Cosa Nostra

36 2ª Temporada - Capítulo 7: Merda de um Criminoso


Notas iniciais
Galera... no final do cap tem um PDV da Bella... só um bonus para vcs!!! Espero que gostem!!!!
bjs

– Cullen. Abaixa. A. Porra. Dessa. Arma. – Isabella disse, tentando conter sua irritação.

Eu não conseguia pensar, minha mão tremia na arma.

– Edward, por favor, eu sou sua mãe...

– CALA A PORRA DA SUA BOCA! – gritei.

– Cullen, abaixe a porra da arma. – Isabella falou.

– Não. Eu não vou obedecer mais porra de ordem nenhuma! Cansei! Eu vou matar essa desgraçada e vai ser agora.

Isabella então entrou na minha frente e, me desafiando, disse:

– Você vai ter que passar por cima de mim primeiro Cullen.



Eu a olhei incrédulo.

– Você não pode estar falando sério. – eu exasperei, mas ela não se mexeu – Saia da minha frente, caralho.

– Eu não vou sair. Abaixe a porra da arma. – ela ordenou mais uma vez.

Eu fechei os olhos rapidamente somente para tomar coragem para fazer o que eu faria naquele momento e voltei a encará-la.

– Não Isabella. Eu já disse que não vou obedecer mais ordem nenhuma. – eu falei com firmeza – Essa desgraçada merece morrer. E serei eu quem vai matá-la.

Isabella me olhou com raiva. Eu sabia o quanto ela odiava ser contrariada, mas eu não estava disposto a deixar Elizabeth sair com vida daquele porão. As imagens da minha mãe encolhida na van como um animal indefeso não saia da minha cabeça.

Eu prometi a mim mesmo que iria acabar com todos da Cosa Nostra e nem mesmo Isabella conseguiria me fazer desistir da minha promessa.

Acho que ela percebeu que eu realmente não tinha nenhuma intenção de obedecê-la. Ela então respirou fundo e sacou sua arma em minha direção.

– É a última vez que eu te mando abaixar a merda dessa arma. – ela me ameaçou.

E mais uma vez estávamos frente a frente, apontando nossas armas um para o outro.

Ela não tinha uma feição muito boa e acho que eu também não. Eu balancei a cabeça negativamente... que merda!

– Por favor, não me faça atirar em você. – eu pedi.

– Eu te peço a mesma coisa, Edward. – ela disse.

Nós dois ficamos em silêncio, porque nenhum dos dois estava disposto a abrir mão.

Não se escutava nada naquele porão a não ser os sons alterados das nossas respirações. Como sempre, nossos olhares estavam presos um no outro.

– Isabella, não me faça atirar em você – eu repeti praticamente implorando a ela – Porque eu atirarei se for preciso.

Minha mão ainda tremia. Na verdade, nessa altura do campeonato, meu corpo inteiro tremia. Já Isabella estava imponente como sempre... segura como sempre.

Eu mirei em seu ombro. Eu não tinha a intenção de matá-la... e nem queria, mas eu precisava que ela saísse da minha frente.

Ela destravou sua arma ainda mirando em mim. Ela não ia desistir dessa merda... mas eu também não. Imitando-a, eu também destravei minha arma.

Agora só bastava puxar o gatilho.

– Espera! – a voz de Elizabeth soou trêmula – Eu fiz um acordo com ela... eu... eu vou ajudar vocês a encontrar seu pai...

Eu desviei meu olhar de Isabella para Elizabeth, mas sem abaixar minha arma. Ela me olhou e voltou a falar com mais segurança:

– Eu sei onde Don está, o que ele pretende fazer e para onde ele vai. Minhas informações são preciosas para vocês... e eu estou disposta a falar. – ela parou por um segundo e respirou fundo – Eu vou falar tudo que vocês quiserem saber. Vou ajudar vocês. Eu juro que vou.

O que? Mas que merda era essa? Eu tinha entendido bem? Elizabeth ia trair Don? Mas por quê? A troco de que? Não fazia sentido... nenhum sentido.

Eu acho que a confusão estava estampada em meu rosto. Cara, com certeza tinha algo estranho nessa merda toda.

Ela devia estar mentindo, então olhei para Isabella esperando que ela desmentisse Elizabeth... mas ela não o fez, silenciosamente confirmando tudo que eu havia escutado.

Eu encarei Isabella sem acreditar. Ela também me encarava atentamente. Seu olhar era enigmático e eu não soube interpretá-lo.

– Acordo? – eu perguntei querendo que ela confirmasse com sua própria boca – Você fez um acordo com essa desgraçada?

Isabella continuou sem dizer nada, mas para a minha infelicidade Elizabeth respondeu a minha pergunta.

– Sim... eu e Isabella fizemos um acordo.

– Eu não estou falando com você, desgraçada. – eu esbravejei – Responde Isabella!

– Sim, nós fizemos um acordo. – ela confirmou por fim.

Eu apertei minha arma com mais força.

Eu não conseguia acreditar nos meus ouvidos. Depois de tudo que aconteceu, tudo que a Cosa Nostra fez, Isabella ia poupar Elizabeth? Por quê? Eu já tinha entregado a Cosa Nostra de mãos beijadas para as Forças Especiais. Nós já tínhamos todos os arquivos da Cosa Nostra. Tudo que os incriminava... a lista com o nome de todos os cappos e sottocapos da Organização.

Isabella não precisava fazer merda de acordo nenhum, mas ela tinha feito.

Eu me sentia traído. Inferno de vida... primeiro, meus pais biológicos me sacaneam da forma mais vil, e agora Isabella...

– Você agora faz acordo com criminosos? – minha voz soou ácida.

Como resposta, ela me olhou de cima a baixo e arqueou a sobrancelha. Não precisava dizer mais nada. Se ela estava ajudando um criminoso, no caso eu, fazer acordo com outros criminosos não era nada de mais.

– E você acredita nela? – eu perguntei a Isabella, inconformado, sacudindo minha arma – Você não pode acreditar nela! É claro que essa maldita está te enganando.

– E você não me enganou? – Isabella perguntou.

Eu abri a boca para negar, mas não pude. Não tinha como negar... era a realidade.

Me sentindo completamente derrotado, eu abaixei meu braço, deixando a arma cair no chão. Elizabeth arfou de alivio e Isabella lentamente abaixou a arma.

– Posso pelo menos saber o porquê do acordo? – eu perguntei para Isabella.

Don ainda não sabe que capturamos Elizabeth. – Isabella disse e eu voltei a olhar para ela – Ela é a nossa melhor chance de encontrarmos Don e resgatarmos o seu pai em segurança.

Fiquei digerindo o que ela tinha me falado por alguns segundos. Ela mentia. Eu sabia que ela mentia. Não era por causa disso. Tinha algo por trás dessa historia de acordo.

– Já temos imagens de toda a mansão. Sabemos que Don está lá com meu pai. Não precisamos de nenhuma informação para invadir a mansão e resgatar meu pai com segurança. – eu argumentei – Não precisamos de nenhuma informação dessa daí.

– Mas eu achei melhor e minha decisão não está aberta para discussão. – Isabella disse com a arrogância que lhe era natural.

Eu não retruquei e ela não disse mais nada. O silêncio era funesto no porão.

Isabella não falaria mais nada e eu sabia disso. Merda de mulher teimosa.

– E você? O que você vai ganhar com isso? – eu questionei Elizabeth, quebrando o silêncio.

– Isso é entre ela e eu. – Isabella disse antes que a maldita sequer abrisse a boca para me responder – E não é da sua conta.

– Claro que é da minha conta. – eu retruquei quase imediatamente.

– Não é não. São informações secretas das Forças Especiais... e não se esqueça, Cullen, que apesar de estar vestindo um uniforme dos Boinas Verdes, você não faz parte da equipe.

Eu a encarei atentamente. E só então a ficha caiu. Não importava o que eu faria, eu sempre seria o filho da puta que trai todos. Ela falava e eu apenas escutava a tudo calado.

– Mas...

– Vamos deixar uma coisa clara entre nós, Cullen. – ela me interrompeu – Eu concordei em te ajudar porque Esme e Carlisle são pessoas honestas e não mereciam passar pelo que estão passando... Ainda mais por sua causa. – ela disse convicta e continuou:

– Mas não significa que você faça parte da equipe. Você não é mais um Boina Verde. Na verdade, nunca foi. Você é apenas um criminoso que teve sorte de ter a confiança das Forças Especiais.

Eu apenas a escutava, tentando não transparecer o quanto aquelas palavras me machucavam. Sempre achei que isso fosse coisa de mulherzinha. Sempre achei que palavras não machucavam... só que mais uma vez Isabella me mostrava que eu estava enganado.

Ela deu dois passos, se aproximando de mim e olhando no fundo dos meus olhos.

– Não se esqueça que você nunca será nada além de um merda de um criminoso. – ela disse acidamente.

Eu simplesmente perdi o ar e pisquei algumas vezes. Merda de um criminoso.... isso que eu era para Isabella.

Eu dei dois passos para trás, me afastando dela... como se isso fosse me proteger das suas palavras.

– Você tem razão Isabella. Eu não passo de uma merda de um criminoso. – eu concordei derrotado.

Sem dizer mais nada, eu me virei e saí do porão o mais rápido que consegui deixando Isabella e Elizabeth para trás.

Minha mente estava a mil. Passei no quarto da minha mãe. Eu precisava conversar com alguém que não me julgasse naquele momento. Abri a porta do seu quarto e vi que ela estava dormindo.

Fechei a porta, desistindo de conversar com alguém. Era melhor assim. Minha mãe já tinha passado por coisas demais. Ela não merecia um filho chorão nesse momento.

Então, fui para o meu quarto. Tirei a roupa e entrei na ducha. Quando a água desceu pelo corpo, senti meu braço arder.

Olhei e vi um machucado. Eu tinha levado um tiro de raspão quando estava na van, resgatando minha mãe. Limpei bem o machucado com sabão.

Depois do banho, cai na cama sem me preocupar em sequer vestir uma cueca. Claro que eu fiquei rolando na cama...

É Edward... não dá para apagar as merdas que você fez... agora arque com as consequências.

Eu queria dormir... dormir e esquecer o que aconteceu, mas as palavras de Isabella martelavam na minha cabeça enquanto eu rolava de um lado para o outro na cama. Criminoso... um merda de um criminoso.

Demorei dormir para caralho... mas eventualmente o sono chegou.

–---&----

Acordei com alguém batendo na porta do meu quarto. Abri os olhos com dificuldade por causa da claridade.

– Pode entrar. – eu falei sonolento.

Eu estava sem roupa nenhuma, mas o lençol me cobria, então, não me preocupei. Minha mãe entrou no quarto sorrindo.

Eu sorri largamente ao vê-la. Era bom saber que ela estava a salvo e perto de mim de novo. E seu sorriso me fazia esquecer da merda que era a minha vida.

– Bom dia querido. – ela disse carinhosa, se sentando na cama.

– Bom dia, mãe. – respondi bocejando.

Ela me encarou por alguns segundos, me analisando.

– O que aconteceu? – ela perguntou com o tom de preocupação.

– Nada não, mãe. – eu menti.

– Edward... – ela me advertiu.

– Eu só não dormi muito bem. – eu disse para acabar com o assunto.

Ela me encarou atentamente sabendo que eu estava mentindo, mas, felizmente, ela não insistiu.

– Isabella pediu que eu te chamasse. Parece que eles vão conseguir falar com Don. – ela disse e eu a olhei confuso.

Nós íamos falar com Don? Como assim?

– Bem, eu não sei direito. – ela explicou vendo minha confusão – Ela apenas pediu que eu te chamasse e me proibiu de sair do meu quarto.

– Ela é meio mandona mesmo. – eu reclamei bufando.

Na verdade, eu estava amargurado.

– Ela apenas quer o meu bem querido. – minha mãe disse dando os ombros – Além do mais, no meu quarto tem televisão. Eu vou ficar bem.

Eu me levantei sem me preocupar com a minha nudez, porque era a minha mãe ali. Vesti uma camisa branca e uma calça jeans e escovei os dentes rapidamente.

– É melhor eu ir para lá rápido. – eu falei dando um beijo na testa da minha mãe e descendo para a sala de equipamentos.

Cheguei rapidamente na sala. Vi todos os Boinas Verdes. Para minha desgraça, Elizabeth também estava ali. Ela estava algemada nos pulsos e pés.

– O que essa mulher está fazendo aqui? – eu perguntei já mal humorado.

– Cala a boca ou eu te expulso da sala Cullen. – Isabella rosnou.

Eu revirei os olhos e me sentei ao lado de Emmett. Ele me encarou solidário e sorriu.

– Ela vai ser importante para nós, cara. – ele disse baixo para mim.

Eu me limitei a assentir com a cabeça.

– Podemos começar. – Alice disse.

Isabella apenas assentiu e retirou a algema dos pulsos de Elizabeth. Então a desgraçada pegou o celular, que estava preso a um equipamento de escuta e discou um número. Isabella apertou o botão de gravação da escuta.

Segundos depois, alguém atendeu a ligação.

Alô. – eu imediatamente reconheci a voz. Era o desgraçado do Don.

– Olá amor. – Elizabeth falou com a voz mais feliz do mundo.

Como ela era falsa...

Oi Elizabeth. – Don respondeu com aquela voz cínica de sempre – Onde vocês estão que ainda não chegaram ao esconderijo?

– Ainda estamos no meio do caminho, querido. – ela respondeu.

– No meio do caminho? Por quê?

– Ora Don! – Elizabeth ralhou – Porque essa viagem é muito cansativa. Fiquei cansada e mandei que parássemos em um motel na beira da estrada. Não agüentava mais aqueles ogros que você chama de capangas.

Claro querida! E a nossa convidada? – ele perguntou sarcasticamente.

Eu fechei as mãos em punho e respirei fundo. Nesse momento, Elizabeth abaixou os olhos, como se estivesse com vergonha.

Isabella fez gestos para que ela prosseguisse com a conversa.

– Não sei. Eu a deixei no quarto com os capangas. Não quero nem ver a cara daquela mulherzinha. – Elizabeth respondeu olhando para o chão.

Em pouco tempo não veremos mais. Muito em breve estaremos livres desses inúteis, minha amada. – Don disse.

– E onde você está meu amor? – Elizabeth mudou o assunto.

Ainda na mansão. Aqueles incompetentes demoraram a arrumar o jatinho que eu pedi. – ele resmungou – Mas já está resolvido e depois de amanhã estaremos indo para Guadalajara.

– A pista de pouso já está pronta? – ela perguntou.

Claro que já. Agora nossa fazenda tem uma pista de pouso. – ele se gabou.

– Que horas você sairá da mansão? – ela o questionou.

Depois do almoço. Por volta de uma hora da tarde. – ele informou – Iremos de carro até a Highway 84. Lá, o jatinho nos espera em na pista clandestina.

– Ótimo! E como vai o doutorzinho? – Elizabeth perguntou.

Chega! Era demais para mim... Eu ia me levantar e sair daquela sala, mas Emmett me impediu, colocando a mão no meu ombro.

Obediente. Muito obediente... afinal, ele não quer que nada aconteça com sua tão amada esposinha. – ele disse com o tom de voz jocoso.

Isabella fez o sinal para Elizabeth encerrar a ligação.

– Perfeito, meu amor. – ela obedeceu a Isabella – Eu vou desligar, porque estou precisando urgente de um banho. Depois tomarei um café da manhã reforçado. Preciso me preparar mentalmente para voltar para aquele comboio insuportável.

Don riu e meu estômago embrulhou imediatamente.

Faça isso! E se cuida. – ele disse.

– Se cuide também. Eu te amo, meu amor.

Ela desligou o celular.

– Gravamos tudo. – Alice falou – E conseguimos rastrear a ligação. Ele ainda estava na mansão, como suspeitávamos.

– Eu sei onde é a pista clandestina. – Elizabeth nos informou – Ela é escondida no meio da mata, três quilômetros da beira da estrada.

– Excelente. – Isabella disse – Hoje mesmo começaremos o reconhecimento da área.

Todos assentiram.

– Rose, leve Elizabeth de volta para o porão e pegue com ela a localização exata da pista clandestina. – Rose assentiu se levantando.

Ela algemou novamente Elizabeth e a pegou pelos braços. Em seguida, as duas saíram da sala.

– Jasper e Mike, vocês farão o reconhecimento aéreo. – Isabella disse e olhou para Mike – Enquanto Jasper pilota o helicóptero, você tirará as fotos e filmará a pista de pouso. Será apenas duas vezes que vocês sobrevoaram a área para evitar levantar suspeitas, então aja rápido Newton.

– Sim, senhora. Eu farei. – Mike afirmou.

– Emmett e Alice farão o reconhecimento da estrada. Quero os pontos estratégicos e os pontos cegos da estrada. Tirem foto e filmem tudo. – Isabella disse.

Os dois assentiram.

– Cullen, eu e você faremos o reconhecimento da floresta. Eu não quero surpresa nenhuma na hora da emboscada. – ela falou e ficou me olhando como se esperasse alguma resposta.

Mas eu me limitei a assentir com a cabeça.

– Se organizem. Mike, Jasper, Alice e Emmett, façam o reconhecimento hoje mesmo. Vocês partirão depois do almoço. – ela acabou as instruções – Estão dispensados, menos você Cullen. Eu quero discutir como faremos o reconhecimento.

Eu esperei por todos saírem e fiquei em pé, com os braços cruzados.

– Eu acho melhor esperar as fotos e filmagens aéreas para fazermos o reconhecimento na floresta. – ela disse – Tudo bem?

– Sim, senhora. – eu respondi secamente.

– Pode ir então. – ela disse.

Eu me virei e fui em direção à porta.

– Cullen. – ela me chamou e eu me virei para encará-la.

Ela ficou em silêncio e mordeu o lábio inferior. Ela parecia não saber direito o que falar.

– O que você quer Swan? – eu perguntei sem paciência e grosseiramente.

Ela me olhou meio assustada. Droga! O que ela queria depois de tudo que me disse?

Ela estava nessa confusão para resgatar meus pais e ponto. Eu já tinha a agradecido. Não tínhamos mais nada para tratar. Eu não ia forçar nada com ela. Não mais. Ela já tinha deixado bem claro o que eu era para ela: uma merda de criminoso.

– Diga para sua mãe sair do quarto. Eu só não queria que ela cruzasse com Elizabeth. –ela disse por fim.

– Sim, senhora. – eu assenti e saí da sala.

Fui para o quarto da minha mãe e a encontrei rezando. Ela estava sentada na cama, com os olhos fechados e as mãos juntas.

Ela percebeu minha presença e abriu os olhos, sorrindo para mim.

– Estou rezando para seu pai... e para você. – ela disse.

Acho que Deus não faria muito esforço para me ajudar... não depois de tudo que eu fiz nessa vida.

Achei melhor não falar isso para minha mãe. Ela acreditava nas suas orações e eu a respeitaria.

– Eu acho que estou precisando mesmo de uma forcinha com o Homem lá de cima. – eu brinquei.

Eu me sentei ao seu lado na cama.

– Você já está liberada para andar pela casa livremente. – eu disse e ela deu os ombros.

– Eu gostei de ficar no quarto. Ainda não me sinto totalmente recuperada.

Ela estava bem magra, mas já tinha recuperado um pouco de cor... o que era bom.

– Novidades sobre seu pai? – ela perguntou.

Eu disse que sim e comecei a contar tudo que Don havia falado com Elizabeth.

O dia passou bem lentamente. Depois do almoço, o pessoal foi fazer o reconhecimento do local e ficamos na casa apenas Isabella, Rose, eu e minha mãe.

Eu fugi da Swan como diabo foge da cruz... ou, no meu caso, como o criminoso foge da policia.

Fiquei com minha mãe a maior parte do tempo e quando ela insistiu em conversar com Isabella, eu me tranquei no meu quarto.

À noite, estava deitado na minha cama e fingindo ver algum filme que passava na televisão quando bateram na minha porta. Me levantei da cama e a abri.

Era Isabella.

– Pois não? – eu perguntei sem dar espaço para ela entrar no meu quarto.

– Todos já chegaram do reconhecimento. Irei analisar as imagens para limitar nosso reconhecimento à parte mais rasa da floresta. – ela disse.

– Ok. – respondi.

– Esteja pronto amanha às cinco da manhã.

– Sim, senhora. – eu respondi ríspido – Algo mais?

– Não... – ela balbuciou.

– Até amanhã General. – eu falei, fechando a porta e deixando para trás uma general um tanto desconcertada.



BÔNUS – PDV BELLA

– Ele mudou muito. – Elizabeth afirmou assim que Edward saiu do porão.

Eu ainda olhava para a porta. Era tudo tão confuso... tão doloroso.

Eu queria magoá-lo. Queria que ele sentisse a dor que eu estava sentindo... mas quando eu vi seus olhos perderem a cor quando eu disse aquelas malditas palavras, eu me arrependi imediatamente. Como eu queria voltar atrás e retirar cada palavra.

Eu encarei Elizabeth um tanto perdida pelo seu comentário e ela continuou:

– Ele mudou muito. Foi tudo tão rápido... Don não gostou nem um pouco dessa mudança, mas eu vi meu menino crescer... e se apaixonar.

– Por Tanya, sua linda e loira noiva. – eu completei e não pude evitar o tom amargurado da minha própria voz.

– Não. Por você. – ela disse convicta – Ele nunca amou Tanya. Ela não passava de uma comodidade para ele, mas você... você é especial. Eu vejo os olhos dele brilharem quando ele te olha.

Eu fiquei em silêncio, apenas a escutando.

– É nítido pela forma que ele te olha. A forma que ele reage a você. Ele te ama. – ela finalizou convicta.

– Não... você está errada. Ele só me usou...

– Ele ia nos deixar. – Elizabeth me interrompeu – Estava claro para mim que ele iria nos deixar. Mas eu sei que ele nunca te deixaria. Ele não consegue te deixar ir... simplesmente porque te ama.

– Chega! – eu esbravejei – Eu não quero mais ouvir nenhuma palavra sua.

Minha vida já estava confusa demais sem ter essa mulher falando da minha orelha.

– Mas eu sei que ele te...

– Cala a boca ou não teremos mais acordo nenhum. – eu ameacei apontando a arma para ela – Mais uma palavra sequer e eu não pensarei duas vezes antes de te matar.

Elizabeth apenas assentiu, engolindo seco.

– Já estamos preparando a escuta telefônica. Amanhã de manhã já poderemos entrar em contato com Don. – eu a informei.

– Tudo bem... do jeito que você quiser. – ela respondeu submissa.

– Tente alguma gracinha e você irá se arrepender amargamente. E não se esqueça Elizabeth: mantenha sua palavra que eu mantenho a minha. – eu a adverti.

Ela tinha muito mais a perder do que eu. Nós duas sabíamos disso, por isso, eu sabia que ela cumpriria sua parte do acordo.

– Eu farei exatamente como combinamos. Você tem minha palavra. – ela me respondeu.

Eu suspirei. Ótimo! Agora eu confiava na palavra de criminosos... tudo culpa do maldito do Edward!

Eu me virei, ficando de costas para ela e comecei a caminhar em direção à porta.

– Você também o ama, apesar de tudo que você disse a ele. – Elizabeth falou e eu parei de andar – Você o ama. Se não amasse, não teria aceitado minha proposta.

Eu apenas a escutei, mas não me virei para encará-la.

– Não me faça arrepender de ter entrado na frente de Edward. – eu falei de costas para ela e saí do porão.


Notas finais
Recado Ju:
Olá pessoas, tenho que dizer que houve muita tensão nesse capítulo, quem pensou que o Edward fosse matar a Elizabeth e passar por cima da Swan levanta a mão. KKK
Bem, mas eu confesso que a melhor parte de todas foi o bônus na visão da Bella, com ela meio incerta dos seus próprios sentimentos, naquela mistura típica de ódio e amor.
Enfim, o que será que nos espera nesse "resgate" ao Dr. Carlisle e essa trama toda envolvendo a mentira de Elizabeth para o Don? Hummm... Rumos interessantes devem estar por vir...
Beijos, espero que tenham gostado tanto quanto eu.
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Recado Su:
Oi galera... espero que tenham gostado... principalmente do PDV da Bella... foi um presentinho para vcs!
Vcs viram que eu consegui responder todos os comentarios do cap passado??? ALELUIA!!!!! rrss... e mais uma vez obrigada por comentarem... =)
Eu queria agradecer as recomendações de:
AnnyKaroliny
Erica
Lili Swan
gabriela_132
Little Dark Fluffy
Joana
AH!!!! IMPORTANTE:
A Ju está participando de um concurso como autora revelaçaõ... chique ne???
Ela merece muito... Como eu disse antes, ela é uma das minhas autoras favoritas... entao, vamos votar nela galera!!!
http://www.fanficsdagohans2videl.blogspot.com.br/2012/08/concurso.html
Bjos a todos e até!!!!!
PS. Prox cap ser postado rapidinho... rrss