Corações Feridos

25 Sempre ao seu lado


Notas iniciais
Boa noite ♥ cheguei! "A escritora que foi tirar férias e nunca mais voltou..." hehehe tenho tantas coisas pra dizer... Enfim, quem me acompanha no FB e TT sabe que eu voltei doente :( e que pra piorar tudo o meu "descanso" foi mais é cansativo... mas foi legal ♥ Contudo algo que me irritou no Sábado assim que cheguei foi descobrir que alguns pontos importantes da minha história foram plagiados por determinada escritora (Não vou citar nomes por enquanto...) fiquei incrédula quando uma leitora/escritora me avisou nas redes sociais sobre esse fato, tratei de procurar e me certifiquei da verdade... além disso até a apresentação dela no Nyah é semelhante a minha e se não bastasse até a forma de responder os comentários, com as mesma palavras do mesmo jeito. Confesso que isso me desanimou um pouco... Contudo o dia de ontem desde que amanheceu me surpreendeu, assim que entrei no TT descubri que a Lana assistiu o vídeo em que eu participei das meninas do @LMParrillaBR ♥ ou seja por uma fração de 25 segundos ela soube da minha existência ♥ :D logo depois vi que a história alcançou 11 mil acessos no Nyah e 6 mil no Spirit :) OBRIGADA! Gostaria de agradecer as recomendações recebidas por Raff Mills Lockesley e Rafamcostanovel :) Valeu gurias! E ontem á noite como todas já sabem a nossa diva recebeu a prancha do TCA na categoria de melhor atriz de série ficção ♥ (bufei por esse momento não ter ido ao ar!) Pirei com Sean a parabenizando ♥ ;) Fiquei feliz e surpresa por OUAT ter ganhado a prancha de melhor série de ficção ♥ Sobre o capítulo... LINK DO QUADRO CITADO: https://www.facebook.com/Minhasfanfics/photos/a.1983242861901694.1073741828.1983220875237226/2069321743293805/?type=3&theater LINK DOS LOOKS DE ROBIN E REGINA: https://www.facebook.com/Minhasfanfics/photos/a.1983242861901694.1073741828.1983220875237226/2069289066630406/?type=3&theater A Victória citada na história e a Victória Smurfit (Cruella de Ouat) ;) OBS: Peço desculpa pelo atraso,agradeço a compreensão de vocês ♥ e acreditem eu também estava entrando em crise de abstinência! Estou sem unhas... Tenham uma boa leitura ♥

Regina despertou com o maravilhoso aroma de café que vinha da cozinha.Olhou ao seu redor e percebeu onde estava, sorriu. Lembrou com exatidão de cada detalhe vivido no dia anterior... Calçou seu sapato e foi até a cozinha.

Robin servia café na sua caneca, ao virar-se deparou com Regina escorada na porta o observando.

—Não quis te acordar você estava num sono tão profundo.

Beijaram-se.

—É melhor eu ir.

—Não antes de experimentar o meu café.

Lhe entregou uma caneca, assim que bebeu ela disse: -Humm...está delicioso!

Robin também lhe entregou uma torrada com géleia.

—Não quero que você dirija até sua casa sem estar alimentada.

—Não precisa se preocupar comigo.

—Preciso sim. Você é importante para mim.

Regina sorriu.

Assim que a mesma concluiu a refeição, Robin a guiou até a porta. Selaram seus lábios.

—Nos vemos amanhã?

Ele pergunta.

—Não será possível, amanhã bem cedo embarco para Washington.

—Quanto tempo você vai ficar por lá?

—Quatro dias.

—Eu não acredito que vou ficar quatro dias sem te ver. Você tem mesmo que ir?

—É o meu novo trabalho Robin.

—Tudo bem.

Ele suspirou. Foi surpreendido pelo beijo ardente dela, o beijou com voracidade acariciando seus cabelos. Robin depositou sua mão na nuca dela, a apanhou pela cintura deixando seus corpos ainda mais próximos.

Quando o ar foi necessário, o finalizaram com um selinho.

—Sentirei saudades.

Ele disse.

—Eu também. Prometo ligar todos os dias.

—Aguardarei.

Selaram seus lábios rapidamente.

—Até mais Robin.

Desvencilhou suas mãos.

—Até.

Falou enquanto a cuidava se afastar pelo corredor.

Ao retornar para a cozinha encontrou sua filha o encarando.

—Ela já foi?

—Acabou de ir.

—Ontem tudo foi tão divertido!Dessa vez você fez a escolha certa pai. Regina é a mulher ideal para você.

—Eu sei.( Respondeu sorridente.) –Ela me faz tão feliz.

—Eu sei pai, eu vejo isso nos seus olhos, eles estão com mais vida.

—Está tão evidente assim?

—Aham. Só quero ver por quanto tempo vocês vão conseguir esconder o relacionamento.

Robin soriru.

Valerie aproveitou a conversa para tirar a dúvida que lhe perturbou durante a noite.

—Pai?

—Sim.

—A Regina já teve um filho? (A encara com espanto.) –Ontem eu escutei ela lhe dizendo algo referente a isso.

—É algo sigiloso filha, poucas pessoas sabem disso, nem sequer a família dela sabia...

—Mas como?

—Quando ela era jovem, engravidou de Daniel, esconderam a gravidez das famílias, aproveitaram a ausência deles e famílias, apreveitaram a ausência dos pais de Regina e foram para Storybrooke. Regina teve uma gravidez normal, mas não possuiu acompanhamento médico, o que dificultou o parto. Quando o bebê nasceu ela desmaiou, ao acordar descobriu que o filho dela havia... havia morrido.

—Nossa... coitada, eu não imaginava que ela houvesse passado por algo tão terrível assim.

—Eu também não imaginava... Não sei o que dizer ou fazer para consolar ela. Nenhuma palavra escolhida será o suficiente. A dor de perder um filho é inconsolável, eu vejo o sofrimento no olhar dela.

***

Assim que Regina chegou foi surpreendida pela presença dos pais na sua casa.

—Regina! Até que enfim você chegou, sua empregada disse que não dormiu em casa. Onde você estava?

Questionava Cora.

—Cora! A Regina já é responsável por si mesma, sabe o que está fazendo.

Interferiu S.Henry.

Regina que havia corado com as perguntas da mãe, respirou aliviada com as palavras do pai. Recuperou o ar e perguntou:

—O que vocês estão fazendo aqui?

—Viemos saber como você está, e se quer almoçar conosco hoje.

—Claro! Só preciso me trocar.

—Não vai tomar café da manhã antes?

Indagou sua mãe.

—Não já tomei.

Respondeu enquanto subia a escada. Mesmo distante escutou as palavras do pai.

—Pelo visto além de ser o causador do sorriso deslumbrante do seu rosto, ele também é atencioso.

Passou o restante do dia com seus pais. Apreciou a atitude deles não lembrava-se de qual fora a última vez que fez algo semelhante com seus pais.

No dia seguinte embarcou para Washington. Em relação ao seu trabalho, não poderia ter obtido melhores resultados, no entanto, a saudade tornava-se imensa.

Por vezes em seus horários de almoço pegava-se fitando o celular constantemente á espera de mensagens de Robin.

Quando enfim recebia mensagens, sorria durante horas. Relia elas enquanto o dia transcorria. A noite a mesma sempre ligava para ele. Conversavam durante uma hora.

Regina percebeu com aquela viagem o quanto seus sentimentos por Robin se intensificaram. Não era apenas uma paixão qualquer, era algo maior que ela jamais havia sentido por alguém. Nem mesmo por Daniel.

***

Quando Robin viu Regina adentrar o escritório um dia antes do previsto sentiu seu coração acelerar descompassadamente. Logo foi atrás dela.

Regina havia acabado de largar sua bolsa, assustou-se com alguém a segurando firme pela cintura e a beijou, a mesma entregou-se ao momento e retribuiu o beijo com voracidade, afinal havia aguardado por aquele momento desde que pegara o voo para Washington.

—Estava com saudades.

Disse ela em um sussurro.

—Quando me senti só te fiz mais presente. Mas confesso que quando te vi entrar por aquela porta... (Sorriu.) –Não consigo explicar a sensação que tive quando te vi chegando.

Regina sorriu encarando os lábios dele antes de concluir:

—Então prove.

Robin colocou o corpo ainda mais próximo ao seu. Sentia o êxtase que Regina carregava consigo, faria de tudo para saciar.

A guiava até a mesa, o beijo era intenso. Porém foram surpreendidos pela entrada de Emma na sala de Regina.

—Regina me disseram que você acabou de vol...

Estagnou ao ver o que acontecia a sua frente. Assim que a viram desvencilharam-se de imediato.

—Eu sabia!

Exclamou Emma.

—Não é isso que você está pensando.

Disse Regina, colocando a mão direita na testa.

—Ah qual é Regina,as línguas de vocês não estavam degustando a saliva do meu irmão por acaso.

Robin percebeu o nervosismo que pairava sobre Regina. Logo o mesmo interferiu:

—Emma por favor...

A mesma ignorou as palavras do irmão ao dizer:

—Estou tão animada! Nunca imaginei que seria cunhada da minha cunhada!

—Você não pode contar a ninguém sobre o nosso relacionamento...

—Robin!

Regina o repreende.

—Então tudo é mais sério do que eu pensava... se você disse relacionamento, então quer dizer que vocês dois estão namorando!

Concluiu Emma entusiasmada.

Robin encara a feição desagradável de Regina, já não sabia mais o que fazer ou falar... é desperto pelas palavras da irmã:

—Por que ninguém pode saber?

—Eu não quero que o Daniel descubra. Tenho medo da reação dele.

—Podem deixar não contarei nada há ninguém! Continuem de onde pararam.

Disse ao se retirar.

—Custava você ter trancado a porta Robin!

—Desculpe amor...

—Você já pensou se outra pessoa tivesse nos visto aqui?

—Por que você está tão preocupada com o que os outros vão pensar? Você tem vergonha de dizer que namora comigo?

—Eu não acredito que estou ouvindo isso! Você sabe muito bem quais são os meus motivos.

-Não, não sei! Nós estávamos tão bem aí você teve que ir viajar para esse maldito novo emprego e quando volta começa uma discussão.

Naquele momento Regina percebeu que não era somente o fato de Emma ter descoberto o relacionamento dos dois que o aborrecia, e sim a mudança dela para Washington. Não podia negar que aquela decisão começava a lhe perturbar.

Foi desperta pela porta batendo bruscamente. Suspirou.

***

Assim que chegou em casa se deparou com três rosas sob a mesa da entrada da porta. Afagou cada uma delas.

—Cada dia que a senhora esteve fora foi enviada uma rosa.

Sorriu levemente ao dizer:

—Obrigada Theresa pode se retirar.

Dirigiu-se até a sala, serviu uma taça de vinho tinto. Enquanto o degustava encarava seu celular. Por fim, resolveu enviar uma mensagem.

“Obrigada pelas rosas.Desculpe o inconveniente. Boa noite.”

Aguardou pela resposta que não chegou...

No dia seguinte...

Regina tomava seu café, na tentativa de despertar, afinal não havia dormido bem durante a noite. A dúvida sobre o que Robin poderia fazer a persuadia.

Assim que percebeu a presença de Theresa perguntou:

—Não chegou rosas hoje?

—Ainda não senhora.

—Tudo bem então.

Disse com desânimo. Levantou-se pegou sua bolsa e saiu.

Chegou no escritório vinte minutos depois do seu horário habitual. Cumprimentou alguns funcionários que estavam no corredor. Ambos perceberam o descontentamento da chefe.

Entrou em sua sala, sentou-se em sua cadeira. Havistou uma rosa e um envelope sob sua mesa. Sorriu pela primeira vez naquele dia. Abriu o envelope e surpreendeu-se com os dois ingressos que constavam nele.

Se tratava de duas entradas para um famoso evento de artes que ocorreria dentro de alguns dias... Por fim leu o bilhete.

Esse é o meu modo de pedir desculpas.Espero que você aceite o convite,aguardarei sua resposta. Com carinho Robin.”

Sem pensar duas vezes Regina dirigiu-se até a sala de Robin. Bateu e sem esperar o consentimento entrou. O fitou com afeto,o mesmo parecia tão concentrado lendo alguns papéis, só percebeu a presença dela quando ouviu a porta fechar.

—Regina?!

Perguntou levantando-se.

—Eu não quero atrapalhar. Se você estiver ocupado eu posso voltar depois.

—Não. Eu sempre terei tempo para você.

—Você pareceu tão surpreso quando me viu.

Aproximando-se dela em passos lentos ele responde:

—Não é isso... é que eu não esperava te ver esse horário por aqui. Não costumamos nos encontrar ás... (Encara o relógio.)-09:40 da manhã.

Regina sorriu.

—Eu recebi um convite e deduzi que aguardava por uma resposta.

Em meio ao silêncio que prosseguiu Robin pergunta:

—E...

—É claro que eu aceito. (Selaram seus lábios com um beijo rápido.)-Embora eu não concorde com a fortuna que você gastou para comprar aqueles ingressos.

—Precisava me redimir, além do mais tudo se torna pouco para você.

Ele concluiu acariciando o rosto dela, Regina sorriu. Logo tratou de selar mais uma vez seus lábios nos dele. Dessa vez um beijo mais denso.

Robin a interrompe para perguntar:

—Você trancou a porta?

—Aham...

Ela responde aproximando-se dele novamente. O mesmo a interrompe de novo.

—Mesmo assim, não sei se devo. Minha chefe pode não gostar.

Diz irônico.

Regina sussurra: -Você tem créditos com ela.

***

Dias depois...

Os funcionários do escritório, comemoravam a mudança repentina de comportamento da chefe. Estava mais gentil, compreensiva e até mesmo mais amiga.

Robin e Regina completavam o vigésimo dia de relacionamento... Enquanto colocava seus brincos, Regina admirava a rosa que Robin havia lhe enviado naquela manhã.

Pôs o seu perfume de maçãs cítricas , o favorito de Robin. Admirou-se em frente ao espelho. Causaria uma boa impressão em Robin. Sabia que ele gostaria, sua intenção era manter o êxtase que predominava no relacionamento deles.

Recebeu uma mensagem de Robin, o mesmo avisava que a aguardava na frente de sua casa.

Regina conferiu se estava tudo em ordem e desceu.

Robin analisava uma das flores do jardim de Regina, ao vê-la abrir a porta encantou-se com a beleza dela.

—UAU... Você está linda! (Aproximou-se dela, estava nervoso com as mãos no bolso.) –Até demais.

Concluiu.

—É para você.

—E para todos os outros homens que estiverem por lá.

Completou.

—Eu não acredito que além de ser um pai ciumento também será um namorado.

Respondeu sorrindo.

—Eu tenho que cuidar as mulheres da minha vida.

Aquelas palavras fizeram Regina estremecer.

—Então... Está preparada milaydi?

—Sim.

Entrelaçaram seus braços e seguiram até o carro.

Minutos depois...

Regina e Robin haviam chegado na exposição a poucos minutos. Robin sentiu-se orgulhoso por tê-la convidado, a mesma parecia uma criança quando ganha um presente novo. Apreciava cada quadro com um sorriso radiante no rosto.

—Eu vou buscar um Drink para nós.

—Aham...ficarei aguardando.

Disse ela enquanto admirava uma das mais famosas obras de Pablo Picasso Mother and child.

Daniel estava observando Regina desde que ela chegara na exposição, conteve-se para não se aproximar. Havia algo que não o agradava nem um pouco... o par de sua esposa.

Assim que o viu se afastar, tratou logo de fugir de sua acompanhante.

Aproximou-se de Regina e intrigado perguntou:

—O que você faz acompanhada com um de seus funcionários em um evento como esse?

Espanta em encontrar o marido gaguejou:

—Da...Daniel o que faz aqui?

—A pergunta é o que você está fazendo aqui com aquele homem? Você está com ele não é mesmo?

—O QUE? Não... somos só amigos. Você não deve se intrometer com quem eu devo ou não sair.

—Como não? Ainda somos casados e...

É interrompido por Victória sua acompanhante.

—Daniel querido estava te procurando por onde andou?

Perguntou a loira o abraçando por trás e depositando um beijo no seu rosto.

—Quem é essa?

Questiona Regina com desdém a encarando.

—Quem é você?

Indaga Victória.

—Essa é a minha esposa.

—Ex. (Interfere Regina.) –Eu não acredito que você está com outra mulher.

—Por que? Está com ciúmes?

Questiona Daniel com um sorriso satisfador. Antes que Regina pudesse responder é surpreendida pela chegada de Robin e a pergunta que veio a seguir.

—Está?

Pergunta ele se aproximando, o seu ciúme era evidente.

Sorridente Daniel se retira com Victória.

—Robin...Você entendeu errado.

—Não, eu entendi muito bem. Você está com ciúmes do Daniel, ainda é apaixonada por ele.

—Não é isso. Estava me referindo a Ruby será que você não percebe? Ela está grávida! Daniel está fazendo com ela o mesmo que fez comigo.

Robin negava com a cabeça.

—Não consigo acreditar que seja só isso. Você viu o jeito que ele saiu daqui? Convencido de que ainda sente alguma coisa por ele.

-Eu não me importo com o que ele pensa, e sim com o que você está pensando, Robin eu a...

É interrompida pela ligação de Cora. Suspira,praguejou mentalmente pelo momento inoportuno da ligação de sua mãe.

—Alô? O que foi mãe?

Perguntou fria. Preocupou-se com o longo silêncio que sucedeu-se do outro lado da linha.

Naquele momento soube que algo estava errado.

—Mãe? (Perguntou novamente desta vez mais dócil.)-O que está acontecendo?

Indagou preocupada, o que alertou Robin. Com a voz embargada Cora respondeu:

—É seu pai ele... ele sofreu um infarto, estamos aqui no hospital onde sua irmã trabalha.

—Estamos a caminho.

Regina empalideceu.

—Regina? O que está acontecendo?

Robin questionou preocupado.

—Precisamos ir para o hospital.

Foi o que ela conseguiu dizer.

Durante o percurso com poucas palavras Regina explicou a Robin o ocorrido. O mesmo estava apreensivo com o estado emocional dela.

Afinal Regina estava estagnada encarando o vidro da janela do carro, enquanto sua mão esquerda movia constantemente o colar que ela usava.

Assim que chegaram foram recebidos por Cora,Emma e Killian que não escondeu seu espanto ao ver Robin junto de sua irmã.

—Robin? O que você está fazendo aqui?

—Estavamos juntos quando sua mãe ligou.

Regina encara a mãe ao perguntar: -Como ele está?

—Está em observação, se Zelena não estivesse lá na hora eu não sei o que poderia ter acontecido.

Respondeu Cora com os olhos marejados.

Robin viu a aflição nos olhos de Emma,logo tratou de abraçar a irmã.

Zelena e Hades juntamente com Dr. Whale retornaram para a recepção.

—Então como o nosso pai está? Ele vai ficar bom não é mesmo?

Questiona Regina com os olhos lacrimejados.

Zelena que estava tão nervosa quanto a irmã não conseguiu responder.

—A situação do seu pai é regular, vamos mantê-lo em observação e espera-lo acordar, já realizamos alguns exames. Tememos que ela possa ter problemas cardíacos.

Regina deixou as lágrimas escorrerem pelo seu rosto. Suas mãos tremiam.

—Isso não está acontecendo, não posso perde-lo, tenho tantas coisas para dizer.

Vendo o desespero dela, Robin não se contém e logo a abraça lhe transmitindo confiança. A mesma soluçava nos braços dele, mesmo triste sentia-se acolhida, afinal ele era seu porto seguro.

—Shiii.

Robin disse acariciando os cabelos dela.

—Fique tranquila, seu pai vai ficar bem. Sua família está aqui, eu estou! (Afirmou enquanto movimentava sua mão lentamente no rosto dela. Logo encostou suas testas.)-Estarei sempre ao seu lado.

Naquele momento Zelena e Cora confirmaram suas suspeitas. Regina e Robin definitivamente estavam juntos.

Espantando Killian que sequer imaginava que poderia surgir um relacionamento entre os dois. Até aquele momento, ao ver Regina selar seus lábios nos de Robin.

Passaram a noite esperando por S. Henry acordar.

Regina dormiu nos ombros de Robin,dormiram de mãos dadas. O que chamou a atenção de todos, que mesmo tristes apreciavam o relacionamento dos dois.

***

Na tarde seguinte S.Henry acordou para alívio de todos. Os tranquilizou e ainda fez piadas do ocorrido.

Mesmo assim os médicos acharam melhor que ele passasse mais alguns dias internado,o que não agradou Regina que não tinha bons pressentimentos sobre o estado de saúde de seu pai.

Regina obrigou Zelena a comer algo por conta de sua gravidez. Enquanto deliciava-se com um sanduíche Zelena questionou a irmã:

—Há quanto tempo vocês estão juntos?

Ao terminar seu café Regina responde:

—Vinte e um dias.

—E só agora nós ficamos sabendo?

—Eu não queria que ninguém soubesse por causa do Daniel, mas agora... até ele mesmo desconfia que esteja ocorrendo algo. Tenho medo do que ele possa fazer.

—Não tema por nada, apenas se entregue a esse amor que está te deixando mais radiante! Daniel foi quem acabou com o casamento de vocês, o ignore e desfrute desse momento. Vocês dois merecem.

***

Três dias se passaram...

Regina e Cora se revezavam nos cuidados com Henry, a filha mais velha fazia questão de cuidar do pai, no entanto, sentia-se sobrecarregada com tantas atividades depositadas sobre si.

Quem suportava suas reclamações e a mantinha firme era Robin.

Certa noite enquanto cuidava do pai, adormeceu. Estava exausta.

Até ser acordada por Robin que a cutucava levemente no ombro.

—Amor,amor.

—O que?

Disse sonolenta.

—Vim lhe fazer companhia e me certificar de que você tenha feito sua refeição.

—Não, eu me esqueci.

—Regina qual foi a última vez que você comeu?

—Acho que foi meio-dia.

—Meio-dia? Já passam das 10:00 horas da noite! Vá até a lanchonete e coma algo, eu fico com o seu pai.

—Tudo bem.

Respondeu ela cedendo a Robin e ao seu estômago.

Assim que escutou Regina fechar a porta S.Henry abriu os olhos e disse:

—Obrigada rapaz, por cuidar tão bem da minha filha. Regina é importante para mim.

Robin se assustou ao escutar as primeiras palavras do sogro, achava que o mesmo estava dormindo.

—Sabe Robin, acho que tudo isso que aconteceu comigo teve seu lado bom.

—Como?

—Sim, pois se eu não estivesse aqui com certeza você e a minha filha ainda estariam mantendo o relacionamento as escondidas.

Robin sorriu tímido.

—Fico feliz em saber que você é o homem responsável pelo sorriso que está iluminando o rosto dela.

—Obrigada senhor, pode deixar que eu não a decepcionarei.

—Eu sei.Sempre soube que você era o homem ideal para ela. Eu estou vendo o quanto Regina parece estar cansada, não deve estar sendo fácil para ela.

—É realmente não está.

—Por isso quero propor uma coisa para você. (Disse ele abrindo a gaveta e pegando uma chave. O que despertou a curiosidade de Robin.)-Eu e Cora planejávamos ir passar o fim de semana na nossa casa do lago, fica a duas horas daqui. Regina adora ir lá, ela precisa descansar e acho que a sua companhia fara bem para ela. Quero que você a leve e passem esses dias juntos.

—O senhor tem certeza? Acha que ela vai aceitar?

—Quem sabe basta tentar... só não abuse hein.

Disse com sarcasmo, fazendo o rosto de Robin ruborizar.

—Pode deixar.

—Apenas faça ela feliz.

—É o que eu mais quero.

—Então vá convida-la! Está esperando o que?

Robin saiu sorridente.

Logo esbarrou com Regina no corredor.

-Aconteceu alguma coisa com o meu pai? Ele está bem?

—Sim, sim. Não se preocupe é que eu preciso falar com você.

—É importante? Não gosto de deixa-lo sozinho.

—É mas não vai ocupar muito do seu tempo. Somente precisara aceitar ou negar. (Disse passando a mão no cabelo.) –Então... eu estava pensando você não quer passar o fim de semana na casa do lago dos teus pais?

Regina ficou surpresa com o convite inesperado.

—O QUE? Só você mesmo para propor algo desse gênero, meu aí está internado. Não posso sair assim, eles precisam de mim.

—Aí é que está Regina você só pensa nos outros e nunca em si mesma...

—Eu não acredito que você está contestando a minha decisão Robin!

Afirmou fria.

Chateado com a forma que Regina o tratou ele suspira.

—É você tem razão, não onde eu estava com a cabeça quando te fiz essa proposta, é melhor eu ir. Não quero mais te atrapalhar.

Retirou-se com as mãos nos bolsos sem dar chances para Regina lhe responder.

A mesma reprendeu-se por ser tão fria com Robin. Havia descontado nele todas as suas controvérsias. Justamente em quem mais lhe ajudava, certamente ele não merecia ser tratado daquela forma...

***

Passavam das 03:00 horas da madrugada. Senhor Henry acordou com os passos agitados da filha no quarto.

—Regina você está bem? O que está acontecendo?

—Desculpe não era minha intenção acorda-lo.

—Filha eu te conheço...o que está te perturbando?

Regina suspira e senta-se na cama ao lado do pai.

—Eu e o Robin... ele me convidou para passarmos o fim de semana na casa do lago.

—Não me diga que vocês brigaram por causa disso que eu sugeri.

—O senhor?

—Claro! Como ele saberia da existência da casa? E possuiria as chaves?

—Nem tinha pensado nisso.

—O que aconteceu?

—Eu fui muito fria com ele. Robin é tão bom para mim, não merecia ser tratado daquele jeito.

Contou fazendo gesto negativo com a cabeça.

—Eu e sua mãe planejávamos ficar lá uns dias, mas com tudo isso que aconteceu... sei que você está exausta, conciliando os dois trabalhos e me cuidando aqui, merece um descanso filha. Por isso dei essa ideia ao Robin, sei que ele é a companhia ideal para você!

—Mas pai não posso sair e deixa-lo assim...

—Eu não acredito que foi por minha causa, não se preocupe com esse velho do seu pai. Estou bem filha e você deve descansar um pouco. Você e Robin merecem isso.

—E eu como sempre estraguei tudo... (Suspira.) –Ás vezes acho que Robin é bom demais para mim, que ele merece alguém melhor que eu.

—Regina... (Seu pai segura sua mão.)-Sinto que tem algo há mais te incomodando. O que é?

—A minha mudança para Washington, isso me incomoda tanto a mim quanto ao Robin, embora ele não toque mais no assunto. Eu não sei o que eu devo fazer, quando eu aceitei aquela proposta eu queria fugir da minha vida, dos meus problemas. Mas o Robin me ensinou a lutar, acreditar e agora... eu não sei de mais nada.

Contém as lágrimas que se formavam em seus olhos.

—Sabe o que eu acho? Que você deve pegar seu carro agora dizer que mudou de ideia e que aceita ir com ele para a casa do lago. Eu ficarei bem filha,nada vai acontecer comigo. Mas nós dois sabemos que a vida não é eterna, eu não sou imortal, no dia que eu partir só quero ter certeza que você será feliz. Vá com ele, veja o que acontece... tenha certeza dos seus sentimentos e depois siga o seu coração.

Notas finais
E aí o que acharam? Os problemas começaram a surgir não é mesmo? Regina irá aceitar esse convite? Teremos uma sequência de 3 capítulos românticos ♥ no qual farei somente uma chamada para ambos... vocês vão entender melhor depois... Espero que tenham gostado! Foi um prazer retornar ♥ :) Mais uma vez peço desculpas por fazê-los esperar... Qualquer coisa me sigam por aqui : @Taisoliveira338 Beijoss *Plagio é crime!