Coração Dividido
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Era noite no reino de Álfheim, e todos dormiam silenciosamente. Das sombras da noite, vários seres encapuzados conseguiram ludibriar alguns guardas, enquanto os outros eram mortos silenciosamente. Os intrusos encapuzados invadiram o palácio em busca de alguma coisa, e pararam em frente ao quarto dos príncipes élficos. Primeiro foram até o quarto da princesa escarlate, e a encontraram dormindo inocentemente de um jeito puro e ao mesmo tempo sexy. Radathra sentindo que alguma coisa estava errada despertou, mas continuou de olhos fechados para que os intrusos não adivinhassem que ela estava acordada. Ela podia ouvir seus risinhos, e sua respiração acelerarem ao perceber que estavam olhando seu corpo enquanto fingia dormir.
Antes que eles pudessem encostar-se a ela, ela rapidamente pegou sua adaga que sempre conservava embaixo do travesseiro, e de forma quase invisível pela agilidade, ela saltou da cama com um giro duplo e cortou a cabeça do primeiro. Seus perseguidores estavam em estado de choque, e ela aproveitou isso pulando rapidamente para enfiar a adaga no coração do segundo. O terceiro já tendo superado a surpresa, desembainhou a espada e partiu para cima dela com toda a fúria. Com um sussurro de um feitiço, ela convocou sua espada que emanava um brilho vermelho ressonando com a fúria de sua mestra, e interceptou o golpe do terceiro. Travaram um pequeno duelo, e depois que Radathra analisou seu adversário, e encontrou suas fraquezas, ela rapidamente num golpe consecutivo que o desorientou, cortou a mão da espada dele, e em seguida afundou a espada em seu peito fazendo-o dar um grito terrível.
Ao jogar o corpo no chão, e retirar sua espada, Radathra ouviu um grito de socorro que lhe gelou o sangue. O grito de seu irmãozinho caçula que estava em perigo, e partiu para o quarto dele que era ao lado do dela. No corredor, Radathra juntou o ar e gritou num timbre altíssimo que sempre foi comparado com um grito da mandrágora que nasciam aos pés daqueles que eram enforcados. Todos os guardas e o próprio rei apareceram no corredor as pressas.
– QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO RADATHRA?- gritou o rei enquanto tentava se fazer ouvir com sua filha gritando num tom tão alto, quanto os gritos de uma banshee.
– Papai! Estamos sendo atacados. Eu fui atacada por intrusos encapuzados, e ouvi Liadrel gritar. Também ouvi sons de luta no quarto de Órion. Parece que nós seus filhos somos os alvos. – disse Radathra correndo para o quarto de Liadrel que era ao lado do seu no fim do corredor.
– Mas como ousam invadir meu palácio, e atacar meus filhos? GUARDAS! O QUE ESTÃO FAZENDO QUE NÃO IMPEDIRAM OS INTRUSOS DE INVADIREM O QUARTO DOS PRINCIPES? Dividam-se em três grupos, e vão aos três quartos e ajudem meus filhos. Vão. – ordenou o rei elfo em estado de fúria, que fazia com que seus olhos de turquesa se escurecessem como um mar tempestuoso.
Tendo trocado a espada por seu arco rubro, Radathra parou em frente da porta e a abriu devagar com o arco pronto, e ao entrar viu seu pequeno irmão lutar contra três do mesmo tipo que invadiram seu quarto. Rapidamente com sua fúria direcionado para o arco, ela atirou rapidamente nos três matando dois, e acertando o terceiro no ombro quando ele esquivou. Radathra estava furiosa, e isso se percebia porque a cada ocasião, uma aura poderosa envolvia seus cabelos de fogo, e os faziam parecer que estava em chamas com sua aura vermelha. Seus olhos brilhavam como estrelas. Antes que o terceiro fugisse pela janela, o rei Theraradel estalou os dedos e num urro de frustação e dor, o terceiro intruso caiu no chão se contorcendo, e foi acorrentado numa jaula que surgiu magicamente do nada, e o aprisionou lá dentro. Antes de desmaiar o intruso de capa falou.
– Ah, é você princesa Radathra dos elfos. Finalmente achamos quem procurávamos. – disse o intruso com uma risada e apagou. Rada sentiu um calafrio subir-lhe a espinha, e viu seu pai fechar os olhos de agonia.
Radathra foi até seu irmão que não passava de sua cintura, e o abraçou enquanto ele chorava em seu pescoço. Ele ainda tremia levemente enquanto ela o embalava e o segurava no braço.
– Pai! Temos que olhar Órion. – disse Radathra para seu pai que assentiu e levando o prisioneiro na jaula flutuando, foram em direção ao quarto do irmão mais velho.
Ela tinha um mal pressentimento quando chegou na porta do quarto dele, e respirando fundo com Liadrel nos braços, abriu a porta encontrando o quarto vazio.
– NÃO! ÓRION! Ele não pode ter sido levado. Pai! – disse Radathra chorando com Liadrel acompanhando quando viu que seu irmão tinha sido levado.
Theraradel abraçou seus filhos por um momento, e depois se separou deles e seguiu para a sala de armas com o prisioneiro ainda flutuando atrás dele. Chegando à sala com sua filha atrás dele, ele jogou a jaula no chão bruscamente e respirou fundo.
– Mestres do ar! Reunião de emergência! Venham todos os sete na sala de armas imediatamente! – falou o rei para o ar enquanto chamava seus generais. O ar em volta dele sibilou, um vento entrou pela janela, e num rodopio de folhas de carvalho ele estava rodeado por seus sete generais.
– Já sabem o que aconteceu? – perguntou o rei direcionando para eles.
– Sim meu senhor. Nós sentimos quando a barreira foi forçada e quebrada momentaneamente. O que não deveria ter sido possível, porque teria que se alguém muito poderoso para poder quebrar a barreira feita por nós os mestres. – respondeu Melan enquanto fitava o prisioneiro com uma expressão colérica.
– Isso não adianta de nada agora Melan. Os intrusos tinham alvos específicos. Meus filhos. Todos os três. E conseguiram levar Órion. — disse o rei furioso.
– Minha filha conseguiu derrotar os seus, e nós salvamos Liadrel a tempo. Mas enquanto isso conseguiu pegar Órion. E só conseguimos capturar esse. Antes de desmaiar, ele falou que finalmente tinha encontrado quem procurava, quando olhou para minha filha. – disse o rei trocando olhares com os mestres que tinham expressões resignadas e cansadas pelo que viria depois.
– Vocês encontrem um modo de fazer esse maldito falar tudo o que sabe. Não me importo com o que for fazer, mas faça-o falar, antes que eu o mate do jeito antigo. — ordenou o rei olhando para Liam.
– Não se preocupe sua majestade. Nós os mestres do ar o faremos falar. – respondeu Liam que era um dos sete.
Deixando a jaula na sala, Theraradel levou seus filhos para a porta, e antes de fechá-la ouviu o começo dos gritos e sorriu.
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