Cosa Nostra
6 Capítulo 5: Exército
Notas iniciais
Bjins...
Chegando à base, vi centenas de homens e mulheres que haviam sido recrutados, assim como eu. Todos pareciam ansiosos, como se estivessem fazendo a coisa mais importante da vida miserável deles. Mas na verdade, eram um bando de otários que não tinham nada mais para fazer.
Agora essa merda ia começar. Eu seria um espião no exército. Eu só não sabia o quanto a minha vida ia mudar. Tudo por causa de uma porra de uma promoção.
Fiquei encostado em uma parede, esperando a palhaçada começar. Segundos depois, um garoto loiro de olhos azuis e cara de neném se aproximou de mim.
- Meu nome é Mike Newton e o seu? – ele disse alegremente estendendo a mão para me cumprimentar.
- Edward Cullen. – eu respondi mal humorado, mas apertando a mão dele.
- Prazer. – ele disse sorrindo – Sabe, é um sonho meu, estar aqui. Desde criança, eu sempre quis ser do exército. – ele disse com orgulho.
- Bom para você. – eu respondi sem qualquer entusiasmo.
- Bom mesmo! – ele falou animado e eu olhei para ele.
Será que ele não entendeu meu sarcasmo? Acho que não, porque ele continuou tagarelando:
- Eu nem consegui dormir direito ontem. E hoje de manhã, eu mal consegui tomar o meu café direito. E olha que minha mãe fez um café da manhã especial para mim.
E pela primeira vez desde que eu cheguei à base, eu sorri. Pouco, mas sorri. Mike parecia ser um bom rapaz, apesar de não ter nenhuma noção do mundo real.
Nós dois ficamos conversando até que um soldado ordenou que todos se dirigissem a um galpão. Eu e Mike fomos andando tranquilamente até o galpão. Nem no caminho Mike parou de falar por um segundo que fosse. Eu não sabia se ele era sempre assim ou se só estava empolgado com o fato de estar no exército.
O galpão era enorme. Não era mal cuidado, mas também não era enfeitado. As cadeiras tinham sido enfileiradas e à nossa frente havia uma mesa onde estavam sentados com dois homens e uma mulher fardados.
Eu reconheci a mulher imediatamente. Era a Capitã Swan. Aquela que eu deveria ter matado alguns anos atrás. Enquanto os dois militares conversavam, ela estava séria olhando para os recrutas que chegavam ao galpão.
Eu e Mike nos sentamos no fundo. Os militares ficaram em pé em volta das cadeiras, criando em circulo em volta de todos os recrutas. Uma sineta tocou e todos ficaram em silêncio.
Um homem muito forte de cabelos pretos se levantou e todos os militares que estavam no galpão nos acompanhando bateram continência em sincronia. Ele bateu continência em resposta.
- Descansar. – ele disse firmemente.
Os militares afastaram um pouco as pernas e colocaram as mãos para trás. Aquela era a posição de “descansar” deles. Como eu disse antes, uma palhaçada.
- Eu sou o Capitão Emmett McCarty. Esses são o Major Jasper Hale e a Tenente Coronel Isabella Swan – ele disse apontando para Isabella e o homem loiro ao seu lado.
Então, ela não era mais Capitã? Desde o nosso ‘encontro’, ela já havia sido promovida? Caralho! A filha da puta deveria ser realmente competente. Não é à toa que Don Edward havia pedido a sua cabeça.
Eu percebi que ela e o tal Hale ficavam olhando atentamente a todos os recrutas, enquanto o Capitão McCarty fazia o discurso.
- Hoje nós damos início a mais um recrutamento. – o Capitão McCarty continuou – A nossa missão é lutar e vencer todas guerras que participamos, proporcionando, assim, segurança a todos os cidadãos americanos. Nós honramos o nosso país demonstrando coragem e destemor. A partir de hoje, vocês darão a sua vida se necessário para proteger nosso país e seus cidadãos. Quem não tiver coragem suficiente, pode se retirar agora! – ele ordenou.
Os recrutas olhavam uns para os outros, claramente assustados com o discurso, mas ninguém teve a coragem de sair. Um murmurinho começou entre os recrutas. Rapidamente, a Tenente Coronel Swan se levantou.
- Calados! – ela gritou de forma autoritária dando um murro na mesa.
Imediatamente um silêncio mortal se fez. Ela correu os olhos por todos os recrutas, como se ameaçasse a todos somente através do olhar. Após alguns segundos daquele silêncio incomodo, ela continuou:
- Quando uma autoridade estiver falando, vocês, aspirantes de merda, calem a boca! – ela falou com voz de comando – Quem sabe trinta dias de prisão para todos aqui não sirva para vocês aprenderem a se calar perante uma autoridade?
Os dois homens ao lado da Swan abriram um meio sorriso ao ver como todos os recrutas acataram as palavras dela com medo. Ela se sentou novamente ao lado do Major Hale ainda com a feição de raiva e disse alguma coisa entre dentes.
Ele e o McCarty deram uma gargalhada, mas ainda assim todos os recrutas permaneceram calados, com certeza com medo daquela mulher.
- “This We’ll Defend”. Esse é o nosso lema. – McCarty continuou. Era nítido que ele estava se divertindo com toda aquela situação – E também será o lema de vocês, a partir de hoje!
Nesse momento, todos os soldados que estavam ao redor das cadeiras gritaram muito alto:
- “This We’ll Defend”!
Mike, esperto como sempre, deu um pulo de susto da cadeira. E ele não foi o único. A maioria dos recrutas se assustou. Percebi pelo olhar da Swan que ela se divertia com a cena, apesar de ela não esboçar nenhuma menção de sorrir.
- O treinamento consiste em quatro etapas mais a graduação. Claro, para aqueles que conseguirem concluir todo o treinamento. – McCarty falou debochado – Assim, estamos declarando aberto o 58º Treinamento de Recrutas de Fort Hamilton. Bem vindos, recrutas.
O Capitão McCarty se sentou no meio da Swan e do Hale. Eles sussurram alguma coisa e voltaram a prestar atenção nos recrutas enquanto um soldado qualquer começava a primeira etapa do treinamento.
Confesso que a primeira fase do treinamento foi a mais fácil e chata. Quando eu falei chata, eu quis dizer, chata pra caralho!
Era chamada de Introdução ao Exército e consistia em somente escutarmos histórias dos antigos recrutas do exército. Eles falavam da glória de ser um soldado americano e defender os cidadãos dos Estados Unidos e blá blá blá.
Uma total perda de tempo. São mais de três horas da minha vida que eu jamais terei de volta.
Do meu lado, Mike vibrava a cada história contada. Já eu, estava de saco cheio. Minha vontade era de mandar tudo a merda, mas eu tinha que ficar.
Don Edward, Elizabeth e Tanya iam me pagar muito caro por isso. Eu estava naquele inferno por causa deles. Ainda por cima, tinham a coragem de chamar de “promoção”.
Certo momento, o olhar da Swan se encontrou com o meu. Ela manteve o olhar. Seus olhos eram castanhos, mas não um castanho sem graça. Pareciam chocolate derretido.
Ela estreitou o olhar e eu senti um arrepio por causa da frieza daquele olhar, mas logo, ela desviou o olhar, olhando, então, atentamente para Mike.
Ficamos no galpão algumas longas horas. Eu não prestava atenção em nenhuma das porcarias das histórias. Era um blá blá blá inútil. Mas estava incomodado com os olhares da minha “querida” Tenente Coronel. Eu me sentia observado e não gostava nem um pouco dessa sensação.
Assim que acabou, fomos direcionados aos dormitórios. Eu fiquei na mesma cabana que Mike e mais dois garotos, Ben e Tyler. Os três tinham 18 anos e todos estavam realizando um sonho.
Eu fiquei de saco cheio de ouvir as baboseiras daqueles três e saí da cabana para fumar. Meu cigarro era a única coisa boa naquela merda toda. Fiquei encostado em uma árvore enquanto aproveitava cada trago do meu cigarro.
- Fugindo do quarto para fumar, recruta? – escutei uma voz masculina.
Eu me virei em direção à voz. Vi o Major Hale saindo das árvores.
- Não senhor. – eu disse e ele olhou para a minha mão com a sobrancelha arqueada – Quero dizer, sim senhor. – eu consertei imediatamente.
Ele apenas riu.
- A primeira etapa do treinamento é sempre muito entediante. Acho que piora a cada ano. Você não concorda? – ele me perguntou descontraidamente.
- Com certeza. – eu disse sinceramente.
- Eu me lembro perfeitamente do meu treinamento. – ele me contou – Eu estava muito ansioso para começar logo, mas quando os soldados começaram a contar suas histórias, eu quase dormi. A minha sorte foi que Bella estava ao meu lado e me cutucou de cinco em cinco segundos.
Bella? Quem era Bella? Ele percebeu minha dúvida silenciosa, mas a ignorou.
- Da próxima vez que sair escondido para fumar, faça direito recruta. – ele ordenou.
Estava claro que nosso papo camarada já tinha acabado.
- Teve sorte que não foi a Tenente Coronel Swan que te pegou aqui, recruta. Ela não é tão condescendente como eu. – o Major Hale falou.
- Sim senhor. – eu disse.
Ele foi embora e eu joguei o cigarro fora e fui para minha cabana. Os três patetas já estavam dormindo. Eu tirei a roupa, ficando apenas de cueca e me deitei. Em poucos minutos, eu estava dormindo.
Às cinco horas da manhã, um sino de merda tocou acordando todo mundo. Coloquei a roupa que estava vestindo ontem e fui para o banheiro coletivo fazer a minha higiene pessoal.
Quando voltei para a cabana, percebi que os três patetas continuavam dormindo em suas respectivas camas. Eu estava acostumado a acordar cedo, mas pelo jeito, eles não.
Eu sabia que se eles se atrasassem, iam se fuder, então, eu os acordei de uma forma nada gentil e saí da cabana em direção ao refeitório para tomar meu café da manhã.
Assim que entrei no refeitório, vi que a Tenente Coronel Swan estava na mesa mais afastada juntamente com o Capitão McCarty e o Major Hale. Pelo jeito que conversavam e pelas suas feições, parecia que eles estavam discutindo alguma coisa muito séria.
De repente, a maldita Swan me olhou. Droga. Fui pego no flagra. Antes que eu abaixasse a cabeça, ela me deu um olhar mortal.
Claramente ela não gostou de eu estar encarando. Os outros dois homens seguiram o olhar dela e também me olharam. O Major Hale disse alguma coisa e o capitão McCarty deu uma gargalhada alta, chamando atenção de todos. A Swan apenas revirou os olhos com certo desprezo e não me olhou mais durante toda a refeição.
Os três patetas, que estavam na mesma cabana que eu, chegaram atrasados e não comeram quase nada, porque não tinha quase mais nada para comer.
- Estou morrendo de fome, cara. – Ben reclamou.
- Eu também. E esse café está horrível. Muito forte e com pouco açúcar. – Tyler falou fazendo uma careta.
- Eu já estou com saudades de casa. O café da manhã da minha mãe é tão gostoso. – Mike choramingou.
- Parem de reclamar, caralho! – eu falei irritado batendo a mão com força na mesa – E me deixem acabar com a porra do meu café da manhã em paz.
Eles se calaram, mas apenas por alguns segundos. E logo começou toda a lamentação de novo. Eu acabei meu café e saí do refeitório antes que eu adicionasse os três idiotas na minha lista de assassinatos.
Hoje, começaria a segunda fase do treinam, que era a chamada Fase Vermelha. Depois do café da manhã, todos nós, recrutas, fomos encaminhados para um corredor longo e estreito.
Um soldado chamava o nosso nome e a pessoa devia entrar em uma sala. Lá eles estavam cortando o cabelo dos recrutas.
Várias mulheres saíram chorando ao ter o cabelo cortado quase como homem. Parece bobeira, mas ver todos aqueles homens raspando o cabelo faz cair a ficha que realmente você está ingressando na porra do exército.
Eu raspei o meu cabelo sem me importar muito. Meu cabelo sempre foi rebelde e eu nunca consegui penteá-lo direito.
Eu sabia que Tanya daria um dos pitis que ela estava acostumava a dar, pois ela dizia que adorava meus cabelos. Mas eu só pensava em uma coisa: foda-se. Afinal, eu só estava nessa porra toda por causa dela.
Depois, cada recruta recebeu dois pares de uniformes. Fui para a cabana, vestir o uniforme de treinamento, que era uma camisa branca, as calças camufladas e a bota. E rapidamente fui para o campo onde teríamos o treinamento.
No campo, o Capitão McCarty aguardava os recrutas. Ele estava com outros capitães e sargentos.
- Seja bem vindos a fase vermelha, recrutas. – ele disse sério – Eu serei o responsável por vocês nessa etapa. Então, não façam nenhuma merda enquanto estiverem sob a minha responsabilidade. Nessa etapa, vocês serão preparados, tanto física como mentalmente. Essa etapa do treinamento terá a duração de 03 semanas. Nessas semanas, vocês aprenderão sobre a história e a importância do Exército e os seus Sete Valores Centrais. Vamos ao treinamento.
Nós fomos divididos em grupos de acordo com as nossas cabanas. Assim, para o meu azar, eu fiquei com os três patetas.
Bem, nessa fase, nós tivemos o curso de Formação Tática Básica, onde aprendemos as várias estratégias usadas pelo exército nas batalhas e guerras.
Depois, tivemos um curso de Defesa Nuclear. Aprendemos também a escalar e nosso teste foi fazer rapel na Torre de Confiança, que era uma torre de escalada de mais de 40 metros.
No final da fase vermelha, tivemos um teste de aptidão física para verificar a nossa condição física. Claro que eu tive uma dos melhores resultados. Afinal, eu treino desde os 15 anos de idade.
Sinceramente, a vida na base de treinamento não era ruim. Uma vez ou outra eu tinha que me controlar para não avançar em um tenente ou sargento filho da puta metido a arrogante, mas para a minha surpresa, eu descobri que gostava da vida militar.
Durante essas semanas, eu vi apenas o Capitão McCarty, que era o responsável pelo nosso treinamento. A Tenente Coronel Swan e o Major Hale simplesmente desapareceram do mapa.
Não que eu sentisse falta do olhar daquela mulher. Mas todos comentavam como nós, recrutas, tínhamos sorte de não ter aquela mulher como nossa treinadora.
Os soldados e até mesmo capitães pareciam morrer de medo dela. Diziam que ela quebrou um braço de um recruta só porque ele derramou café perto dela.
Terminada a Fase Vermelha, deu-se inicio à Fase Branca, onde nós aprendemos a atirar e a utilizar várias armas usadas pelo exército. Na verdade, os recrutas aprenderam e eu pude brincar com meus brinquedos favoritos: armas.
Todos ficaram surpresos e fascinados com a minha mira. No inicio, eu até errei alguns alvos para despistar, pois eu não queria levantar suspeitas sobre mim. Mas meu ego era grande demais para eu não ser o melhor daquela merda toda.
- Eu queria atirar como você! – Mike reclamou uma noite, se jogando em sua cama.
- Eu também! – Tyler falou – Até parece que você já sabia atirar;
Eu bufei.
- Deixa de ser idiota, vocês dois! – eu falei rispidamente – Se vocês não ficassem tão preocupados em olhar as recrutas mulheres poderiam aprender um pouco.
Os três patetas não podiam ver um rabo de saia que perdiam o rumo. Uma vez, Ben estava treinando tiros quando uma recruta passou por ele. Ao invés de se concentrar no alvo, ele foi olhar para a bunda da capitã. Resultado? Ele quase atirou no Capitão McCarty e por isso ficou designado para limpar os banheiros por três semanas.
A quarta fase, chamada de Fase Azul, foi a minha favorita. Durante quatro semanas nós aprendemos a combater durante uma escalada na Torre do Guerreiro. Foi fantástico. Nós treinamos com as Hand Grenades, que são granadas manuais e, por isso, exigem muita atenção e cuidado e com armas como M136 AT-4, M240B e Machine Gun.
Um dia, tivemos uma disputa. Nós fomos divididos em dez equipes e tivemos que atirar em alvos enquanto escalávamos a Torre. Minha equipe venceu, é claro.
No dia que teve essa disputa, a Tenente Coronel Swan e o Major Hale estavam observando nossas atividades. Os dois ficaram conversando ao pé do ouvido um do outro o tempo quase todo.
Todos percebiam que eles eram muito íntimos. Eu só não sabia o quão intimo eles eram de verdade.
Será que aquela mulher tinha namorado? Com certeza não. Nenhum homem teria bolas o suficiente para namorar uma mulher fria e brava como a Swan. Não importando quão gostosa ela era.
Por várias vezes, me senti sendo observado pela Tenente Coronel Swan, mas evitei ficar os encarando, porque naquela merda de exército eu era apenas um recruta e eles eram meus superiores. Eu sentia o olhar dela em mim e era sinistro.
Eu nunca tive medo de ser descoberto, mas a forma que ela me olhava era como se ela soubesse da minha “vida secreta”.
Mais tarde, tivemos o curso de Infiltração à Noite, onde aprendemos a nos movimentar por campos e florestas à noite. Era bem legal aprender os métodos do exército. A máfia aprenderia muito nesses treinamentos.
O treinamento já estava no fim e quase metade dos recrutas haviam desistido. Surpreendentemente, os três patetas não tinham desistido e se graduariam no exército. Porque, agora, só faltava a graduação.
No dia da graduação, o campo estava arrumado com várias cadeiras e um palco. Todos os militares usavam o uniforme usado em ocasiões especiais, que era um terno verde.
Claro que meus pais foram até a base para ver a minha graduação. Eles me apoiavam não importando a loucura que eu queria fazer, como me alistar na porra do exército.
Todos os recrutas estavam sentados nas primeiras fileiras. A Tentente Coronel Swan estava no palco, ao lado do Capitão McCarty e o Major Hale.
O Capitão McCarty se levantou e se posicionou em frente ao microfone. Várias sinetas tocaram, mandando todo mundo calar a boca.
Quando o silêncio se fez, ele começou o discurso:
- O treinamento levou a mente e o físico de todos vocês, recrutas, a novos limites, dando-lhes um profundo respeito por si próprio e aqueles à sua volta. – ele disse sério – E agora, chegou o momento de comemorar os seus esforços. Este é o dia em que suas famílias e amigos se reúnem para assistir a transição de cidadãos americanos à de Soldados.
Depois, eles foram chamando todos os recrutas por nome e o Major Hale colocava no ombro, o pingente referente à posição de soldados. Já a Tenente Coronel Swan ficava sentada olhando para todos os presentes com aquele olhar “eu sei o que você fez de errado” que ela tinha.
O Capitão chamou todos os recrutas por nome, menos a mim. O Major Hale já estava sentado ao lado da Swan, indicando que havia acabado de chamar os recrutas graduados.
Era só o que me faltava. Os idiotas tinham se esquecido de mim. Depois falam que a merda do exercito é organizado. Por isso, que eles não conseguem me pegar. Ora, eles não conseguem nem organizar uma festinha medíocre de graduação, quem dirá capturar o Assassino da Cruz.
- Agora – o Capitão McCarty voltou a fazer o discurso – chamamos ao palco, Edward Anthony Cullen, o recruta com os melhores resultados do 58º Treinamento de Recrutas de Fort Hamilton.
Todos aplaudiram de pé e eu fiquei alguns segundos digerindo as informações. Eu olhei para trás e vi meus pais batendo palmas e chorando. Eu me levantei lentamente e subi ao palco.
A Tenente Coronel Swan se levantou da cadeira e deu três passos em minha direção até chegar bem perto de mim.
Então, eu senti o perfume que ela usava. Era de morangos. Muito gostoso e surpreendente. Surpreendente porque eu jamais esperaria um perfume tão doce e delicado em uma mulher tão... fria como ela.
Ela olhou nos meus olhos sem expressar nenhum sentimento, como sempre, e colocou o pingente no meu ombro. Seus dedos roçaram meu pescoço levemente e eu arrepiei imediatamente, sentindo uma corrente elétrica passar pelo meu corpo.
Eu a olhei e parecia que ela também tinha sentido, pois ela rapidamente abaixou a sua mão.
- Parabéns soldado. – ela disse séria ainda me olhando nos olhos.
Bem, pensando melhor, pela postura dela, talvez ela não tenha sentido merda de corrente elétrica nenhuma.
Acho que eu senti isso por causa de falta de mulher.
- Obrigado. – eu respondi.
Ela bateu continência para mim e eu repeti o ato para ela.
Mais uma vez eu olhei para os meus pais, que praticamente pulavam de tanta alegria e dei um sorriso para eles. Minha mãe chorava e pulava ao mesmo tempo enquanto meu pai tirava um milhão de fotos.
Quando eu voltei meu olhar para a Tenente Coronel, percebi que ela continuava me olhando. Então, ela simplesmente se virou e foi para o seu lugar.
O Major Hale me chamou e falou para eu sentar ao lado dela e da Tenente Coronel.
- E assim encerramos o 58º Treinamento de Recrutas de Fort Hamilton. Parabéns soldados. – o Capitão disse encerrando o seu discurso.
O Major Hale e o Capitão McCarty me parabenizaram, mas a Swan se manteve distante.
Eu desci do palco e fui receber os abraços dos meus pais. Eu sabia que eles estavam orgulhosos. E meu pai parecia estar aliviado. Ele sempre soube que havia algo errado comigo e eu sabia que ele tinha medo de eu estar metido em coisas ilegais e perigosas. Ele sequer imaginava que eu estava envolvido era com a máfia.
- Meu filho, que orgulho de você! – minha mãe falou me abraçando – O melhor do treinamento! Que orgulho que eu tenho de você, meu querido.
Eu a abracei também.
- Obrigado, mãe. – eu falei ainda a abraçando.
Meu pai também me abraçou.
- Parabéns, meu filho! – ele disse – Estamos muito felizes e muito orgulhosos de você.
Eu o abracei carinhosamente.
Eu me sentia incomodado de eles acreditarem em toda a mentira. Eu nunca me importei em mentir para ninguém, apenas para os meus pais. Carlisle e Esme não mereciam as minhas mentiras, mas eu tinha que protegê-los da verdade. Caso eles descobrissem sobre a Cosa Nostra, a vida deles estaria em risco.
Nós saímos de Fort Hamilton e fomos comemorar minha “graduação” em um restaurante japonês. Nós, recrutas, teríamos o fim de semana de folga e segunda-feira, começaríamos trabalhar efetivamente como soldados.
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