Coração de Gelo

6 O Castelo Bárbaro


Notas iniciais
Desculpem a demora, é que eu não tive tempo de vir aqui por causa do colégio... Well, aí está o capítulo.

Era 19:30, estavamos comendo lanches no nosso quarto, enquanto pensavamos um jeito de entrar no castelo do pai de Carol. Foi então que me ocorreu uma ideia.

- E se você entrasse fingindo que nós somos prisioneiros e dizer que vai levar-nos para a guilhotina. — eu disse.

- Talvez não funcione... — Lucas falou.

- Sempre dá certo nos filmes. — argumentei.

- Temos que tentar. É nossa única chance. — Carol falou.

Então, entramos no castelo sendo puxados por Carol, que disse nos levar ao Rei Bárbaro. Aquilo realmente funcionou, como nos filmes. Essa é a boa notícia. A má é que fomos descobertos.

Corremos para as escadas. Era nossa única chance. Então chegamos a uma sala. Nem olhamos o que tinha atrás de nós, por que estávamos preocupados com os guardas. Mas Lucas tinha ficado para trás, tinha sido preso. Eu tentei salvá-lo, mas Carol disse que depois salvaríamos ele, agora não tínhamos tempo, ou seríamos presas.

- Dani... — Carol começou.

- O que foi, Carol? Parece que você viu um fantasma. — disse.

- Pior. — ela disse, me virando para que eu pudesse ver.

Então, o Rei Bárbaro saiu de seu trono, para... Nos matar, ou algo assim, não sei de seus objetivos.

- Até que foi um tanto quanto... fácil. — disse.

- Mas não vai ser tão fácil assim me derrotar. — berrou o Rei.

- Você acha que não vai. — Carol terminou o que eu disse.

Então, começamos a batalhar. E eu percebi uma coisa: ele não parava congelado. O gelo derretia ao encostar na armadura dele.

- É, talvez não seja fácil. — disse.

- Deixa comigo essa parte, então. — Carol falou.

Então, aquilo virou um tanto quanto pessoal, uma luta de pai contra filha. Ela marretava a armadura, ele lançava flechas, ela desviava... Afe, tinham que ser bárbaros.

- Carol, segura ele! Eu tenho uma idéia! — gritei.

Então, ela o segurou o mais forte que pode. Eu subi correndo uma pequena escada que levava a uma alavanca. Então, uma enorme e pesada espada de prata caiu em minhas mãos. Foi aí que eu percebi: Aquela era a espada que o Rei roubou de Zeus.

Carol não aguentou, e o soltou, para não ser esmagada, e tentou desviar o golpe que seu pai lhe deu, mas não conseguiu. Foi jogada contra a parede.

Pulei a frente do Rei e amecei a enfiar a espada no peito dele.

- Danielle, alguém tão doce como você não faria uma coisa assim, faria? — o Rei disse, suando frio.

- Faria. Você não pode simplesmente me levar a um lugar para ser criada longe de quem deveria, e tentar me matar só por causa dos meus poderes! — gritei, enfiando-lhe a espada no peito.

Então, fui ao lado de Carol, quando percebi onde ficava a guilhotina de lá: Bem ao lado do trono. E Lucas estava lá.

- Dani, Carol, me ajudem! — ele gritou, implorando por ajuda.

- Vocês podem ter me derrotado, mas vou levar um prêmio de consolação: seu amigo Lucas! Cortem sua cabeça! — ordenou o Rei.

- Lucas, não! — gritei, correndo até ele.

Mas era tarde demais. Acionaram a guilhotina, matando Lucas. Então o Rei foi rindo, até morrer. Os guardas se afastaram, pois agora Carol era a rainha, e podia levar eles a guilhotina. Então, deixamos a carcaça podre do Rei para trás fomos andando até a floresta.

- Carol, existe o mundo inferior? — perguntei.

- Até existe, mas não daria pra ir lá. — ela respondeu. — Porque? Quer ir atrás de Lucas? — ela perguntou.

- Queria. Aliás, ainda quero. -

- Então tá, mas precisamos de um gato. -

- Ué, porque um gato? — perguntei.

- É o único meio de ir ao mundo inferior. -

- Então vamos até aquela loja. -

- Temos que achar o gato, e ele tem que concordar. -

Então, andamos mais um pouco, no mais profundo silêncio, que foi quebrado, por um miado.

- Ouviu isso, Carol? -

- Esse miado? Ouvi sim. -

Então, atrás de nós, apareceu um gatinho bebê, cor de Toddynho. Carol correu atrás dele, mas ele fugiu.

- Calma, Carol. — começei — Já tive um gato. Quanto ele fugia eu cantava, e se ele ouvia, ele vinha correndo.

Há uma estrada de pedra

Que passa na fazenda,

É teu destino, é tua senda

Onde nascem tuas canções...

Então o gatinho voltou.

Eu me perdi, perdi você.

Perdi a voz, o seu querer

Agora sou somente um...

Ele pulou no meu colo, me acariciando com a cabeça.

- Viu? — falei. — Agora só precisamos chegar ao Mundo Inferior. Você nos leva? — perguntei, olhando para o nosso gatinho.

Ele olhou para mim, e mexeu a patinha, apontando a leste. Eu nem acreditava. Agora mesmo estávamos seguindo para o reino de Hades...

~ Continua ~

Notas finais
Quanto ao "cor de Toddynho", aquilo foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. >.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.