Coroa de Sangue

3 Capítulo 2- Atlanta


Notas iniciais
Olá pessoinhas!! Bem, mais um cap saindo do forno para vocês, a partir desse tentarei colocar músicas para que o c lima fique mais animado. Música do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=x_1ZZR5oN4w

Marcel caminhava atento pela densa floresta, sorriu ao ver um vulto passando pelas árvores rapidamente, seguiu cautelosamente para não fazer barulho, ela estava ali, podia sentir a fragrância de rosas de longe.

Deu a volta na imensa árvore, queria surpreende-la, ouviu seu respirar pesado e profundo, sorriu mais uma vez.

–Procurando por mim?- disse colocando-se em sua frente, a fazendo gritar.

–Marcel... — disse colocando a mão em seu peito. – Me assustou!

Marcel olhou para aqueles olhos negros e intensos, e mal percebeu sua aproximação, seu corpo se colou ao dela, quebrando qualquer espaço entre eles.

–Marcel, você sabe que não podemos...- disse abaixando a cabeça.

–Por que não? Por que não podemos Anya?

–Você já esta prometido, eu sou apenas a dama de companhia de sua noiva e eu nã...- os lábios de Marcel colaram-se aos dela, sua língua pediu passagem e ela cedeu sem pretextos, ele explorava cada canto de sua boca, seu beijo era selvagem, a pedido de algo mais.

Marcel levantou Anya a fazendo arquear, ele afastou-se dela a observando atenciosamente.

–Eu te amo e prometo que, a única mulher com quem irei me casar...Será você...- Anya ao ouvir aquelas palavras sorriu fracamente, mesmo sabendo que ele falava com todo seu coração, como príncipe, suas obrigações vinham antes de seus desejos, mas naquele momento, não queria pensar em nada além do homem a sua frente, iria aproveitar cada momento com Marcel.

Seus lábios passeavam pelo pescoço de Anya, tirando vários gemidos de sua boca, com o toque de seus lábios

–Marcel.... — sussurrou sem folego.-E-eu... Te amo...- Anya entrelaçou suas mãos nos cabelos de Marcel o trazendo para mais perto de si.

–Anya..- de repente, os dois olharam para as arvores mais a frente, Marcel colocou Anya no chão, pegou sua espada e se posicionou em ataque.

–Marcel, o que foi isso?-Anya recuou.

–Eu não sei, fique atrás de mim.

Os ruídos começaram a ficar constantes, ele não distinguiu de que lado vinha, pois estavam em todos os lados, estavam encurralados.

–Anya, preciso que corras...- sussurrou.

–O-o que? Não! Não irei te deixar... – os passos aumentavam a cada segundo, Marcel apertou com mais força sua espada.

–Vai!- gritou ele, Marcel arregalou os olhos ao ver a criatura a sua frente, nunca havia visto algo igual, tinha uns dois metros de altura, seu corpo era revestido por uma carapaça negra, sua cabeça era de humano, mas seus olhos, eram de monstro.

–Corra Anya, corra!- Anya sem mais delongas, correu pela floresta.

Marcel olhou nos olhos do monstro a sua frente, eram de um sangue vívido, o monstro rugiu.(n sei a palavra certa para isso)

–O que é você?- disse mais para si do que para a criatura a sua frente.

O monstro correu para ataca-lo, mas Marcel por ser mais baixo, agachou-se de sua espada, que era duas vezes maior do q a sua, ele não podia com ele.

Olhou a sua volta e percebeu que estava em uma pequena clareira, e que a sua volta, a densa mata cobria praticamente tudo, de repente teve uma brilhante ideia, colocou sua espada novamente em seu suporte e correu para a densa floresta.

As arvores não iriam o deixar passar, eram muito próximas uma das outras, ele com certeza iria ficar preso.

Ele foi treinado naquela floresta, conhecia cada canto dela, então não teve dificuldade em correr, olhou para trás e viu que a criatura não o seguia, imediatamente parou de correr olhando para todos os lados.

Ouviu um grito cortante no ar, era Anya, ficou desesperado ao ouvir seus pedidos de socorro.

–Anya? Anya!- gritou para que ela respondesse, mas nada, os gritos eram agoniantes.

Seguiu a voz da amada antes que eles se cessassem, direcionou-se até a clareira, mas ela não estava lá, porém, seu gritos estavam mais perto, correu sem pensar em como derrotaria aquela criatura, apenas, queria Anya em seus braço novamente.

–Anya.. — disse procurando por todos os lados, mas nada.

–Marcel!!- gritou altamente, até que de repente, os gritos cessaram, o que se ouvia agora, eram apenas o cantar dos pássaros e o som da nascente ao seu lado, seus olhos percorreram o chão coberto por folhas amareladas, havia grandes pegadas se direcionando ao norte pelo chão.

Seguiu as pistas com cautela e precisão, seu coração estava batendo em um ritmo acelerado, o suor escorria por cada canto de seu corpo, sentiu seu braço direito arder e viu que tinha o machucado, o sangue manchava sua blusa azul claro.

Rasgou uma parte de sua manga e envolveu o pequeno pedaço de pano em seu machucado, o pressionando, quando olhou para frente, correu até a enorme pedra que se encontrava no meio de duas arvores, ali em cima, estava o vestido rosa claro de Anya, todo rasgado e ensanguentado, fechou os punhos ao passar a mão pelo vestido, ainda continha o cheiro inebriante dela.

Seu olhar percorreu por todos os lados e parou ao ver Anya pendurada em uma corda na árvore, suas pernas ficaram bambas, ajoelhou-se não acreditando na visão a sua frente.

–Anya...?- sua visão começou a ficar turva pelas lágrimas que derramava. — ANYA!!!!!!!- gritou com toda sua força.

O corpo nu balançava de acordo com as rajadas de ventos vindo do norte, suas tripas estavam para fora, algumas caídas já no chão, outras penduradas em seu corpo.

“Esta chegando” estava escrito com sangue no tronco da mesma arvore em que Anya se encontrava, Marcel levantou-se e se aproximou da árvore, para enxergar melhor.

–Esta chegando...?- repetiu ele pensativo, estreitou os olhos, fechou o punho contendo a sede de vingança e o ódio que corria em suas veias, olhou para cima novamente e jurou vingar-se daquele que havia feito aquilo com Anya.

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–Filho!- disse Holga encontrando os braços reconfortantes de Marcel.

–Mãe...- disse encaixando sua cabeça nos ombros da mesma.

–O que aconteceu com você?- tocou em seu machucado.

–Não foi nada... Cadê o rei?- disse o mais frio o possível,

–Esta no salão principal...-Holga olhou para aqueles olhos escuros distantes, pegou em sua face e o virou para fita-lo melhor. –Você esta bem?

–Estou bem...

–Não me parece...- disse avaliando seu rosto, Marcel pegou a mão de sua mãe, a fazendo parar de toca-lo.

–Eu estou bem...Preciso falar com o rei, então se me der licença...- disse frio, Holga ficou sem reação ao ver o filho daquele jeito, ele nunca fora assim com ela.

Marcel abriu as imensas portas que davam para o salão principal, seu pai ficava a maior parte do tempo naquele lugar, balançou a cabeça só de pensar que um dia seria ele naquele trono.

Marcel aproximou-se do rei fazendo uma reverencia curta para seu pai, que o recebeu com um sorriso no rosto.

–Aproxime-se meu filho.

–Meu pai...

–O que desejas?- Marcel viu o olhar curioso do pai sobre ele, queria saber o que tinha acontecido por estar daquela forma.

–Não vais me perguntar onde estive? – Herick olhou para o filho ternamente e assentiu com a cabeça.

–Meu pai, hoje presenciei uma coisa que olhos humanos nenhum viram...- Herick levantou-se e se aproximou do filho.

–Não estou entendendo...

–Uma criatura....- Marcel sabia que não iriam acreditar nele, mas ficou surpreso ao ver a compreensão nos olhos de seu pai.

–Descreva-o...

–Tinha uns dois metros de altura, não existia pele, mas sim uma carapaça negra e seus olhos, nunca vi nada parecido...

–Sirius!- gritou Herick. – onde o encontrasse?

–Em nossa floresta.

–Mandou-me chamar majestade?- disse Sirius com sua voz grossa e autoritária.

–Sirius, não estamos sozinhos....-Marcel não entendeu as palavras de seu pai ,levou seu olhar para Sirius, o caçador real, o mesmo pareceu ter entendido, assentindo e saindo logo em seguida.

–Marcel, siga-me... -Herick guiou seu filho até a sala de reuniões, abriu a porta com brutalidade.

–Alguma coisa me diz que o senhor sabe de algo...- começou Marcel fechando a porta trás dele.

–Marcel, diga-me exatamente o que você viu....- Herick se aproximou de Marcel com certa cautela, não perdendo o contato visual.

–Uma fera, era...- Marcel pensou um pouco, será que falaria sobre Anya?-Eu não sei, nunca vi algo parecido com aquilo.

–Precisamos estudar o local, há dois dias encontramos corpos dilacerados perto da fronteira.

–Da fronteira?

–Sim.

–Quem é que esta fazendo isso?

–Seja lá quem for, vamos pega-los... — Marcel olhou para seu pai e assentiu.

–Reunirei meus homens e partirei o mais rápido o possível.

–Irei atrás com os meus, precisamos nos dividir, você irá para o norte e eu para o sul...- Marcel assentiu.

–Será que Arcadia esta relacionada com as mortes?

–Acho que dessa vez, não é com o inimigo com quem devemos nos preocupar....vá enquanto o sol esta a nosso favor.

Marcel fez uma reverencia e saiu logo em seguida, viu que sua mãe estava andando de um lado para o outro, preocupada com alguma coisa.

Sorriu ao vê-la daquele jeito, era engraçado, seus cabelos loiros balançavam conforme andava, seus olhos procuravam algo que nunca encontravam.

–A senhora vai ficar tonta se continuar a andar assim.... — Marcel se aproximou a tirando de sua concentração.

–Marcel.. — aproximou-se dele apertando as mãos.- O que houve?

–Minha mãe... — passou os dedos em sua face. — Não há motivos para se preocupar...

–Acharam um corpo na floresta do rei...- sussurrou para seu filho, Marcel fechou os punhos contendo o ódio e a dor, desviou o olhar para não encarar sua mãe.- Era Anya...! Mataram-na e a cortaram ... Me diga, me diga o que esta acontecendo...- implorou para Marcel.

Ele a olhou com pesar e assentiu.

–Encontraram corpos na fronteira... — Holga deu um passo para trás com aquelas palavras.

–C- como?- disse assustada.

–Eu não sei.

–Cadê eles? Quero vê-los... – disse autoritária.

–Eles estão mortos.- Marcel olhou para sua mãe agora com a mão na boca, sua expressão estava demasiada, parecia que ela sabia de algo...-Mãe? Mãe!- disse para mulher perdida em pensamentos a sua frente.

–S- sim?- disse olhando para seu “filho”, de repente, as velhas lembranças voltaram como flashes rápidos.

–Esta tudo bem? –Holga tento se recompor e assentiu.

–Estou ótima, bem, minhas obrigações me chamam..- Holga depositou um beijo na bochecha de Marcel e saiu apressadamente, se o que Marcel tinha falado, era verdade, então a verdade estava mais próxima do que pensava, e faria o possível para protege-lo mesmo que aquilo custasse sua própria vida.

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Holga esperou Marcel se retirar do salão, olhou para os lados, apenas por precaução, garantindo que ninguém pudesse os ouvir, entrou na sala de reunião onde Herick, ainda se encontrava, preocupado e aflito.

–Herick... — Holga se aproximou dele e sentou-se ao seu lado.

–Holga... – Herick pegou em suas mãos, estavam frias demais, eles se entreolharam por um momento.

– E se ele descobrir?

–Não vai, ele não vai... — Herick passou os dedos pelos cabelos loiros de Holga, de repente lembrou-se do dia em que apareceu em seu reino, estava devastada, tanto por dentro, quanto por fora, naquele momento, sentiu na obrigação de cuidar de seu filho e de Holga, que se tornara uma mãe para Marcel.

O silencio pairou sobre eles, Holga olhava para os lados, impedindo qualquer contato com seu amigo.

–Holga...?- Herick olhou desconfiado para ela, seus dedos pegaram seu queixo a obrigando a fazer o contato. — Ei, o que aconteceu?

–Anya, esta morta...

–Anya? – Holga assentiu.

–Encontraram seu corpo pendurado em uma arvore... — Herick estudava a preocupação da mulher a sua frente. – Suas tripas estavam para fora e...- Holga gesticulava como se aquilo a ajudasse a falar.- Esta chegando, esta escrito na mesma arvore...

–Esta chegando?- Herick estreitou as sobrancelhas, Holga assentiu, olhou para Herick pensando se contaria ou não...

–E, eu acho que sei quem esta por trás de tudo isso...