte da cocaína apreendida na missão contra a Cosa Nostra, que estava guardada aqui na base. – ele disse visivelmente contrariado.

Os ‘boinas verdes’ se entreolharam, assustados.

- O senhor está sugerindo que foi um de nós, General? – Jasper perguntou.

- Não estou sugerindo, Coronel. – ele disse – Eu estou afirmando. A General Swan me mostrou as provas do roubo.

- Deixe-me explicar melhor, General. – Isabella pediu.

- À vontade, General Swan. – ele permitiu.

- Há três noites, eu estava na sala onde estava sendo guardada a droga, acabando o relatório para mandar para os meus superiores, quando percebi que alguém estava tentando entrar na sala. – ela contou.

Todos prestavam atenção em suas palavras... era uma surpresa para todos, menos para mim... que já sabia o que vinha...

- Eu entrei no sistema e percebi que somente o Tenente Black estava na base naquela hora, além de mim, é claro. – ela continuou.

Senti o idiota do Black ficar tenso ao meu lado.

- Depois disso, por medida de segurança, eu instalei uma câmera na sala e na casa do Black. – ela falou.

- Mentira! – ele falou se levantando da cadeira.

- Calado, Tenente. – o General Uley gritou – E sente-se antes que as coisas piorem ainda mais para o senhor.

O maldito engoliu seco e se sentou.

- Continue, General – o Uley falou para Isabella.

Ela assentiu, ligando o telão atrás dela. Começou a passar as imagens do Black arrombando a sala aqui na base e pegando a droga. Depois, a imagem mudou para ele colocando a sacola atrás do sofá na sua casa.

- Aqui estão as provas. O Tenente Black se aproveitou da nossa confiança e roubou parte da droga. – ela disse.

- Sua vagabunda. – o Black partiu para cima dela – Você mentiu para mim... me fez pegar a droga para me acusar!

Antes que ele a encostasse, ela apontava uma arma para o rosto dele.

- Mais um passo e eu atiro, Tenente. – ela o ameaçou.

Desesperado, ele olhou para o General Uley.

- Sam... – ele falou com o tom falsamente amigável – Nós somos amigos desde criança. Ela está mentindo. Eu jamais faria isso... isso é uma armação.

- “Boinas verdes’ – o General Uley falou – Estão dispensados, exceto a General Swan e o Tenente Black. Agora!

Todos se levantaram, inclusive eu.

- O Culen fica. – o Black falou – Ele também está nessa.

O General Uley olhou para a Swan, que apenas deu os ombros, como se não soubesse o porquê desse pedido do Black.

- Fique Capitão. – o General Uley ordenou.

- Sim senhor. – eu falei.

Todos saíram, ficando apenas, Isabella, eu, o idiota do Black e o General Uley.

- Sam, eu vou te contar o que realmente aconteceu. – o Black falou desesperado.

- Fale. – o General Uley falou – Mas nem pense em mentir, Tenente. E me chame de General, porque aqui, eu sou seu superior.

- Sim senhor. – ele falou com a cabeça baixa – Acontece que a General Swan e o Capitão Cullen estão tendo um caso.

- Isso é verdade, General? – O Uley perguntou para Isabella.

- Sim senhor. – ela afirmou sem hesitar o olhando nos olhos.

- Continue, Black. – o General Uley ordenou.

- E eu tenho uma fita dos dois transando... aqui na base. – ele falou.

- Como? – o General Uley perguntou.

- Um dia, depois do expediente, eu vi os dois... na sala de treinamento e decidi gravar. – ele falou.

- Swan? – o General a chamou.

- Eu não sei do que o Tenente está falando, senhor. – ela disse firmemente – Eu realmente tenho um relacionamento íntimo com o Capitão Cullen, mas sempre fizemos questão de manter discrição e completamente separado na nossa vida profissional.

- Capitão? – o General Uley me perguntou – Isso é verdade?

- Sim senhor. – eu o respondi – Nós mantemos nosso relaciomanento longe da base.

- Mentira! – ele esbravejou – Eu posso provar. Eu tenho a gravação. Está na minha casa.

- Se o senhor quiser, podemos ir até a casa do Tenente, pegar essa tal gravação. – Isabella sugeriu.

- Boa ideia, General. – o General Uley falou e olhou para o babaca do Black – Normalmente eu não faria isso, mas por consideração ao seu pai, Tenente, eu farei.

Nós quatro fomos para a casa do Black em uma blazer das Forças Especiais. Em menos de inte minutos, já estávamos na sala da casa dele.

- Está aqui. – ele disse pegando o livro de biologia e tirando o CD de lá.

Ele colocou no aparelho de DVD.

- Não falei? – ele perguntou olhando para o General Uley.

Eu e o General nos assustamos com o conteúdo da gravação. Era uma gravação pornô... de três homens.

Um homem chupava o outro, enquanto o terceiro enfiava o dedo no... argh!!!!!!! Eu desviei os olhos da televisão e olhei para Isabella, que tinha um sorriso discreto no rosto, que rapidamente desapareceu.

- Desliga essa porra! – o General Uley ordenou fechando os olhos.

- Por quê? – o imbecil do Black falou e só então olhou para a televisão – Não! Não é esse vídeo! Eles trocaram! Você! – ele falou apontando para Isabella – Você entrou na minha casa e trocou os vídeos!

- Chega! – o General Uley gritou – Já chega de mentira, Black.

- Se o senhor quiser, pode averiguar toda gravação da casa dele. – Isabella falou – E verá que ninguém, além dele mesmo, esteve nessa casa.

- Eu não preciso ver mais nada. Já vi e ouvi o suficiente para hoje. – o General falou e olhou para o Black – Jacob Black, você está preso por furtar material na propriedade das Forças Especiais e por porte de droga.

Antes que ele fugisse, eu o segurei e Isabella o algemou. Ela gritava que era inocente e que eu e Isabella tínhamos armado para ele.

- General Swan, chame a poliícia para revistar a casa toda. – o General Uley ordenou.

- Sim senhor. – ela falou segurando o Black, já algemado – Eu gostaria de ser substituída pelo Coronel Hale, para evitar mais acusações infundadas.

- Tudo bem... faça do jeito que achar melhor, Swan. Eu confio em você. – ele falou e olhou para o Black, que ainda gritava como uma meninha – Cale a porra da sua boca! – ele esbravejou lhe dando um soco no nariz – Você é uma vergonha para o seu pai. Pelo menos uma vez na sua vida, tenha honra e assuma a desgraça que você é.

A Swan chamou a polícia e Jasper, que ficou responsável por toda investigação. Eu e ela deixamos o General Uley no hotel que ele estava hospedado e fomos para o apartamento dela.

Agora com Mike de volta, decidimos que teríamos mais liberdade na casa dela... e eu realmente não estava a fim de escutar as piadinhas sem graça do Mike sobre a minha vida sexual.

- Finalmente estamos livres do filho da puta do Black. – eu falei enquanto ela fechava porta do apartamento.

- Falta sumirmos com as gravações da minha conversa com ele. – ela disse – Mas eu não poderei fazer isso enquanto o General Uley estiver aqui.

Nós fomos para o quarto dela. Ela procurou alguma coisa dentro da sua pasta e então, ela me estendeu uma chave.

- O que é isso? – eu perguntei.

- A chave da sala central. – ela disse – Pegue as gravações e as destrua.

Eu fiquei parado, apenas olhando para a chave. Porra!!!! Era a chave para a sala que eu precisava entrar para copiar o disco rígido dos ‘boinas verdes’.

E agora estava aqui... ao meu alcance... mais fácil do que eu imaginei.

Notas finais
Em primeiro lugar, thvyolet, muito obrigada pela recomendação querida!!!! EU AMEI!!!!!!!!!!!!

Em segundo lugar, eu ja estou respondendo os reviews atrasados... então, sorry pela demora, mas eu vou respondendo devagar e sempre...

Hj eu consegui adiantar o cap e decidi postar hj pq amanha tenho mil eventos para ir e nao conseguiria postar... espero que tenham gostado do Edward e Bella se unindo para acabar com o Black....

Bjosssssssssss