Cosa Nostra

21 Capítulo 20: Emboscada dos Boinas Verdes


Notas iniciais
Consegui adiantar a postagem do cap!!!
Espero que gostem!!!
=)
Como de costume, nos vemos no final...

Meu único pensamento foi: eu estava na merda! Eu deveria ter fugido daquela merda enquanto era tempo.

Agora era tarde demais.

Meu olhar encontrou com os da Swan. Ela me encarava com um olhar frio e ausente de qualquer sentimento e eu tive certeza que eu morreria naquele momento.

A Swan olhava diretamente para mim e eu continuei lá... paralisado... espantado... chocado... e nem sei mais o que!

Puta que pariu! Em que merda eu fui me meter??? Estava claro para mim que aquilo era uma emboscada... caralho! Como eu fui dar esse mole?

A General não esboçou nenhuma reação ao me ver na porta. Seus olhos estavam gélidos, de uma maneira que eu nunca vi em ninguém. Era assustador ver tanto ódio apenas pela sua postura.

Nesse pouco tempo que nos conhecíamos, eu já tinha visto várias facetas dela, além da general fodona do exército. Mas essa, que eu estava vendo agora, eu nunca tinha visto antes... com certeza era alguém com muita sede de vingança.

O Coronel Hale e o McCarty também estavam na sala, mas eles estavam tão entrertidos, que não tinham me visto... ainda.

Eu pisquei algumas vezes, mas eu não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo.

A cena era a seguinte: a Swan e o McCarty seguravam Royce pelos braços enquanto o Coronel Hale batia nele. Batia não. Espancava.

O rosto dele já estava até deformado de tanto apanhar. Sua camisa tão estava encharcada de sangue que pingava e um olho estava muito inchado e já nem abria direito.

Os ‘boina verdes’ e Royce estavam sem o colete a prova de bala, usando apenas a camisa preta e a calça preta e Isabella estava de rabo de cavalo como sempre.

- Entre, Cullen, e feche a merda dessa porta. – a Swan falou friamente com sua voz de comando, tão familiar para mim.

Só então, o Coronel Hale parou de socar Royce e olhou na minha direção. Ele passou as mãos sujas de sangue nervosamente pelos seus cabelos loiros. Seus olhos azuis brilhavam de uma maneira muito sinistra... e olha que eu estava acostumado com toda essa porra.

Apesar da ordem da General, eu não tive nenhuma reação, apenas fiquei parado na porta... atônito.

A Swan bufou, impaciente com a minha falta de reação. Então, ela tirou a arma que estava em sua cintura e a apontou na minha direção.

- Entre e feche a merda da porta antes que eu meta um tiro no meio da sua testa, Cullen – ela repetiu a ordem sem qualquer traço de paciência em sua voz..

Sem alternativa, eu entrei e fechei a porta, mecanicamente. Merda, merda e merda. Agora eu estava fudido e mal pago.

Eu só tinha um pensamento: como eu podia sair dessa? Sinceramente? Eu não via como.

Eu corri o olhar pela sala e vi um aparelho de choque. Vi também um soco inglês, um chicote, duas facas de tamanhos diferentes, algumas cordas e outros aparelhos que eu conhecia das torturas da Cosa Nostra. Ao lado da mesa, tinha um balde com água.

Naquele momento eu só pensava que eu poderia ser o próximo. Droga! Por que eu não fui dar ouvidos ao Mike e fiquei lá com ele? Mas não... o idiota aqui tinha que bancar o herói e sair da minha área.

Mas por que eles estavam batendo desse jeito em Royce? Será que eles estavam em parceria com os Cordopatri? Ou seria o Royce?

Essa porra estava confusa demais para o meu gosto. Maldita hora que eu fui aceitar essa merda de missão. Tudo culpa da maldita da Tanya e do filho da puta do Don.

- Guarde a sua arma, Capitão. – a Swan me ordenou – Ela será desnecessária aqui.

Eu olhei para minha mão e percebi que eu, instintivamente, estava apontando a arma para eles. Eu pensei alguns segundos, mas não me parecia uma boa ideia contrariar a ordem da Swan naquele exato momento. Então, eu travei a mina arma e a coloquei na minha cintura.

- Agora vê se fica quieto no canto da sala, Cullen. – A Swan disse para mim nervosa – E não nos atrapalhe mais.

Eu me encostei na parede e fiquei observando o que estava acontecendo. Pelo jeito, eu seria um mero espectador... de um filme de terrror.

- Me ajuda. – Royce me pediu com um fio de voz – Pelo amor de Deus, Edward... me ajuda!

Eu apenas fiquei o olhando, sem dizer ou fazer nada.

- Ninguém vai te ajudar, filho da puta! – o Coronel Hale falou com ódio.

Ele, então, foi até a mesa e pegou o soco inglês, o colocando nos dedos. Ele olhou para mim e deu um meio sorriso. Era perceptível o prazer que ele estava sentindo nisso tudo.

Eu estremeci só de imaginar o que estava passando pela mente dele.

- Agora você vai ter o que você merece. – ele falou e se aproximou lentamente.

Eu o olhava atentamente e fiquei apenas esperando ele agir. Então, ele deu um soco no rosto do Royce. A Swan e o McCarty tiveram que segurar Royce mais firmemente, por causa da força do soco. O sangue voou longe, sujando a parede de sangue.

- Eu não fiz nada. Não fui eu! Eu não sei de nada. Eu juro. – Royce choramingava entre os socos que o Coronel Hale desferia em seu rosto sem dó nenhuma.

- Mentir agora não vai te levar a nada, desgraçado! Nós sabemos quem você é. Você nunca conseguiu nos enganar. – o Coronel Hale falou com o tom carregado de ódio.

O Coronel Hale olhou para a Isabella e para o Coronel McCarty. Ele, então, tirou o soco inglês e o colocou na mesa.

- Eu juro que está sendo mais prazeroso que eu imaginei que seria. – o Hale disse estralando os dedos das mãos.

Os três sorriram maldosamente. O cheiro de sangue e suor era quase insuportável.

— Agora é a minha vez. – a Swan anunciou.

O Coronel Hale assentiu.

Ele segurou Royce pelo braço, onde a Swan estava segurando antes e a General ficou de frente para o pobre coitado do Royce.

- Agora você vai apanhar de uma mulher, seu maldito! – ela disse lhe dando um soco no rosto – O que você acha disso?

Royce já não estava conseguindo se sustentar com suas próprias pernas... o que o matinha “em pé” eram o Hale e o McCarty, que o seguravam pelos braços.

A General ela deu um chute no saco, seguido de um murro no estômago. Ela se aproximou mais dele e, puxando seu cabelo com força para baixo, o forçou a encará-la.

- Você não tem competência para ser um ‘boina verde’. – ela disse cruelmente – Nunca teve... na verdade, você não passa de um incompetente.

A General o soltou e deu desferiu um soco nas costelas dele.

- O prendam na cadeira e tirem a sua camisa. – ela ordenou ao Coronel Hale e o Coronel McCarty.

Os dois assentiram e a obedeceram imediatamente.

O Coronel Hale pegou as cordas que estavam na mesa, enquanto o McCarty rasgava com brutalidade a camisa de Royce e o jogava em uma cadeira.

O Hale amarrou os pulsos de Royce nos braços da cadeira e depois amarrou seus pés aos pés da cadeira.

Eu vi a Swan caminhar calmamente até a mesa com os aparelhos de tortura e escolher a maior faca. Ela passou o dedo pela lamina que parecia estar super afiada. Um filete de sangue escorreu pelo seu dedo, mas ela pareceu não sentir dor nenhuma.

- Eu tenho nojo de você. – ela falou andando em direção ao Royce – Você não passa de um merda. – ela chegou bem perto de onde ele estava amarrado – Raciocina comigo: você não é competente, não é inteligente, sequer é um homem de verdade.

Ela passou a lamina da faca pelo rosto dele, com força, o cortando desde perto do olho até o queixo.

Royce gemeu de dor. Ela, então, desceu com a faca até o peito dele e deu uma facada no seu ombro. Ele berrou e ela gargalhou.

- Você não é tão machão assim, como aparenta ser... – ela falou debochada – Afinal, não agüenta nem uma simples facada. Cadê toda aquela pose de macho?

Ela olhou intensamente nos olhos dele e sem desviar o olhar, ela fincou a faca na coxa de Royce, sem esboçar nenhuma reação, a não pelo brilho discreto de prazer em seus olhos castanhos. Então, ela torceu a faca.

Na mesma hora, ele arregalou os olhos e desmaiou de dor.

- Fraco. – ela esbravejou se afastando.

- O que fazemos agora? – o Coronel Hale perguntou.

- Emmett, o acorde. – a Swan mandou – Não quero perder meu tempo com esse desgraçado.

O Coronel McCarty concordou e pegou encheu uma vasilha com água e jogou no rosto do Royce, que acordou assustado, provavelmente ele tentando acordar desse pesadelo.

Ele abriu os olhos, ou pelo menos tentou, porque um dos olhos estava tão inchado que não abria mais, e levou um tapa na cara do Coronel McCarty.

- Que porra de homem é você? – ele perguntou – Desmaiar por causa de uma facada?

Ele torceu mais a faca fincada na perna do Royce, que gritou de dor e desespero.

- Pelo amor de Deus... para... para... – ele sussurrou.

- Nós só vamos parar, tenente, quando estivermos satisfeitos. – o Coronel McCarty respondeu.

A Swan pegou um lenço e o molhou no balde com água e se aproximou de Royce.

- Eu não agüento mais os seus gritos. – ela falou, enfiando o lenço na boca dele – Quem sabe assim eu fico livre deles?

- Ah Bella... assim você acaba com a nossa brincadeira... a mocinha aqui gosta de gritar... – o Coronel Hale falou com deboche dando um tapa da cara do Royce.

- Nunca vi um homem gritar igual uma mulherzinha como esse filho da puta. – o McCarty falou debochado.

A Swan revirou os olhos.

- Agora, vamos para a minha parte favorita. – ela disse, indo até a mesa e pegando a máquina de choque.

Porra! Isso não... caralho...

Eu duvidava que Royce agüentaria. Eu já vi muito neguinho metido a forte implorar de joelhos para não receber mais choque.

A General colocou prendeu os fios no peito de Royce e ligou a máquina.

Royce começou a gritar por causa dos choques, mas seus gritos eram abafados pelo lenço molhado na sua boca.

Depois de alguns segundos, ela desligou a máquina, fazendo os choques cessar.

- Você achou que eu realmente ia me interessar por um soldado de merda como você? – ela perguntou sarcasticamente – Eu apenas fiz com que você estivesse no lugar que eu queria, na hora que eu queria.

Ela ligou a máquina outra vez, aumentando um pouco a potência dos choques. O corpo de Royce tremia todo. Segundos depois, ela parou com os choques novamente.

- Todo esse tempo, nós estivemos observando todos os seus passos. – ela falou – Nós planejamos com prazer cada segundo desse plano.

E, mais uma vez, uma sessão de choques.

- Conhece a frase: mantenha os amigos próximos e os inimigos mais próximos ainda? — ela disse enquanto aumentava devagar a potencia dos choques — Foi o que fizemos, tenente. — ela falou com nojo.

Ele tentou falar alguma coisa, mas o lenço e os choques o impossibilitavam.

- Agora você vai pagar por tudo que você fez. Tudo que você fez a Rose, a meu irmão, à minha família, seu desgraçado. – ela disse com ódio e aumentou a potência até o máximo que um ser humano poderia agüentar.

O cheiro de urina invadiu a sala. Royce tinha mijado na calça de tanta dor.

Eu sabia que isso acontecia, mas nunca tinha presenciado... cara, era horrível.

Tudo bem que eu já estava acostumado a matar, mas apenas com um tiro. Era rápido e indolor.... e não desse jeito cruel.

Logo em seguida, ele desmaiou.

O Coronel Hale se aproximou dele e verificou seus sinais vitais.

- Ele não vai resistir por muito mais tempo. – ele constatou.

- Ótimo. – a Swan falou satisfeita, já jogando água em Royce para acordá-lo mais uma vez.

Royce acordou, mas continuou de cabeça baixa.

- Vamos acabar logo com isso. – McCarty falou – Para ficarmos livres desse desgraçado de uma vez por todas.

A General Swan e o Coronel Hale assentiram. Eu senti meu peito apertar... agora não tinha mais jeito... realmente seria o fim.

Eu já havia participado de algumas torturas da Cosa Nostra, mas nunca presenciei esse nível de crueldade. Os caras da Cosa Nostra eram apenas filhos da puta que queriam saber informações dos concorrentes ou da polícia.

Mas os três ‘boinas verdes’ na minha frente estavam torturando Royce por diversão... prazer... eles não queriam nada de Royce, a não ser dor e agonia...

O Coronel McCarty tirou a faca com violência da perna do Royce e o sangue jorrou. Logo em seguida, os três tiraram os fios da máquina de choque, o lenço da boca dele e o desamarraram. Royce caiu da cadeira no mesmo instante.

A Swan pegou a arma, que tinha apontado para mim e a apontou para Royce.

- Se levante, seu filho da puta. – ela falou, o chutando.

Ele não teve nenhuma reação.

- Se quiser acabar com seu sofrimento de uma vez por todas, se levante! – ela o ameaçou dando outro chute nele – Ou eu continuo com essa tortura por dias.

Royce se levantou com dificuldade.

- Por favor... eu te imploro... – ele implorou à General com muita dificuldade e sua voz não passava de um sussurro – Por favor... piedade...

Ela apenas riu. Uma risada fria e sarcástica.

- Nunca. Nos vemos no inferno. – ela sentenciou e apertou o gatilho.

Um atirou... bem no rosto dele. O sangue espirrou por toda sala e o corpo de Royce caiu sem vida no chão.

Pelo visto, o enterro seria certamente com caixão fechado.

- As provas, Emmett. – a Swan falou.

O Coronel McCarty colocou luvas e depois pegou uma arma que estava em um saco e a depositou na mão de Royce. Depois, ele pegou um envelope pardo e jogou perto do corpo.

Uma foto saiu para fora do envelope e eu vi que era uma foto do Royce com os membros da Cordopatri.

Caralho! Royce também era um espião? Era muita coincidência para o meu gosto... tinha que ter alguma coisa errada nessa história.

Mas pelo menos as conversas entre Isabella e o Hale começaram a fazer sentido para mim. Eles podiam estar falando de Royce e não de mim.

Caralho! Isso seria perfeito... para mim. Já para o Royce... bem... definitivamente não foi nada bom...

O Coronel também colocou um celular no bolso de Royce e outro no bolso de um dos bandidos mortos.

- Pronto, General. – McCarty falou – Já está tudo pronto.

- Excelente. Agora nem mesmo morto, ele terá paz. – a Swan falou em um tom tão frio que eu estremeci, olhando profundamente para o corpo de Royce no chão.

Então, os dois Coronéis olharam para mim. Merda! Eu estava bem quieto no meu canto, tentando passar despercebido.

Eles olharam para a Swan e depois para mim, por algumas vezes. Eles praticamente perguntavam, ainda que silenciosamente, o que fariam comigo, mas ela ainda encarava o corpo de Royce.

- Bella... – o Coronel Hale a chamou e ela saiu do transe em que estava.

- Nós ainda temos alguns problemas para resolver. – ele falou apontando para mim com a cabeça.

Ela e os coronéis me olharam por alguns segundos. Eu engoli seco, esperando alguma reação de um dos três.

Instintivamente, eu coloquei a mão sobre a minha arma, que estava na minha cintura. Seria foda sair de lá com vida, mas eu iria tentar.

- Podem ir que eu resolvo esse... inconveniente. – Isabella falou.

O Coronel McCarty assentiu, mas o Hale olhou para a General e depois para mim e falou:

- Estaremos do lado de fora da sala, esperando por você. – ele falou para a Swan.

- Tudo bem. Me dê alguns minutos apenas. – ela disse.

Os dois assentiram e saíram da sala, não sem antes me olharem de cima a baixo.

A Swan me olhou novamente e depois se sentou à mesa junto com os aparelhos de tortura. Ela suspirou cansada e fechou os olhos por alguns segundos, massageando suas têmporas.

Ela abriu os olhos e me olhou intensamente... mas os olhos castanhos, que sempre me prendiam, agora estavam sem brilho nenhum.

Ficamos em silêncio, apenas nos encarando.

Seus olhos estavam fundos, como se não dormisse há dias... sua camisa estava grudada no corpo por causa do suor... sua roupa estava suja de sangue do Royce... alguns fios rebeldes que saíram do rabo de cavalo caiam em seu rosto... e mesmo assim ela estava linda.

Porra!!! Que tipo de doente eu era? Achar linda uma mulher toda suja em sangue, suada e que tinha acabado de torturar cruelmente uma pessoa na minha frente? Eu realmente tinha sérios problemas.

- Caralho Cullen! – ela falou, me tirando dos meus pensamentos doentios... e pelo visto ela não estava muito satisfeita não – Eu dei ordens expressas para ninguém se separar de sua equipe, porra!

- Eu não tive escolha... – eu falei tentando me explicar, mas ela me interrompeu.

- E, como sempre... você teve que se meter onde não foi chamado! – ela esbravejou fracamente – Pelo amor de Deus! Quantas vezes eu já te falei para não bisbilhotar a vida alheia?

Eu acho que ela estava tão cansada que não tinha forças nem para discutir ou brigar comigo.

Ela se aproximou de mim, ficando apenas alguns centímetros de distância. Ela estava tão próxima que eu tive que controlar a vontade de beijá-la.

Caralho... eu realmente era um doente filho da puta! Acho que estava precisando voltar ao psicólogo urgente!

- Vai me contar o motivo para ter se separado do Newton? – ela perguntou petulante como sempre.

Mesmo exausta, a maldita ainda era arrogante... Eu respirei fundo.

- Mike tomou um tiro na perna e estava perdendo muito sangue... – eu comecei a me explicar e então me lembrei de Mike – Caralho, Isabella... o Mike!!! – eu falei um tanto desesperado – Ele está esperando por mim. Ele tomou um tiro na perna e precisa de cuidados médicos.

Ela assentiu sem questionar. Eu já ia me virar para sair da sala quando ela me segurou pelo braço. Eu parei e a olhei.

- Mas antes de irmos... – ela disse olhando nos meus olhos – Esqueça o que você viu nessa sala. Eu estou falando sério... nem uma palavra sobre o que aconteceu aqui, Cullen... ou você será o próximo. É uma promessa que eu estou fazendo.

Ela se virou, sem esperar a minha reação e saiu da sala. Eu respirei fundo... que maravilha! Mais uma ameaça para a minha lista.

Sem saber o que fazer, eu a segui, saindo da sala. No corredor, ela já estava conversando com o Coronel Hale e o McCarty.

- Vá cuidar do Newton com o Cullen, Jazz. – ela ordenou ao Hale – Eu e Emmett ficaremos aqui para limpar as evidências.

- Você vai ficar bem? – ele perguntou preocupado.

- Vou. – ela respondeu – Vá checar se está tudo bem com o Newton.

Ele assentiu e me olhou.

- Vamos Capitão. – ele falou.

- Sim senhor. – eu respondi.

Eu olhei para Isabella pela última vez e segui o Coronel Hale, que já andava pelo corredor.

Eu dei alguns passos mais rápidos para acompanhá-lo e quando o alcancei, seguimos silenciosamente até a sala onde Mike deveria estar. Chegando lá, a sala estava vazia. Havia apenas uma poça de sangue onde eu deixei Mike sentado.

- Puta merda! Onde ele pode estar? – eu perguntei preocupado – Será que o pegaram?

- Muito pouco provável, Capitão. – Coronel respondeu tranquilamente – Vamos voltar e verificar com a General. – ele comandou.

Eu apenas concordei. Nós andamos apressadamente... eu estava com receio de que alguma coisa ruim tivesse acontecido com Mike. No caminho, nós encontramos com a General.

- Não encontramos o Newton. – o Coronel Hale falou para a Swan – Ele não estava na sala.

Ela apenas balançou a cabeça, como se estivesse processando as informações.

- Bem, vamos nos encontrar com a Major Brandon no lugar combinado. – ela disse – Às vezes, ela já o encontrou.

Eu estava torcendo para ser isso mesmo... por que algo acontecesse com Mike eu iria me culpar para sempre.

Nós andamos rápido até o quintal da casa, onde havíamos combinado de nos encontrar no fim da missão.

No quintal, vi a Major Brandon em pé, conversando tranquilamente com o Mike, que estava sentado. Ele estava muito pálido e parecia estar com muita dor.

Eu respirei aliviado. Pelo menos ele estava vivo e seguro. Porque depois do que eu vi hoje, tudo era possível.

- Tudo bem com a missão? – a Major Brandon perguntou de uma forma cínica.

Caralho... a maldita também sabia da emboscada para Royce. Será que eu era o único que não sabia dessa merda?

- Tudo saiu conforme o combinado. – a Swan falou – E o Cônsul?

- Sã e salvo no carro. – a Major respondeu.

- E tudo bem com o senhor, Primeiro Tenente? – a Swan perguntou à Mike.

- Sim senhora. – ele respondeu, mas pela sua voz, percebia-se que ele estava com dor.

- Eu o encontrei quando estava saindo da casa com o Cônsul. – a Major Brandon explicou – Ele levou um tiro na perna, mas conseguimos estancar o sangue. Eu já liguei e pedi uma ambulância... ela já deve estar chegando.

- Muito bem, Major. – a Swan respondeu.

Nessa hora o Coronel McCarty chegou e se juntou a nós. Ele estava sério demais.

- Está tudo bem, Coronel? – a Swan perguntou.

- Não senhora, General. – ele falou sério.

- O que aconteceu? – ela o perguntou.

- O King era um espião da Cordopatri. No meio da missão, ele tentou me render. – o McCarty contou.

Puta que pariu! Agora eles estavam fingindo que não sabiam do que tinha acontecido?

- Royce? – Mike perguntou genuinamente assustado – Um espião? Não pode ser... isso é impossível!

Os demais ‘boinas verdes’ também fizeram uma expressão mentirosa de “eu não acredito!”.

- Explique-se Coronel. – a Swan exigiu, como se não soubesse de porra nenhuma.

- Infelizmente Newton é isso mesmo. – o Coronel McCarty falou – No meio da missão, nos entramos em uma sala e ele tentou me render, mas eu resisti e nós começamos a brigar. Depois de um bom tempo brigando, eu consegui pegar a minha arma e atirei nele.

- Ele está vivo? – a Major Brandon perguntou já sabendo a resposta.

Na verdade, todos nós sabíamos a resposta, exceto Mike, que parecia afetado com essa “informação” sobre Royce.

O Coronel McCarty baixou a cabeça, fingindo estar desolado, e a balançou negativamente.

- Meu Deus... – eu ouvi Mike sussurrar espantado.

- Onde está o corpo? – o Coronel Hale perguntou fingindo.

- No lado noroeste. – o Coronel McCarty respondeu – Em uma sala, junto com alguns membros da Cordopatri que chegaram depois de ouvir os tiros.

Caralho... não sabia que para ser um ‘boina verde’ eu precisava ter curso de teatro... fala serio... eles eram dignos de um Oscar.

- Major Brandon, ligue para a polícia e peça para o Capitão Jackson vir com o legista. – a Swan ordenou.

A Brandon assentiu e imediatamente pegou o celular e chamou o Capitão Jackson.

A ambulância chegou e os paramédicos começaram a examinar o Mike. Eles imobilizaram a sua perna e o levaram para um hospital.

Minutos depois, o Capitão Jackson chegou com uma mulher de cabelos pretos, que estava usando o uniforme de legista.

- General. – ele prestou continência para a Swan.

Ela retribuiu a continência.

- Capitão. – ela disse – Temos um ‘boina verde’ morto no lado noroeste da casa. Há indícios que ele era um traidor.

Ele assentiu.

- Eu e Mary – ele falou apontando para a legista ao seu lado – vamos verificar e isolar a área para a perícia.

- Obrigada, Capitão. – a Swan disse o encarando.

Eu achei estranho, pois parecia que ela estava o agradecendo por algo a mais. Ele sorriu e só então a ficha caiu... ele também estava a par da emboscada... caralho... pelo jeito, o mundo todo estava envolvido...

O Capitão Jackson e a legista se afastaram, entrando na casa, enquanto os policias isolavam a área.

- Major Brandon, Coronel Hale, Capitão Cullen, Coronel McCarty – a Swan nos chamou.

- Sim senhora. – nós respondemos na mesma hora.

- Os senhores irão para a base com o Cônsul. – ela ordenou – O levem para a minha sala e não deixem ninguém se aproximar dele antes que eu chegue a base. Entendido?

- Sim senhora. – nós respondemos.

- Aproveitem e tomem um banho e comam alguma coisa. – ela disse – Foi uma missão extremamente desgastante para todos nós.

Todos nós assentimos.

- General. – o Coronel Hale a chamou – Não seria melhor eu ficar aqui para ajudar no que for preciso.

- Não Coronel. – ela disse.

- Você ainda vai ter que ligar para Washington e informar sobre o ocorrido e verificar as últimas pendências por aqui. – ele argumentou.

- Eu posso fazer tudo sozinha. – ela garantiu – Vá ficar com Rose.

Ele assentiu contrariado. E ele tinha razão... a Swan estava parecendo um zumbi ambulante.

- Eu fico. – eu falei sem pensar.

O Coronel Hale olhou mim e depois para a Swan. Essa mania deles de olharem para mim e depois para ela já estava me irritando.

Ela deu um suspiro cansado e apenas assentiu.

- Tudo bem então. – ele disse.

Todos entraram nas blazers, exceto o Hale, que se aproximou de mim.

- Cuide da Bella. – ele falou baixo somente para eu ouvir – Hoje ela realmente precisa.

Eu balancei a cabeça, concordando e ele entrou na blazer, indo embora.

Eu olhei para Isabella... e, não sei se pelo cansaço físico e mental, pela primeira vez, vi uma mulher... frágil?

Eu me aproximei dela.

- Posso ajudar em alguma coisa, Isabella? – eu perguntei.

- Pode. – ela respondeu ríspida – Pode ficar quieto no seu canto e não me atrapalhar. Você já fez muito merda para um dia só.

Pensando bem... frágil não seria bem o adjetivo certo para a Swan nunca.

Eu bufei impaciente. Merda... a gente tenta ajudar e ainda leva patada...

- Você está cansada e quer logo embora daqui. – eu falei com o resto de paciência que me restava – Se aceitar minha ajuda, podemos ir embora mais rápido.

Ela pareceu ponderar por alguns segundos.

- Tudo bem então. – ela falou, pegando um celular no bolso e me entregando – Ligue para a central das Forças Especiais em Washington. Peça para falar com o General Uley e o informe do acontecido.

Eu assenti.

- Mas conte a história do mesmo jeito que o Coronel McCarty nos contou. – ela me avisou – Sem acrescentar nenhuma informação.

- Tudo bem. – eu falei – Eu farei do jeito que a senhora quiser, General.

Ela assentiu com a cabeça.

- Diga a ele também que eu estou na cena do crime com o Capitão Jackson e um legista. – ela me instruiu – E que já estamos coletando todas as evidências.

- Ok... pode deixar. – eu falei tentando passar segurança para ela – Farei do jeito que você falou. Não vou falar um “A” a mais. Pode ficar tranqüila.

Ela concordou e se virou já se afastando. Então, ela subitamente parou, virou e me olhou.

- Obrigada Edward. – ela disse e no mesmo instante sumiu para dentro da casa.

Eu sorri. Mesmo depois de tudo que havia acontecido e de tudo que eu tinha visto... eu estava estranhamente feliz... simplesmente porque era a primeira vez que ela me chamava pelo nome.

Merda... o que eu estava pensando? Argh! Eu já falei que eu realmente tinha um problema muito sério?

Notas finais
Oi pessoas do meu coração...

Em primeiro lugar... não me matem!!!!!!!!!!! rrss... Eu sei que a maioria pensou que era o Edward e não o Royce, mas tem um motivo, que vai ser explicado no proximo capitulo...

Em segundo lugar, BVanessa_cullen e carlapriscila obrigada pelas suas recomendações queridas!!! EU AMEI!!!!!!!!!!!

Em terceiro lugar... eu consegui acabar o capitulo mas cedo, por isso postei hoje (sexta).... mas a regra continua sendo capitulos postados aos sabados e sopiler no meu tumblr (http://sucullen.tumblr.com) às quartas.... ok???

Bjossssssssssssssssssssss