Corações Partidos
6 Capítulo 6
Acordei no outro dia muito melhor. Me levantei da cama e depois de tomar um banho rápido desde. As poções que estava tomando estavam ajudando muito. Assim que cheguei a cozinha, notei que eles iam começar uma reunião da Ordem.
— Harry, querido. – a senhora Weasley disse assim me viu. – Está com fome? Vou fazer alguma coisa para você comer e depois podemos começar com a reunião.
— Eu vou fazer parte da reunião. – falei me sentando ao lado do Sirius.
— Harry, isso não é assunto de criança.
— Senhor Weasley, eu terei que enfrentar meu destino mais cedo ou mais tarde. Estou bem com isso. Se não fosse por mim, ainda estaríamos procurando as Hocruxes como doidos. Eu sei que Sirius vai pegar a última que falta em pouco tempo. Talvez hoje mesmo. E por isso quero deixar claro que voou participar disso. Faltam apenas quatro para serem destruídas. Eu quero saber o que vai acontecer depois que eu morrer. Simples assim. Estou bem com minha morte e com meu destino. Apenas quero saber que fui e deixei tudo certo para vocês terminarem isso.
— Ele fica. – Sirius disse sem olhar para o lado. – Vamos começar logo com isso.
Passamos boa parte da manhã acertando tudo o que seria feito. Hoje a tarde, Remo e Sirius iam buscar a taça e íamos destruir as duas Horcruxes juntos. Depois íamos fazer uma caçada por Voldemort. Eu sabia que não seria fácil. Dumbledore e Sirius assinaram documentos que me tornavam emancipando. Assim poderia fazer magia mesmo fora da escola. Depois disso fui para meu quarto. Precisava de um tempo apenas meu. Quando Sirius chegou, destruímos as duas Hocruxes, eu dei o diadema para Gina destruí por causa do diário. Ela se sentiu bem ao destruir aquilo. Remo destruiu a taça. Os dias se passaram e Dumbledore decidiu que íamos sair na caçado de Voldemort e os comensais logo depois do natal. Eu treinei um pouco com Sirius e Remo para poder acabar com alguns comensais antes de encarar meu destino.
Acordei na manhã de natal e desci para me juntar com todos. E assistir as trocas de presentes no canto com Sirius. Eu dei presente para todos, mas não peguei nenhum dos que eles me deram. Eu os tinha proibido de me comprarem ou fazerem qualquer coisa para mim.
— Oi. – Ron disse se sentando ao meu lado enquanto seus irmãos ainda trocavam seus presentes e riam.
— Oi.
Ficamos em silêncio por um tempo. Eu não falava com nenhum deles desde que saímos do trem. Eu passava todo meu tempo, ou treinando ou deixando meus assuntos resolvidos para quando eu morresse. Eu decidi deixar tudo o que tinha para Hermione. Eu a amava e queria que ela ficasse com isso. Queria que ela não precisasse se preocupar com nada. Claro, deixei uma boa quantia para Sirius e Remo e ainda um salário mensal para Remo, por causa da sua dificuldade em arrumar emprego.
— Hermione terminou comigo. – ele disse quebrando o silêncio. – Eu a pedi em casamento, e ela terminou comigo. Disse que eu não estava pronto para isso e que talvez nunca fosse está. Eu sei que de certo modo ela está certa. Mas mesmo assim. Ela me disse também, que tinha gostado do que tínhamos, mas não era aquilo que ela queria de mim. Ela notou que me amava, apenas como amigo e depois de me dá um beijo na bochecha foi embora.
— Sinto muito. – falei sem olhar para ele.
— E deve mesmo. Ela terminou comigo por sua causa. – ele disse fazendo com que eu olhasse para ele. – Ela te ama, Harry. Desde que você parou de falar com a gente, ela chora, mal fala com ninguém e sempre que estávamos juntos, ela era fria. Como se culpasse nosso namoro pelo fim da nossa amizade.
— Não queria atrapalhar seu relacionamento. – disse tentando me desculpar.
— Não foi você. Foi eu. – ele disse depois de suspirar. – Aqui. Feliz natal.
Ron colocou um livro no meu colo e se afastou antes que eu pudesse falar qualquer coisa. Rolei os olhos. Todos tinham comprado alguma coisa para mim, mesmo depois de eu ter dito que não queria nada. Virei o livro e vi que na verdade, era um diário. O diário de Hermione. Sabia que devia devolver para ela, mas para Ron ter me dado isso. Tem que ter um motivo. Peguei o diário e sair da sala indo direto para meu quarto. Assim que cheguei nele, me sentei na cama e comecei a ler.
A cada página que passava sentia um aperto no peito. Ron estava certo, Hermione terminou com ele por mim culpa. Pois desde que parei de falar com ela, a notou que sentia algo por mim. Algo que tinha escondido de todos, até mesmo de si mesma. No fim, tinha uma nota de Ron falando que ele tinha encontrado o diário no quarto dela um mês atrás e que quando ela terminou com ele, acho que eu deviria saber como ela se sentia. Eu soltei um suspiro. Isso não importava, eu estava marcado para morrer. Provavelmente, não viveria até o fim do ano escolar.
— Harry? – escutei a voz de Hermione e logo depois uma batida na porta.
— Entra. – disse jogando o diário debaixo da minha cama.
— Oi. Eu vim trazer seu presente. – ela disse fechando a porta atrás de si. – Sei que está saindo amanhã para talvez nunca mais voltar. E quero que leve isso com você.
— O que?
— Essa lembrança. – ela disse se aproximando de mim e me beijando.
— Hermione, não. – disse me afastando dela.
— Eu quero que me faça mulher, Harry. Terminei com Ron a uma semana e quero te dá isso. Dumbledore disse que o poder que Voldemort não conhece é o amor e eu quero te dá amor. Quero que quando você esteja em frente a ele, saiba que estarei com você. Em seu coração, mente, alma e corpo. Me faça mulher, a sua mulher. Nunca me senti à vontade em fazer isso com Ron, mas sei que com você é certo.
— Eu não posso fazer isso com você.
— Pode. Eu quero me lembra que fui sua, que te amo e que você me amou pelo menos uma vez. Leve isso com você, por favor.
Uma parte de mim tentava me falar que isso era errado. Mas eu amo tanto Hermione e ela está ali, na minha frente me pedindo isso. Não tinha como eu negar. Eu precisava isso. Eu ia morrer de qualquer modo. Ela poderia se acerta com Ron eventualmente, e eu estaria morto. Eu a beijei e a deitei em minha cama. Pelas próximas horas, apenas os beijos, toques e gemidos de Hermione estavam em minha mente. O resto, não importava.
Na manhã seguinte acordei com Sirius batendo na porta do meu quarto de madrugada falando que tínhamos que ir. Me vesti olhando para Hermione que ainda dormia nua na minha cama. Peguei meu caderno de desenho e coloquei ao lado dela, com uma nota falando que sentia muito ter saído sem falar com ela e que eu a amava e até minha morte me lembraria daquela noite. Peguei minha mochila que estava pronta e sair do quarto. Sirius e o pessoal da Ordem estavam me esperando lá embaixo. Olhei uma última vez para aquele lugar antes de saímos.
Os próximos meses se passaram com a gente correndo de um lado por outro. Paramos o maior número de comensais que podemos. Matamos e quase formos mortos. Voldemort não parava em um lugar. Ele sabia que estávamos atrás dele e não gostava disso. Ele queria que fugíssemos dele, que tivéssemos medo, mas não. Eu não recebi notícia do resto do pessoal. Na verdade, eu não sabia de nada além das nossas buscas. Não parávamos por muito tempo. Estávamos sempre em movimento. Quando notei, já estávamos em maio novamente. Foi quando veio a notícia. Sirius estava dormindo ao meu lado enquanto eu lançava bolas de fogo ao ar, que o patrono chegou.
— Ele está indo para a escola. Ele disse que quer a Granger, que ela seria a chave para matar o Potter. – assim que a voz de Snape morreu eu estava em pé.
— Temos que ir. – falei para os outros.
— Chegou a hora. – Sirius disse triste. – Vamos acabar com a guerra.
Não falamos mais do que isso. Quando chegamos ao castelo fui direto atrás de Hermione. Não demorou muito para mim notar que todos estavam no grande salão. Assim que abri a porta todos olharam para mim em choque. Meus olhos procuraram pela à mesa de Griginória até que a encontrei.
— Harry, o que está fazendo aqui? – Dumbledore perguntou se levantando.
— Ele está vindo para cá. Ele quer Hermione para chegar a mim. – falei antes de olhar para o pessoal da ordem. – Temos que tirar os alunos daqui. Vou tentar levar ele para a floresta. Não temos muito tempo e vocês sabem disso. Quando ele vim para a escola, vai falta apenas a cobra.
— Como ele vai saber onde você vai estar? – Remo perguntou confuso.
— Eu vou contar para ele.
— Harry... – Hermione disse se levantando.
— Você tem que sair daqui. – falei olhando para ela enquanto os alunos passavam por mim com os professores. – Eles vão atrás de você. Vá para um lugar seguro.
— Eu preciso te contar uma coisa. – ela disse pegando minha mão.
— Hermione, eu não tenho tempo. – falei quando ela me afastando dele e indo até o diretor. – Vou marca com ele na floresta. Fica apenas faltando a cobra.
— Eu sinto muito por isso, Harry.
— Eu também.
Depois de respirar fundo, fechei meus olhos e invadir a mente dele.
— Olá, Potter. – ele disse assim que me notou. – Faz tempo desde que conversamos pela a última vez.
— Sem isso. Vou estar te esperando no Floresta Proibida. Vamos acabar logo com isso.
— Estarei lá. – ele disse rindo.
— É isso. Estou indo. – eu olhei para trás e pude ver Hermione parada aonde eu tinha deixado ela com a mão na barriga. Olhei em seu rosto e notei que estava um pouco mais gordo do que me lembrava, mas não dei importância para isso. – Adeus.
Passei por eles e sair do castelo. Enquanto andava em direção a minha morte. Várias coisas se passavam em minha mente. Uma delas era Hermione. Ela sempre estava lá. A nossa última noite juntos tinha ficado gravada em minha cabeça. Meu encontro com Voldemort foi rápido. Ele me matou em menos de dois segundos. Eu não sabia o que tinha acontecido, apenas que eu desmaiei e acordei novamente deitado no chão. Senti alguém pegando meu corpo e me levar para o castelo. Escutei vozes, Voldemort falando com meus amigos.
— Não. Harry. – escutei Hermione gritar.
— Cala. Ou a mato também. – Voldemort disse para ela. – O que é isso que estou vendo? Feitiços de desilusão? Potter sabia que a garota que ele ama está gravida de outro?
— Cala a boca, idiota. – Hermione rosnou. – Eu vou matar você.
— Sangue-ruim burra. Eu não posso ser morto. – Voldemort disse rindo. – Nagini, mate-a.
— Não. – gritei saltando do colo que estava e atirando um feitiço na cobra e outro em Voldemort. – Chegou a hora de vermos quem é mais forte, Tom.
Voldemort rosnou e fui para cima de mim. Ele e eu começamos a lutar. Pelo canto do olho, vi Hermione correndo atrás da cobra com algo brilhante nas mãos. Eu não sabia o que era nem onde ela tinha conseguido, apenas que queria ela longe dali. Nos próximos minutos continuamos nessa luta sem um vencedor, até que escutei um grito horríveis e Voldemort parou e olhou para o lado. Segui o olhar dele e vi, Hermione de pé em frente ao corpo da cobra sem a cabeça. Olhei para Voldemort e atirei. Ele revidou. Mais uns minutos nisso e eu finalmente pensei no que Voldemort disse. Hermione queria me contar uma coisa, a mão na barriga, o rosto mais gordo do que o normal, feitiço de desilusão, gravida de outro homem. Hermione estava gravida. Usando uma força que eu não sabia que tinha, lancei outro feitiço mais forte. Pareceu ser em câmera lenta. Eu vi o feitiço acertando ele e Voldemort ir para o chão morto. Lentamente me aproximei do corpo dele. Finalmente tinha acabado.
Levantei meus olhos e vi Hermione parada perto da entrada do castelo com as duas mãos na boca enquanto tentava segurar o choro. Sem pensar muito, atravessei o pátio e a abracei. Hermione começou a chorar. Ela me apertou contra o corpo dela enquanto suas lágrimas molhavam minha camiseta.
— Eu fiquei com tanto medo. – ela disse enquanto me agarrava. – Nunca mais faça isso.
— O que você está fazendo aqui? – perguntei me afastando dela. – Como você pode ficar para a luta estando gravida?
— Eu não podia ir sem te contar. Eu tentei me aproximar de você antes de você ir, mas não conseguir. Você tinha o direito de saber sobre ele antes de morrer.
— No natal? – perguntei tirando o cabelo do rosto dela.
— Sim. Eu descobri no dia dos namorados. Eu tentei te encontra para contar, mas não podia encontra em lugar nenhum.
— Eu sinto muito. – falei colocando a mão na barriga dela.
Hermione pegou sua varinha e a apontou para o estomago antes de sussurrar um feitiço antes e mostra a barriga de cinco meses. Eu passei a mão na barriga dela encantado. Eu seria pai. Em quatro meses eu seria pai.
— É um menino. – ela disse secando o rosto.
— Como você pode esconder isso de mim? – Ron perguntou se aproximando da gente. – Pensei que éramos amigos e agora estava tudo bem.
— E somos. Mas eu não podia correr o risco de Voldemort descobri. Um filho de Harry Potter. Não. Apenas eu e Madame Pomfrey sabíamos. Mais ninguém.
— Eu podia ajudar. Podia falar que o bebê era meu. – Ron disse olhando para nós dois.
— Eu sei como sua mãe ficou triste com o fim do nosso namoro. Sei que ela queria que voltássemos. Se falacemos que eu estou gravida de um filho seu, ela ia fazer de tudo para que a gente se casasse. – Hermione disse me abraçando novamente. – Esse bebê é fruto do meu amor e do Harry, eu nunca mentiria sobre quem é o pai dele. Eu não acho que seria justo com você, Ron. Nem com o Harry, nem com ninguém. Eu estava disposta a esconder meu filho até o mundo se torna um lugar seguro.
— Eu sei. Mas teria te ajudado. Teria ficado ao seu lado e protegeria o bebê. E é claro, nunca deixaria você participar dessa batalha. Seu filho poderia ter morrido.
— Eu não podia deixar o Harry.
Beijei o topo da cabeça dela e a levei para dentro. Ela precisava descansar. Foi com Hermione até o salão comunal e depois subi as escadas até o meu dormitório com ela ao meu lado. A ajudei a se deitar na minha cama, e me deitei ao lado dela. Depois de fechar as cortinas e colocar alguns feitiços para privacidade ao redor da cama a abracei apertado.
— Eu pensei que você nunca saberia sobre ele. – Hermione quebrou o silêncio se arrumando para ficar mais confortável. – Fiquei com tanto medo de James nunca conhecer o pai.
— James?
— Sim. Quero dá o nome do seu pai. – falou olhando para mim. – James me parece o nome perfeito para o nosso filho.
— Obrigado. – falei beijando a testa dela.
— De nada, Harry. Eu sinto muito por tudo o que aconteceu entre a gente. Nunca foi minha intenção te machucar. Queria que as coisas tivessem acontecido de um modo diferente, mas infelizmente não aconteceu.
— Está tudo bem, Hermione. Estamos juntos agora. Isso é tudo o que importa.
Ela concordou com a cabeça antes de me beijar.
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