Notas iniciais
Olá pessoal! Primeiro capítulo do ano novo aqui. Sei que demorei um pouco para postar, mas é que eu estava sem inspiração para poder continuar a história. E como não queria escrever algo meia boca pra vocês, resolvi escrever quando a inspiração batesse na porta de novo. Para falar a verdade, não sei se deveria continuar a Fic, pois tirando o sempre fiel seguidor Anangeom, não são muitos os que comentam, então não posso saber o que acham. Bem vamos deixar de blá, blá blá, e vamos ao capitulo.

Chegando a Álfheim depois de horas viajando no turbilhão de vento de Liam, os príncipes chegam ao palácio de carvalho onde encontram seu pai, deitado em uma maca perto do trono, e com um grito ambos ao pisarem no chão, correm de encontro ao pai e se ajoelham. Radathra põem a cabeça de seu pai no colo, enquanto Liadrel segura sua mão enquanto chamava por ele.

– PAI! PAI! VOCÊ ESTÁ BEM? PAI! – gritou os irmãos fazendo com que Theraradel acordasse, e piscasse os olhos enquanto sua visão entrava em foco, e percebia estar na presença de seus amados filhos, apesar de faltar um.

– Meus filhos, vocês estão bem. Graças a Frey. Eu não sei se aguentarei sobreviver até que seu irmão Órion retorne minha filha. Se isso não acontecer, será você quem assumirá o trono dos Elfos e os liderará na guerra que está por vir. De novo. – disse Theraradel com um suspiro ao ver as lágrimas caírem pelo rosto de seus dois filhos.

– Não chorem meus pequenos, vocês ficarão bem. – disse Theraradel que percebeu que quando disse isso, viu o fogo do ódio e raiva flamejar nos olhos da filha. Era uma raiva tão brutal e ao mesmo tempo tão fria que ela parecia uma rainha em chamas prestes a dar o julgamento final ao condenado.

– Eu não vou permitir isso meu pai. Não importa o inferno onde eu tenha que ir, o que eu tenha que passar, ou quem eu terei que matar, eu não vou perder você, nem Drel, nem Ori que eu irei encontrar. E isso eu juro pelo nome de Radathra Erenvar primeira princesa do reino dos Elfos e segunda na sucessão ao trono. – disse Radathra com voz fria.

– O mesmo para mim papai. Eu ajudarei a minha irmã a curar você e achar o Ori. Também juro pelo nome de Liadrel Erenvar, segundo príncipe do reino dos Elfos e terceiro na sucessão ao trono. – disse Liadrel fazendo seus olhos brilharem.

– Melan, que veneno usaram nele? – perguntou Radathra ao perceber que ele estava ali perto escondido. De dentro das sombras Melan surgiu sorrindo. Sua pupila mais talentosa sempre sabia quando ele estava por perto, mesmo que ele escondesse 100% de seu poder e presença. Ela irá ser um dia uma rainha tão poderosa quanto seu pai, ou talvez ainda mais poderosa do que ele já foi.

– Nós ainda não sabemos Rada. Nenhuma de nossas artes curativas que seja por meio da magia, ou plantas medicinais surte efeito nesse veneno. É como se... não pode ser. – disse Melan abalado pelo entendimento a que chegou.

– O que foi que você pensou Melan? Vamos diga. – perguntou Radathra com medo ao ver a face de seu mestre ficar pálida.

– Me lembrei de que há muito tempo, na penúltima guerra, várias criaturas de diversas raças, caíram em campo de batalha, ou após a guerra com esses mesmos sintomas do rei. E foi verificado que era um veneno das trevas. Para fazer um veneno como esse que seja poderoso o bastante para ser imune aos métodos convencionais, seria preciso do próprio sangue do alvo para poder fazer efeito. Ou o mesmo sangue que corresse por um descendente. – disse Melan virando o rosto de tristeza.

– Isso quer dizer... NÃO! NÃO! Órion não pode estar morto. – disse Radathra deixando suas últimas lágrimas caírem, e as enxugando colocou a cabeça do pai delicadamente onde estava deitado e levantou-se.

– Eu não aceitarei isso. Eu irei buscar a cura, nem que para isso eu precise revirar este mundo de cabeça para baixo. E enquanto isso, temos que resolver logo um assunto. Como meu pai está doente e impossibilitado de tomar a frente do reino, e meu irmão mais velho que é o herdeiro está desaparecido, eu a segunda na ordem de sucessão ao trono, tomarei a responsabilidade de governar até que meu pai o rei melhore. Por isso, a partir de hoje, eu Radathra Erenvar, primeira princesa dos Elfos, tomo a responsabilidade de sucessão ao trono, e reivindico o titulo de regente temporária até que o rei se recupere. – disse Radathra enquanto se dirigia ao trono, e ao terminar de falar, sentou-se e olhou diretamente para todos os que estavam ali presentes que incluíam os sete mestres do ar, e os soldados junto do povo Élfico. Chamou Liadrel para o seu lado, e o botou em seu colo. E foi assim que deste momento em diante, o povo lembrar-se-ia deste, como o momento de Ascenção da rainha escarlate e o príncipe do Sol ao trono.

Enquanto isso acontecia, nas terras longínquas do domínio do Rei Mago, os sete Ghouls recebiam a noticia do Elfo traidor, e estava repassando para os outros. Todos estavam com longos mantos negros com capuz, que não mostrava seu rosto. Apenas dava para diferenciar a qual raça cada um pertencia.

– Líder foi isso que aconteceu. A princesa escarlate e seu irmão subiram ao trono como regentes temporários de Álfheim, e jurara sobre o seus nomes que encontrariam a cura para o pai, e achariam o irmãozinho aqui. – disse o Ghoul Elfo, enquanto introduzia um ferro quente no corpo desacordado do príncipe Órion que demorou, mas despertou gritando ao sentir o ferro quente em sua pele.

Órion já tinha perdido a noção de quanto tempo estava ali sendo torturado por aqueles demônios. O torturaram de todas as formas possíveis, e retiraram muito do seu sangue. Ele ouvia as noticias em um estado semiconsciente para preservar suas energias antes da próxima onda de tortura. Rada e Drel não tinham esquecido ele. Um juramento Élfico conjurado com seu próprio nome significava que se não cumprissem os juramentos receberiam a morte, como já aconteceram várias vezes no passado. Ele aguentaria com todas as forças que ainda lhe restavam. Sua roupa há muito tempo que fora despedaçada e ele sempre ficava nu agora. Seu belo cabelo loiro estava imundo. Seu peito estava cheio de cicatrizes e cortes que sangravam um pouco ainda. Suas costas estavam em carne viva das muitas chibatadas que recebera. Seu rosto ele podia perceber que só não estava igual ao resto do corpo, porque aquela fada miserável ordenara que não estragasse o rosto bonito do príncipe. Quase adormecido ele sentiu a pontada de dor que era familiar, junto da boca aveludada de sempre em suas partes intimas como era costume daquela fada desprezível. Ele não se incomodou mais em lutar contra isso, e nem deixou nenhum som da dor que recebia sair de sua boca, enquanto sua mente lutava contra o prazer e a dor que estava recebendo neste momento. Ele apenas rezava para Frey, para que seus irmãos conseguissem resgatá-lo o quanto antes. Ele pensou isso, enquanto seu corpo convulsionava e seu corpo expelia num espasmo na boca da fada. Com um suspiro de cansaço, mesmo contra sua vontade, seu corpo desmaiou e ele apagou.

Notas finais
Pessoal, darei uma pequena pausa na história porque comecei a escrever outra que me inspirou, e por este motivo coração dividido vai esperar um pouco. mas eu voltarei com essa depois.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.