Corps Tokyo

4 ExSo, o pior lado


Notas iniciais
A cara... Tempo é uma coisa que eu realmente gostaria de ter. Para a minha amiga... Lari do meu coração! (nem gosto de você só pra constar u.u) Eu sei que eu demorei pra postar! Foi beeeeeem atrasado! Perdão! >.< Mas tá aí. =] Mais um capítulo de Corps Tokyo, dessa vez eu acho que esse capítulo seria o primeiro. Como tudo começou e talz. Ficou MUITO nerd. Mas eu gostei

ExSo, o pior lado

Liliel era pequena, tinha cabelos longos presos em maria chiquinhas, preto como os olhos. Usava uma roupa branca, uma espécie de colant, não sei. Ela nos levou até o pátio principal do prédio da ExSo, chegando lá, todo mundo parecia igual, usando as mesmas roupas, alguns com armas tradicionais outros com armas estranhas, gente de todo o tipo, mas tudo igual. No pátio havia centenas de computadores, telas, máquinas e ao centro um espécie de tablado, ficamos em volta do tablado e então surgiu do nada um homem 4 por 4, ele usava esses colants estranhos porém preto, com alguns cintos, ele tinha cicatrizes no rosto, a maior delas chamava MUITA atenção, no olho direito uma marca profunda, só então reparei que seu olho era meio esbranquiçado.

- Você deve ser Hikari, a Goryuu certo? – dizendo isso me encarou e estendeu sua mão, apertei-a em estado de choque, as marcas chamavam muito minha atenção. – Prazer, meu nome é Eliot Rosell, se preferir Canis Lupus. Sou o capitão dessa unidade, a unidade T-XXI. Qualquer dúvida ou problema você poderá se reportar a mim. – eu sei que ele estava tentado ser gentil, mas a voz grossa e agressiva mais a cara de mau não ajuda muito.

- Eu só gostaria de saber o que estou fazendo aqui. – ops! Pensamento alto, merda.

- Entendo, eu ficaria meio assustado no seu lugar. – sorriu. O que me deu mais medo, era extremamente do mal o sorriso dele. – Então poderemos começar nossas apresentações. Liliel!

- Sim senhor! – como mágica uma tela surgiu na minha frente. – Tudo começou a mais ou menos 30 anos, quando o nosso mundo se chocou com uma dimensão paralela, com esse choque vários desastres começaram a acontecer como tsunamis, terremotos, erupções. Os grandes líderes não sabiam o que fazer, usinas nucleares começaram a se romper e a contaminar a população mundial. Logo começou uma guerra, a 3ª Grande Guerra Mundial. Os principais países envolvidos foram: Estados Unidos, Canadá, China, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, Rússia e Austrália. Esses também foram os países que tiveram as piores conseqüências. Em meio a tanto caos surgiram espectros estranhos, ninguém sabe da origem deles, alguns dizem que vieram das fossas dimensionais, outros dizem que com a mistura da nossa química com a química dessa outra dimensão deu origem a uma nova forma de vida, mas sua origem ninguém sabe ao certo, nós os chamamos de Controllers. De algum jeito, esses controllers amenizaram os efeitos das radiações, mas metade da população já havia sido dizimada. – tudo o que ela falava passava como um filminho 3D na minha frente. Era aterrorizante.

- Após o término da guerra, os controllers sumiram, as fossas dimensionais se fecharam, o planeta estava um caos. – eu sei que é muito interessante essa parte da história, mas por algum motivo eu prestava mais atenção na diretora do que em suas palavras. – Dois grandes países se juntaram para amenizar os efeitos das guerras, principalmente aqueles causados pelas usinas nucleares, as pessoas contaminadas pela radiação foi gigante, mas uma pequena parcela dessas pessoas por algum motivo sobreviveu, ninguém sabia o porquê. Liliel!

- Com o planeta destruídos e a miséria por todo lado, várias organizações e associações começaram a surgir em prol da revitalização do planeta, porém organizações que iam contra essa reconstrução também começaram a surgir e se tornar cada vez mais forte, por isso a Extermination Society foi criada. Seu objetivo é caçar e dizimar essas organizações. Recentemente a maior ameaça não é exatamente uma associação, é um homem. Konan!

- Saint Germanain! Há muito tempo já se ouve falar no Conde de Saint Germanain, aquele que supostamente viaja no tempo, está presente em todos os marcos da história, Revolução Industrial, Renascimento, até mesmo Guerra de Tróia. O Conde SG de alguma forma conseguiu capturar um controller e fundiu esse espectro ao seu corpo, dando a ele uma espécie de habilidade especial. Com esse controller o Conde SG se tornou capaz de sugar almas daqueles que decaíram, seja por pecarem, tristeza ou desgraça. Aqueles que tem sua alma sugada se torna um Soulless, um assassino que se alimenta de tristeza e discórdia.

- Com o surgimento dos Soulless o principal objetivo da ExSo se tornou dizimar os Soulless e parar o Conde SG. Mas para isso precisaríamos de uma equipe especial, assim surgiu a Divisão Gamma, composta por pessoas especiais como você e as irmãs Del Fiori.

- Especiais? Espera. Que? – como assim especiais? Tipo deficiente? Er!

- Lembra das pessoas que não morreram mesmo expostas a radiação? – a diretora voltou a fita do treco que passava o filme.

- Sim me lembro.

- Então, esses sobreviventes receberam uma benção. Após um estudo mais a fundo a ExSo descobriu que essas pessoas sobreviveram pelo seguinte motivo: Os Controllers entraram dentro do corpo dessas pessoas e reencarnaram nos descendentes diretos desses sobreviventes, mas em alguns casos, ficaram adormecidos durante alguns ano passado de geração em geração.

- Mas por que os controllers fariam isso?

— Após o Conde SG capturar um dos seus, os outros controllers precisariam de um jeito para impedir que o “poder” dado por eles não fosse usado para algum mal. Como vimos desde o início a intenção desses espectros era ajudar.

- Sim, mas... Por que aqueles contaminados pela radiação?

- Porque o único jeito deles manifestarem suas habilidades é entrar em contato com radiação. E por serem espectros não conseguiriam isso a partir das nossas leis físicas, mas os humanos podem.

- E como sabe que eu sou uma portadora?

- Bom, por algum motivo quando um controller desperta, uma marca surge, uma marca especial. Como essa em suas costas. – como mágica surge um espelho atrás de mim, então eu vi, a marca que eu nunca vira antes. Tinha um formato estranho, parecia vários dragões juntos. – A minha está no meu pulso. – Konan levantou a manga e então eu vi, uma marca em forma de flor de cerejeira. – Cada marca possuiu uma forma diferente, ela geralmente está relacionada à habilidade do seu controller. E as marcas reagem quando próximas.

- Por isso a ardência quando você encostou a mão em minhas costas?

- Isso. Ela causou ardência? – Konan parecia preocupada com essa pergunta.

- Sim, muito grande. Na verdade ficou ardendo até agora pouco.

- Isso é estranho. – não só a diretora estava com cara de preocupada, agora até mesmo o sargento capitão do medo me olhava com olhos arregalados.

- Arde? – eu vi Kaori encostando seu ombro em mim, não consegui ver a marca direito, mas era algo como uma espada ou algo assim.

- Não. Não arde.

- Mas reage. Estranho. – Konan colocou sua mão e ardeu mais uma vez.

- AH! – ardia muito, muito.

- Parece que é só com o seu nee-chan.

- Provavelmente.

- Bom! Agora que explicamos o que aconteceu, talvez seja a hora de você entender quais são as suas habilidades. — Eliot nos conduziu até um sala em tons de azul, vazia, parecia um quadrado imenso e azul. – Nós te analisamos e conseguimos descobrir qual a habilidade do seu controller.

- Hum! Vocês podem descobrir poderes dos outros só com pesquisas e análises?

- Mais ou menos, nós tiramos algumas teorias baseadas nos dados, mas não em 100% de certeza de tudo. E nós gostamos de chamar os “poderes” de “habilidade”, porque o que você ganha é um “poder” para ser usado da forma correta para bens corretos, logo é uma habilidade. – Eliot pareceu meio bravo. Mas eu concordei com o que ele falou.

- Bom, a sua marca é de um tipo raro, do tipo Animália. Nós classificamos as marcas de acordo com a sua forma. A sua são cinco dragões a princípio intrelaçados, sem nenhuma especificação de cor. Mas analisamos o seu controller e o nome dele é Goryuu, cinco dragões, e a sua habilidade era um tanto quanto rara. Ele podia invocar Hiryuu, Mizuryuu, Tsuchiryuu, Kazeryuu e Rairyuu, dragão de fogo, água, terra, vento e raio respectivamente, ele não só invocava mas controlava e absorvia os poderes deles. – Kanon explicou.

- Então eu posso controlar os cinco elementos?

- Teoricamente. Você já presenciou algo de estranho que você não saiba explicar o que aconteceu?

- Bom, acho que sim. Uma vez no campeonato de artes marciais quando eu tinha mais ou menos 12 anos, eu estava perdendo na semifinal e eu odiava perder, então começou a subir uma energia estranha de dentro de mim, quando eu dei um soco bem no meio do peito da minha adversária como um impulso, não sei dizer, ela foi voando, praticamente, para trás. Como se tivesse sido atingida por algo extremamente forte, deu até para ver a onda de força do impacto. Ela saiu girando no ar. – as gêmeas se entreolharam e o silencio tomou conta por um tempo.

- Só aconteceu uma vez?

- É que eu não sei exatamente o que estou procurando em minha memória.

- Qualquer coisa de estranho, relacionado a fogo, água, terra, vento, raio.

- Hum... Antes de vim pra escola, uma semana antes mais ou menos, eu estava com a minha mãe na cozinha ajudando-a a fazer o almoço e quando eu encostei na panela que estava sobre o fogão, ela literalmente se incinerou, a comida que estava dentro queimou toda. E teve uma vez quando eu fui cortar a grama de casa, quando eu peguei no cortador que estava ligado a tomada, eu literalmente vi uma corrente elétrica indo de onde minha mãe estava para o motor, então deu curto e queimou o motor.

- Isso já é o suficiente. Kaori, Kanon, Comandante, poderiam se retirar da sala? Começaremos os testes agora. – os três se retiraram. – Bom Hikari, você consegue se lembrar da sensação, do que sentiu, como você estava quando aconteceram essas coisas?

Eu pensei por um momento.

- Bom, no acidente da cozinha e da grama eu estava normal, cumprindo tarefa de rotina. Só no campeonato que eu senti um pouco de raiva porque estava perdendo. – Konan ficou pensativa por um instante. – Quer dizer, não exatamente raiva, mas eu só não queria perder.

- Entendo, então parece que suas habilidades se manifestam aleatoriamente. Tente se concentrar, procure dentro de você energia de novo e concentre-se nela. Consegue?

- Acho que sim.

Fechei os olhos e me concentrei nas lembranças daqueles dias, mas nada parecia me chamar a atenção, então tentei me lembrar da sensação na hora, e nada. Repentinamente me lembrei daquele sonho, no qual o animal estranho aparece tentei focalizar o rosto do homem me lembrava alguém, mas não sabia quem. Então uma voz rouca e obscura falou dentro de minha cabeça.

- Finalmente está na hora de libertar.

Nesse instante, senti uma energia queimando dentro de mim, como se eu estivesse pegando fogo, me concentrei na energia e abri meus olhos, vi a expressão de susto no rosto de Konan. Concentrei toda a energia na minha mão esquerda. Então a voz de novo.

- Concentre a energia no chão a sua frente.

E foi o que eu fiz, estendi minha mão a frente e me concentrei no chão. Bem abaixo da minha mão era possível ver um círculo vermelho se formando, concentrei mais ainda, então, subitamente, uma rajada vermelha como fogo, saiu do círculo, consegui, era Hiryuu, o dragão de fogo, ele enrolou seu corpo ao meu redor, sem encostar-se ao meu corpo.

- Consegui – falei olhando pra konan. Ela estava com os olhos enormes de surpresa.

- Sim conseguiu – disse com voz assustada e feliz ao mesmo tempo. – Tente se comunicar com ele.

Me concentrei e de alguma maneira entrei em sintonia com os pensamentos do dragão.

-O quer que eu faça mestre? – perguntou o dragão vermelho, ele tinha uma voz grossa, forte, mas era harmoniosa e tinha uma certa musicalidade, não era como a voz que eu ouvirá antes.

- Depende, o que você pode fazer?

- Aquilo que a mestre desejar.

- Que tal uma demonstração de poder?

- Sim, senhora.

Hiryuu se desenrolou de meu corpo, se pos a minha frente e num estalo tudo em minha volta estava pegando fogo.

-Agora é só controla-lo

- Como?

- É só pensar no que você quer que o fogo faça.

Pensei o fogo todo se concentrando em um único ponto, na minha mão e antes que a imagem disso fosse formada em minha cabeça o fogo já estava concentrado em minha mão, sem me queimar. Então imaginei-o sendo lançado para o lado como um jato e em uma fração de segundo o fogo que se concentrava em minha era disparado com fúria para o lado.

- Entendi como funciona. – olhava para a cena surpresa, emocionada e feliz. Nunca pensei ser capaz de algo tão... Tão... Anormal! E legal!

Ordenei que o fogo cassasse e assim se fez.

- Hikari... – Konan me olhava surpresa com os olhos arregalados. – Você... Conseguiu controlar logo na primeira vez. Como? – ela parecia confusa agora, olhava para mim e balançava a cabeça. – Como foi que...? Quando...? – respirou – Isso é incrível. Ninguém consegue controlar a habilidade dada pelo controller tão de cara assim, normalmente leva um tempo até mesmo para entender como funciona. – Ela estava maravilhada, com uma expressão que eu pensei que nunca veria no rosto da diretora.

- Bom, eu recebi instruções.

- De quem?

- Uma voz... Na minha cabeça. Ela me dizia o que fazer.

- Comunicação com o controller? Não é possível. – ela estava realmente maravilhada, como se fosse algo genial. – Ao não ser que... – me olhou surpresa, então pareceu encontrar a resposta em meu rosto, abaixou a cabeça como quem pensava – Fique aqui! – e se retirou.

A diretora saiu pela porta e me deixara sozinha naquela, eu não podia desperdiçar aquele tempo para ver o que mais eu era capaz. Concentrei-me na sensação quando o dragão surgiu, senti a energia pelo meu corpo então invoquei-o novamente. Ele ficou a minha frente olhando para mim fixamente.

- Como eu posso absorver seu poder? Eles me falaram que eu posso absorver a sua habilidade de controlar o fogo.

- Você já fez isso.

- Já?

- Sim, quando você concentrou-o em sua mão e o disparou. Quem faz isso é você e não eu. Eu só controlo se você desejar que eu controle.

- Entendi. Mas eu não desejei que o fogo surgisse naquela hora.

- Não diretamente. Você me pediu para fazer uma demonstração então indiretamente desejou o fogo para eu demonstrar-lhe.

- Huum...

Desejei o fogo novamente e assim o fez, em segundos o fogo ressurgira.

- Então agora eu só teria que desejar algo então o fogo faz?

- Não. Quem o faz é você.

- Se eu quiser aumentá-lo..

Desejei então que o as chamas aumentassem e como esperado, elas aumentaram, mas conforme aumentavam ficava mais difícil me concentrar.

- É preciso muita concentração para aumentá-lo.

- Percebi.

- Você também pode controlar seus movimentos.

Imaginei o fogo dançando em círculos, mas nada aconteceu.

- Você precisa guia-lo pelo espaço.

Olhei em volta e então desenhei em minha cabeça sua trajetória e como mágica o fogo seguia rapidamente.

- Quanto mais se concentrar mais rápido será a reposta. Se usar expressões físicas será instantâneo.

Instantânea? Mais rápido do que estava? Impossível. Então ergui meu braço e apontei para frente e no mesmo momento o fogo já tomava conta do espaço a minha frente, como se já estivesse lá faz tempo. Apontei para o lado oposto e a mesma coisa, já estava lá como se estivesse faz tempo.

- Entendi. A que quantidade isso chega?

- Como assim?

- Eu digo, quanto mais eu posso aumentá-lo?

- Quanto você conseguir agüentar.

Concentrei-me em seu volume e sentia as chamas se expandindo, quanto mais me concentrava mais desgastante parecia ser. Como se eu estivesse gastando aquela energia que o fez surgir. Expandi, expandi, expandi, aumentei a temperatura, eu já estava muito cansada, não agüentando mais. Cai de joelhos e o fogo desapareceu. Quando me levantei Elliot, Konan, Kanon e Kaori estavam do lado de fora me observando, pareciam ter visto tudo. Kaori entrou gritando e pulando.

- CARACA!! Como você fez isso meu?! Tipa assim tudo fico vermelho e parecia estar um forno aí dentro e... NOSSA!!! – sua empolgação era enorme.

-Realmente... Sem palavras – Kanon ficou me encarando boquiaberta – Leva-se meses para conseguir chegar a esse nível de sincronia... E o seu quase perfeito logo na primeira vez! – ela me olhava como se eu fosse uma espécie de gênio.

- Nossa gente... Obrigada, mas... não é tão difícil é?

- É SIM!!! – respondeu Kaori em um grito – Eu mesma levei tipo assim três meses para chegar a uma sincronia considerável. É como se você fosse uma... – ela parou e me olhou com o mesmo olhar de Konan antes de sair da sala. – Nee-chan! Como assim? Isso é possível?

- Sabe Kaori... eu tenho quase certeza de que ela é uma.

- Depois de ver do que ela foi capaz logo na primeira vez não tem duvidas. Mas o maior problema é: Como é possível? – concordou Kanon.

- Isso não importa. Hikari! Uma pergunta: você vai ser capaz de se tornar uma membro da ExSo? – perguntou Eliot.

- Por que a pergunta? Pensei que eu já havia respondido.

- Sua resposta...?

- É sim.

- Então temos algumas condições. – Todos estavam sérios, muito sérios.

- E quais seriam?

- Bom... – Kanon olhou para seus parceiros – Para que você possa fazer parte dessa organização, terá de entregar sua vida para nós.

- COMO ASSIM??? Eu vou MORRER? – eu estava desesperada, como eles poderiam...?

- Não! Mas a sua vida será nossa. Ela pertencerá a nós.

- O que vocês querem dizer sobre isso?

- Queremos dizer que... Bom... Você pode morrer em qualquer missão. Um soulless é feito de uma alma em profunda tristeza ou discórdia, se alguém próximo ficar sabendo dessa morte, não podemos garantir que ela não se torne um alvo do Conde, vire um Soulless e comece a caçar por aí. Por isso...

Enquanto Kanon falava essas coisas eu tremia, como se tivesse sentindo um medo enorme.

- Olha Hikari! Se você não quiser não precisa passar por tudo isso. Nos só apagaremos a sua memória e extrairemos seu controller. E você não precisará passar por nada disso. – Kaori interrompeu.

- Não Kaori... Eu comecei e vou terminar... O que é preciso fazer?

- Nós apagaremos a sua existência do resto do mundo. – gelei – Ninguém além das pessoas nessa organização lembrará de você. Nem seus pais ou amigos, mas isso não significa que você não poderá fazer amigos a partir de agora. Pelo contrário, pode sim, mas se a sua alma atingir um estado de quase morte, você será apagada das lembranças deles instantaneamente. – essas palavras pareciam duras demais, eu estava em choque – A partir do momento que você assinar o contrato com essa organização já não fará mais parte das memórias de qualquer pessoa relacionada a você.

- E que contrato é esse?

- Olha Hikari... Não é um simples contrato, o que você decidir a partir de agora, não terá mais volta. Uma vez dentro, nunca poderá sair. Você pode pensar um pouco mais, sem pressa.

- Não preciso pensar. Eu já sei o que eu quero. – apesar de tudo eu já estava decidida. Eu iria com isso até o fim. – Eu aceito suas condições.

- Antes... Mais uma coisa. É claro que não podemos desconsiderar que as pessoas aqui dentro também não se tornem Soulles, por isso, se durante uma batalha a sua força vital estiver muito baixa, quase no zero, seus companheiros também esquecerão de você, mesmo que consiga viver, mas não é garantido o esquecimento total.

- Esta bem.

- Quer mesmo fazer isso? – Kaori me olhava com dor.

- Quero. – encarei-a.

- Então está decidido. — Eliot me fitou.

- E cadê o contrato? – procurei em suas mãos algo como papéis ou algo do tipo.

- Está aqui. Konan, por favor.

Konan se aproximou, ficou a minha frente e olhou em meus olhos, como se tivesse entrado em mim.

- Repita comigo. “Eu, Hikari MacFall Saito”.

- Eu, Hikari MacFall Saito.

- “Assino o contrato com a ExSo aceitando todas as condições impostas.”

- Assino o contrato com a ExSo aceitando todas as condições impostas.

- Contrat de fait, votre vie est à nous.

- Que? – Puf! Tudo ficou branco de repente e voltou um segundo depois.

- Você faz parte dessa organização agora. Seja Bem vinda.

Notas finais
Hehehehe....
Antes de postar esse capítulo eu li três livros para pegar mais ou menos o modo de expressar em uma narrativa, então eu li Amanhecer, A arte de argumentar (nerd eu admito) e Sangue na Raia. Eu estou tentando melhorar a minha escrita =D
Vou parar de fazer preview porque nunca sai como eu quero.
Hahahaha
Beijoooos!
Review pra yumi seria legal =D

ps.: Quem sabe no próximo capítulo comece um romance interessante huhu
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.