Corações Feridos
28 Por Inteiro "A casa do lago Parte Três"
Notas iniciais
A noite era fria como o previsto. Do lado de fora, as folhas sussurravam entre si, devido ao vento intenso gerado por conta da grande quantidade de árvores que havia diante da casa.
Robin, já de banho tomado, fazia o jantar. Havia acabado de falar com Valerie, felizmente estava tudo bem em seu apartamento.
As cebolas fritavam na panela, logo colocou os bifes. Faria uma receita que aprendera com Granny quando era mais jovem... Encarou o relógio pela segunda vez consecutiva, estava apreensivo. Já fazia mais de uma hora que Regina havia subido para tomar seu banho, e, até então, não tinha retornado.
Ao escutar o ranger da porta, o mesmo guia seu olhar até ela. Fitou Regina, que carregava duas pastas consigo, entretanto, não foram estas que chamaram sua atenção. E sim o decote profundo da blusa de seda de mangas longas que Regina usava, deixando a mostra um pouco de seu sutiã preto, uma saia acinturada azul escuro, combinando com a tonalidade da blusa vinho, deixando seu corpo definitivamente moldado naquela roupa. Seus cabelos já estavam secos e brilhantes como sempre, pela primeira vez, Regina não estava com seus lábios vermelhos, e sim, rosados naturalmente.
Passou por Robin, que sentiu-se extasiado ao exalar o aroma do perfume dela.
—Então, está tudo bem com os seus filhos?
Perguntou Regina. Analisando as vestimentas do mesmo, que continuava exibindo seus bíceps em uma regata branca, dessa vez.
—Está tudo bem por lá.
Respondeu com um sorriso, demonstrando as covinhas que ela tanto gostava.
—Ainda bem. (Retribuiu o sorriso.) –Eu vou assinar esses papéis, tudo bem para você?
—Como quiser, estarei aqui preparando o jantar, se precisar.
Selaram seus lábios rapidamente. Regina deixou a porta da sala entreaberta e sentou-se no sofá.
Assim que colocou seus óculos de leitura, levou a caneta as respectivas páginas e começou a assinar, movimento com a mão que a mesma já estava acostumada a executar. Se não houvesse distrações em determinados momentos, como ocorria naquela ocasião. Robin era muito mais atrativo do que qualquer papel que ela possuísse em mãos.
Nem sequer percebeu que, embora segurasse alguns papéis com a mão esquerda, e a caneta com a direita, estava estagnada, encarando Robin que parecia estar distraído o suficiente exercendo sua função. Ao perceber que o mesmo iria se virar, voltou a encarar seus papéis.
Mais afastado, Robin analisava Regina, a mesma estava tão “concentrada” sentada naquele sofá. Se havia algo que ele apreciava, era deparar-se com Regina daquela maneira. Seus óculos a deixavam tão sofisticada e sexy.
Certamente ela não o contemplava com tanta veemência quanto ele o fazia.
Se olhavam discretamente, sem que o outro percebesse. E assim permaneceram durante os minutos subsequentes... Por fim, o jantar ficou pronto.
Robin servia as taças de vinho, enquanto Regina colocava a porção de comida no prato de cada um. Começaram a refeição, logo, sendo muito elogiada por Regina, que saboreava com apetite.
Trocavam mais olhares do que palavras. Robin sentia suas mãos soarem de nervosismo, questionava se Regina sentia o mesmo? Afinal, a mesma parecia estar tão tranquila. O que ele não imaginava, é que embora ela transparecesse serenidade, estava tão nervosa quanto ele. Havia uma curiosidade que pairava sobre Regina há alguns dias, e a mesma queria suprir em breve...
Terminado o jantar, Robin responsabilizou-se por cuidar da louça, enquanto Regina terminava seus afazeres.
Assim que Robin concluiu suas atividades na cozinha, foi até Regina. Levando consigo as taças e o restante do vinho. Sentou-se ao seu lado e a admirou até finalizar sua última assinatura. Estavam no sofá degustando o vinho, até Regina tomar coragem e perguntar a dúvida que tanto lhe consumia:
—Você ainda gosta dela?
Robin franziu o cenho, confuso.
—Desculpe, não entendi a pergunta.
—Marian... (Engoliu seco, por conta das palavras que viriam a seguir...)-A sua esposa, você ainda gosta dela?
Perguntou, receosa.
—O QUE? NÃO. Como você pode pensar algo assim?
—Eu achei que... Bem, vocês não chegaram a esclarecer as coisas e assinar um divórcio como Daniel e eu, então, pensei que...
—Pensou errado, realmente não pude acabar com o meu casamento. Mas, seria isso que eu faria. Marian me magoou profundamente com tudo que me fez passar. Seria estupidez da minha parte ficar com ela, mesmo se eu a amasse.
—E você ainda a ama? Seja sincero, Robin.
—Não.
Respondeu, com veemência.
Regina não pode conter o sorriso radiante que surgiu em seu rosto. Robin levou suas mãos até pele suave da face de Regina, afagando-a com carinho, e disse:
—Não há outra mulher para mim... (Tirou os óculos dela.)- Que não seja você.
Se beijaram lentamente, repetidas vezes, até Robin explorar o pescoço e o colo dela, buscando por seus lábios novamente.
Quando percebeu, Regina já estava sentada no colo de Robin, enquanto se beijavam com voracidade. Soltou um gemido abafado, ao sentir a ereção de Robin por de baixo de suas vestes.
Os degraus da escada não pareceram obstáculo algum para ambos. Regina o conduziu até o quarto. Robin maravilhou-se com o que vislumbrou, haviam velas espalhadas por todo o lado, iluminando o cômodo.
—Sabe quantas velas tem aqui?
Sussurrou em seu ouvido.
—Não faço ideia.
Respondeu, no mesmo tom.
—Vinte e sete, cada uma representa uma rosa que você já me enviou.
Robin a fitou, seu olhar era um misto de desejo e doçura.
O mesmo logo a apanhou pela cintura, a beijando. Regina sentia a mão dele subir por suas costas e chegar até seu cabelo, onde ele afundou os dedos.
—Você despertou em mim algo bom... Que eu não sentia há muito tempo.
Disse ela.
—Eu também não. De certa forma, você me mudou.
Roçam seus narizes um no outro, em um gesto singelo.
Selaram seus lábios, dessa vez um beijo suave. Regina sentia a solidez do tórax de Robin, a medida em que ele a apanhava pela cintura.
—Então... Como a senhorita quer ser amada?
Perguntou, sua voz era calorosa e suave ao mesmo tempo.
Com um sorriso, respondeu:
—Como você achar que eu devo ser.
Percebeu que Robin a fitava com luxuria. Regina sentia seu corpo estremecer com o que viria a seguir.
Robin sutilmente depositou suas mãos no quadril de Regina, procurando pela barra de sua blusa que estava presa dentro de sua saia. Assim que a encontra, a coloca para fora. Ele a desabotoava lentamente, sem perder o contato visual com Regina, que o encarava maravilhada.
Enquanto ele retirava sua blusa, a mesma passava suas mãos sob o peitoral de Robin que ela tanto desejava. Quando chegou ao quadril, as subiu novamente, percorrendo dessa vez, os músculos que ele carregava em seus braços.
Este, por sua vez, acabara de desabotoar todos os botões da blusa dela. Assim o feito, leva suas mãos aos braços dela e delicadamente a retira de Regina, deixando-a somente com um sutiã, cobrindo seus seios fartos.
Logo, é a vez dela de livrar-se da camisa do mesmo. Robin a guiava até a cama, enquanto seus dedos percorreram o fecho de seu sutiã, que ele abriu habilmente, dando continuidade aos beijos, ele deslizou as alças pelo ombro dela. Encostou sua barba por fazer na nuca dela, provocando-a. Sabia que a deixaria em êxtase.
—Robin...
Sussurrou.
Por fim, ele despiu seus seios, os quais afagou com ternura. Fazendo-a estremecer, a cada toque.
—Eu preciso de você Regina... Para sempre.
Confidenciou, enquanto a deitava na cama. Selaram seus lábios em um beijo demorado, cessado somente quando o ar era preciso.
—Eu também.
Foi o que conseguiu responder, já ofegante. Logo seus dedos percorreram o zíper da calça de Robin, que acariciava a perna dela até chegar em seus glúteos, onde encontrou o zíper da saia.
Robin era doce, como sempre, cada um dos seus beijos faziam Regina ir ao céu e voltar ao plano terrestre, em questão de segundos. Tirou a saia dela com cautela, sem pressa. Aproveitava cada momento. Regina por sua vez, tirou a calça dele. Logo em seguida, tiraram suas peças íntimas, ficando nus.
O homem a tocava com muita delicadeza, como se quisesse decorar cada parte de seu corpo. Regina o fitava encantada com tantas sutilezas, Robin era tão galanteador, e ao mesmo tempo, delicado. Fazendo com que seus sentimentos por ele se concretizassem cada vez mais.
Ele, por sua vez, a olhava com adoração. Seus dedos percorriam cada traço do corpo dela com satisfação. Regina era perfeita. Cada parte sua possuía grande exuberância.
Ele se colocou sobre ela, sem deixar que seu peso pressionasse Regina e distribuiu vários beijos pelo seu pescoço, intercalando com mordidas leves, que a faziam arfar vez ou outra.
Notando que Robin estava cada vez mais baixo em seu corpo, claramente percebendo suas intenções, separou mais as pernas para lhe dar maior acesso.
— Você é linda. Cada parte sua é incrível.
Ele disse, finalmente chegando ao sexo da mulher onde deu um beijo singelo logo acima do ponto de prazer, que Regina sentia queimar.
Robin aproximou o rosto da pele rosada e inspirou. — Cheirosa.
Regina sentiu a língua dele tocar a pele em chamas e gemeu mais alto. — Quente e deliciosa.
O homem completou, iniciando uma onda de invasões com sua língua esperta. Regina segurou os cabelos loiros e quase gritou de prazer. Um prazer que há muito tempo não sentia. Assim que Robin notou que as pernas de Regina começavam a tremer inseriu dois dedos em sua entrada e começou a movimenta-los.
— Venha, meu amor. — disse lambendo seu clitóris. Foi o fim para ela. O orgasmo a atingiu em cheio e ela gritou o nome de Robin mais uma vez. Ele voltou a subir sobre ela, beijando-a com sofreguidão. O gosto dela se misturando ao dele era quase poético.
— Preciso de você dentro de mim.
Regina sussurrou, mordendo o lóbulo da orelha de Robin, deixando-o mais excitado do que ele já estava.
— Seu desejo é uma ordem, milady.
Ele respondeu, sorrindo para ela.
Se encaixou entre as pernas dela e a penetrou lentamente. Ambos gemeram no mesmo instante.
— Olhos nos olhos, amor.
Instruiu, fazendo com que ela abrisse seus olhos, que estavam apertados, tamanho prazer.
O corpo de Regina se encaixava perfeitamente ao seu. Ele a amava sem desespero, necessidade de ânsia, tinha a noite toda a seu favor...
Regina inspirou profundamente e foi em busca do que queria, empurrando seus quadris em direção a Robin.
— Inteiramente dentro de mim.
Sorria, maliciosa, sentindo a sensação incrível que era tê-lo preenchendo-a daquela maneira. Robin não esperou ela dizer de novo e estocou, dessa vez mais fundo.
— Ah, meu Deus! Você é maravilhoso.
Regina mordeu o ombro de Robin, que começou a assumir um ritmo constante, penetrando-a. Assim que Regina se familiarizou com aqueles movimentos, passou a ajudá-lo, ambos indo em direção um ao outro liberando gemidos gostosos e sentido uma fina camada de suor começar a cobrir suas peles.
As sombras causadas pelas velas acentuavam cada movimento.
Regina acariciava as costas de Robin, sentindo o mesmo ofegante.
Robin não podia descrever o tamanho do prazer que sentia ao estar ali com a mulher por quem estava perdidamente apaixonado. Os movimentos dos dois se tornaram mais rápidos, e cada investida, Regina sentia Robin chegar mais fundo. Prendeu suas pernas nos quadris dele e buscou sua boca para mais um beijo descomedido.
— Ah!
Regina gemeu contra a boca dele, sentindo que seu segundo orgasmo da noite estava perto.
— Mais rápido, amor.
Propôs, e Robin realizou seu desejo, sentido seu próprio precipício se aproximar. Não demorou muito e Regina já estava desfalecendo embaixo dele, trêmula e relaxada, sentido cada gota de prazer dominar seu corpo. Robin ainda investiu uma ou duas vezes até buscar sua própria libertação, rosnando algo ininteligível e deixando seu corpo cair sobre o de sua amada. Fez menção de sair de cima dela, mas Regina o segurou no lugar.
— Te quero aqui.
Ela falou, esfregando o nariz no dele.
— Sempre.
Ele sorriu, mordendo o lábio inferior dela e o puxando. Regina contraiu, para lembra-lo de que ele ainda estava dentro dela e Robin entreabriu os lábios, deixando o ar escapar, em aprovação.
Não demorou muito para que outro orgasmo se seguisse, e depois outro...
Fizeram amor várias vezes durante a noite. Até que por fim, exausta, Regina adormeceu nos braços de Robin. Este, por sua vez, ficou observando-a dormir. Recordou-se de cada momento vivido nas últimas horas... Um deleite lhe sobreveio.
***
Robin estava estagnado na varanda, observava a fina camada de névoa que cobria o lago, enquanto amanhecia. Disperso em seus próprios pensamentos.
Logo que acordou, Regina não conteve seu descontentamento ao perceber que Robin não estava mais na cama ao seu lado. Cobriu-se e desceu as escadas. Deparou-se com a porta principal entreaberta, seguiu caminho até a mesma, encontrando Robin na varanda. Este, estava tão distraído que nem sequer percebeu a presença dela. Até Regina chama-lo.
—Robin?
Perguntou, mais dócil que de costume.
A fitou com um sorriso. Lembrava-se com exatidão de cada traço definido do corpo dela que agora estava coberto por um robe.
—Você está bem? Por que está aqui fora? É tão frio.
Questionou, aproximando-se.
—Estava pensando.
—Não me diga que se arrependeu, ou... É por causa dela? Você sente que está traindo a Marian? É por isso que está aqui fora?
Questionou, apreensiva.
—Eu não estou aqui fora por arrependimento, ou por causa de Marian. Estou aqui por causa de você. (Robin segura a mão dela.) –Eu quero mais Regina. (Suspirou.)-Algo maior do que você está me proporcionando.
Esta o fitava confusa. Robin continua...
—Eu não quero andar ao seu lado sem poder segurar a sua mão, não quero trocar beijos e carícias trancado em uma sala no intervalo do almoço. Não quero ama-la somente em casas de campo, eu quero mais. Eu quero assumir o nosso relacionamento para todos, sem me importar com o que vão dizer. Sei que inventarão histórias a meu respeito, dirão que eu não sou homem para você, não possuo uma vida luxuosa... Eu não me importo, desde que tenha você ao meu lado. (Acariciou a face dela com ternura.)- Não me acostumei a ter só metade, eu quero mais... O que você me diz? Aceita?
Regina o encarava, emocionada. Havia amor em todas as palavras pronunciadas por Robin.
A angústia pela resposta de Regina o consumia.
—Você é o homem ideal para mim. Tem um bom coração, é tão doce. Eu aceitarei qualquer coisa que você me propor.
Pronunciou as últimas palavras, sorridente, o que se estendeu ainda mais ao vislumbrar os olhos de Robin resplandecer em contentamento.
—Regina...
Palavras não eram suficientes para explicar a felicidade que sentia. A apanhou pela cintura como de costume, e a beijou lentamente. Todavia, sua satisfação fora contida no momento em que sua mente o lembrou de outro contra tempo, este até mesmo mais complicado que o anterior.
—Eu não quero te perder...
—Você não vai me perder.
—Vou perder parte de você dentro de algumas semanas.
—Como assim? Eu não estou entendendo...
—Washington. Isso deixa as coisas mais claras para você?
Regina suspirou. Naquele momento, confirmou suas suspeitas. Robin pensava tanto naquela mudança quanto ela. Manteve-se calada, observando o lugar a sua volta, o vento gélido lhe atingia o rosto, a maré do lago oscilava desta vez, elevada. Enquanto isso, sua mente divagava... Afinal, aquela viagem serviria para encontrar uma resposta, depois da noite anterior... Ela já havia encontrado a sua.
Robin estava prestes a se desculpar pela forma ríspida que lhe dirigiu a palavra, até Regina, fitando o lago, proferir:
—Uma vez, eu te disse que não havia motivos que me fizessem ficar... Mas, agora, eu encontrei uma razão para tal... Uma razão para começar de novo... Uma razão para ficar.
Concluiu as últimas palavras o encarando.
Robin ficou inerte, questionando-se:
“Regina estaria disposta a largar sua promoção de trabalho, por causa de mim?”
—Você...Você está falando sério?
Regina sorriu, percebendo a confusão que Robin carregava em sua expressão facial.
—Sim. Muitas coisas mudaram nessas semanas, Robin. Eu mudei. Tenho a minha família, você, os seus filhos.(O mesmo exalou um sorriso, radiante.) -Só preciso ir mais uma vez, para me despedir e explicar a situação pessoalmente.
—Nossa, Regina... Eu nem sei o que dizer.
—Não precisa, seus atos falam por si próprio. Você me mudou, me mostrou a vida de outra forma. Foi o meu refúgio.
Confidenciou, mantendo contato visual, enquanto suas mãos percorriam o tórax de Robin, o qual ela sentia contrair-se, acelerado.
—Regina?
—Sim.
Tomou coragem e revelou seus sentimentos, em um sussurro...
— Eu te amo, Regina Mills. Digo com toda a sinceridade que predomina sobre mim nesse momento.
Foi a vez dela sentir sua respiração pulsar, descompassada, diante daquela declaração. O silêncio prevaleceu por alguns segundos. Seus olhos se comunicavam.
—Eu amo você.
Disse, por fim, acariciando o rosto dele sutilmente, fazendo com que Robin fechasse seus olhos, sentindo a pele macia dela afagar sua barba áspera.
—Eu te amo tanto.
Sussurrou, ainda agraciado com o toque dela. Assim que seus lábios se encontraram, exploraram cada centímetro da boca do outro, até o ar ser escasso.
Um trovão estridente se fez presente, indicando a tempestade que estava por vir. O casal estava abraçado na varanda.
—Pelo visto, hoje não vamos desfrutar de atividades prazerosas como ontem.
Lamentou Regina.
—Quem disse? Eu tenho uma ideia de atividade prazerosa perfeita para fazermos durante o dia.
Respondeu, malicioso. Fazendo-a sorrir. Selaram seus lábios mais uma vez, antes de retornarem para dentro.
Na cozinha, saboreavam o café da manhã. Tendo como acompanhamento, torradas recheadas por geleia de uva. Lá fora, a chuva começou a cair de forma intensa. Não se importavam, viviam cada momento possível juntos. Para ambos, não havia nada mais importante do que aquele convívio íntimo, que, para alguns, era rotineiro, para eles, era excepcional.
Para Robin, não havia nada mais prazeroso do que ter Regina, ali, ao seu lado na mesa, coberta apenas por um único tecido. Saber que ela o amava, assim como também.
Aproveitou que a mesma estava distraída colocando sua caneca na pia e a virou contra si, fazendo com que ela sentisse sua ereção.
—Robin...
Sussurrou.
Roçaram seus lábios em um beijo inebriado. Robin a colocou sob a bancada, Regina pôs suas pernas envolta do quadril do loiro. Robin acariciava a pele suave de Regina.
—Vamos para o quarto.
Ela murmurou, antes de beija-lo novamente. Robin a segurou no colo e a levou para cima.
Logo que adentraram o quarto, Regina tirou a camisa de Robin. O mesmo a virou de costas, colocou o cabelo dela para o lado direito, enquanto depositava beijos em sua nuca, Regina sentia-se débil nos braços dele. Ele a segurava firme, com uma das mãos na cintura, enquanto a outra percorria o seu colo. Deslizava sua mão sob o robe, deixando as mangas dele cair. Suas mãos percorreram a fita da sua peça de roupa, qual ele desamarrou com cautela, enquanto beijava o ombro recém despido.
Em êxtase, Regina profere:
—Me dê o seu amor...
Falou, ao sentir as mãos fortes e macias em seu corpo. O mesmo a conduziu até a cama, tirando o tecido suave que a cobria, deixando-a nua.
Robin se arrepiou ao sentir as mãos de Regina retirarem sua calça, logo, também já se encontrava nu. Deitou seu corpo contra o dela, sem soltar seu peso.
Começou beijando e sugando seus seios enquanto ela gemia manhosamente ao pé do seu ouvido, o que lhe permitia sugar com vontade, arrancando mais gemidos, que, sinceramente, era o som mais perfeito que ele jamais cansaria de ouvir...
Beijou seu corpo, indo em direção onde mais queria e a chupou com vontade, queria dar o máximo de prazer a ela, queria mostrar a ela o quanto a amava, e que faria de tudo para provar isso. Escutou seus gemidos e continuou se deliciando, até que ela atingiu seu orgasmo, ele não hesitou em saborear seu gosto, beijando-a outra vez. A mesma, ainda sentia tremores em seu corpo.
—Me faça sua novamente, amor...
Disse, em um murmúrio.
Sentiu ele adentrar lentamente e gemeram juntos. Senti-lo assim, dentro de si, lhe permitia distinguir que, pela primeira vez na vida, estava completa. Era como se ele fosse a peça perfeita do seu quebra cabeça. O sentiu aumentar as estocadas, deixando-a alucinada. Quando as mãos dele lhe apertaram a cintura, beijaram-se.
Regina, de maneira hábil, reverteu as posições.
—Você achou que iria comandar sozinho? Hum... Agora eu vou te deixar extasiado.
—Você já me deixa assim.
Respondeu, enquanto suas mãos fortes lhe firmavam pela cintura, percorrendo as belas pernas torneadas de Regina, que rebolava sob o membro de Robin. Começou com movimentos leves, seguindo a chuva que caia lá fora. Sentiu que em breve chegaria a seu auge.
—Oh, R-Regina!
Robin gemeu, descontroladamente, assim que ele sentiu que ela também estava perto do ápice, aumentando a velocidade dos movimentos.
Atingiram o ápice juntos, beijando-se, só o cessando quando o ar se fez escasso.
—Eu te amo! Obrigada por me aceitar e por me lembrar que eu mereço ser feliz!
Ela afirma, sorrindo. Robin a puxa, fazendo a mesma encostar sua cabeça em seu ombro. Regina beija seu peito nu.
—Você é boa em tudo que faz! (Ele falou sorrindo ao sentir os espasmos ainda diminuindo em seu corpo.)-Quero que as coisas sejam diferentes com você! (Sorriu e beijou seu pescoço)
—Já é diferente, desde o início eu sinto que você é o meu futuro!
Ela respondeu, alisando a barba por fazer de Robin.
—Tudo em você me encanta, desde a delicadeza, até o seu tom de voz arrogante de quando nos vimos, e confesso que já me atraiu desde aquele dia... Vindo de você, tudo me deslumbra, eu me sinto muito feliz por te ter pra mim... Dessa forma, como agora, como ontem. Agora as coisas são diferentes pra nós dois, eu sei que mais ainda pra você. Nossos corações estavam feridos, e conseguimos curar o coração um do outro. Eu sei que a cura para muitas feridas ainda virão, mas, eu sei que o meu coração está curado e eu só tenho que te agradecer por estar aqui e me permitir te amar... Regina, eu te amo como nunca amei ninguém. E, embora seja cedo, ao mesmo tempo, sinto que poderia ter dito assim que te olhei naquela sala, envolta de papéis, tentando desvendar o caso, tentando me ajudar com toda a situação em relação ao August... Sim, eu já tinha certeza que era você, e agora, com você aqui, entregue a mim, eu sinto que devo cuidar e amar você como a minha chance de ser feliz. Eu te amo tanto.
Os olhos de Regina marejaram, beijaram-se calmamente enquanto as lágrimas dela banham o rosto de Robin.
—Hey, eu não quero ser o motivo de lágrimas na sua vida.
—Você não é. Essas são derramadas por felicidade. A felicidade que você está me proporcionando desde que nos conhecemos, com suas palavras doces, seu apoio, por acreditar em mim. Eu sei que fiz a escolha certa optando por ficar. Eu amo você, Robin! É o homem que eu sempre procurei. Digno, um maravilhoso amante e pai, e isso me fascina. Sua gentileza me deixa desnuda, eu sinto que devo te amar e cuidar de você. Eu amo tudo em você, e seja qual for as dificuldades, eu quero enfrentar contigo, porque eu sei que é você que está no meu destino para me dar a melhor chance.
Selaram seus lábios em um beijo suave.
Os amantes, sem notar, fizeram juras de amor um ao outro que nunca ouviram de seus parceiros anteriores. O restante daquela manhã só se fez mais especial, se sentiam abertos um com o outro, selavam beijos apaixonados, trocavam carícias, se amaram por diversas vezes naquele dia chuvoso. O amor prevalecia em cada cômodo daquela casa.
Não sabiam que o destino os esperava há muito tempo, para selar o amor que vinha de vidas passadas, e vidas que virão a seguir... Um amor que foi escrito em linhas e destinado somente a eles. Nem sabiam que há muitas milhas de anos, aquele momento os ansiava, como alguém que sente sede no deserto. E por fim, aqui estavam eles, prontos para selar o que o universo já tinha predestinado...
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