Corações perdidos
8 Capítulo 8
A primeira coisa que Claire teve consciência quando acordou foi a dor na perna. A segundo, foi que o celular de Owen tocava em algum lugar. Ela soltou um gemido e abriu os olhos se sentando com cuidado por causa da perna. Ela se esticou um pouco para tirar a tensão das costas e se surpreendeu quando viu Maise dormindo abraçada a Owen. Os dois dormiam pacificamente. Maise estava quase que completamente em cima de Owen, que tinha o braço em volta dela protetoramente.
Com cuidado, Claire se esticou e pegou o telefone no criado mudo do lado de Owen.
— Alô? – ela atendeu bocejando.
— Claire? Oh, graças a Deus.
— Karen? – ela perguntou confusa.
— Sim. Sou Eu. O que aconteceu? Você está bem? Por que não atendeu seu telefone? E o Owen? O que vi nas notícias é verdade?
— Clama. Devagar. O que está acontecendo?
— Os dinossauros, é isso que está acontecendo. Está em todos os lugares. Eles falaram que pegaram alguns dinossauros da ilha, venderam e que agora eles estão soltos aqui. Seu nome e do Owen apareceu um monte de vezes.
— É complicado. – Claire se mexeu e soltou um gemido de dor quando os pontos da perna puxaram. – Owen e eu estamos bem. Como eu falei que íamos fazer, voltamos para a ilha. Fomos enganados, não era uma missão de resgate. Eles queriam vender os dinossauros. – Claire se levantou e se afastou da cama mancando para não acorda Owen e Maise. – Meu celular provavelmente está debaixo de lava agora.
— Lava? Deus, Claire, o que aconteceu?
— Karen, não é o melhor momento para isso. – Claire abriu a porta e saiu do quarto.
— Claire, o que aconteceu?
Claire fechou os olhos com força. Ela não queria falar isso para a irmã por telefone. Karen ia ficar mais preocupada.
— Karen, por favor, eu preciso de um tempo. Aconteceu muita coisa, e falar por telefone não é a melhor saída.
— Claire, apenas me jure que você está bem.
— Estou bem.
— Está ferida?
— Um pouco. Nada sério.
— Não minta para mim.
— Eu tenho um corte na perna, mas foi costurado e está tudo bem. Fui em um hospital ontem e o médico disse que preciso apenas manter limpo e tomar cuidado para não abri os pontos.
— E Owen?
— Ele está bem. Algumas costelas doloridas e contusões pelo o corpo. Ele está bem. As únicas feridas fomos Baunilha e eu.
— O que aconteceu com ela? Gray vai ficar louco de preocupação. Acho que ele ama essa cachorra mais do que me ama.
— Uma pata quebrada. Ela vai ficar bem. Olha, Owen acabou de acorda. Temos muito o que conversar. Eu te ligo mais tarde.
— Quando vocês vão voltar?
— Não sabemos ainda. A polícia ainda tem perguntas. Eles nos liberaram ontem por causa da minha perna. Ainda temos muitas coisas para cuidar. Vamos ficar aqui pelo menos por mais dois dias.
— Tudo bem. Cuidado.
Claire desligou o telefone e entrou no quarto. Ela ficou surpresa ao ver que o som que escutou no quarto veio de Maise e não de Owen.
— Ei, dormiu bem, querida? – ela perguntou fechando a porta atrás dela.
— Sim. E você?
— Como um bebê. Os remédios me ajudaram com a dor. Está com fome?
— Sim.
— Vou preparar um lanche para você.
— Não devemos acorda ele? – ela apontou para Owen.
— Regra número um ao morar com Owen Grady, nunca o acorde. Ele tem costume de socar quem acorda ele.
— Sério? – Maise perguntou com os olhos arregalados.
— Sim. É uma reação do tempo dele na marinha. Ele tem o sono leve, então, logo acorda com a gente conversando. – Claire sorriu para ela antes de se sentar em uma cadeira com um grunhido de dor.
— Tudo bem?
— Sim. Apenas a anestesia acabou. – ela começou a fazer um sanduiche para a menina.
— Vocês são casados? – Claire perguntou olhando para Owen que tinha virado de bruços na cama com o braço no rosto.
— Sim.
— Não vão achar estranho que eu seja filha dele e de outra mulher? Eu não deveria ter mentindo.
— Owen e eu estamos juntos a três anos. Ninguém vai achar estranho que ele tenha uma filha de outro relacionamento. Certo, teremos que contar a verdade para minha irmã e a família dela, mas ninguém mais precisa saber.
— E a família dele?
— Owen não tem família. Por isso ele socou a cara do assistente social. Ele sabe o que é cair no sistema.
— Ele não tem pais?
— Os pais dele morrem em um acidente de carro quando ele tinha seis anos. Ele passou por vários lares adotivos, antes de entrar na marinha. Ele não fala sobre isso, mas simplesmente odeia quando as crianças são colocados lá. Todos os anos ele vai em orfanatos e entrega brinquedos e roupas para as crianças, no dia das crianças e natal.
— Todos os anos?
— Sim. Mesmo quando estávamos na ilha.
— E você? Você vai também?
— Sim. Eu acho incrível ver Owen com crianças. Ele é natural com isso.
— Vocês têm filhos?
Claire parou o que estava fazendo com essa pergunta. Esse realmente era o assunto proibido no casamento deles.
— Não.
— Por que?
— Bom, eu estava muito ocupada com o DPG e Owen está construindo uma cabana para a gente. Então, não dá para simplesmente ignorar tudo o que estávamos fazendo para cuidar de um bebê.
— Vocês estão pensando em ter um?
— Eu...
— Me diz que você comprou café. – Owen falou salvando Claire de responder.
— Não. Não acho que consigo ir até a loja com essa perna. Está dolorida.
— Vou comprar. – ele disse se levantando. – Vamos comigo, garota? Preciso comprar algumas roupas para Claire.
— Claro. – Maise pegou o sanduiche que Claire estendeu para ela, e saiu com Owen. – Eu nunca estive em um mercado antes.
— Não tem problema, apenas não saída do meu lado.
— Tudo bem.
Owen pegou a mão de Maise e a guiou para o mercado. Maise olhou para tudo e todos com os olhos arregalado enquanto andava com Owen.
— Escuta, garota, sobre o que você perguntou sobre filhos... Sei que está curiosa, mas não pergunte sobre isso para Claire. Não falamos sobre isso.
— Por que?
— Quando começamos a namorar, Claire engravidou, mas com todo o estresse que ela estava sofrendo devido aos processos por causa dos acontecimentos do parque, ela acabou sofrendo um aborto. Você sabe o que é isso? – ela negou com a cabeça. — É quando a mulher perde o bebê. Claire tinha acabado de descobri quando aconteceu e não falamos sobre isso. Ela se sente mal.
— Eu não sabia. Sinto muito.
— Tudo bem. Você estava curiosa, não faz mal.
— Ela pode ter outro bebê?
— Sim. Pode, mas ela não quer nesse momento e eu respeito ela.
— Você quer ter filho?
— Acho que nunca pensei nisso. Desde que eu tinha seis anos foi apenas eu. Depois tive as meninas, depois Claire, depois Baunilha, acho que nunca pensei muito nisso.
— Agora tem eu.
— Sim. Agora tem você. – ele sorriu para ela. – Você quer alguma coisa?
— Posso pegar um refrigerante?
— Claro. Vamos lá.
Owen comprou algumas roupas para Claire e café para eles, enquanto Maise pegou alguns doces para comer mais tarde. Quando chegaram no motel, Franklin estava falando com um cara alto fora do quarto.
— Ei, Owen, sua encomenda chegou. – ele disse olhando para ele e Maise.
— Maise, por que você não entrar e entrega a roupa para Claire? Temos que ir para a delegacia.
— Tudo bem. – ela pegou as sacolas e entrou.
— É uma bela criança. – o homem disse entregando um envelope para Owen. – Conseguir fazer tudo o que precisava com a foto que Franklin me enviou.
Owen abriu o envelope e estudou os documentos. Eles pareciam verdadeiros e não tinha como dizer que tinham sido feitos em um dia.
— Quanto?
— Mil.
Owen pegou a carteira e contou o dinheiro antes de entregar para o cara. Ele apertou a mão e entrou. Maise estava sentada na cama olhando o álbum que tinha pego de seu avô.
— Claire, está no banho. – ela falou sem olhar para ele.
— Tudo bem. Quer comer?
— Não. Claire já me alimentou. – Maise olhou para ele e mordeu o lábio. – Posso perguntar uma coisa?
— Claro.
— Claire disse que você esteve na Marinha.
— Sim. Eu servi antes de ir para o parque. Pagou minha faculdade.
— Por isso você se colocou na minha frente e da Claire?
— Não. Eu faria isso mesmo sem a marinha. – Owen sorriu para ela. – É o que a gente faz quando amamos.
— Mas você não me conhecia.
— Você ouviu o que Claire disse sobre minha família. Eu nunca deixaria uma criança sozinha.
— Vocês vão de meus pais agora?
Owen se abaixou na frente dela e pegou suas mãos sorrindo.
— Bom, vamos cuidar de você e fazer tudo o que os pais geralmente fazem, então sim, vamos ser seus pais.
— Eu preciso chamar vocês de mãe e pai?
— Se você quiser sim. Mas não é preciso.
— Owen? – Claire chamou do banheiro.
— Oi?
— Pode me ajudar? Minha perna está sangrando.
Owen não esperou mais nada para entrar no banheiro. Claire estava sentada na privada enrolada em uma toalha olhando para a perna. Seus olhos estavam arregalados e ela olhava para a ferida em choque.
— Você molhou?
— Não sei. Acho que sim. Eu não amarrei tão firme quanto você.
— Ok. Feridas assim podem sangrar caso entrem em contato com água. Maise, pega aquela caixa branca em cima da mesa para mim, por favor.
A menina correu para fazer o que ele pediu. Owen tocou a ferida delicadamente e ficou feliz em ver que não estava inflamado. Maise voltou para o banheiro com a caixa.
— Ela vai ficar bem? – Maise perguntou olhando para a ferida.
— Claro. Ela apenas molhou a ferida. Ela devia ter esperado eu voltar. – Owen começou a pegar o que ia precisar para limpar a ferida. – Por que você não vai assistir TV? Já vamos ficar com você.
— Eu não posso ficar aqui?
— Vai ser rápido, querida. Não precisa fechar a porta, mas o banheiro é pequeno para nós três.
A menina concordou com a cabeça e saiu. Claire olhou para cima e riu quando viu que Maise pegou a cadeira e se sentou na porta.
— Ela pode não ter seu DNA, mas ela com certeza é sua filha. – Claire disse fazendo Owen olhar para ela confusa.
— O que?
Claire apontou para o quarto. Owen olhou e viu Maise olhando para eles atentamente. Ele soltou um pequeno riso.
— Ela é uma boa garota. – Owen continuou a limpar a ferida de Claire e depois fez um curativo. – Quer ajuda para colocar a roupa?
— Acho que consigo. Precisamos ir para Karen depois daqui. Ela ligou.
— Eu ouvir.
— Por que não atendeu?
— A cama estava confortável. – ele deu de ombros e olhou para ela que estava colocando a calcinha. – Eu estou todo dolorido.
— Quer algum remédio? Você está bem? Onde dói? – Claire se aproximou dele e começou a passar a mão pelo corpo dele.
— Eu estou bem. Apenas meus músculos estão doloridos.
Ele se virou para sair do banheiro, mas Claire o puxou de volta. Ela levantou a blusa dele e forçou até ele ceder e tirar a blusa. Claire ofegou quando viu o peito do marido. Ela não tinha notado na noite passada, mas ele estava cheio de cortes e contusões.
— Owen, o que fizeram com você?
— Eu estou bem, Claire.
— Você disse a mesma coisa depois do parque e teve que ser internado às pressas com um edema pulmonar. – ela passou a mão pelo peito dele antes de olhar para as costas dele. – Oh, Deus.
Claire passou a mão pelas as costas dele. Ele estava todo marcado.
— Isso é minha culpa. – Ela olhou para as marcas nas costas dele.
— Você não fez isso.
— Você não teria voltado se eu não tivesse ido atrás de você.
— E você teria morrido. E eu nem ia saber.
— Eu não teria morrido. – ela passou a mão pela a marca nas costas delas. – Zia disse que ouviu eles falando que Mills disse que era para eu ser levada para a mansão.
— Por que? – Owen franziu a testa.
— Eu... Maise, querida, já está pronta? Vamos sair em alguns minutos.
— Claire, fala logo o que aconteceu.
Claire se virou e pegou sua roupa terminando de se vestir. Owen a pegou pelo o braço e a virou para ele.
— Ele tentou me levar para a cama. – ela suspirou. – Ele falou sobre os dinossauros e depois me convidou para jantar. Eu pensei que íamos falar sobre a missão de resgate, mas quando chegamos lá, ele começou a dá em cima de mim. Quando saímos do restaurante, ele tentou me levar para a cama.
— Eu deveria ter quebrado o braço dele. Ele te tocou?
— Owen, não vamos...
— Ele te tocou. Desgraçado, filho da puta. – Owen deu um soco na parede fazendo Claire pular e Maise ir para a porta do banheiro ver o que tinha acontecido.
— O que foi isso? – a menina perguntou com os olhos arregalados.
— Nada. Já está pronta? – Owen perguntou de costas para ela.
— Sim.
— Vamos está esperando no carro.
Owen pegou a blusa dele e colocou. Ele saiu com Maise e entrou no carro. A menina olhou para ele confusa. Franklin e Zia entregaram logo depois. Claire entrou por último. Owen não disse nada apenas ligou o carro e eles seguiram para a frente.
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