Corregedoria Distrito SP

1 Cap.01 Início Macabro


Já faz meia hora que estou no chuveiro a água descendo pelo meu corpo...por mais que só sabão limpe a minha pele, por mais que eu me esfregue até feri...a sujeira que está em mim não sai...o preço que se paga em nome da justiça

Me olho no espelho, em meus lábios, passo o batom e marco meus olhos com lápis negro Luna, da Natura simplesmente amo esse lápis, sinto um pouco de culpa, por me sentir bonita maquiada, visto meu vestido branco super decotado Carmem Steffens, pego minha bolsa em meio a minha baguncinha normal de mulher...minha fiel escudeira minha ponto.40...

Olho para a minha cachorrinha Morgana e sinto tanto amor...despedidas me chateia....

Me olho no espelho do elevador e não me reconheço, poderia estar indo para uma festa com as amigas...poxa tenho 27 anos formada ...morando sozinha com emprego bem remunerado e um carro maravilhoso...meu Tiguan é lindo...Mas me lembrei que não tenho amigos...Não q eu não queria...simplesmente não permitiria perder ninguém por conta do meu trabalho...

Enquanto dirijo indo ao encontro de Marcelo Almeida Suzano um dos maiores narcotraficante do país...

Hoje concluo meu caso, pego as provas que deixará ele preso pelos próximos 25 anos, dos mais de 200 anos que no qual ele vai pegar.

Ligo o som do carro bem alto, para poder tentar esquecer os últimos 8 meses no qual me sujeitei a me deitar com ele e me infiltrar em sua suja organização com direito a propina, doações polpudas a políticos da pior escória, assassinatos que não pude deter, execuções achei uma vantagem em ser ninfomaníaca nisso e não ter contato com minha única família, minha irmã Laura.

Já me aproximando da casa noturna No qual haveria um show fechado com DJ e camarote vip, lotado de cães puxa sacos loucos para tirar a própria vida para defender um homem, um simples homem.

O frio na minha barriga e a única coisa que Sinto, o nojo e repulsa não deixo transparecer, salto um belo sorriso falso para o manobrista, e aceito a mão do Marcelo enquanto saio do carro, ele me olha como se eu fosse o troféu, a pasta com a investigação sobre a minha vida, que ele mandou um dos seus cães fazer, que por sinal é bem idiota e fácil de se enganar. Para ele sou uma recém formada, filha rebelde de um casal de metalúrgicos que morreram em um acidente de trânsito. Sozinha no mundo, sem ninguém, a única coisa que acertou foi Morgana, que para onde vou eu á levo .

Olho para ele, com olhar sedutor e o beijo no rosto, ele vira meu rosto e me dá um beijo na boca, que no mesmo instante a ânsia de vômito sobe pela garganta, E imediatamente engulo seco.

—Querido, vamos nos atrasar para o show.-Solto sem menor pudor enfrente aos seus capangas.

—Bela, todos sabem o quanto te amo, mas vamos temos uma reunião antes da festa .-Diz ele, com arrogância.

Dentro da boate olho para os lados e vejo toda a turma da Cori disfarçada de clientes, só de imaginar que hoje ele estará na sede dos federais relatando todo um esquema de sujeira pública possível, um ar de alívio soa em meu coração.

—Vamos, senhores.-Diz uma moça bem vestida, e nos leva a uma sala reservada no fundo da boate .

Nos todos concordamos e entramos.

Quando entramos na sala oculta, vejo uma mesa com vários papéis e montante em dinheiro, muitos plaquês, com notas de r$100 e r$50, nunca tinha visto tanto dinheiro junto Assim, nesses meses de investigações.

Quando de repente entra na sala um secretário de relações do governo estadual vigente, por um instante pensei que fosse desmaiar, minha garganta ficou seca, como ele poderia estar ali, meus olhos queria arregalar, mas não poderia dar Bandeira, pois era a única chance de colocar Marcelo atrás das grades.

O secretário me olhou, por um instante fiquei com medo que ele pudesse me reconhecer, e vi a morte passar friamente em minha frente.

Ele se sentou não disse uma só palavra, enquanto Marcelo e os outros envolvidos conversavam eu observava tudo, cada detalhe, cada frase dita, cada nome. Queria que Cori entrasse em ação naquele momento, mas não poderia avisa los.