Corações Em Chamas
10 Temos Um 2319! Repito, Temos Um 2319.
Jonathan se aproximou, para poder olhar o corpo de novo, sem acreditar no que via.
– Meu Deus... — Jonathan levou sua mão até sua boca, ainda meio sem reação.
– E ai, seu Jonathan? — Um policial perguntou.
– Chama o Sargento Lucas. — Jonathan sentou numa cadeira que tinha ali próximo.
O policial foi chamar, e o Sargento veio correndo.
– Sargento Lucas, tem alguma coisa errada aqui.
O sargento sem entender nada, perguntou o que poderia ser:
– Como assim? O que poderia estar errado por aqui?
– Esse não é o Guilherme. — Jonathan falou, olhando pra cima, encontrando com o olhar do Sargento Lucas, que arregalou os olhos ao ouvir o que Jonathan acabou de dizer.
– O que?
– Esse não é o Guilherme. — Repetiu Jonathan.
– Tem certeza?
– Absoluta.
– Essa não...
– O que foi Sargento? — Jonathan levantou da cadeira preocupado.
O Sargento olhou pra ele e disse:
– Tomara que não seja o que estou pensando.
– E o que você está pensando? — Jonathan que já estava mega preocupado, começou a seguir o Sargento, que estava se afastando.
O Sargento pegou um rádio comunicador, e entrou em contato com a central de policia.
– Quero unidades de policias em todos os aeroportos, rodóviarias, portos e saidas da cidade. Ninguém pode sair da cidade, sem passar por uma revista completa da policia. Temos um 2319...
– 2319? O que é isso? — Jonathan repetia, tentando entender o que acaba de ser dito.
O Sargento continuou...
– Qualquer sinal de que alguém está abandonando a cidade, ou algum sinal do Guilherme Dos Santos, me comuniquem rapidamente.
– Sargento o que está acontecendo? — Jonathan parou na frente do sargento esperando uma resposta. — O que é um 2319?
– Um 2319 é quando alguém arma uma situação, pra prender a policia em um determinado local, pra tentar uma fuga. — Explicou o sargento.
– Tá, mas o que isso tem a ver com o Guilherme? — Jonathan ainda não estava entendendo aonde isso tudo iria chegar.
– Pensa bem... Os sequestradores, podem muito fácil ter matado essa pessoa e jogado o corpo aqui, para que assim que encontrassemos, eles fugissem da cidade com o Guilherme.
– Ai meu Deus... Temos que correr atrás desses sequestradores. — Jonathan falou, virando pra correr, mas o sargento segurou seu braço.
– Não podemos divulgar o código 2319 pra ninguém. É a segurança do Guilherme que está em jogo. Entendeu?
– Claro, claro. E como posso ajudar nisso?
– O melhor que você pode fazer, é ficar cuidando da sua vida, como se nada estivesse acontecendo. A imprensa vai deixar essa história morrer, e assim vai ser melhor pra investigações. Nós vamos fazer a autopsia do corpo encontrado, e descobrir a família e dar a noticia. Iremos também espalhar cartazes do Guilherme pelas cidades vizinhas, postos de gasolina nas estradas, mercados de cidades mais distantes... Vamos montar todo um circo, mas sem a imprensa saber de nada. Nesses momentos ela pode atrapalhar e muito o funcionamento da investigação. As policias das outras cidades, estarão sabendo também. seja como for, vamos encontrar o Guilherme. Mas pra isso, precisamos dessa sua ajuda. É claro que você quer saber o que aconteceu com o seu amigo, mas só vai descobrir se me ajudar com isso. E acredite, seu papel é fundamental, pois a imprensa vai colar em você agora, e achando que você está tocando a vida, ela vai acreditar que o caso está parado ou encerrado. Vamos mantér contato constante por telefone, mas você tem que confiar em mim. E ai?
– Bom... Se esse é o que eu posso fazer, é claro que eu farei. Mas eu ligarei o dia todo, pra saber noticias.
– É claro que ligará. E faremos de tudo, pra conseguir as respostas logo. — O Sargento Lucas deu um aperto de mão em Jonathan, e o abraçou. — Agora, você precisa sair daqui, fingindo estar muito triste. A imprensa não pode perceber nada.
– Farei tudo que você mandar. Só... Começe logo essas buscas. Preciso encontrar o Guilherme logo.
Jonathan foi se afastando, pra ir pra casa, quando um bando de jornalistas o cercou tentando conseguir algumas respostas. "Bando de abutres" pensou Jonathan. Ele entrou em seu carro, e aos poucos foi saindo do local. Aos poucos, a vista foi ficando pra trás.
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