Corações Entrelaçados
7 Capítulo 7
Na hora do jantar foi uma verdadeira guerra, eu sinceramente não entendo como meus pais conseguem brigar tanto. Eu acho que eles amam se provocar só pode. Minha cabeça já estava prestes a explodir já Sasuke apenas ria dos dois como se estivesse vendo um programa de comédia. Uchiha maldito, ainda vou me vingar.
- Cala a boca seu bode velho! Eu já disse se você não gosta de comer peixe então passe fome! – Gritava a velha já eufórica. Ela com certeza fez peixe para provocar meu pai ela sabia que ele não comeria.
- Você sabe muito bem que eu não como carne alguma!
- Que se dane! Passe fome e morra! – Então a dona leda bufou e levantou-se indo em direção a cozinha. Meu pai apoiou-se no encosto da cadeira frustrado.
- Velha irritante! – murmurou – um dia ainda afogo a cara dela no vaso!
Sasuke soltou uma leve risada.
- Vocês se amam porque não admitem? – Questionou ele.
Eu apenas olhei de canto para meu pai que estava sentado ao meu lado. Ele nada disse apenas ficou em silencio encarando a porta da cozinha.
- Desculpe .. – disse Sasuke baixo após perceber o clima pesado.
- Nem tudo é como a gente quer Sasuke! – disse meu pai, eu o encarei confusa assim como Sasuke. O que Diabos ele quis dizer com aquilo?
- Como assim? – questionei.
- Acho que você logo entenderá meu anjo! – Então ele levantou-se me deu beijo na testa e subiu as escadas indo em direção ao seu quarto.
- Sinto muito! Eu não imaginei que ele fosse ficar pra baixo!
- Tudo bem.. Ansioso? Vamos viajar amanha cedo! – O melhor jeito era fugir do assunto, eu odiava falar do relacionamento daqueles dois.
- Só para ver a Mei – Sasuke disse enquanto tomava um gole de vinho.
- E o seu irmão? E Konan?
Ele ficou em silencio encarando seu prato vazio. Parecia pensativo.
- Não sei ..
Eu o encarei. Itachi ter se afastado foi uma tortura para ele. Nem imagino como ele deve estar se sentido agora. Sasuke idolatrava o irmão.
- Quer jogar? – perguntei.
Sasuke riu, com vontade, foi um riso espontâneo e lindo. Coisa que não vi desde que cheguei. Senti falta disso.
- Acha que pode me derrotar?
- Quem disse que era pra jogar videogame?
Ele fez uma cara confusa.
- Vamos jogar sinuca!
- Desde quando sabe jogar sinuca?
- Quer mesmo saber?
- Mesmo assim.. duvido que vá me vencer! – Ele disse se levantando e juntando os pratos.
Eu ri, ele não fazia ideia. Gaara era um ótimo professor.
- Então seja bonzinho comigo Sasukezinho! – Meu tom de voz saiu doce e Sasuke me olhou com cara de bobo.
- Não fala assim, parece até que você é uma menininha. E você ta mais pra muleke.
- Já você me parece afeminado demais. – Rebati.
Ele me encarou com sério.
- Nem vem..
Eu ri de sua cara.
- Posso te apresentar uns amigos se você quiser. Conheci uns caras na toscana que são divinos.
- Eu não sou gay!
- Então me explica esse cabelo!
- O que tem meu cabelo? – Ele perguntou confuso.
- Arrumadinho demais.
- Sou cuidadoso apenas..
- Cuidadoso demais.
- Vai se ferrar coisa rosa!
E eu fiquei lá apenas rindo de sua indignação enquanto o ajudava a recolher os pratos. Foi quando minha mãe apareceu na sala de jantar com um prato enorme de salada de legumes. Eu e Sasuke trocamos um olhar e em seguida encaramos minha mãe que olhava a sala inteira a procura de algo.. alguém na verdade.
- Ele subiu! Porque não vai lá gritar com ele e dizer o quanto ele é horrível e o quanto você o odeia e o quer bem longe daqui! – Eu disse com uma voz de ironia pura. Sasuke me olhou uma cara nada agradável, ele tinha um carinho muito grande pela minha mãe e odiava quando eu a tratava assim.
- Como se eu fosse perder meu tempo com aquele velho, por mim que fique com fome. Assim me livro logo daquela coisa. – Então ela voltou para a cozinha guardou a salada e depois subiu as escadas até desaparecer de nossas vistas.
- Você é muito insensível Sakura! – Esbravejou Sasuke.
- Tive a quem puxar..
- Não devia.
- Sasuke – o interrompi – Você não acha que ta na hora desses dois deixarem de se comportar feito crianças?
- Acho, mas não assim – Ele suspirou eu apenas revirei os olhos e fui até a cozinha carregando alguns pratos. Sasuke vinha logo atrás.
- Acha que ela foi falar com ele?
Eu ri sem animo. Até parece que ela ia ceder.
- E você acha mesmo que alguém que emana orgulho por onde passa faria isso?
Sasuke suspirou.
- Nunca imaginei que as coisas seriam assim, porque eles se separaram?
Eu fiquei em silencio, me concentrei em apenas lavar os pratos. Não queria responder essas pergunta e mesmo que eu quisesse não poderia, nem mesmo eu sabia.
- ok entendi! – disse Sasuke encostando-se na pia.
- Mas então.. – Ele disse logo após um breve silencio, muito apreciado por sinal.
- O que você quer?
- Irritante!
- Emo!
- Enfim, vamos dar uma volta na praia?
O encarei, fazia tempo que não fazíamos isso.
- Eu não vou andando!
Sasuke riu. – Eu tenho um carro sabia?
- É sabia, difícil não ver aquela coisa vermelha parada na garagem!
- Termina logo isso e vamos!
- Quer lavar? – Questionei.
- Não!
- Então cala a boca!
Sasuke bufou.
- A propósito.. Porque ainda ta aqui?
Sasuke me olhou com uma cara confusa erguendo uma sobrancelha.
- Na casa da velha! Porque ainda ta aqui?
- Eu moro aqui! – O encarei surpresa, ele ta brincando né?
- Até parece..
- Sério! Eu moro aqui, faz uns dois anos..
- E porque eu não sabia? E porque você nunca tava aqui quando eu vinha?
Ele ficou em silencio, apenas olhando pra frente.
- Sasuke! – Quase gritei.
- Eu não queria ver você – ele disse simplesmente, meu coração se partiu, meu olhos encheram — se de lágrimas.
- Porque? – Minha voz saiu um pouco falha. Sasuke me olhou e surpreende-se ao perceber o meu inútil esforço para segurar as lágrimas.
- Sakura não é o que ta pensando. – então ele me abraçou, um verdadeiro abraço de urso. – Eu estava muito mal por tudo, não queria que você se preocupasse.
- Não aceito essa desculpa – minha voz era quase um sussurro. Ele não queria me ver..
- Não é desculpa, é a verdade.
- Devia ter contado.
- Eu sei, sinto muito! – Então beijou minha testa e depois sorriu enquanto limpava as minhas lágrimas.
- Boba! – E um beijo na bochecha.
- E irritante – um beijo na outra bochecha.
- E ainda diz que consegue viver sem mim. – Ele roçou nossos narizes, eu não queria que ele parasse..
- Idiota – eu disse com um sorriso.
- Minha irritante! – O encarei e pude ver uma leve sombra de um sorriso.
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