Cosa Nostra
37 2ª Temporada - Capítulo 8: Jasper
Notas iniciais
À noite, estava deitado na minha cama e fingindo ver algum filme que passava na televisão quando bateram na minha porta. Me levantei da cama e a abri.
Era Isabella.
– Pois não? – eu perguntei sem dar espaço para ela entrar no meu quarto.
– Todos já chegaram do reconhecimento. Irei analisar as imagens para limitar nosso reconhecimento à parte mais rasa da floresta. – ela disse.
– Ok. – respondi.
– Esteja pronto amanha às cinco da manhã.
– Sim, senhora. – eu respondi ríspido – Algo mais?
– Não... – ela balbuciou.
– Até amanhã, General. – eu falei, fechando a porta e deixando para trás uma general um tanto desconcertada.
Nem um segundo se passou e a porta do meu quarto se abriu novamente com violência batendo forte contra a parede. Era claro que Isabella não deixaria barato o fato de eu bater a porta na cara dela.
- Como você ousa bater a porta na minha cara? – ela esbravejou já entrando no meu quarto.
Eu suspirei antes de me virar para encarar a fera. Eu sabia que estava cutucando a onça com vara curta.
- Você disse que não tinha mais nada para falar, então eu achei que nossa conversa estava encerrada. – eu respondi dando os ombros.
Eu sabia que estava sendo cínico para caralho, mas eu estava tão magoado com ela que senti certo prazer em vê-la puta comigo. Pelo menos eu tinha certeza que eu ainda despertava algum sentimento nela. Patético, eu sei, mas não conseguia me controlar.
Ela me encarou incrédula. Não sei se por causa da minha resposta ou do meu cinismo.
- Qual é o seu problema? – ela perguntou colocando as mãos na cintura.
Eu tive quase certeza que era uma pergunta retórica, mas não consegui não responder imediatamente.
- Você. – eu respondi alterado – Será que você ainda não percebeu que o meu problema é você?
Pela sua expressão, eu tenho quase certeza que ela não esperava por essa resposta. Na verdade, nem eu. Só que eu não pensei, apenas falei o que estava sentindo.
Depois da minha “pequena explosão”, nós ficamos em silêncio por um tempo. Eu passei a mão pelo meu cabelo enquanto sentia o olhar de Isabella em mim.
- O que você quer comigo, Isabella? – eu perguntei cruzando meus braços, incomodado com seu olhar e quebrando o silêncio que havia se instaurado entre nós.
Ela mordeu o lábio inferior como se estivesse em dúvida sobre o que me responder. Eu arqueei minha sobrancelha esperando pela sua resposta.
- Eu só quero saber como você está. – ela disse por fim com um suspiro.
Eu a encarei sem entender mais nada. Essa mulher queria me deixar maluco... só podia ser isso! Uma hora ela diz que me odeia e na outra, quer saber como eu estou... Ela era completamente louca e estava me deixando louco também.
E por mais que eu odiasse admitir, eu ainda estava magoado com ela. Eu não havia me esquecido de nenhuma palavra que ela tinha feito questão de jogar na minha cara na frente de Elizabeth...
Merda de criminoso... toda vez que eu me lembrava, eu sentia uma raiva quase descontrolada.
- Vá embora, Isabella. – eu falei secamente.
- Não. – ela disse batendo o pé – Eu quero saber como você está.
- O que te interessa em saber como um merda de criminoso como eu estou? – até eu me assustei com meu tom raivoso.
Ela também se assustou e arregalou os olhos surpresa, mas se recuperou rapidamente.
- Eu só pensei que vo...
- Pois você pensou errado, General. – eu a cortei rispidamente e respirei fundo tentando me controlar – Olha Isabella... eu realmente te agradeço por tudo que está fazendo pelos meus pais, e não se preocupe, porque você já deixou claro que você não está fazendo nada disso por mim. E eu gostaria que você soubesse que quando essa merda toda acabar e nós resgatarmos meu pai, eu mesmo me entregarei às Forças Especiais. Você tem minha palavra.
Ela não disse nada então eu continuei.
- Oh! Eu me esqueci. Eu não passo de uma merda de um criminoso e você não acredita em criminosos, não é mesmo? Então o que eu posso fazer para você acreditar em mim? Se quiser, eu escrevo uma confissão de próprio punho. Eu posso até contar detalhadamente como matei cada pessoa. Está bom para você?
Ela não me retrucou e eu não parei de falar... ou melhor, gritar.
- Acho que também é pouco, afinal, é só um pedaço de papel. Que tal então ficar com a minha carteira? – eu falei pegando minha carteira que estava no criado mudo e a joguei em Isabella.
A carteira bateu no braço dela e caiu no chão, mas eu continuei:
- Agora estou sem identidade, sem carteira de motorista, sem dinheiro, sem cartão de crédito... ah não, espera! Falta o passaporte.
Eu fui até minha mochila e peguei meu passaporte.
- Aqui – eu falei jogando em cima dela novamente que também caiu no chão – Agora sim... Você tem todos os meus documentos e dinheiro. Eu não consigo ir nem para a cidade vizinha se eu quisesse. Estou praticamente preso a você. Satisfeita ou tem algo mais que eu posso fazer por você?
- Eu não vim aqui para isso, Edward. – ela disse com a voz baixa.
- Então para que você veio até o meu quarto? Já sei! Você está com tesão de novo e eu sou o único pau disponível nessa casa. Acertei? É isso que você quer Isabella? Sexo?
Eu reparei que ela engoliu seco, mas não me importei.
- Não... eu vim conversar. – ela falou parecendo estar magoada – Eu só queria conversar com você.
- Pois eu não acho que seria conveniente uma general tão competente como você ficar de conversinha com um criminoso como eu. Afinal, o que teríamos de tão importante para conversar?
- Eu acho melhor te deixar sozinho. Pelo visto eu não sou bem vinda aqui. – ela disse com a voz embargada.
- A porta na cara foi uma dica ou você percebeu sozinha? – eu falei amargurado.
- Eu já estou indo embora. – ela disse com a voz estranha.
- Já vai tarde. – eu respondi acidamente.
Ela se virou para sair, mas eu a chamei:
- Isabella?
Ela se virou imediatamente e me encarou como se estivesse na expectativa de alguma coisa. Lentamente, eu caminhei até perto de onde ela estava, abaixei, peguei minha carteira e passaporte que estavam no chão e os estendi para ela.
- Você se esqueceu disso. – eu falei me levantando.
Ela hesitou por um momento e seus olhos encheram de água. Ela respirou fundo e pegou a carteira e o passaporte e me olhou no fundo dos meus olhos.
Merda... mais uma vez eu via seus olhos castanhos daquele jeito... quebrados. Exatamente como quando eu a deixei amarrada na sede da Cosa Nostra.
Eu abri a boca para pedir desculpas, mas ela se virou novamente e saiu do meu quarto sem que eu pudesse falar nada, batendo a porta com força.
Não se passaram nem dois segundos que ela tinha saído e eu pus a mão na cabeça. Que merda eu tinha feito?
Eu corri até a porta, abrindo-a e procurando por Isabella no corredor, mas não tinha ninguém. Então fui até o quarto dela, que era de frente para o meu, mas estava completamente vazio.
Desci as escadas correndo e encontrei Rose e Emmett no sofá. Eles estavam se beijando de uma maneira que deveria ser proibida para menores de idade. Eles estavam tão entretidos que nem me notaram.
Eu pigarreei alto esperando ser notado por eles. Só então eles se soltaram e me olharam um tanto assustados. Quando percebeu que era eu, Rose corou e baixou os olhos.
- Vocês viram, Isabella? – eu perguntei.
- Foi mau cara, mas nós estávamos meio ocupados aqui. – Emmett disse dando um sorriso malicioso.
- Emm!!! – Rose o repreendeu, batendo em seu braço e depois olhando para mim – Não, Edward. Nós não vimos Isabella.
- Valeu e desculpa por atrapalhar. – eu falei.
- Você não atrapalhou nada. – Rose respondeu sorrindo.
- Claro que ele atrapalh... – Emmett ia falar, mas Rose deu uma cotovelada na barriga dele – Ai Rose. Isso dói.
Fui até a cozinha e encontrei com Alice.
- Isabella não está em casa. Ela acabou de sair com Jasper. – ela me disse antes mesmo que eu perguntasse.
Merda, merda e merda...
- Você sabe para onde eles foram? – eu perguntei já mal humorado por causa da informação.
- Não. – ela disse.
Eu bufei contrariado. Até quando esse filho da puta ia me atrapalhar? Isso já estava virando palhaçada.
Alice se sentou na pia e começou a comer um sanduíche que ela tinha preparado.
- Você não tem ciúmes? – eu perguntei.
Ela demorou um tempo para responder. Acho que ela estava tentando formular uma resposta.
- No começo eu tive. Na verdade, eu tive muito. Eu e Jasper chegamos a terminar duas vezes por causa disso. – ela me contou – E às vezes eu ainda tenho, mas tento me controlar. A relação dos dois é algo difícil de entender, mas eu acho que eles passaram por tantas coisas juntos que eu jamais vou conseguir compreender o que eles sentem um pelo outro. Mas tenho certeza que eles não se amam como homem e mulher, mas talvez como irmãos.
- Pode ser, mas me incomoda a relação deles. – eu confessei – Apesar de eu não ter motivo para me incomodar... afinal, eu não tenho nada com Isabella e...
- Pelo amor de Deus, Edward! – Alice falou pulando da pia – Só um cego não enxerga que vocês são loucos um pelo outro.
- Não! Quero dizer, Isabella não...
- Edward, você realmente acha que ela não sente nada por você? – ela perguntou.
- Ela mesma disse que eu não passo de um criminoso para ela. – eu argumentei.
- E você acha que se ela te visse somente como um criminoso, ela já não teria te jogado atrás das grades há muito tempo?
- Ela só não me prendeu ainda porque eu estou ajudando a recuperar meus pais. – eu a respondi.
Alice revirou os olhos como se eu tivesse falado o maior absurdo do mundo.
- Nós não precisávamos de você para resgatar seus pais. Aliás, não precisávamos de você nem para pegar Don e Elizabeth. – ela disse.
- Como? – eu já não estava entendendo mais merda nenhuma.
- Isabella já tinha todo o esquema da Cosa Nostra nas mãos. Ela conseguiu infiltrar um agente na organização há anos. Nós já sabíamos todos os esconderijos, todos os negócios. Nós temos horas de gravações e vários documentos que incriminam Don e Elizabeth.
- Eu não sabia... – eu balbuciei – Então, por que ela não me prendeu quando teve a chance?
- Eu te faço a mesma pergunta, Edward. Por quê?
Minha cabeça agora estava a mil. Era muita informação de uma vez só. Ela não precisava de mim para pegar Don... ela não precisava de mim para resgatar meus pais... então por que?
- Não adianta esperar por Isabella e Jasper. Eu acho que eles vão demorar. – Alice disse me tirando do meu devaneio – Vá dormir. É o melhor que você pode fazer no momento.
Ela sorriu e saiu da cozinha.
Sem ter o que fazer e completamente atordoado, eu peguei um copo com água para tomar durante a noite e voltei para o meu quarto. Eu me joguei na cama e passei a encarar a televisão, que estava ligada em um canal qualquer.
Toda aquela conversa com Alice me deixou sem chão. Eu não conseguia chegar a nenhuma conclusão. Não fazia sentido... simplesmente não fazia sentido.
A não ser que... ah! Não podia ser... ou podia? Será que Isabella sentia alguma coisa por mim?
Não. Eu disse a mim mesmo. Ela pode sentir vontade de me matar, claro. Mas amor... não...
Fiquei rolando na cama e pensando em Isabella até o sono chegar.
Eu tinha acabado de dormir quando acordei com um barulho. Era alguém batendo na porta do meu quarto. Será que era Isabella? Eu pensei esperançoso.
Olhei no relógio. Eram duas e meia da manhã. A pessoa bateu novamente, dessa vez, mais forte.
Eu me sentei na cama e a pessoa bateu de novo... ou melhor, esmurrou a porta.
- Eu já estou indo caralho. – eu falei mais alto e a pessoa esmurrou a porta novamente.
Eu me levantei e andei rapidamente até a porta e a abri. Só que não era Isabella como eu esperava.
Era Jasper.
- O que você... – eu ia perguntar o que ele queria, mas fui interrompido por um soco bem no meu nariz.
Pela força que ele usou, o soco me jogou para longe e eu caí em cima do criado mudo, jogando um copo no chão, quebrando-o.
Eu me pus de pé e coloquei a mão no rosto e vi que meu nariz estava sangrando. Mas que inferno!!!
Ele deu alguns passos em minha direção, entrando efetivamente no meu quarto.
- Que merda é essa? – eu perguntei olhando para a minha mão suja de sangue.
Ele se aproximou mais de mim e me fitando com ódio.
- Fique longe da Isabella. – ele rosnou e me deu mais um soco no rosto.
Claro que eu não ia ficar apanhando igual a um idiota, então, revidei. Eu lhe dei um murro no rosto e o empurrei. Ele bateu as costas na porta do banheiro.
- Você está louco? – eu perguntei – O que aconteceu?
Ele cuspiu o sangue que se acumulou em sua boca por causa do soco e me olhou com desprezo.
- Não se faça de inocente, seu desgraçado. – ele disse e partiu para cima de mim – É tudo culpa sua!
Ele me empurrou e eu caí em cima da cama. Quando ele chegou perto, eu o chutei no estômago, o jogando para o outro lado do quarto.
- Eu realmente não sei do que você está falando. O que Isabella tem a ver com isso? – eu disse me levantando da cama com um pulo.
Ele vinha na minha direção, então, eu também fui na direção dele. Nós nos encontramos no meio do quarto.
Ele ia me dar mais um soco, mas eu desviei e lhe dei um soco nas costelas. Ele me segurou pelos ombros e me deu uma joelhada no estômago.
- Seu maldito filho de uma puta. – ele disse enquanto trocávamos socos e chutes – Desgraçado! Fique bem longe da Isabella. Você está me entendendo? Fique longe dela ou eu...
Nesse momento, ele ia me dar um soco, mas eu desviei e agarrei seu braço.
- Ou você o que? – eu perguntei o pegando pelo braço e o jogando no chão – Vai me matar? Então entra para fila, otário. – eu falei olhando para ele no chão.
Ele me deu uma rasteira e eu também caí.
- Ah! Eu vou matar você..., mas antes você vai implorar para eu acabar com a sua vidinha patética de bandido. – ele disse subindo em cima de mim e me dando murros por todo corpo.
Eu consegui dar uma chave de perna nele e nos virei. Agora eu estava por cima. Eu não perdi tempo e comecei a socá-lo.
- O que acontece entre mim e Isabella não é da sua conta. – eu falei dando diversos socos nele.
- Inferno que não é. – ele respondeu entre um soco e outro.
De repente, me senti sendo levantado. Olhei para o lado e vi Mike e Alice me segurando.
- Me solta porra. – eu esbravejei.
- Calma, Edward. Calma cara. – Mike disse me segurando com mais força.
Jasper também esbravejava, praticamente gritando para Emmett soltá-lo.
- Esse bandidinho de quinta categoria precisa de uma lição para não mexer mais com a Bella. – ele falava enquanto Emmett o segurava cada vez mais firme.
- Qual é o seu problema hein, Jasper? Está com ciúmes da Swan? – eu perguntei debochado ainda sendo segurado por Mike.
- Seu imbecil! – ele rosnou tentando partir para cima de mim, mas sendo impedido por Emmett – Ela não merece um homem como você.
- Acho que é ela que não pensa assim. – eu retruquei dando um sorriso malicioso – Afinal, não é seu nome que ela grita quando goza.
Eu sabia que eu estava sendo um idiota em falar isso, mas eu estava adorando provocar Jasper. Era para ele aprender a não ser mais um empata foda dos infernos.
- Eu vou te matar! Eu juro que eu vou te matar. – Jasper gritou se debatendo como um louco.
- Isso é uma ameaça, soldadinho? – eu debochei.
- Não. É um aviso. – ele disse sombrio – Eu não fiz nada até agora porque ela não deixou, mas essa situação já passou todos os limites.
- Isabella não é uma garotinha indefesa. Ela sabe muito bem se defender sozinha. – eu falei.
- Você não sabe merda nenhuma sobre ela, seu bosta. – ele disse ainda tentando se desvencilhar de Emmett.
- Para com isso, Jasper. – Emmett falou.
- Me solta, Emmett. Eu vou matar esse desgraçado. – ele rosnava.
- Calma, Jasper. – Alice disse – Ficar assim não vai adiantar nada.
Jasper conseguiu se desvencilhar de Emmett e partiu novamente para cima de mim.
Eu me desvencilhei de Mike e parti para cima do Jasper de novo. Emmett e Mike tentavam nos separar, mas eles acabaram apanhando também.
Eu escutava Rose e Alice pedindo para que nós parássemos. Mas claro que ninguém as atendia. Eu continuava batendo. Batendo e apanhando.
Então, escutei dois tiros.
Eu e Jasper imediatamente paramos de bater um no outro e olhamos quem estava atirando. Era Isabella. Claro que era ela... quem mais poderia ser? Ela estava com a pose de general de sempre e apontava a arma para o teto.
- Que merda é essa aqui? – ela perguntou.
Minha mãe estava atrás dela e parecia estar assustada com a bagunça o que estava acontecendo em meu quarto.
Eu e Jasper nos levantamos, ajudados por Mike e Emmett.
- Não é nada. Eu já estou de saída. – Jasper falou.
Ele se aproximou e parou centímetros de mim.
- Meu recado está dado, Cullen. – ele cuspiu as palavras.
Ele foi na direção de Isabella e ao passar por mim, trombou de propósito no meu ombro. Ela o olhou preocupado e eles trocaram um olhar demorado. Depois, ele saiu do meu quarto.
- Alice, vá atrás dele. Ele ainda não está completamente recuperado dos tiros para ficar bancando o Mike Tyson por aí. – Isabella mandou visivelmente preocupada com Jasper.
Alice assentiu e saiu correndo do quarto.
- Rose, vá com Esme. Acho que ela está um pouco assustada. – Isabella continuou. Rose concordou e saiu levando minha mãe com ela – Emmett, Mike, sumam daqui agora.
Os dois saíram rapidamente do meu quarto. Por fim, ficamos somente nós dois no meu quarto.
- Não fui eu quem começou a briga. Eu estava dormindo quando esse louco entrou no meu quarto já me socando. – eu me defendi antes que ela falasse qualquer coisa.
- Eu não disse nada, Edward. – ela disse com um tom de voz cansado.
Só então eu a olhei com mais atenção. Ela tinha os olhos vermelhos e inchados. Seu cabelo estava solto e totalmente rebeldes.
- Você está bem? – eu perguntei me aproximando dela.
Minha vontade era tocá-la, mas me controlei e fechei minhas mãos em punho e as mantive junto ao meu corpo.
- Achei que você não quisesse conversar comigo. – ela respondeu arisca.
- E não quero. – eu respondi como um menino mimado.
Ela deu um sorriso cansado, se é que eu podia chamar de sorriso seus lábios repuxados.
- Vá dormir, Cullen. Amanhã nós sairemos antes do nascer do sol. – ela disse já se virando para ir embora.
- Espera... – eu a chamei, segurando-a pelo braço e puxando-a para perto de mim.
Ela me encarou. Fitei seus olhos que estavam realmente inchados e vermelhos por um tempo até que ela desviou o olhar.
- Você... – eu comecei a falar, mas não terminei. Eu só queria perguntar se ela havia chorado, mas seria o pergunta mais idiota a ser feita. É claro que ela havia chorado.
- O que? – ela perguntou.
- Nada não... pode ir. – eu disse covardemente.
- Esteja pronto às cinco da manhã em ponto. Nem um minuto a mais. Entendido? – ela perguntou.
- Sim, senhora. – eu a respondi.
- E limpe essa zona, porque o senhor não está em um hotel com serviço de quarto. – ela mandou olhando para o meu quarto.
Ela se virou e foi embora, fechando a porta do meu quarto. Só então, eu olhei para o meu quarto e vi a zona que estava. Copo quebrado no chão... meu travesseiro estava em cima do criado mudo, que estava caído. O colchão estava torto em cima da cama.
Merda. Eu pensei já pegando as coisas do chão.
Depois que arrumei mais ou menos meu quarto, eu me deitei, mas não consegui dormir novamente. Vi os minutos passarem lentamente até que deu quatro e meia da manhã. Era hora de levantar e me preparar para o reconhecimento da área da pista clandestina.
Tomei um banho rápido e desci. Procurei Isabella por toda casa e não a encontrei. Então fui para a garagem.
O dia estava nublado e havia muitas nuvens carregadas no céu. Pelo visto, o dia ia ser frio e chuvoso.
Cheguei à garagem e vi Isabella colocando algumas caixas no porta-malas. Ela usava uma calça jeans, uma camiseta branca e um boné preto. Ela se virou quando eu me aproximei. Ela também usava óculos escuros que me impediam ver seus olhos.
- Você está dois minutos atrasado. – ela falou olhando no relógio.
- Me processe. – eu falei dando os ombros.
Ela fechou o porta-malas e me olhou.
- Não se esqueça que eu posso te prender, engraçadinho. – ela disse e ordenou: – Entre no carro.
Eu assenti. Ela entrou no carro do lado do motorista e eu entrei no lado do carona. Ela ligou o carro e saiu da garagem.
Só que ao invés de sair pela rua a fora, ela parou na porta da base.
- Nós não vamos, não? – eu perguntei.
- Só mais um minuto. – ela disse olhando para a casa.
- Achei que eu estava dois minutos atrasado. – eu resmunguei.
- Você estava. – ela retrucou sem falar mais nada.
Eu também olhei para a casa e vi Jasper saindo da porta. O que? Ah não! Ele não podia ir conosco.
Ele veio correndo em nossa direção e entrou no carro do banco traseiro. É... ele ia conosco... que maravilha!
Isabella deu partida no carro e arrancou.
- Achei que iríamos só nós dois. – eu comentei mal humorado olhando para a rua.
- Pois achou errado, Cullen. – Jasper respondeu.
Enquanto Isabella dirigia, eu apenas olhava para o céu nublado e ignorava Jasper. O silêncio era tão incomodo que até ela percebeu e ligou o rádio para amenizar o clima.
Depois de quase quarenta minutos na estrada, Isabella virou à esquerda em um caminho quase invisível no meio do nada.
Uns cinco minutos e chegávamos à pista. Ela estacionou o carro entre as árvores e saiu do carro. Eu também saí do carro, olhando para a paisagem ao redor.
A pista de pouso era de terra batida. Ela tinha aproximadamente 1,5 km e era um tanto estreita. Poucos metros depois da pista já começavam as árvores.
Em seguida, percebi que Jasper havia se aproximado de nós.
Isabella abriu o porta-malas e pegou três rádios comunicadores e entregou um para mim e outro para Jasper.
- Caso precisarmos nos comunicar. – ela disse enquanto e guardava o comunicador no bolso da minha calça jeans. – Eu cubro a área da direita e você, a esquerda. – Isabella disse me entregando também uma câmera.
A câmera gravava as imagens e quando eu quisesse também fotografar, bastava apertar um botão.
- Jasper, trace o mapa de onde vamos colocar as bombas. – ela disse e ele assentiu.
- Bombas? – eu perguntei.
- É. Depois de analisar as imagens aéreas ontem, eu decidi explodir a pista quando cercarmos Don. – ela me informou.
- Com certeza será um fator surpresa. – eu ponderei.
- E vai dificultar qualquer plano de fuga de Don no jatinho. – ela acrescentou.
- Vamos, Isabella. Quanto mais rápido fizermos, mais rápido voltaremos para a base. – Jasper a chamou e ela foi para o lado dele.
Fui para o lado esquerdo da pista e comecei a gravar o que eu via. Depois de gravar toda margem da pista, eu passei a andar entre as árvores, filmando e fotografando todo cenário.
Umas duas horas depois eu acabei de cobrir toda a área esquerda da pista. Eu voltei para o carro e encontrei Isabella sentada no banco do motorista, com as portas do carro abertas. Ela estava escutando uma música e mantinha os olhos fechados.
Olhei para os lados, e para a minha sorte, não tinha nem sinal do imbecil do Jasper.
Eu entrei no carro do lado do carona e fechei a porta. Isabella abriu os olhos e também fechou a porta. Como ela não usava mais os óculos de sol, eu pude ver seus olhos, que ainda estavam um pouco inchados.
- Conseguiu as imagens? – ela perguntou desviando o olhar.
- Sim, senhora. – eu respondi ainda a encarando.
- Então arrume algo para fazer, pois Jasper ainda vai demorar um pouco. – ela falou sem realmente me olhar.
- Podíamos deixá-lo aqui. – eu resmunguei mal humorado, colocando a câmera e o comunicador no banco de trás do carro.
Nesse instante, escutamos o barulho de motor de um carro se aproximar. Imediatamente, eu e Isabella ficamos em alerta.
- Pega o binóculo no porta luvas e veja quem está se aproximando. – ela disse.
Eu peguei o binóculo e me virei, me ajoelhando no banco. Era uma van preta, do tipo que a Cosa Nostra usava.
- É a Cosa Nostra. – eu falei.
- Merda. – Isabella esbravejou.
- Nós temos que sair daqui urgente. – eu falei.
- Jura, Cullen? – ela falou sarcástica, ligando o carro e fechando a porta do carro – Eu pensei em ficar para tomar um cafezinho com eles.
Eu bufei e ela acelerou, cantando pneu e indo em direção à floresta.
Notas finais
Gente, me desculpem pela demora, mas é que eu estava na correria por causa da faculdade, então ficou difícil betar o capítulo, mas aqui estamos.
O que acharam? Pra mim foi um capítulo cheio de sentimentos, Bella demonstrou seus sentimentos - timidamente, mas ela se importa. Edward é muito cego, pelo amor de Deus. Mas cara, Jasper me irrita, parece que ele se acha dono da Swan, odeio ele #prontofalei
Tirando isso, fiquei curiosa agora. Será que os capangas da Cosa Nostra vão pegar Bella e Edward ali espionando? Vamos ver no que isso vai dar. Espero sinceramente que Jasper não encha mais o saco KKKK
Beijos, até o próximo capítulo.
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Recado Su:
Ei galera! Espero que tenham gostado... demorou um pouco, mas hoje mesmo eu posto o prox cap...
Eu queria agradecer as recomendações de:
- Izabel Cristina;
- MaayStewart;
- Nilcia;
- Marie Cullen;
-Lizzie; e
- DéboraCullen.
Bjos e ate daqui a pouco!!!!
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