Notas iniciais
Olá. Como eu prometi em meu calendário de postagem estou atualizando essa fic hoje e mais tarde voltou com o último capítulo dela. Muito obrigada a todos que comentaram até aqui, no entanto eu prefiro deixar as despedidas e avisos finais para depois.

Capítulo 31

Os dias não estavam sendo fáceis para Bella e Edward, pois muita coisa havia acontecido no curto período de uma semana e Bella não podia evitar recordar esses acontecimentos, porque eles vinham a sua mente sem pedir licença...

─ Edward pelo amor de Deus solta o Jasper! ─ Bella gritou quando seu marido invadiu a sala do subdiretor do FBI e lhe deu um soco certeiro que de tão forte foi capaz de derrubá-lo no chão e antes que Jasper pudesse reagir Edward o agarrou pelo colarinho da camisa e o socou várias vezes seguidas até que Jasper finalmente conseguiu e se desvencilhar dele, mas não revidou a agressão por ter a certeza que aquela reação violenta do general era consequência do beijo que ele roubou de Bella.

─ Nunca mais se aproxime da minha mulher ou eu juro que darei razões verdadeiras para que as pessoas me chamem de assassino. ─ Edward o alertou e tão rápido quanto chegou ele se foi da sala de Jasper sem se dar conta de que quase levou Rafaela Moore ao chão.

─ Idiota! ─ Rafaela gritou, mas foi completamente ignorada por ele e ela ficou pasma ao ver Bella passar como um raio atrás daquele ogro.

─ Edward espera! ─ Bella chamou por seu marido e para alcançá-lo ela teve que correr atrás dele. ─ Será que você pode parar por um instante? ─ reclamou e Edward se voltou na direção dela.

─ Desculpe neném, porém eu preciso sair daqui antes que eu perca as estribeiras de novo e termine socando aquele infeliz novamente. ─ ele grunhiu quando chegaram do lado de fora do prédio do FBI.

─ Okay, mas me deixe ver como está a sua mão. ─ Bella pediu e não gostou quando viu os nós brancos dos dedos dele totalmente avermelhados, porque isso significava que o estrago rosto de Jasper dentro de pouco tempo ficaria ainda pior. ─ Coloque gelo em cima disso quando você chegar a base SEAL e para evitar qualquer possível confusão não me apareça aqui pelos próximos dias. ─ ordenou e depois o beijou nos lábios antes de caminhar em direção a entrada do FBI, onde alguns agentes os observavam de longe na esperança de assistirem a um novo espetáculo.

─ Bando de desocupados! Voltem aos seus postos de trabalho! ─ a Coração de Gelo sibilou e em seguida foi para a sala de Jasper, onde uma das secretárias tinha levado gelo para ele e o enfermeiro responsável por prestar os serviços de primeiros socorros aos agentes machucados em serviço tinha feito um curativo no canto da boca de Jasper e agora estava ponteando o corte do supercilio dele.

─ Me desculpe por isso, eu tentei impedi-lo, no entanto Edward é um homem impulsivo e eu nem sei como não te atacou ontem, pois ele viu aquele beijo. ─ Bella disse quando eles ficaram a sós.

─ Oh merda! Desculpe-me você, eu não queria te causar problemas. ─ afirmou.

─ Não se preocupe. Edward e eu já nós resolvemos. ─ ela o tranquilizou e teve sua atenção captada quando viu sobre a mesa dele uma intimação para o julgamento de Alice. ─ Eu não pensei Alice fosse ser julgada tão cedo. ─ Bella comentou ao ver que o julgamento estava marcado para dali dois dias.

─ Eu sei, mas eu movi alguns pauzinhos para agilizar o processo. ─ Jasper admitiu e ela assentiu.

─ Como não me mandaram nenhuma intimação acho que eu não terei que depor. Certo?

─ Sim.

─ Neste caso eu não irei, porque não quero ter que voltar a ver aquela cobra. ─ a esposa de Edward declarou e subdiretor anuiu.

─ É melhor mesmo que você não vá, mas assim que a sentença for dada você ficará sabendo a respeito. ─ ele lhe garantiu e a fria Coração de Gelo sorriu.

Bella então sacudiu a cabeça e aquela lembrança se foi substituída por outra mais agradável...

─ É muito bom saber que você está aqui e que eu não terei mais que lidar com uma cobra. ─ Bella declarou quando sua amiga Rafaela e ela se reencontram.

─ Eu também estou feliz por estar aqui e espero nunca mais ter que reencontrar com aquele ogro que quase me derrubou no chão quando cheguei aqui. ─ falou e a esposa de Edward riu.

─ Aquele “ogro” é meu marido e você se deparou com ele em um momento complicado. ─ ela disse e Rafaela ficou boquiaberta.

─ Jesus apaga a luz! Bom, digamos ao menos no quesito beleza você está bem servida, hein! ─ sua amiga disse e Bella nem se espantou com observação dela, pois já estava acostumada a sinceridade sem filtro de Rafaela.

─ Sim, eu estou. ─ a diretora do FBI concordou e naquele momento Jasper entrou em sua sala para lhe informar sobre o andamento de algumas missões, enquanto Rafaela ficou babando nele e aquilo não passou despercebido por Bella que logo pensou que eles formariam um lindo casal.

E depois desta boa lembrança Bella acabou se recordando do dia em que Alice foi sentenciada a 3 anos de prisão e Jasper terminou por afundar ainda mais a ex-diretora de contraterrorismo do FBI...

─ Você contou a um bando de serial killers que Alice é uma ex-agente do FBI? ─ Bella perguntou pasma a ele, mas por dentro o seu frio coração de gelo estava soltando fogos de artificio.

─ Sim e elas não ficaram nada felizes com a presença dela no presidio. Mais do que isso, Alice agora vai comer o pão que ela própria amaçou, enquanto serve de brinquedinho sexual para as detentas sedentas por um pouco de diversão antes de ser morta por elas, afinal este é sempre o destino final dos traidores. ─ Jasper disse sem um pingo de remorso em seu ser.

─ Eu gosto da maneira que a sua mente funciona e gosto mais ainda de saber que o fim dela não será agradável. ─ confessou e Jasper sorriu para ela.

O som de algo caindo no chão despertou Bella de suas lembranças e a fez seguir do escritório até a cozinha de sua casa onde encontrou Sue, a babá de Milla, mexendo em algumas coisas.

─ Algum problema senhora Cullen? ─ Sue lhe perguntou ao vê-la.

─ Não. Milla ainda está no quarto dela? ─ indagou.

─ Sim. Quer que eu vá chamá-la? ─ a babá se prontificou.

─ Não. Se você precisar de algo eu estarei no escritório. ─ murmurou e Sue assentiu antes dela lhe virar as costas.

Já no escritório Bella voltou a verificar seu e-mail e ao perceber que não havia nada de novo que pudesse ajudá-la a salvar Edward de um julgamento injusto ela voltou a afundar em suas lembranças da última semana...

─ Você não pode estar falando sério! ─ Jasper exclamou quando Bella lhe pediu que ele destruísse as provas físicas do assassinato de Charlie Swan contra ele.

─ Creia que se eu não tivesse a certeza de que Edward é inocente e houvesse a quem mais eu pudesse recorrer eu não estaria te pedindo isso, mas eu não tenho e sei perfeitamente das suas diferenças com o meu marido, entretanto independentemente dela não é justo deixar que um homem inocente pague por elas. ─ Isabella argumentou e Jasper não teve coragem de lhe negar ajuda.

─ Eu vou fazer isso, mas antes eu preciso ligar para um amigo. Ele irá me ajudar a desligar as câmeras e simular um apagão geral no prédio do FBI, pois ninguém pode saber que eu estive ali quando essas provas sumirem.

─ Está bem, no entanto você tem que me jurar que ele é de confiança. ─ ela disse e Jasper se aproximou dela segurando em suas mãos.

─ Não se preocupe. Meu amigo nem mesmo saberá o que eu estarei fazendo no FBI, mas você precisa ficar ciente que há outras provas físicas guardadas na marinha americana e elas podem até não condenar seu marido ao corredor da morte, porém com certeza não o deixarão livre a menos que o verdadeiro culpado seja encontrado. ─ seu amigo tratou de refrescar sua memória.

─ Eu sei e eu irei até o inferno se preciso for para encontrá-lo! ─ Bella afirmou e Jasper não teve dúvidas de que ela realmente o faria, pois havia em seu olhar o inconfundível brilho de determinação.

“Encontre um jeito de ajudar Edward a sair da cadeia ou o juiz responsável pelo caso decretará a transferência dele para um presidio militar de segurança máxima e lá muitos presos capturados por ele podem encontrar um modo de matá-lo.”

A chegada de novo e-mail na conta codificada de Bella a tirou de suas lembranças, mas ela não reconheceu o endereço do remetente.

“Quem é você?” Ela digitou em resposta.

“Alguém que já te amou, mas que hoje você conhece apenas como O Anjo.” Foi a resposta enviada a Bella.

“Por que você não se mostra para mim? Por que se esconde sempre?” A esposa de Edward o questionou.

“Porque ainda não chegou a hora de nos encontramos. Agora faça o que eu disse e salve o seu marido.” Quem quer que fosse aquele Anjo lhe ordenou e em seguida bloqueou qualquer forma de Bella entrar em contato com ele novamente.

Então ela agarrou as chaves do carro e pegou seu celular discando o número do coronel McCarty, enquanto caminhava para a porta de saída.

─ Sue, eu volto mais tarde! ─ gritou e bateu a porta de sua casa atrás de si. ─ Me encontre naquele bar próximo a base SEAL. ─ Bella disse quando o coronel a atendeu e antes que ele pudesse lhe dizer algo ela desligou.

E enquanto ia para lá Bella se viu recordando da segunda vez em que viu Edward ser preso diante dos seus olhos sem poder fazer nada para ajudá-lo...

Ainda era cedo, quase madrugada quando três agentes do FBI e dois oficiais da Marinha chegaram à casa de Bella e Edward para prenderem o general.

─ General Edward Anthony Masen Cullen o senhor está preso sobre a acusação do assassinato do general Charlie Swan. ─ um dos agentes disse quando Edward abriu a porta e Bella imediatamente saltou do sofá e se pôs ao lado do marido.

─ Vocês tem um mandado? ─ ela quis saber e os agentes do FBI estremeceram sob a frieza de seu olhar, mas os oficiais da Marinha se mantiveram impassíveis.

─ Sim, senhora e o general precisa vir conosco. ─ o mais corajoso dos três agentes lhe respondeu e Bella apertou a mão de Edward em uma tentativa de lhe transferir força.

─ Eu vou tirar você dessa, eu prometo. ─ Bella disse e o beijou.

Edward assentiu e diferente da primeira vez em que ele foi algemado desta vez Edward estava tranquilo, porque tinha a certeza de que Bella jamais o abandonaria novamente.

Ela por outro lado assistia aquela à cena sentindo-se igualmente impotente, mas em seu ser havia a certeza de que seu marido era inocente e a obstinação em tirá-lo daquela situação.

─ Por que você me chamou até aqui? ─ o coronel perguntou quando os dois se encontraram no bar.

─ Fui informada de que o juiz que está cuidando do caso de Edward quer transferi-lo para um presidio militar de segurança máxima. ─ respondeu e ele a encarou espantado.

─ Você tem certeza disso? ─ indagou.

─ E sob que alegação ele pretende fazer isso? ─ questionou.

─ Não sei, mas eu não posso permitir que isso aconteça ou Edward pode acabar sendo morto, por isso te chamei aqui para me ajudar a pensar em algo. ─ Bella disse ao melhor amigo de seu marido.

─ Bom, a única ideia que me ocorre é o ajudamos a fugir da delegacia. ─ falou.

─ Emmett, mas isso complicaria a situação dele! ─ apontou.

─ Eu sei, no entanto é melhor do que ele ir para um presidio militar de segurança máxima. ─ asseverou e Bella assentiu.

─ E como faríamos isso sem nos comprometemos? ─ indagou e depois continuou. ─ Pois se ficarmos comprometidos nós não poderemos mais ajuda-lo.

─ Bem, dois dos policiais que trabalham naquela delegacia me devem alguns favores, então com um pouco de persuasão eu tenho certeza que eles fariam o trabalho sujo por nós. ─ respondeu.

─ Entre em contato com eles então e garanta que Edward escape de lá ainda hoje. Enquanto isso eu irei providenciar algumas coisas que ele irá precisar. ─ Bella disse e Emmett concordou.

Depois disso cada um deles seguiu por um caminho diferente e durante a madrugada eles se encontraram na rua deserta na qual os policias que deviam favores a Emmett deixariam o general após a fuga dele da cadeia.

─ Nós nos veremos em breve, pois logo esse pesadelo irá acabar. Eu prometo! ─ Bella assegurou a Edward e ele a abraçou apertado.

─ Eu amo você neném. ─ ele disse e sua esposa o beijou.

─ Eu também te amo. ─ retrucou e se afastou para que Emmett também pudesse abraçá-lo.

─ Não se preocupe. Enquanto você estiver fora eu estarei cuidando da sua família. ─ seu amigo lhe assegurou e Edward lhe encarou emocionado.

─ Obrigado, irmão e desculpe pelas vezes em que discutir com você. ─ falou.

─ Irmãos sempre brigam. ─ retrucou antes de Edward entrar no carro que ele usaria até seu próximo destino.

Destino esse que por uma questão de segurança era completamente desconhecido por Emmett e Bella, mas Edward sabia perfeitamente o que fazer, pois ele era um homem treinado para sobreviver as mais adversas circunstâncias possíveis.

─ Diga a nossa filha que eu amo! ─ o general pediu a Bella e em seguida deu partida no carro arrancado daquela rua deserta segundos depois.

─────

Três dias tinham se passado desde a fuga de Edward e jornais não falavam de outra coisa, mas Bella os ignorava e se concentrava em proteger sua filha dos comentários maldosos das pessoas, enquanto sua mente seguia mergulhando nas lembranças daquela semana que se passou...

─ Então não há nada mesmo que possamos fazer para ajudar Edward? ─ Esme indagou quando Carlisle e ela foram à casa de Bella e Edward.

─ Não. Encontrar o verdadeiro assassino seria a única solução. ─ respondeu.

─ E como minha neta tem reagido a essa situação? ─ Carlisle perguntou e por um breve instante Bella teve a sensação de que ele estava tentando mudar o foco da conversa, mas logo ela pensou que isso com certeza era coisa da sua cabeça, pois seu sogro amava o filho mais que a si mesmo.

─ Mal e eu tenho tentado preservá-la dos comentários maldosos o máximo possível. ─ respondeu.

─ Será que nós podemos ir até lá em cima falar com ela? ─ Esme questionou receosa com uma possível rejeição de Bella ou da própria Milla.

─ Claro. ─ a esposa de Edward disse e depois os guiou até o quarto da menina, onde Milla foi bem receptiva e Bella se sentiu segura para deixá-los sozinhos aproveitando aquele momento especial.

A campainha então tocou e ao despertar de suas lembranças Bella abriu a porta e se deparou com sua cunhada Rosalie e com uma garotinha que só poderia ser a filha dela.

─ Olá. ─ Bella as saudou ao mesmo tempo em que se perguntava o que sua cunhada poderia estar fazendo ali na casa dela.

─ Olá. Bom, eu sei que a nossa relação está longe de ser cordial e talvez nunca volte a ser, mas será que minha filha e eu podemos entrar? ─ Rosalie perguntou.

─ Claro. Sejam bem-vindas. ─ a Coração de Gelo tentou ser educada com elas e depois lhes deu espaço para que as duas pudessem entrar.

─ Obrigada e não se preocupe, pois eu irei direto ao ponto. ─ a irmã de Edward disse e Bella gostou de ouvir isso.

─ Okay. Sente-se e me diga do que se trata essa visita, mas antes me responda se Noelli ou você gostariam de beber um suco. ─ a esposa de Edward disse e ao escutar seu nome a garotinha lhe olhou com curiosidade.

─ Noelli e eu estamos bem assim. ─ Rosalie respondeu e Bella não pôde deixar de notar no quanto àquela garotinha tinha traços parecidos ao do coronel McCarty.

─ Está bem. O que a trás aqui então? ─ indagou.

─ Milla. Eu imagino que minha sobrinha esteja triste e pensei que trazer Noelli para vê-la poderia distraia-la um pouco. ─ explicou e sua cunhada concordou.

─ Neste caso eu vou levá-la até o quarto de Milla e depois descerei para que eu possa tirar uma dúvida. ─ Bella decretou e em seguida pegou Noelli em seus braços e sorriu para ela quando a garotinha acariciou seu rosto. ─ Olá querida. Eu sou a tia Bella e irei levá-la até a sua prima para que vocês possam brincar juntas. Está bem? ─ Bella conversou com ela e Noelli sorriu para ela.

─ Sim. ─ a garotinha falou e encantada com aquela vozinha infantil Bella a abraçou e depois de inalar seu cheirinho gostoso a beijou antes de subir as escadas que direcionavam para o segundo andar da casa.

Cinco minutos depois Bella estava de volta à sala e lá encontrou uma Rosalie bestificada com seu carinho por Noelli.

─ Nem todos precisam conhecer a face da fria Coração de Gelo. Alguns têm a sorte de conhecer apenas um pouco do meu eu verdadeiro. ─ Bella disse ao notar o estado de sua cunhada e Rosalie sacolejou a cabeça.

─ Qual a dúvida que você gostaria de tirar? ─ a loura perguntou mudando por completo o rumo daquela conversa.

─ Edward sabe Noelli é filha do melhor amigo dele? ─ ela disparou pegando Rosalie de supetão.

─ Eu não sei do que você está falando. ─ Rosalie negou de imediato, mas Bella não se deixou levar.

─ Sabe sim e se o coronel McCarty já viu essa menina e não se deu conta do óbvio é porque ele é um tolo completamente cego, pois eu não preciso de nenhum exame de DNA para saber que eles são pai e filha. ─ afirmou e sua cunha se viu sem saída.

─ Sim. Edward sabe, mas me jurou guardar segredo sobre isso. ─ Rosalie admitiu por fim.

─ Pois se eu você contaria a verdade ao coronel, pois ele merece saber que tem uma filha e Noelli merece saber quem realmente é o pai dela. ─ sua cunhada opinou e Rosalie a encarou com raiva.

─ Falou à mulher que manteve pai e filha afastados por mais de uma década. Que direito você acha que tem de me passar lição de moral? ─ a loura grunhiu e a esposa de Edward não se deixou abalar.

─ Nenhum. E eu errei feio ao fazer isso, mas ao menos minha filha teve a chance de conhecer seu verdadeiro pai e se algum dia você decidir contar ao coronel McCarty deixei seu irmão fora disso, porque eu não sou fã deste cara, porém Edward o adora e eu imagino o quanto tem sido difícil para ele esconder do melhor amigo dele um segredo desta proporção por lealdade a você que é irmã dele. ─ Bella retrucou agressiva e lá estavam as garras da Coração de Gelo surgindo, pois esta era uma reação sua quase que natural toda vez que alguém atacava.

Após isso as duas ficaram em um completo silêncio e logo depois Rosalie subiu para falar com Milla.

E mais uma vez Bella se viu prisioneira das suas lembranças, mas desta vez a lembrança que lhe veio à mente era muito mais antiga...

─ Ah rá! Achei você senhor Charlie Swan! ─ Bella exclamou ao encontrar seu pai em um canto escondido da base SEAL.

─ Credo garota! Você quase me matou de susto! ─ seu pai reclamou ao se assustar com a chegada dela.

─ Desculpe papai, mas eu estou lhe procurando há horas. O que o senhor está fazendo? ─ ela me perguntou curiosa ao vê-lo com uma velha na mão.

─ Nada demais. Apenas escrevendo algumas antigas lembranças e se algum dia quando eu morrer você quiser descobrir sobre elas vá a velha casa do largo que eu construí para você quando você era apenas uma criança e talvez assim você possa salvar uma alma inocente. ─ Charlie disse a Bella, mas aquelas palavras dele foram esquecidas por ela durante um logo tempo até regressarem a sua mente naquele instante.

─ Sue cuide de Milla para mim. Eu volto assim que possível. ─ Bella gritou para a babá de sua filha ao voltar ao presente e antes mesmo de ouvir uma resposta ela saiu correndo em direção ao seu carro, porque finalmente tinha se recordado de algo que talvez pudesse inocentar o seu marido de uma vez por todas.

Continua...