Cores

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Notas iniciais
Decidi meter um ponto final nesta curta fic. Peço mil desculpas pela demora, e pelo facto que na story line que tinha planeado nd correu como eu queria. espero que gostem e beijinhos.

Os olhares cruzaram-se.

O sorriso foi tímido. As bochechas dela ficaram avermelhadas. E, oh! Que doce e lindo tom aquele era!

O cheiro no ar era pura primavera.

O gosto que ainda estava na boca dele do último chá que tinha tomado, afinal o líquido âmbar sempre tinha sabor!

O vestido dela era de um azul como nunca tinha visto. Belíssimo. Rivalizando com o céu. Alias, o céu não conseguia rivalizar com tal tom! Que absurdo comparar!

O cabelo dela ondulava no vento, longo e dourado. Ah! As saudades!

– Alice! — Deu pela sua voz rouca. Estendeu a mão tremula e hesitou. Temendo estar de frente de mais um sonho.

Ela sorriu de modo sincero, estendeu a mão devagar e tocou-lhe de leve nos dedos, acariciando a pele de áspera. Entrelaçou os dedos com os dele.

Ele sentia uma erupção de sentimentos dentro de si. Aquilo era bom demais para ser verdade...

– Hatter... Tarrant — a voz dela era carregada de carinho. Ele sentiu um nó na garganta. Tinha-se passado demasiado tempo em Underland.

– Voltaste...?

– O mundo de ládeixou de ser real para mim...

– Este mundo não é real para mim... — Ele respondeu. Alice fitou-o com estranheza. — Não vês? Está escuro, sem cor...

– Sem cor? Meu querido Hatter, então não queiras nunca ver o mundo de onde vim... Ai sim e que vias o que e estar na ausência de cores... — Aproximou-se devagar.

Ele hesitou.

Inspirou fundo e não estava a acreditar de maneira nenhuma. Teria de se beliscar!

– Ainda és Alice?

Ela deu uma leve gargalhada e ele viu que a relva que ela pisava tinha ficado verde.

– Passaram-se cinco anos querido Hatter... Não houve um dia que não pensasse em Underland... E em ti... Eu não te esqueci...

Ele teve de fechar os olhos com emoção.

– E ficas?

– Nunca mais daqui saio...

Abraçou-o com forca.

Hatter prendeu a respiração e teve de se recompor antes de a envolver com seus braços desajeitados. O cheiro do cabelo dela era uma mistura de flores e chá dos mais ricos. A textura dos braços dela era mais macia que as sedas dos chapéus mais finos que tinha trabalhado.

Os lábios dela nos seus um sonho tornado realidade.

Quando abriu os olhos o seu mundo a preto e branco tinha levado uma pincelada súbita de cor e cheiro... As cores era tão vibrantes que teve de respirar fundo.

– Ah Alice...

– Não volto para lá... Eu fico... Eu fico...

– Não me esqueceste...

Notas finais
:D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!