Notas iniciais
Oi, meninas! Obrigada pelos comentários, amanhã eu volto com mais um capítulo!

Para algumas pessoas foi impossível não escutar algumas partes da briga entre o general Cullen e a diretora do FBI e ficou ainda mais claro para todos que a coisa tinha sido feia quando o general saiu da sala da diretora como um furacão raivoso e quase levou ao chão a nova diretora de contraterrorismo.

—Mas quem é esse babaca?-ela perguntou a Jasper que a aparou evitando que ela fosse ao chão.

—É o general SEAL, Edward Cullen. –a mulher arregalou os olhos, já tinha ouvido falar daquele homem, mas nunca pensou que iria conhecê-lo assim. –Ele vem sempre aqui?-perguntou.

—Com mais frequência do que eu gostaria. Agora, por favor vamos até minha sala conversar mais sobre suas novas atribuições.

—Ok. –respondeu e o seguiu.

Dez minutos depois Isabella saiu de sua sala com cara de poucos amigos e olhos vermelhos.

Todos se deram conta de que a fria coração de gelo esteve chorando.

—Lizz.

—Pois não senhora?-a secretária respondeu.

—Onde está Jasper?-indagou.

—Na sala dele em reunião com a nova diretora de contraterrorismo. Deseja que eu o chame?-Lizz questionou solicita.

—Não. Eu irei até lá. –murmurou e saiu em direção a sala dele.

—... Não sei, como eu já disse não concordo com a forma que esses cronogramas de missão estão montados. Se eu fosse você os refaria. –Bella escutou uma voz anasalada vindo de dentro da sala de Jasper dizer.

—Já disse que assim foi decidido e assim ficará. O modo como foi montado está perfeito. –ele respondeu.

—Mas Jasper... –a dona da voz tentou argumentar.

—Alice esqueceu que o chefe aqui sou eu e não o contrário?-Bella escutou o subdiretor dizer em tom de repreenda a tal Alice.

O mais engraçado de tudo é que simplesmente o som da voz dessa tal Alice havia feito Bella sente-se enjoada.

—Desculpe, eu não quis questionar sua autoridade, mas com sinceridade acho estúpido o modo como tudo foi planejado.

—Pouco me importa o que acha de minhas decisões agente Brandon, lembre-se que o seu dever aqui é fazer o trabalho pelo qual é paga para fazer e não se meter no que não é da sua conta. –a diretora escutou Jasper grunhi.

—Sim, senhor. –a tal Alice respondeu pouco antes da diretora adentrar na sala.

—Atrapalho?-ela indagou para Jasper.

—Bella! É claro que não. — o subdiretor respondeu deixando a expressão de irritação dá lugar a uma de alegria ao vê-la.

—Eu preciso falar com você, agora. –Bella disse sentando-se na cadeira vaga de Jasper atrás da mesa dele.

—Será que não ver que estamos em reunião?-Alice questionou furiosa.

—Alice! Isso não é modo de falar com a chefe do FBI. –Jasper a repreendeu de imediato deixando-a boquiaberta com a informação dada.

—Senhora me desculpe, eu não tinha ideia. Eu... eu vou tomar um café e volto depois. –murmurou totalmente envergonhada.

Bella apenas a encarou.

—Eu sinto cheiro de encrenca de longe e essa Alice cheira a ela. Não gostei dessa mulher. –Bella disse quando escutou os passos de Alice se afastarem da porta da sala.

—Creio que tenha razão, mas vou tratar de cortar as asinhas dela muito em breve.

—Faça isso, pois eu não quero ter problemas com essa criatura.

—Pode deixar, mas sobre o que precisa falar comigo?

—Já teve o desprazer de conhecer o agente especial Daniel Clark?-ela questionou.

—Sim, eu mesmo autorizei a transferência dele para cá. Algum problema?

—Todos do mundo! Daniel Clark só pediu transferência para cá com uma intenção. Infernizar a minha vida!-respondeu irritadiça.

—O quê? Bella isso é sério?-Jasper indagou completamente surpreso com a revelação.

—Sim. Edward acaba de me pedi o divorcio por culpa desse infeliz e a minha vontade é ir até ele e matá-lo!

—Por favor, não faça isso. Eu fiz a burrada de autorizar a transferência dele, então é meu dever lidar com ele. Mas o que Daniel Clark fez de tão grave a ponto do general lhe pedi o divorcio? Eu vi quando ele saiu da sua sala e parecia transtornado, mas não imaginei que fosse algo tão grave.

Bella suspirou antes de responder.

—Alguns anos após Edward e eu nos separamos Daniel e eu nos envolvemos e hoje ele decidiu me beijar de surpresa. Edward viu, sacou as conclusões erradas e cego de ciúmes me pediu o divorcio.

—Isso é uma merda!

—Sim, é e furioso como ele está não acreditará em nada do que eu diga agora.

—Eu sinto muito, querida. Se eu soubesse jamais teria autorizado a transferência dele, mas lhe prometo que a partir de agora o vigiarei de perto e não permitirei que chegue perto de você.

—O mantenha também longe de Edward ou um de nós dois acabará cometendo uma loucura. –avisou.

—É claro.

—Agora eu vou para casa, se precisa de mim ligue para o meu celular.

—Ok. –Jasper respondeu pouco antes dela sair da sua sala.

[***]

Diferente do que Bella disse a Jasper ela não foi para cada e acabou dirigindo sem rumo pela cidade por um bom tempo até chegar em frente ao parque principal da cidade, ali a diretora parou o carro e ficou observando os casais que por ali passeavam. Casais que realmente pareciam felizes, que pareciam se divertir juntos, que pareciam se amarem de um jeito incondicional e que pareciam confiarem um no outro.

Tão diferentes dela e de seu marido.

Bella já estava cansada desta guerra emocional, já não suportava mais se fazer de durona. Essa não era sua verdadeira natureza. Essa era apenas uma máscara que aprendeu a usar diante de todos para se defender dos ataques do mundo ao seu redor.

No fundo ela continuava sendo aquela mesma menina doce e frágil. Aquela menina-mulher que sempre fora amiga, confidente, carinhosa e até mesmo indefesa e muitas vezes confusa. E era esta confusão, este seu lado indefeso que a fazia agir tão erroneamente, que aparentemente a transformava em uma criatura fria e arrogante.

Toda esta confusão dentro de si a fazia cometer loucuras e machucar quem mais ela amava na vida, mas era muito difícil não se sentir confusa quando ela não podia contar verdadeiramente nem com a própria mãe, que de tudo fazia para encher sua cabeça. Mas nem sempre foi assim, nem sempre ela se sentiu tão só. Um dia Bella havia confiado cegamente em seu pai, em seu marido.

Dois grandes homens que representavam muito em sua vida, dois homens que tinham bem mais que uma relação de sogro e genro, dois homens que eram amigos e haviam se transformado em seu porto seguro, mas esse porto seguro se destruiu com o assassinato de seu pai.

—Seria tão mais fácil se você estivesse aqui papai. Sempre que eu não sabia como agir você me ajudava, me dava alguma luz de certa forma. Aonde quer que você esteja deve está detestando minhas atitudes e eu não o culpo por isso, eu mesma muitas vezes detesto o que faço e sei que estou errada. –as lágrimas corriam soltas por seu rosto enquanto ela falava com a voz entrecortada, seu corpo tremia e com a mão nos lábios ela tentava conter os soluços que a sacudiam. –Eu sei que não é desculpa, mas se ajo assim é porque se para o mundo eu sou segura de mim por dentro, em meu coração, onde só eu sei o que se passa, eu me sinto perdida, desamparada. E eu já nem sei mais se Edward ainda continua me amando ou se eu matei este amor que batia em seu peito por mim, a única coisa que eu sei é que aquela menina que ele aprendeu a amar um dia ainda continua aqui dentro de mim, mas o problema é que agora eu não sei se ele ainda se lembra desta menina e também não sei como me desarmar para mostrá-la a ele, para ser para ele a mulher que Edward precisa e merece e ainda assim seguir fechada para o resto do mundo.

Ela suspirou.

—Não dá para ser eu mesma com todos agora porque ainda preciso descobrir quem realmente te matou. Pai você sempre me conheceu melhor que todos e você já deve saber que faz algum tempo que não acredito que Edward seja o culpado e é por isso que preciso seguir sendo dura, fria e às vezes até mesmo cruel. Eu serei assim com o resto do mundo até pegar o verdadeiro culpado e salvar Edward de um destino tão injusto. –Bella enxugou as lágrimas, mas elas continuaram correndo com mais abundancia. –Não vou deixá-lo mais pagar por algo que não fez, mas que por um tempo eu deixei mamãe me manipular e me fazer acreditar que sim. Como fazer tudo isso sem perdê-lo? Como desarmar apenas uma parte de mim? A parte que sempre foi e seguirá sendo dele. Me diz papai porque eu não sei. Me diz se Edward ainda é capaz de lembrar daquela menina que aprendeu a amar. -ela implorou.

Há muito tempo estava complicado para ela levar sozinha essa carga emocional sobre os ombros e Bella já não sabia por quanto tempo mais seria capaz de continuar suportando-a.

Mais de uma hora se passou até ela conseguir controla-se novamente e colocar o carro em movimento outra vez.

[***]

Toda esta situação que estava vivendo em seu casamento no fundo estava matando Edward. Desde que Bella regressou o casamento deles não havia sido mil e uma maravilhas, mas também não havia sido de todo mal, nem de longe tinha sido tão terrível como estava sendo agora, quando se enfrentavam como búfalos.

Ele queria ser capaz de dizer a si mesmo que já não amava Isabella, mas isto era impossível, pois seria uma grandíssima mentira. Mas o amor que vivia em seu peito parecia já não importa, parecia já não ter a mesma força de antes para enfrentar o que fosse. Ela havia matado essa força ao fazer a única coisa que ele não tinha a capacidade de perdoar. Ela o traiu com outro.

E constatar esse fato o fazia sentisse vazio, o fazia sentir uma imensa dor no peito. Dor que nada parecia ter o poder de curar.

Nada do que Isabella lhe dissesse mudaria as coisas entre eles. Edward estava disposto a partir, há esquecer tudo aquilo que um dia viveram e que ele realmente pensou ser verdadeiro, mesmo que isso levasse tempo é o que Edward faria, ele só precisaria achar um jeito de neutralizar Isabella e manter Milla em sua vida.

Não era assim que um dia Edward imaginou que as coisas aconteceriam entre eles, mas eram assim que terminariam.

—Por que fez eu te ama tanto? Só para destruir tudo e pisar em meu coração como se eu fosse menos que nada, era essa sua intenção Isabella?-ele perguntou a si mesma sentindo seu peito se apertar de dor a cada segundo mais. –Por que Isabella? Por que teve que ser tão egoísta e dar a última cartada para destruí-me? Eu te apagarei de mim, não importa o preço. Eu esquecerei aquela menina que um dia aprende a amar porque tenho que me convencer de uma vez por todas que ela já não existe há muito tempo, eu tenho que entender que você mesma fez questão de matá-la.

Ali no escritório da casa deles, sozinho Edward chorou por acreditar que jamais foi capaz de ser o suficiente para sua mulher, por acreditar que já não havia voltar para eles, por crer firmemente que não conseguiu fazê-la acreditar em sua inocência e se ela não acreditava talvez Milla também jamais acreditasse, por acreditar que jamais foi amado na mesma intensidade que ainda a amava e que jamais teve de volta a mesma entrega verdadeira com que se deu a Isabella.

Estava lhe matando tentar dizer adeus aquele amor que tão firmemente ainda vivia dentro dele e ele estava tão centrado em sua dor que mesmo percebeu que sua filha já havia chegado em casa e o observava chorar com coração apertado por não saber pelo que seu pai estava sofrendo e não poder ajudá-lo.

Continua...