Notas iniciais
Aqui é a Suzi, e vou dizer que caprichamos na One! A Maya é nova aqui, então vão lá ver o perfil dela e ela também faz capas se quiserem!
Recomendem, favoritem ou comentem se gostarem!
Boa leitura!

Carlisle saiu de casa indo direto para o hotel. Quando chegou, não demorou a arranjar um quarto e foi direto para ele. Jogou a única mala no chão e se jogou na cama, pensando e repensando tudo o que aconteceu.

— Eu estou cansado, vou embora dessa casa agora!

— Ah, pois então vá, não vou ficar o tempo todo te chamando de volta, cansei! — respondeu Esme furiosa.

A visão do marido pisando pesadamente e batendo a porta com força abalou a mente de Esme. Ela não tinha certeza do que deveria fazer. Mas tinha certeza de que estava de mãos atadas e mesmo se quisesse, agora não era uma boa hora de sair.

[…]

Carlisle acordou e se sentou na cama, olhando para o lado sentindo falta de ter o corpo de Esme para se apegar. Ele toma coragem e vai até sua mala, abre-a. Seus olhos param em um tecido vermelho, chamando a atenção dentre as cores frias de suas roupas. Ele puxa o pedaço chamativo e o que acaba em sua mão é a camisola transparente, rendada e curta que já foi tirada do corpo de sua amada pelas mãos que a seguravam mais uma vez.

Ele ri e cheira a camisola, mas está com cheiro de sabão. Arruma-se e veste uma jaqueta de couro, marrom, a favorita de Esme. A camisola é tão fina que ele consegue encolhe-la e esconde-la dentro da jaqueta. Quando passa na recepção, não passa despercebido pela recepcionista.

— Sr. Cullen, bom dia! — ela fala sorrindo, um sorriso que dá a todos os hospedes, porém é mais caloroso quando dirigido a ele.

— Bom dia. — ele sorri um pouco e logo se lembra: — você tem uma sacola descartável aí?

— Claro! — ela vasculha o balcão, e acha uma sacola média de papel, com a logomarca do hotel. — é do hotel, serve?

— Serve sim. — ele pega a sacola. — obrigado. — ele sai e apenas quando chega no carro coloca a camisola dentro da sacola.

Rodando pela cidade não é difícil achar um correio, porém, a se julgar pela mercadoria que Carlisle carregava, era melhor um correio realmente profissional. Ele pensa um pouco e se convence de que, é impossível pedir para que entreguem uma camisola tão provocante a um endereço tão suspeito sem receber um olhar acentuado do gerente.

Ele entra no correio e escreve o endereço, entregando a sacola a gerente, que surpreendentemente não olha o conteúdo de dentro, o que deixa-o aliviado.

— Pretende escrever algo para a pessoa que vai receber isso? — pergunta a garota, já procurando o papel e a caneta.

— É acho que sim. — ele pega a caneta e pensa um pouco no que escrever.

“ Levei sem querer.”

Ele escreve por fim, desistindo de terminar a frase com um “sinto muito”. A mercadoria peculiar logo é enviada ao carteiro e logo chegaria a casa dele.

Ele roda quase toda a cidade de carro, esperando a hora do almoço. É difícil não pensar em Esme, até porque ela é a razão dele estar sem fome, sem paciência e sem casa.

Esme estava parada com os braços cruzados na frente da geladeira, pensando em algo para preparar, embora se sentisse sem qualquer apetite. A campainha tocou e ela foi atender, se surpreendendo ao ver o carteiro.

— Bom dia...? — ela falou confusa.

— Bom dia... Senhora Cullen?

— Sim.

— Tem uma entrega para a senhora. — ele pega um pacote da bolsa. — basta assinar aqui. — ele pega a prancheta e Esme assina, pegando sua correspondência em seguida.

— Obrigada. — ela fala sorrindo, deixando o jovem carteiro um pouco atordoado. Ele assente com a cabeça e se vai.

Esme vai para a sala, coloca o pacote no colo e abre-o. Tira a sacola com o emblema de hotel e coloca a mão dentro dela, tirando sua camisola. Ela arregala o olho e vasculha o pacote, até achar o papel escrito por seu marido. Ela reconhece a caligrafia e sorri para si mesma ao pensar que ele levou algo dela.

Sobe para seu quarto e guarda a camisola. Hesitante, abre a gaveta onde há mais camisolas e examina uma. Pega sua bolsa e se arruma. Quando desce pega a sacola onde a antiga camisola estava e vai direto para o carro.

[…]

Carlisle estava assistindo TV no quarto, pensando no que fazer agora. Ele ouve alguém bater na porta e a abre, se deparando com Esme, acompanhada por uma gerente do hotel.

— Oi. — fala Esme sem graça.

— Está tudo bem... — ele fala lendo o crachá da funcionária. — Sandy.

— Até logo. — ela fala, saindo discretamente. Quando ela vira o corredor, Carlisle dispara:

— Por que veio aqui?

— Posso entrar?

— Claro. — ele abre espaço e ela entra no quarto. Ele fecha a porta, passando o cartão do hotel, trancando-a.

— Eu vim por que... — ela coloca a bolsa na mesa de canto. — quero agradecer por ter mandado minha camisola de volta.

— Não está falando sério. — ele ri.

— Acho que sim... Quando eu recebi a camisola e pensei nela, em todas as ocasiões que a usei...

— Está insinuando que quer pedir desculpas?

— Parece que é só eu que estou disposta, como sempre.

— Não comece falando sobre...

— Só eu me importo, e isso cansa.

— Ah não, Esme. Cansa é estar o tempo todo sendo apontado como o indelicado ou o orgulhoso. — ele dá um passo na direção dela e a olha diretamente. — você sabe que eu me importo sim.

— Então demonstre. — ela também dá um passo. — vá me procurar como eu te procuro. Me faz pensar que não sou só eu que quero pedir desculpas.

— Você já se convenceu que eu sou tão orgulhoso assim? — ele se arrisca a mais um passo, precisando apenas de mais um para tocar o corpo no dela.

— Não. Mas falta pouco, sabia? — ela acaba com a pequena distancia entre os dois. — você estaria disposto a mudar isso?

— Mudar algo que eu nem fiz? — ela abaixa a cabeça.

— Entendi. — ela se vira e pega sua bolsa, a colocando no ombro. Quando se afasta um pouco, ele segura seu braço.

— Mas não vou te deixar ir embora. — ela o olha. — quando vai entender que eu te amo?

— Eu entendo...

— Não, você não entende. Você não demonstra entender. — ele solta seu braço. — eu não sei mais o que preciso fazer pra você ver que não é a única que tenta apartar nossas brigas.

— Eu... Nunca pensei que... Te magoasse...

— Pois é, você nunca pensou. — ela abaixa a cabeça mais uma vez, envergonhada. — mas... — ele segura seu queixo e levanta seu rosto. — eu sei que também não fui bem o marido que você pediu...

— Você foi. — ela o olha diretamente nos olhos. — eu acho que não vi isso até ter que passar uma noite sem você. — ele solta seu queixo, mas os olhos não se desgrudam. — você me desculpa? Por tudo?

— Com uma condição.

— Qual?

— Se eu voltar para casa, você vai ter que vestir aquela camisola que eu mandei, sabe? — ela sorri. — e vai ter que me desculpar.

— Você tem sorte, farei os dois. — ele sorri.

Eles se beijam e Carlisle levanta Esme, a conduzindo em direção à cama.

— Você não tem jeito. — ela brinca, puxando o marido.

Ele só ri, beijando a esposa assim que a envolve em seus braços.

[…]

Carlisle está se vestindo e Esme o olha sorrindo enquanto coloca suas sapatilhas.

— Estou pronto. — ele fala, pegando a mala.

— Eu também. Vamos?

Os dois saem do quarto e Carlisle paga o hotel, indo para seu carro e Esme para o dela. Esme chega primeiro, mas espera o esposo que chega alguns minutos depois.

— Carlisle. — ela chama quando sai do carro. Ele já estava se dirigindo ao porta mala, mas para. — me promete uma coisa?

— O que seria? — ele caminha em direção a ela e abraça sua cintura.

— Nunca mais sai de casa. Seja briga, qualquer coisa, mas fique aqui, tá bom?

— Prometo. — ele roça o nariz no dela. — só vou sair de casa se a gente se separar.

— Não fala isso, não. — ele sorri e a beija devagar, a abraçando mais firmemente. — você vai ficar comigo pra sempre, ouviu?

— Quero ouvir de novo. — ele aproxima o ouvido da boca dela.

— Você vai ficar comigo pra sempre. — ela fala devagar, o fazendo sorrir.

Notas finais
Aqui é a Maya, gente! Como a fofa da Suzi falou, faço capas se quiserem e sou nova aqui, então dá uma checada lá, gente! Espero que a gente tenha feito um bom trabalho, beijos da Maya e da Suzi!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!