Jaejoong e Paula sempre foram, desde pequenos, os bonecos de seus pais e parentes. Eles os enfeitavam e os colocavam juntos, sempre formaram um lindo casal.

Jaejoong sempre quieto e introvertido, Paula era mais sorridente, mas mesmo assim, nunca mostrava um sorriso verdadeiro para todos a sua volta, sempre um sorriso tímido. Com Jae e somente ele, ela se libertava, não era necessário continuar sendo aquela ‘boneca de porcelana’ quieta e muda enquanto todos ficavam passando a mão em seus cabelos, fazendo-lhe cachos, que ela odiava, passando-lhe maquiagens para realçar seus traços naturais. Os dois tinham feições perfeitas, boca carnuda, olhos grandes e arredondados, cílios grandes, olhos escuros, a boca tinha um rosado natural. Jaejoong ainda mais que Paula. Quando estavam juntos ela se sentia livre a tal ponto de sujar seus lindos vestidinhos, colocar calças, que lhe era negado quando estavam com seus pais.

Jae toda vez que lhe via suja, ele somente ia até ela, sério e limpava-a, parecia seu guarda-costas.

Ele era sempre um modelo perfeito de menino bem comportado, inclusive na presença dela, ele evitava sorrir, muitas vezes, segurou o sorriso diante de Paula. Ela era a única que lhe fazia feliz, que lhe fazia sorrir com o coração e o esquentava a tal ponto de sentir toda a felicidade a ponto de explodir. Cada vez que ele sorria era repreendido pelos pais, pois estaria criando rugas de expressão, o que era inaceitável. Mas com ela, muitas vezes ele tapada o rosto ou virava-se para não monstrar que estava sorrindo

- Jae, por que você nunca sorri para mim – Perguntava ela enquanto esfregava os olhos, acabara de acordar, tinha seus 11 anos, e estava de pantufas e camisola. Havia passado a noite na casa dele, pois seus pais iriam a uma festa juntos e os dois ficaram com a babá.

- Se sua babá lhe ver assim, irá levar uma broca – dizia enquanto apontava para o espelho que estava na porta de entrada da casa

- Ei, não tente fugir do assunto, eu lhe perguntei algo, espero uma resposta – estava com uma cara séria, parecia brigar com ele

- Se eu lhe contar, você promete que irá se trocar? Não quero que briguem com você – disse enquanto levantava-se do chão e passava as mãos no cabelo dela

- Hm, talvez, se for uma resposta aceitável

- Por que para você, eu sorrio com meu coração, um sorriso que somente você terá e verá

- Ei, mas assim não vale – disse fazendo bico e cruzando os braços. Ele não agüentava quando ela fazia aquele tipo de expressão, acabou soltando um sorriso espontâneo e em seguida o tapou com a mão

- Ei O_O isso foi um sorriso, eu vi, eu vi – disse pulando – você sorriu, sorriu para mim – ele não agüentou ver a felicidade dela, acabou soltando um sorriso maior que agora não conseguia cobrir com a mão

- Ah, Jae, por favor, não cubra seu sorriso, ele é tão lindo, é mais bonito que o pôr-do-sol

- Ok, então além do sorriso do meu coração, somente para você também, irei mostrar o sorriso da minha face – ele deu um beijo em sua bochecha e levou para se trocar.

Jaejoong desde pequeno, sempre foi centrado e não dava bola para beleza exterior e sim interior. Paula tinha aquela beleza interior e o melhor, ela também não dava bola para as rugas que apareciam em seu rosto quando sorria, ela adorava ficar passando os dedos pelas linhas do rosto dele, enquanto ele sorria.

Quando os dois tinham 14 anos, eles tiveram que ir a um parque para uma sessão fotográfica para a revista da mãe de Paula. Os dois sempre eram seus modelos favoritos. Todos do staff estavam distantes, nunca ninguém chegava muito perto dos dois, suas beleza assustavam e invejavam os outros muitas vezes. Ela sentiu necessidade de ir ao banheiro, olhou em volta e avistou um, parecia deserto. Ela olhou para Jae, parecia distante com seus fones de ouvido. Ela acabou indo sem avisar ninguém. Quando estava lá dentro, pronta para sair, não percebeu que alguém entrava ali dentro, um homem, com um casaco preto, ele a agarrou por trás, tapou a boca dela e a jogou no chão, tampava a boca dela com uma mão e tentava tirar a roupa dela com outra. Ela só podia era chorar, tentar se debater era impossível o peso dele era muito superior ao dela. Ela fechou os olhos, e chorava copiosamente, torcia para que ele não a machucasse muito e que aquilo terminasse rápido, a única pessoa que vinha em sua mente naquele momento era Jae. Quando ela sentiu o corpo dele sobre o dela, como se houvesse desmaiado, e em seguida ele estava sendo retirado de cima dela. Quando ela abriu os olhos, viu Jaejoong, ele havia batido naquele homem e estava tentando tira-lo de cima dela. Ela começou a chorar mais e alto.

- Para de chorar, agora tudo vai ficar bem – Dizia ele — Por que você tem que ser sempre tão distraída, por que não viu que havia entrado um homem no banheiro? Por que não gritou? – Ele gritava com ela preocupado, ela somente chorava, ajoelhada no chão, então ele se aproximou dela, a abraçou forte – Não precisa mais chorar, eu estou aqui, sempre estarei aqui para você – e a beijou, era o primeiro beijo de ambos, foi maravilhoso para os dois, pois ambos se amam, um amor puro, um amor único.

Depois daquilo, o homem foi preso, Paula não conseguia mais ir a banheiros públicos sozinha, ela iria somente se estivesse com outra garota, o que era raríssimo, ou se Jaejoong ficasse na porta cuidando dela.

- Jae – Chamava ele em sua cama, ele seminu e ela de camisola, deveria ter seus 16~17 anos – Jae acorda – Continuava a chama-lo

- Hm... Paula o que foi? – Ele se cobriu com o lençol ao perceber como estava – Por que você entrou no meu quarto?!

- Mamãe pediu para te chamar, eles já vão sair – Ela estava meio envergonhada por ter visto que ele estava vermlho – Jae, nós já namoramos a 3 anos e você ainda evita ficar até sem camiseta na minha frente, na frente dos outros você não fica envergonhado, você não gosta de mim? – Ela disse cabisbaixa, ao ver as feisoes dela, ela a puxou para si

- Nunca, jamais diga que eu não te amo... Você é meu sol, minha luz, você é tão importante como minha vida – Ele disse acariciando a face dela e finalizando com um beijo

- Então você promete algo?

- O quê? – ele questionou surpreso

- Você vai ser sempre meu a partir de agora! –Ela disse passando a mão no peitoral dele

- Eu não posso lhe prometer isso

- Eu sabia, você não me ama – Disse empurrando ele e se levantando

- Eu não posso prometer isso – Ele então segurou sua mão não a deixando sair – Eu não posso prometer que ‘a partir’ de agora serei seu... Pois eu sempre lhe pertenci

Se esta rua/ se esta rua fosse minha/ eu mandava/ eu mandava ladrilhar/ com pedrinhas/ com pedrinhas de brilhante/ só pro o meu/ só pro o meu amor passar