Cosa Nostra
39 2ª Temporada - Capítulo 10: Mais uma vez nós
Notas iniciais
Para quem quiser, na hora do Flashback pode colocar a música Try da Pink (http://www.youtube.com/watch?v=yTCDVfMz15M)
Bjos
Eu sentia todos os meus músculos tensionados embaixo do uniforme preto dos “Boinas Verdes”. Minhas mãos estavam fechadas em punho e meu maxilar estava travado. Eu olhava fixamente para o nada.
O silêncio era mortal dentro do carro parado no acostamento da estrada. Só se ouvia os sons das respirações. Minha e de Isabella.
As palavras da minha mãe não me saiam da cabeça. “Se cuide, meu filho e traga seu pai de volta para nossa família.”
Eu havia prometido a ela. Eu havia prometido que traria meu pai de volta para ela. E eu traria... nem que fosse a última coisa que eu fizesse na vida.
– Tudo bem? – Isabella perguntou me tirando do meu devaneio.
Eu a olhei, sentada no banco do motorista, e fingi um sorriso.
– Está tudo bem sim. – respondi e ela bufou sabendo que eu estava mentindo.
– Vai dar tudo certo. – ela afirmou confiante.
– Eu sei que vai. – eu falei mais para mim do que para ela.
Eu realmente precisava acreditar nisso.
– Então tire essa cara de enterro. – ela mandou.
Eu respirei fundo tentando realmente me sentir melhor. Não era hora para ficar de veadagem.
– O que foi? – Isabella perguntou.
– Eu só estou preocupado com meu pai. – confessei baixando a cabeça.
Eu odiava admitir fraqueza.
– Nós vamos resgatá-lo Edward. Ele vai voltar para sua mãe e nós vamos cumprir sua promessa.
– Eu sei. – respondi ainda incerto.
– Você deveria ter ficado com sua mãe. – ela comentou ao perceber que suas palavras não estavam adiantando muito.
– Não! – eu respondi um pouco ríspido e respirei fundo – Eu coloquei meus pais nessa situação e eu vou tirá-los. – continuei mais calmo.
– Teimoso... – ela resmungou.
Eu a olhei atentamente. O uniforme das Forças Especiais só reforçava sua pose de “sou foda”. Mas eu sabia que ela também estava tensa, apesar de tentar a todo custo disfarçar sua tensão.
Isabella segurou a minha mão me encarando.
– Vai dar tudo certo. – ela repetiu.
– Eu estou com uma sensação estranha Isabella... – eu confessei um tanto constrangido – Como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.
Ela me encarou séria, mas logo deu um sorriso debochado.
– Sensação, Cullen? Está virando mulherzinha por acaso?
Eu a segurei pela nuca com força e a puxei para perto de mim.
– Mulherzinha, é? – eu perguntei com os lábios quase nos dela.
– Mulherzinha sim. – ela disse me provocando.
– Quero ver se uma mulherzinha pode fazer isso. – eu retruquei.
Então eu a beijei e imediatamente as lembranças de tudo que aconteceu essa madrugada vieram à minha cabeça.
Flashback On
Depois que saí do quarto de Isabella, deixando-a com Jasper, eu fui para o meu quarto, me joguei na minha cama e acabei dormindo.
Acordei com a porta sendo aberta. Vi Isabella entrar no meu quarto. Eu me sentei e a fitei.
– Podemos conversar? – ela perguntou.
– Claro. – eu falei apertando o interruptor de luz que ficava perto da minha cama sem ter que me levantar.
Eu peguei minha camisa, que estava no chão ao lado da minha cama e a vesti, pois eu estava apenas de calça de moletom.
Com o quarto já claro, Isabella entrou lentamente, como se ainda estivesse decidindo o que fazer.
Eu respirei fundo e a olhei. Eu sabia que tínhamos que conversar, mas eu tinha medo para onde esta conversa nos levaria.
Ela parou na minha frente e me fitou intensamente. Eu olhei seus olhos castanhos tentando decifrar o que ela estava sentindo... mas não consegui.
De repente, ela levou uma das mãos para as costas e tirou uma arma de lá. Eu a encarei surpreso e imediatamente parei de respirar.
Eu dizia que a amava e ela me dava um tiro... seria cômico se não fosse tão trágico.
– Você esqueceu sua arma no porão. – ela disse me entregando a arma que ela mesma havia me dado anteriormente.
Eu realmente tinha esquecido a arma no porão quando eu e Isabella discutimos por causa de Elizabeth. Eu peguei a arma e sorri um tanto aliviado por ela não querer me matar, devo admitir.
– Obrigado. – agradeci sem saber o que mais dizer.
Ela assentiu e um silêncio se instaurou em meu quarto. Eu fiquei olhando para a arma por um tempo até que a coloquei em cima do criado mudo.
Eu passei a mão pelo meu cabelo e involuntariamente bocejei.
– Eu sei que está tarde. Eu até pensei em conversar com você depois do resgate do seu pai, mas eu não consegui dormir pensando na gente – ela se justificou.
– Você pensa na gente? – a pergunta saiu da minha boca antes que eu pudesse filtrá-la.
– Você não? – ela devolveu a pergunta.
Eu dei um meio sorriso, mas não a respondi e nem precisava. Era claro que eu pensava em nós dois. Na verdade, ultimamente, eu não fazia outra coisa a não ser pensar em nós.
Nós ficamos em silêncio de novo. Um silêncio extremamente desconfortável. Isabella estava visivelmente tensa na minha frente.
Eu me remexi algumas vezes na cama me sentindo completamente sem lugar.
– Eu preferia a época em que o silêncio entre nós não me incomodava. – ela comentou se sentando ao meu lado na cama.
– Eu também. – eu respondi me ajeitando para melhor olhar para ela.
– Era tudo mais fácil. Mais simples. – ela disse divagando.
Eu assenti. E mais uma vez o silêncio desagradável tomou conta do ambiente. Ela olhava para suas mãos que estavam em seu colo e eu apenas a encarava sem saber o que dizer.
– Bem que você disse. – ela falou perdida em pensamentos – Você me avisou para não confiar em você. O pior é que eu sempre soube que eu não devia confiar... que eu não devia me envolver com você. Mas eu não quis te escutar... Aliás, eu não escutei a mim mesma.
– A culpa não é sua. – eu a interrompi colocando uma mão em seu ombro.
– Não, não é. É sua. Você quem mentiu. Você quem enganou. – ela me acusou e eu imediatamente retirei minha mão do seu ombro.
Rapidamente o silêncio incômodo voltou. Ela respirou profundamente e afundou o rosto em suas mãos em uma tentativa de se controlar.
– Nós temos muito para conversar, não é mesmo? – eu perguntei quebrando o silêncio.
Ela assentiu ainda com a cabeça nas mãos, mas não disse nada.
– Eu posso começar então? – perguntei.
Ela assentiu afirmativamente e me olhou, levantando a cabeça.
– Quando você soube que eu era da Cosa Nostra? – eu indaguei.
Quando eu fui pegar Tanya na base das Forças Especiais, Isabella já sabia quem eu era, mas eu nunca soube quando exatamente ela descobriu.
– Antes um pouco de prendermos Tanya. – ela contou – Eu recebi informações de que Don ia se encontrar com o noivo fantasma dela, que era o famoso Assassino da Cruz. O resto foi simples. Eu segui Don até o Central Park e fiquei esperando o Assassino aparecer.
– E então você me viu. – eu afirmei.
– Sim. – ela confirmou – Eu te vi chegar e conversar intimamente com ele. Depois disso eu passei a te seguir.
– Você me seguiu? – eu perguntei.
– Cada passo, inclusive quando você entrou na sala de controle e copiou o disco rígido em um pendrive. Sabe... para um dos criminosos mais procurados na América, você não é nem um pouco discreto. – ela apontou.
– E por que você não me prendeu imediatamente? – questionei.
– Não tínhamos provas concretas de quem você era. – ela respondeu simplesmente – Então eu e Jasper elaboramos um plano. Prenderíamos Tanya e você seria obrigado a deixar seu disfarce para salvá-la. Não sei se você se lembra, mas naquele dia eu mandei todos irem embora da base, menos você, sob o pretexto que você estava de castigo. Naquele dia, eu e Jasper estávamos prontos para te pegar.
– Você iria me prender? – eu perguntei.
– Sim. – ela disse sem hesitar – Mas as coisas não saíram como planejamos, porque Rose não foi embora. Sem que eu soubesse, ela desobedeceu a minha ordem e ficou na base. Foi quando você a pegou e entrou na sala de interrogação com uma arma apontada para ela.
Por essa eu definitivamente não esperava. Eu nunca imaginaria que Isabella esteve tão perto de me pegar.
– E por que não me prendeu depois, quando teve a chance? – eu perguntei.
– Por um tempo eu tentei me convencer que eu queria ver até onde você iria. Você não fazia nada que eu esperava, então eu queria ver se você ia tentar fugir ou sei lá o que. Foi uma desculpa perfeita que eu dei a mim mesma. – me respondeu sincera.
Eu dei um meio sorriso.
– O que foi? – ela perguntou.
– Eu só acho estranho você falando da minha vida criminosa com tanta naturalidade. – eu comentei.
– É quem você é, não é? – ela perguntou com um sorriso amargo.
– Não... – eu respondi me aproximando dela.
Eu peguei uma mecha do seu cabelo que tinha saído do rabo de cavalo e coloquei atrás da orelha.
Ela ficou parada, sem respirar... só esperando minha atitude.
– É quem eu era... mas não sou mais... – eu sussurrei me aproximando mais dela.
Ela soltou todo ar que estava preso e eu rocei levemente meus lábios nos dela. Ela entreabriu os lábios e eu passei a língua pelo seu lábio inferior.
Ela suspirou e foi o suficiente para eu aprofundar o beijo. Minha língua explorava sua boca com uma lentidão que não era usual entre nós e ela retribuía com a mesma intensidade.
Eu senti um frio na barriga e meu coração acelerou. Eu segurei seu rosto com as duas mãos e continuei a beijá-la lentamente.
Ela levou suas mãos até minha nuca e me segurou pelo cabelo.
Seu sabor era delicioso... e único. Nosso beijo se encaixava perfeitamente... e eu sabia o porquê: éramos feitos um para o outro.
– Eu nunca me canso de te beijar. – eu murmurei em seus lábios.
Foi o suficiente para ela acordar do transe e se afastar de mim.
Eu me aproximei novamente, mas ela se levantou da cama, indo para longe de mim. Ela parou quando chegou à parede, mas ela não se virou, ficando de costas para mim.
Eu também me levantei, indo na direção dela.
– Isabella...
– Não, Edward! – ela disse.
Seu tom de voz era tão sofrido que me fez parar no meio do meu quarto. Eu fiquei parado e em silêncio, dando a ela espaço.
– Eu estava muito bem sem você. Eu era feliz... ou pelo menos me achava feliz. Eu tinha meus amigos, meu emprego, meu apartamento... Eu não precisava ter alguém. Não me fazia falta. – ela falou.
Sinceramente eu não sei se ela falava para mim ou para ela mesma.
– Eu estava muito bem antes de você resolver entrar na minha vida e foder com tudo. – ela acusou se virando para me encarar.
– Eu sinto muito. – eu pedi com a voz baixa sabendo que ela tinha razão. Eu ia falar que não era a minha intenção, mas ela não deixou.
– Sente muito o caralho! – ela esbravejou – Se sentisse, não voltaria para me sacanear ainda mais.
– Eu não estou te sacaneando.
– É claro que não... – replicou toda irônica. – Você fica falando essas merdas sobre me beijar porque é óbvio que você está me usando.
Eu respirei fundo.
– Eu não estou usando você. Eu te amo Isabella. Eu realmente amo. Eu disse isso ontem e falarei todas as vezes que for preciso, mas eu tenho que saber o que você quer... se me quer por perto ou quer que eu te deixe em paz. – eu falei sentindo meus olhos marejarem.
– Esse é o problema, seu idiota! Eu não sei o que eu quero! – ela gritou gesticulando com as mãos – Eu só sei que eu não quero que você me deixe em paz!
Ela veio em minha direção e me empurrou com certa força. Eu dei dois passos para trás tentando me equilibrar.
– Você é tudo que eu mais odeio. – ela disse se aproximando e me dando pequenos murros no peito – Você representa tudo que eu desprezo. Tudo que eu lutei contra a minha vida toda. Tudo o que eu devia evitar a todo o custo.
Ela parou de me bater e me olhou perdida. Então ela se abraçou, como se estivesse completamente desprotegida.
Eu senti mal com sua declaração. Eu sabia que eu não era o príncipe encantado dela, mas ouvir que eu era tudo que ela odiava era terrível.
Então eu a abracei. Ela não me abraçou de volta, mas eu a senti relaxar em meus braços. Eu a apertei mais forte contra mim e ela apenas respirou fundo.
– Você tem alguma ideia do que eu senti quando descobri que você era da Cosa Nostra? – ela começou a falar novamente se afastando um pouco.
Ela me olhava nos olhos e não parecia estar tão mais perdida. Seus olhos castanhos pareciam ver minha alma nesse momento.
– Você tem alguma ideia de como eu me senti quando descobri que estava apaixonada por um criminoso? Com tanto homem no mundo eu tinha que me apaixonar justamente pelo criminoso! – ela desabafou.
Ela estava apaixonada por mim? Então era verdade? Alice tinha razão? Ela me amava? Era isso?
– Isso é engraçado para você? – ela me perguntou puta e só então eu percebi que estava sorrindo – Não é para rir. É para chorar! Isso é uma merda! Eu me sinto presa em uma maldita música da Britney Spears.... apaixonada por um criminoso.
Sem pensar, eu avancei de volta nela e a abracei fortemente. E mais uma vez eu a beijei. O beijo não era lento ou carinhoso como o primeiro. Era intenso, forte, voraz... como meu sentimento por ela.
Ela me abraçou com força e eu a agarrei ainda mais, apertando sua cintura. Eu queria me fundir a ela naquele momento.
Ela agarrou meu cabelo, puxando com força e eu só consegui gemer em sua boca. Sem a soltar nem um segundo, eu a levei até a parede e a prensei.
O ar nos faltou e eu me afastei minimamente, encostando minha testa na dela.
– Então é verdade, você está... – eu disse sem fôlego, ainda sem acreditar.
– Apaixonada por você. – ela completou minha frase olhando dentro dos meus olhos.
– Por quê? – questionei e ela sorriu.
– Eu me fiz a mesma pergunta.
– E...? – eu estava curioso. Muito curioso.
– Sinceramente, eu não sei. – ela disse mais descontraída – Você é atrevido, mandão, metido, insuportável e convenhamos que sua ficha é mais suja que corrimão do metrô.
Eu ri e ela também.
– Olha quem fala. – eu retruquei – Você é chata, irritante, arrogante, mandona e se acha melhor que todo mundo... mas também é a mulher mais linda que eu já vi.
Ela fechou os olhos e suspirou.
– Por favor, só não me machuque mais... – ela pediu e meu coração perdeu uma batida.
– Eu prometo que nunca mais. – eu disse convicto colando meus lábios nos dela mais uma vez.
Eu a abracei mais forte, libertando tudo o que eu tinha dentro de mim, pois agora eu sabia como ela se sentia.
De repente, ela se desvencilhou de mim.
– Edward, eu juro, se você me machucar de novo... – tentou me ameaçar, erguendo seu indicador, toda autoritária... com a sua famosa pose de general – Eu... eu juro que você vai se arrepender.
Mais do que eu estava arrependido? Impossível... Só pude olhá-la com um sorriso bobo e complacente estampado no rosto. Eu nunca conseguiria machucá-la outra vez, nem que eu quisesse.
– Eu nunca vou te machucar, eu já prometi.
– É sua última chance...
Eu sorri para sua expressão levemente irritada, puxando seu rosto para o meu. Levei meus lábios aos dela ainda sorrindo, sem acreditar que ela estava aqui.
– Eu só quero te pedir uma coisa. – eu disse contra seus lábios.
– O que?
– Pare de esconder as coisas de mim. – pedi.
– Eu não estou escondendo. – ela respondeu se afastando um pouco de mim e assumindo uma atitude de defesa.
Ela estava mentindo e eu sabia disso, mas agora não era a hora para isso. Eu me aproximei novamente dela impedindo que qualquer coisa estragasse nosso momento.
– Eu quero dizer sobre como você se sente. – expliquei e ela relaxou – Já pensou que você podia ter me contado isso antes? Todas as nossas discussões de merda e dor poderiam ter sido evitadas.
– Eu te digo o mesmo. – revirou os olhos. – Se você não fosse tão idiota.
– Eu idiota? E você com o seu orgulho de merda? – retruquei
– Eu o que? – Isabella franziu o cenho e se soltou de mim. – Eu vou te mostrar o meu orgulho de merda.
No instante seguinte ela partiu para cima de mim, como se realmente fosse me fazer engolir o que eu tinha dito. No seu encontrão comigo, nós dois caímos na cama e eu a agarrei apertado, deitando de lado com ela de frente para mim.
– Pára com isso. – afastei as mexas do cabelo solto de seu rosto e encostei meu nariz no dela.
– Pare você de ser tão irritante. – voltou a revirar os olhos.
Eu sorri.
– Sabe que eu amo quando você está toda bravinha assim? – envolvi sua cintura – Vem cá. – deitei-a contra o meu peito e inspirei o cheiro do seu cabelo, o que me dava uma incrível segurança e sensação de conforto.
Ela abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu não deixei.
– Shiii. Não fala nada. Só fica assim comigo. – eu pedi e ela sorriu, aceitando meu pedido.
Eu sabia que por baixo dessa casca de autoritarismo e raiva existia uma mulher machucada pelos fatos da vida, determinada a não se deixar levar pelas emoções mais comuns. Mas a questão é que às vezes ela precisava deixar essa determinação toda de lado e se permitir sentir todas aquelas coisas que ela tanto reprimia.
Não sei quantos minutos depois, nós ainda estávamos deitados daquele jeito, Isabella nos meus braços, com a cabeça descansando sobre meu peito.
De repente, eu comecei a pensar em coisas menos agradáveis, em toda aquela barreira que existia entre nossos destinos.
– Como nós faremos agora? – eu perguntei.
Ela se levantou um pouco e me olhou confusa.
– Ficamos juntos? – ela perguntou como se fosse o óbvio.
– Bem... você é uma general e eu sou um criminoso... – eu falei sabendo que não era tão óbvio assim – Você vai me visitar na cadeia? Vai assumir algum relacionamento comigo? Vai me abandonar?
– Uma pergunta de cada vez. Mas saiba que eu não vou te abandonar, Edward. – ela disse e se ajeitou para me olhar melhor – Eu não vou desistir de nós.
– Mas... você pode perder seu cargo. – eu falei.
– Eu sei. – ela respondeu.
– Eu não quero te prejudicar... eu sei que seu cargo significa muito para você.
– Não significa mais. – ela disse e me deu um beijo rápido.
Eu a abracei com força. Mesmo sabendo que ela também me amava, nós ainda teríamos que passar por muitas coisas.
– Não se preocupe, eu sei que as coisas vão se acertar. – ela disse.
– Espero que você esteja certa.
– Eu sempre estou. – piscou e trouxe sua boca para mim.
Flashback Off
– Don acabou de chegar à pista. – a voz de Rosalie soou pelo rádio interrompendo meu beijo com Isabella – Jasper e Alice já estão posicionados. Emmett e Mike já estão a caminho.
Isabella se afastou ofegante e pegou o rádio comunicador.
– Já estamos indo, Rose. – Isabella respondeu já ligando o carro.
Ela me entregou o rádio e me olhou.
– Preparado, Capitão? – ela perguntou.
Novamente eu senti aquela sensação ruim que me acompanhava desde o momento que eu acordei com Isabella nos meus braços.
Eu olhei nos seus olhos e senti toda sua confiança.
– Ao seu lado, sempre. – eu respondi.
Ela deu um sorriso.
– Então vamos para guerra, baby. – ela disse arrancando o carro e cantando pneu.
Notas finais
Awwn gente, eu adorei esse capítulo, eles foram tão fofinhos, Bella toda marrenta, mas ao mesmo tempo louca para dar uma chance para o nosso Capitão. Agora o que será que vai acontecer com eles no futuro? Será que as coisas vão se resolver assim como a Isabella disse a Edward??? Esperamos que sim, mas que os dois ainda tem muita coisa para passar isso tem.
Bom, nos vemos no próximo capítulo e espero que tenha gostado do capítulo.
Beijos
Júlia
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Recado da Su:
E primeiro lugar, eu queria agradecer às recomendações de:
Lialilica;
pa_cullen;
_tiiis;
Girndum; e
rosa.
Obrigada por todos os comentários....
Espero que tenham gostado do cap... eu sei que eu demorei, mas foi difícil escrever essa conversa e eu não posto qualquer coisa só por postar... ok?
Bjos
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