Cores
6 Adoção
Yolanda não parava de debochar da situação. Timóteo começou a ficar vermelho de raiva, e não se conteve. Começou a sufocar a megera, que ainda ria:
– Sua vagabunda! Você merece morrer, seu monstro demoníaco!
Ela o chutou, fazendo com que caísse e batesse a cabeça fortemente num pé da mesa da sala de jantar. Timóteo estava morto. Yolanda começou a se desesperar:
– Oh, meu Deus! O que foi que eu fiz? Eu matei o Timóteo!
***
Bernardo, após se despedir de Dalila, foi pegar Lucas, que brincava com outras crianças no parque. O jovem não parava de pensar no beijo que deu em Dalila. Antes de se despedirem, ela deu o número do telefone da casa dela.
– Pai, eu vi você beijando aquela moça. E parece que ela gostou.
– Sim, filho, mas na verdade, ela que me beijou. Antes de irmos lá no Conselho Tutelar, quer que eu te compre um caderno para desenhar, e uns lápis de cor? Lá vai ser demorado e chato!
– Talvez. — ele disse, cabisbaixo
– Ei, está tudo bem, cara. Eu vou conseguir adotar você!
– Eu sei. Está tudo bem.
Bernardo olhou para Lucas. Era notável que o menino não tinha esperança de ser adotado.
***
Chegando ao Conselho Tutelar, Bernardo foi muito bem recebido com Lucas;
– Olá, sou Giancarlo. Sou do Conselho Tutelar. Você é o senhor Bernardo da Silva Pacheco?
– Só Bernardo, por favor. — riu — É com você que eu vou conversar sobre a adoção do Lucas?
– Eu mesmo. O Lucas é esse campeão aqui? — ele disse, focado em Lucas — Tudo bem, rapaz?
– Acho que sim.
– Vamos por aqui, Bernardo. Luquinha, fique aí.
***
– Então, Bernardo. No que você trabalha? Onde achou o Lucas? Ele já tinha esse nome? É solteiro? Mora por aqui?
Bernardo não entrou em detalhes sobre o fracasso do seu trabalho e da prisão de Emerson, amigo com quem dividia o apartamento:
– Bom, eu tenho 23 anos, quase 24, sou pintor e desenhista, achei o Lucas na rua, eu que dei o nome dele. Moro em um flat beira-mar, 2 quartos.
– Interessante.
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