Correndo contra o destino

4 Capítulo 04 - O fim de uma vida.


─ Sobre o passeio para qual eu vou levar você hoje!

─ Mas como assim? Que passeio? O que está acontecendo? ─ Perguntei assustada e um tanto surpresa.

─ Nós só vamos sair como pessoas normais. ─ Ele disse.

─ Pra que isso? ─ Perguntei.

─ Não pergunte mais nada! Agora vá se aprontar logo estaremos de saída.

─ Ok.

Enquanto me arrumava eu ficava pensando em como seria, podia não parecer, mas eu estava um pouco ansiosa.

─ Estou pronta! ─ Eu disse com entusiasmo.

─ Certo então, vamos!

Saímos de minha casa e pegamos um ônibus até La Ronde, um parque bem famoso na cidade de Montreal. Nós nos divertimos bastante, fomos a vários brinquedos, um mais legal que o outro. Tivemos momentos engraçados também, como o que eu quase desmaiei de medo no Haunted Mansion, ou o que eu vomitei na Montanha Russa, mas pensando bem acho que esse foi mais nojento do que engraçado.

Depois de toda essa diversão Arthur me levou para tomar um Milk-shake, nós comemos e conversamos bastante, por um momento eu estava feliz, mas eu sabia que tudo aquilo era passageiro, logo a tristeza tomou conta da minha cabeça novamente, então Arthur segura minha mão para lembrar-me de que ele estava lá por mim não importando o que acontecesse, então me senti feliz novamente, mas havia uma coisa que ainda não entendia, como ele podia ser tão legal e fiel a alguém que conhecera a poucos dias, então resolvi perguntar a ele.

─ Arthur, por que você é tão legal comigo? Tipo, você mal me conhece. ─ Perguntei curiosa por sua resposta.

─ Por que você é o tipo de pessoa que dá vontade de estar junto, ─ Ele responde olhando fixamente em meus olhos. ─ tipo, eu meio que me sinto bem quando estou com você. Você me entende melhor que ninguém, nós temos os mesmos gostos pra quase tudo e nós dois estamos passando por situações difíceis, então eu meio que quero te fazer se sentir da mesma forma que eu me sinto, quando estou com você.

Fiquei muito surpresa e ao mesmo tempo feliz por escutar tudo aquilo, naquele momento eu senti que estava satisfeita, agora eu já não me importava mais com o meu destino, pelo menos eu tinha feito alguém feliz mesmo que por um momento.

─ Arthur eu−.

─ Ah, você aqui? Mas que surpresa! ─ Vanessa chega do nada e estraga todo o clima e pra ficar ainda mais curioso e confuso Erik estava com ela.

─ V-Vanessa! O que você está fazendo aqui? E por que está com ele? ─ Perguntei curiosa.

─ Ele?Alice este é Erick, meu namorado. ─ Ela responde. E como resultado estou chocada!

─ Como assim? Você nunca havia me falado que tinha um namorado.

─ Por que nunca havia me perguntado ué.

“Mas eu também não perguntei agora!”

─ Olá Alice. ─ Erik fala com aquele ar estranhamente alegre dele. Poxa será que aquele cara nunca fica triste?

─ E se cara com você? É seu namorado?

─ N-não! Nós somos só amigos!

─ Ok, Erik meu amor vamos embora, nós não queremos atrapalhar o encontro do casal. ─ Ela diz, debochando de minha cara.

“Mas eu disse que não somos um casal!”

─ Ok. Tchau Alice, foi bom te ver de novo! ─ Erik se despede.

(O que? Por que não me disseram que já haviam se conhecido antes?).

(Não era necessário, só conversamos um pouco no terraço da escola.).

─ Arthur desculpe por isso. ─ Fala sério!

─ Tudo bem, eu não ligo muito pra isso. Agora vamos continuar!

─ Certo!

Andamos muito e acabamos voltando para minha casa muito tarde, eram umas 10:30PM.

─ Bom chegamos. ─ Ele disse.

─ É... Chegamos.

─ É... Eu vou pra casa agora, tchau.

─ Foi muito legal o que você fez por mim hoje, obrigada... ─ Eu o agradeci. Ele tinha me feito esquecer-se de todos os meus problemas.

─ Não á de quê, afinal você merece tudo isso.

─ Por que não ficamos lá dentro? Está frio aqui fora.

─ Ok.

Nós entramos em minha casa, minha mãe parecia não estar em casa.

“Estranho, ela disse que não iria a lugar nenhum hoje.”

Deixei Arthur me esperando na sala enquanto fui procura-la, ao entrar em seu quarto, me deparo com seu corpo, jogado sobre o chão do quarto, ela parecia estar desmaiada, mas não respirava, algo estava errado. Eu gritei por Arthur e ele veio imediatamente, eu estava muito nervosa e não sabia o que fazer então Arthur chamou uma ambulância e ela logo chegou para o resgate. Eles disseram que talvez não fosse possível reanima-lá, mas eles iriam tentar tudo que estivesse ao seu alcance. Eu estava muito nervosa, minhas mãos tremiam e Arthur tentava me deixar o mais calma possível.

Assustei-me ao escutar o som do telefone tocando, Arthur atendeu, ele disse que era Dr. Bryan, era o mesmo médico que me deu a notícia de que eu tinha câncer, ele dizia que precisava da minha presença em sua clinica imediatamente e que precisava me mostrar uma coisa.

Eu fui até lá acompanhada de Arthur. Chegando lá fomos acompanhados até a sala do Dr. Bryan e lá ele nós contou tudo que estava acontecendo.

─ Bem Alice, primeiramente eu gostaria de me desculpar com você. ─ Ele diz.

─ O que? Por quê? ─ Pergunto sem entender absolutamente nada do que está acontecendo.

─ Bom, eu vou direito ao Assunto... Você não tem câncer de pulmão! ─ Ele fala me olhando seriamente.

─ C-como assim? Mas no exame deu que eu tinha e que já estava bem grave.

─ Sim, mas aquele não era o seu exame.

─ Me explique melhor!

─ Algumas causas do câncer de pulmão é o tabagismo por um longo período de tempo, Inalação de agentes químicos, como asbesto, radônio, amianto e arsênio, Inalação de poeira e poluição do ar e o Fumo passivo. ─ Ele me explica. ─ Mas você é uma garota saudável e nunca praticou ou passou por uma situação dessas. O que acontece aqui e que sem perceber eu troquei seus exames com o de outra pessoa, você tinha apenas uma gripe. ─ Ele diz enquanto me entrega os papéis dos exames. ─ Pense no seu único familiar que teria chances de adquirir essa doença.

Levanto-me da cadeira rapidamente e saiu da sala correndo desesperada, Arthur está logo atrás de mim, ele grita meu nome e me pede para espera-lo, eu o ignoro e continuo correndo, chego até suposto hospital onde minha mãe está.

─ Com licença, onde fica o quarto de Christine Kelly por favor?! ─ Pergunto á recepcionista, eu estava com muita pressa.

─ Deixe-me ver, Christine Kelly... Aqui! Quarto 105. ─ Ela responde.

Corro e pego um elevador, Arthur não conseguiu me acompanhar e acabei subindo sem ele, deve ter ido pelas escadas, chegando lá ela está deitada na cama do hospital, parece estar dormindo, resolvo perguntar a alguns médicos que estão na sala.

─ Oi, eu sou Alice Kelly, filha dela! Você pode dizer-me se ela está bem? ─ Pergunto e ao mesmo tempo com medo da resposta.

─ Então é você a filha dela, nós sentimos em dizer que... Desculpe, nós não pudemos fazer nada, ela morreu antes mesmo de chegar ao hospital.

─ Alice! Está tudo bem? ─ Arthur pergunta ao chegar.

Caio de joelhos no chão, não consigo acreditar, isso deve ser um pesadelo. Sim! É isso, eu estou tendo um pesadelo e logo vou acordar, então, estarei ao lado de minha mãe de novo, juntas, rindo e conversando...

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