Coração de Gelo (Versão antiga)
16 Magoa e raiva
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS!!!
Demorou alguns instantes para que Edward se recuperasse do choque da atitude de sua mulher e reagisse, mas finalmente aconteceu e ele rolou pelo chão para escapar de mais um soco que ela tentou lhe acertar no rosto e depois mesmo com suas costelas incomodando ele se ergueu rápido e teve que saltar antes que pela segunda vez Bella lhe desse uma rasteira. A mulher era um perigo!
–Bella pare!-Edward gritou.
–Eu te avisei Cullen, eu disse que você ia se arrepender de si aproximar. – ela grunhiu, tentado acertá-lo com um chute, mas não era tão fácil assim. Edward era tão habilidoso e ágil quanto ela. Ele se movia desviando dos golpes dela como um felino.
–Será que você pode parar de agir como uma louca e pelo menos me explicar porque está me atacando?
–Ah, mais que gracinha! De repente sua memória se apagou. Quanto tempo mais você pretendia ocultar sua amante? Ou você por acaso achou que eu jamais descobriria a tal Renata?- ela atirou as palavras contra Edward. Completamente atônito ele arregalou os olhos.
–O que Renata tem a ver com isto? — ele questionou sabendo que isso a enfurecia mais ainda, mas precisava saber e, logo mais objetos voaram em sua direção, enquanto sua mulher parecia um búfalo ensandecido, ou seria uma tigresa raivosa?
–Pelo menos não tem cara de pau de negar sua amante. –ela grunhiu.
–O que disse? — Edward ficou tão surpreso com as palavras de sua mulher que mal pôde acreditar em seus próprios ouvidos.
Merda, ele não estava entendendo nada!
Por um instante, pelo mais breve dos instantes Bella pareceu se cansar de tentar atacá-lo e ele baixou a guarda. Este foi seu maior erro.
Bella voltou a jogá-lo chão e o teria atacado sem piedade não fosse o fato de Edward ter agido de modo rápido e a derrubado também. Depois se jogou sobre ela a imobilizando e deixando presa sob seu corpo.
A esta altura com a briga deles metade da sala estava revirada, já que Edward esbarrava nas coisas e com seu peso as derrubava, enquanto tentava desviar dos golpes.
Bella estava arfante. Seu peito subia e descia com a respiração irregular destacando o vale de seus seios.
–Por acaso virou surdo agora? – as palavras saíram entrecortadas devido sua fúria quase cega e o fato de Edward estar sobre ela de modo tão próximo. -Acho que fui muito clara, mas já que decidiu bancar o desmemoriado vou refrescar sua memória. Eu estou falando de Renata Collins. Uma loira vulgar, que para minha surpresa, esta manhã ao acordar descobri que é sua amante. –Bella quase rosnou ao falar.
Com certeza o ciúme será o eterno pior veneno para a alma de um ser humano.
Edward ficou boquiaberto.
Há meses que ele não via Renata, há muito tempo ele a evitava de todos os modos possíveis depois de se cansar de toda a futilidade daquela mulher e sim Renata era vulgar, mas porque Edward sempre buscava o oposto de Bella nas mulheres com quem se envolvia. Ele acreditava que assim, sua tortura seria menor. Agora como ele poderia ter sido tão sortudo ao ponto de sua mulher descobrir seu antigo caso? Edward pensou cheio de ironia.
–Entre Renata e eu não existe nada. –ele esclareceu.
–Não me venha querer fazer de idiota, Cullen! Esqueceu que como diretora do FBI é muito fácil para mim rastrear a vida de alguém? Acha mesmo que eu não investiguei de fato se ela algum dia se envolveu com você? Pois saiba que sim!- Bella gritou, lutando para se soltar do agarre do marido, mas soltá-la era a última coisa que ele tinha em mente naquele instante.
–Pois se é tão esperta assim senhora diretora deveria saber que sim eu me envolvi com Renata Collins, mas que há meses eu não há vejo. Entre ela e eu nada mais existe caramba!-o general rugiu irritado com a falta de confiança da esposa.
–Ah é? Pois não é o que ela pensa e tão pouco o que espalha por ai! Para todos que pode ela diz ser sua mulher, afinal que piranha não vai querer esse titulo?-ela o desafiou com os olhos gélidos como a mais fria neve.
Sim. Bella tinha feito seu dever de casa muito bem, havia tido o sangue frio de buscar todas as informações ao seu alcance antes de arrebentar aquela vaca loira.
De repente um pensamento que veio a mente de Edward fez com ele mentalmente se amaldiçoasse.
Droga, de verdade havia meses que ele não via Renata, mas como ele não chegou a dizer a ela que tudo estava acabado entre eles Renata ainda devia imaginar que eles estavam juntos já que em outras vezes ele já tinha desaparecido por meses, por causa do trabalho e depois voltado a procurá-la.
Que estúpido foi! Mas a verdade é que com o regresso de sua esposa e filha ele pouco foi capaz de se concentrar em algo mais.
Bella notou que Edward se perdeu em pensamentos e aproveitou tal distração para se livrar do agarre dele e se pós de pé.
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–Não ouse me agredir novamente. –o general avisou também se erguendo rapidamente e se colocando em posição de defesa.
Ele não tinha a menor ideia de qual seria a próxima loucura de sua mulher. A expressão de Bella era uma incógnita. Seu rosto não demonstrava nenhum sinal de alerta, enquanto seu olhar ainda se mantinha assustadoramente frio.
–Oh, agora virou covarde, foi?-ela o provocou.
–Covarde eu seria se nesse instante eu revidasse exatamente como você merece. –Edward rebateu.
–Que nobre da sua parte. –debochou.
–Chega!-ele gritou com sua última gota de paciência indo pelos ares. –Renata sim pode crer que temos algo ainda, mas não temos. Meu único erro nessa droga toda foi não ter dito a ela isso com todas as palavras. E sabe por que eu não fiz isso? Porque você voltou a minha vida como um furacão varrendo tudo como um vendaval e eu me esqueci de tudo mais. E sabe por quê?-Bella abriu a boca para falar, mas Edward não deixou. –Não, não sabe. Porque se soubesse não estaria aqui agindo como uma louca. É porque eu te amo como um imbecil, Isabella, é porque meu mundo ainda gira em torno de você, mas isso é bem idiota da minha parte já que tudo isso não basta para a poderosa diretora. –o discurso do general foi energético, duro, no entanto verdadeiro.
Ela nada disse, naquele instante a sensação que dava é de que ela não conseguia assimilar e sentir nada além de raiva, se dele ou dela mesma Bella já não sabia dizer.
–Aonde você vai? -ela perguntou quando ele passou direto por ela em direção a porta de saída.
–Não é da sua conta!-respondeu e saiu batendo a porta com força.
Para Edward, Isabella era sua maior força, mas também sua maior fraqueza e se as coisas continuassem assim entre eles, ela ainda seria sua destruição.
O general não gostava de admitir, mas a verdade é que muitas vezes durante a noite ele a observava dormir, pois era em momentos como esse que ela mais se parecia com a antiga Bella. Aquela Bella que costumava ser doce, sensível e tão delicada que tudo ao seu redor parecia ameaçá-la. Aquela mulher que o amava com intensidade, com paixão. Aquela Bella que costumava acreditar em seu caráter honrando. Ele admirava muitas coisas nessa nova Bella, como sua força, sua determinação, sua coragem, sua autoconfiança, sua capacidade de encarar os perigos de frente, mas detestava essa sua desconfiança e insegurança tão autodeclarada em relação a ele.
Será que ele não merecia o mínimo de confiança? Ele era acusado de um crime? Sim, era. Um crime que afetava diretamente a relação deles? Sim. Mas ele não era culpado e a própria Bella escolheu ficar com ele, então por que não lhe dava o mínimo de crédito? A realidade crua da situação magoava o general muito mais do que ele queria admitir.
Quando saiu de casa ele foi direto para um hospital verificar a intensidade dos danos provocados em sua costela durante a briga e as noticias não eram nada animadoras. Outra vez ele teria de ficar de molho por pelo menos um mês, o que significava mais trabalho acumulado, mais mau humor e irritação da parte dele para com os seus homens, porém a sua vontade era sumir e só voltar quando estivesse de cabeça fria e tivesse certeza de que não faria ou diria alguma besteira da qual se arrependeria depois, se não fazia isso é porque no meio de tudo isso havia Milla que em nada era culpada pelos problemas dos pais.
–Por acaso voltou às missões antes do tempo que eu disse que era aconselhável ao senhor general?
–É o meu trabalho doutor. Não posso fugir dele, preciso manter as coisas seguras para os cidadãos. –mentiu.
–Sabe general, eu costumava pensar bem parecido com o senhor. Eu meio que era viciado em trabalho, preocupado demais com os outros a ponto de esquecer de mim mesmo até o dia em que sofri um infarto quase fatal e lembrei que eu também precisava cuidar de minha própria saúde e que além de mim mesmo existia minha família e pelo que vejo essa aliança em seu dedo indica que o senhor é casado, então antes de voltar a se atirar nas missões lembre-se que sua família precisa do senhor, que a sua mulher sofreria muito se a deixasse viúva.
Ah se você soubesse. Edward pensou.
–Não prometo nada, mas tentarei levar em conta suas palavras caso precise agir.
–É bom mesmo general, por muito pouco suas costelas não voltaram a se fraturar.
[***]
Em casa depois de limpar toda a bagunça feita na sala Bella tentava encaixar as peças em sua cabeça. Edward havia sim se envolvido com Renata, mas não depois dela regressar a vida do marido, então ele não lhe havia traído, afinal ela não considerava traição o tempo que ele se envolveu com outras mulheres enquanto ela o havia abandonado, e como seu marido havia dito ela havia agido como uma louca.
Ok. Qualquer mulher tiraria conclusões precipitadas depois da ligação que ela atendeu, mas não faria o que ela fez. Talvez algumas até quebrassem alguns objetos, mas não sairiam agindo como a rainha do box como ela fez. Sairiam? Isso era o de menos no final, o que de fato lhe importava agora era que ela havia magoado seu marido não só fisicamente, mas emocionalmente e agora não sabia como concertar sua burrada.
–Oh merda!-a morena gemeu frustrada.
A água mona caia por seu corpo levando junto os últimos vestígios de seu sabonete. Depois disso ela desligou o chuveiro, vestiu seu roupão de banho e saiu em direção ao quarto cercando seus cabelos com uma toalha.
–Edward. –Bella disse ao vê-lo de volta, parado no meio do quanto.
–Cala a boca. –o general ordenou.
Continua...
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