Coração De Seda
89 Capítulo 89
Notas iniciais
Observo o mapa que está na mesa de Moisés e noto que estamos próximos de um reino que já ouvi falar. Ou melhor, ouvi meu pai e minha mãe falarem sobre este reino. Mas eu não sabia até então o nome dos monarcas de lá. Se trata do reino de Moabe, governado pelo rei Balaque e pela rainha Elda. —Há boatos em que se fala que a rainha Elda não nasceu em Moabe, mas sim em Midiã. —Fico intrigada ao saber sobre os deuses de Moabe, mas logo dou mais atenção para o lugar onde o mala me leva.
—Núbia. —Falo ao ver o nome do reino. —Babilônia. —Falo ao traçar meu dedo indicador. —Jericó? —Indago curiosa e então tomo o mapa em minhas mãos. —Reino dos amorreus... —Falo enquanto leio cada reino. Até voltar minhas atenções para o lado esquerdo do mapa e ver o Egito.
—Não sabia que tinha interesse em estudar mapas. —Moisés fala e então sorrio. —Veja só como as coisas são. Egito e Núbia viviam em guerra.
—Meu tio Ramsés uma vez me disse que o Egito foi governados por núbios. —Falo.
—Mas logo perderam. —Moisés fala e então me lembro de uma conversa com minha mãe.
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—Então o casamento de Nayla e meu avô foi justamente para celar a paz? —Pergunto para minha mãe.
—Exatamente, Anippe. —Ela fala. —A Núbia e o Egito viviam em pé de guerra.
—E se algum dia voltarem a guerrear? —Pergunto.
—Eu também pensava nisso. Mas a melhor forma seria outro casamento. —Minha mãe fala. —Já que Nayla não teve nenhum filho com meu pai, o próximo casal teria que obter pelo menos um filho.
—E para isso eu e meu irmão estamos aqui. Assim como Amenhotep. —Falo, chamando a atenção da minha mãe.
—Não vou permitir que se case por conveniência, Anippe. —Minha mãe fala me deixando aliviada. —Se quiser se casar um dia, se casará com alguém que você ame. Que ame de verdade ao ponto de quebrar correntes, de derrubar muros, e até mesmo de secar o próprio Nilo se for preciso. —Ela fala. —E de convencer o seu pai.
—Isso será difícil. —Falo e acabamos rindo. —Ainda bem que não sou filha de nenhum rei.
—Ainda bem mesmo, minha filha. —Minha mãe fala aliviada. —Mas se um dia Ramsés se opôr, saiba que nem com isso será forçada a fazer algo que não queira. —Fala. —Você é minha filha. E os únicos que podem escolher com quem você vai casar ou não...
—São você e o papai. —Falo, mas minha mãe nega sorrindo.
—É você e seu coração. —Minha mãe me surpreende ao falar tal coisa. —Quando fiquei noiva de Disebek não fiquei contra a vontade de meu pai. Não fiquei porque até então não sabia o que era amar alguém. Quando eu tive Moisés comigo, passei a amar, passei a saber o que queria mesmo que fosse errado. E então fui contra a vontade de meu pai. —Fala. —E quando soube do amor do seu pai, nem mesmo o conselho real foi páreo para mim. —Ela fala nostálgica. —Eu escolhi enfrentar todos, por pouco não escolhi violência.
—Violência?
—Quase briguei com Ramsés da forma mais drástica possível. —Minha mãe revela. —Minha mãe, a sua avó, havia brigado comigo inúmeras vezes. Mas eu a enfrentei. Quando menos esperei estávamos gritando na sala do trono, eu era outra pessoa. Eu estava agindo como meu pai se comportava quando era contrariado. Minha mãe tentou me controlar, mas falhou.
—E então?
—Paser disse que por alguns instantes viu meu pai em mim na sala do trono. —Minha mãe fala. —Gritei como uma louca tudo aquilo que deveria gritar, assustando Nefertari, assustando todos do palácio. Não era eu quem estava sentada no trono, mas era eu quem tinha o gênio de meu pai. Naquele momento todos me temiam como um dia temeram meu pai, não porque eu poderia matar todos. Mas porque eu impus medo apenas com as palavras. —Minha mãe faz uma breve pausa e então olha para mim. — Ramsés disse que poderia aceitar meu relacionamento com Hur, mas as escondidas para que os nossos aliados não soubessem.
—Como se fossem amantes. —Falo sem nenhum pudor.
—Como se eu e seu pai fôssemos criminosos. —Minha mãe fala revoltada. —Então eu esbravejei pela última vez dando as costas para todos. Quando seu pai me encontrou no Nilo foi com apenas um objetivo, me pedir em casamento.
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—Anippe? —Moisés chama por mim ao me ver chorar. —O que você tem?
—Acabei me lembrando do meu pai. —Falo e então Moisés entende o que sinto. —Não me olhe assim. —Peço. —Não gosto de chorar em público, mas ultimamente é o que venho fazendo.
—Talvez os muros que cercam seu coração foram derrubados pela fé. —Moisés fala e então sorrio.
—Não sei. —Falo. —As vezes eu estou bem, feliz, radiante até. Mas logo tudo muda.
—Guarda sua dor com sete chaves, agora algo está quebrando as trancas. —Moisés fala olhando bem nos meus olhos. —Também já senti isso, Anippe. E para falar a verdade, é como se tudo em sua volta mudasse. As coisas que você odiava, você passa a amar. E as coisas que você amou, agora odeia. —Ele fala. —Mas você ainda é jovem...
—Então você não entende como tanto fala. —Falo um pouco revoltada. —Ninguém vai entender, Moisés. Não vai entender por inúmeros motivos. —Falo. —Eu já nem sei quem sou. Já nem sei quem posso um dia me tornar. E se quer saber, também não sei no que acreditar, nem no que desconfiar. Pode até ser que eu esteja a beira da morte, mas eu não me rendo à ela. Eu não me rendo a ninguém. Não me deixo ser submetida as surpresas da vida, nem ao susto da morte.
(...)
"Não me deixo ser submetida as surpresas da vida, nem ao susto da morte. "
Penso no que falei para Moisés, mas acabo chorando por me sentir tão angustiada. Tento não chorar, mas eu sinto meus olhos arderem como fogo. Talvez seja porque sempre mantive meu choro dentro de mim, ou talvez porque meu orgulho esteja ferido demais. Estou tão assustada com o que vem acontecendo que já nem sei qual será meu próximo passo. —É como se uma embarcação estivesse sem caravela. — Não tenho meus irmãos nem meus pais ao meu lado como tinha antes de partir. E pensar que eu poderia ter feito algo para impedir a morte do meu pai se eu estivesse lá me faz chorar ainda mais forte. Se eu estivesse lá eu poderia ter dado um jeito de salvar ele.
—Vai mesmo ficar ai sozinha? —Zipora pergunta e então afirmo.
—Vou ficar bem. —Falo. Zipora e Miriã então saem em direção ao rio com os cestos de roupa.
Olho em minha volta e ouço Joquebede cantar próximo ao rio, mas logo volto meu olhar para as crianças que brincam próximo ao rio com um cestinho. Isso me faz lembrar de quando minha mãe contava sobre o dia em que encontrou Moisés no rio Nilo. —O nome de Moisés significa "Porque das águas o tirei" e o meu "filha do Nilo". Isso me leva a crer que aquele rio tem muitas histórias. Assim como este rio que está em minha frente.
—Que bela canção. —Falo ao terminar de ouvir a voz de Joquebede. Eu então vou até a mulher que sorri para mim. —Você tem uma bela voz. —Falo.
—Eu apenas canto com a alma, Anippe. —Joquebede fala e então segura minhas mãos. —Se sentiu melhor em me ouvir cantar?
—Me fez pensar em muitas coisas. —Falo. —Me fez pensar no amor incondicional de minha mãe pelos filhos.
—Quando se é mãe tudo muda, Anippe. A pior das feras pode amansar, assim como a pessoa mais mansa pode se tornar uma fera. —Joquebede fala e então sorri. —Sua mãe fez muito por Moisés e eu pretendo fazer o mesmo por você.
—Você já faz. A senhora é minha mãe hebréia. —Falo sorridente e então vejo lágrimas nos olhos dela. —Vi Eliseba assim por algum tempo, um tempo curto até ela falecer.
—Não pense na morte como se ela fosse o fim, pense como se fosse apenas o começo. —Joquebede fala antes de beijar o topo de minha cabeça ao entardecer a beira do rio. —Shalom, minha menina. —Ela fala sorridente. Eu então vou até as crianças que brincam com o cesto e vejo Joquebede sorrir para mim. —Assim como sua mãe um dia encontrou o cesto com Moisés dentro. —Ouço ela falar e então passo a brincar com o neto de Arão.
—Anippe, me ajuda com esse cesto de roupas? —Miriã pergunta e então a ajudo. —A minha mãe não tem jeito mesmo. Estava tão cansada que acabou dormindo. —Ela fala e então olhamos para Joquebede.
—Mas ela acabou de falar comigo... —Falo desconfiada enquanto olho para Joquebede.
—Joquebede. —Zipora chama pela mulher para que então possamos voltar para o acampamento. —Sogra? —Ela chama mais uma vez, mas nada da mulher responder.
—Joquebede? —Chamo pela mulher já sentindo uma tristeza invadir a minha alma. Olho assustada para Miriã, mas ela então se senta ao lado da mãe.
—Mãe? —Miriã chama com lágrimas em seus olhos até entender que Joquebede está morta. —Mãe. —Ela fala e então seguro em sua mão. —Ela morreu? —Miriã pergunta com a voz embargada.
(...)
—Eu sinto muito. —Falo para Moisés e então nos abraçamos. —Eu sinto muito, meu irmão. —Falo enquanto choramos.
—Onde está Arão? —Zipora pergunta.
—Eu não sei. —Respondo ainda abraçada a Moisés. —Mas deve estar com Miriã. —Falo e então a midianita sai me deixando sozinha com Moisés.
—Obrigado, Anippe. —Moisés agradece.
—É isso o que os irmãos fazem. —Falo. —Já perdi tanta gente em tão pouco tempo, Moisés. Eu preciso de consolo, mas hoje quem precisa mais é você.
—Eu sei que minha mãe está com Deus, Anippe. —Moisés fala e então me olha. —Mas é impossível não sentir dor.
—Eu sei como é isso. —Falo e então nos abraçamos novamente. —Eu estou aqui, Moisés. Vamos enfrentar a mesma dor juntos. —Falo e então choro nos braços do meu irmão.
(...)
—Arão? —Chamo pelo sumo sacerdote ao entrar em sua tenda. —Posso?
—Claro. —Arão afirma e então me sento ao seu lado. Fico constrangida pela situação, mas logo falo.
—Vamos esquecer o que aconteceu. —Falo. —Hoje é um dia de dor. —Falo e então Arão me abraça.
—A minha mãe... —Arão fala enquanto chora em meus braços.
—Eu conversei com ela antes de vê-la morta. —Falo para sua surpresa. —E ela me disse para não pensar na morte como se ela fosse o fim, e sim pensar na morte como se fosse apenas o começo.
—Ela falou como se já soubesse que iria morrer. —Arão fala e eu afirmo que sim.
—A morte é triste para nós. Mas para quem se vai não é. —Falo. —A morte é paz para quem se vai e tristeza para quem fica.
—Você já aceitou a morte do seu pai? —Arão pergunta.
—Não sei ao certo. Ao contrário de você, não vi meu pai morto. E mesmo que falem que ele morreu, não acredito. —Falo para sua surpresa. —Sonhei uma vez com ele morto em minha frente, mas eu não sentia nada.
—Medo? —Arão pergunta e eu nego. —Dor? —Ele pergunta novamente, e novamente nego.
—Não senti absolutamente nada. —Falo para surpresa de Arão. —Acredite, Arão. Foi a primeira vez que me senti uma pessoa sem sentimentos.
—O choque emocional abala até mesmo os seus sonhos, Anippe. —Arão fala enquanto penso. —Acha que um dia vai aceitar a morte de Hur?
—Eu aceito apenas o que quero. —Falo sem pensar. —E eu não quero aceitar que meu pai morreu, Arão. Não quero acreditar que aquele homem que sempre tinha um conselho para me dar, que tanto me surpreendeu, morreu. —Falo. —Quando eu era menina, eu deveria ter uns seis à sete anos, eu não conseguia dormir e precisava sempre dos meus pais. —Falo nostalgica. —Mas ao invés de ir para o quarto deles, eu fui até a oficina do meu pai.
—E ele estava lá? —Arão pergunta.
—Não, quem estava lá era Uri. —Falo e então as lágrimas vem. —E então ele me perguntou...
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—Não consegue dormir? —Uri pergunta não me ver abrir a porta da oficina.
—Não. —Respondo assustada ao ver meu irmão a essa hora da noite. —Eu tenho medo.
—Ainda tem pesadelos? —Uri pergunta e então me toma no abraços mesmo eu sendo crescida.
—Eu perguntei para a tia Nefertari o que era morrer. E ela me disse que é como se fosse dormir e nunca mais acordar. —Falo ao ser colocada sentada na mesa. —E eu tenho medo de dormir e não acordar mais.
—A rainha tem razão, Anippe. Morrer é como se fosse dormir, mas acordar no céu e de lá ver todos aqueles que amamos. —Uri fala me tranquilizando. —E dormir é morrer por uma noite. —Ele fala enquanto eu brinco com os pequenos diamantes na mesa. —Você pode ter medo de tudo, menos da morte.
—Posso ter medo da vida? —Pergunto.
—Não, Anippe. Você pode ter medo dos obstáculos da vida. —Uri fala. —Mas a vida com problemas ou não, continua sendo importante.
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—Desde aquela noite, mesmo com a idade que eu tinha, eu passei a confiar em mim. —Falo. —Acho que foi desde aquela noite que eu passei a não acreditar em superstições.
—E aos poucos se tornou quem é. —Arão fala enquanto me observa. —Eu sinto muito por você ter perdido Uri, Anippe.
—Seja lá de onde meu irmão e meu pai estiverem me vendo, espero que estejam bem. —Falo e então me levanto. —Assim como eu desejo que você fique bem. —Falo para sua surpresa. —Shalom, Arão.
(...)
Volto para a beira do rio após a morte de Joquebede. Observo a natureza tentando passar o tempo. Estou sem acreditar que fui a última pessoa com quem Joquebede falou antes de morrer. Sua expressão serena me fez crer que ela não sentiu nenhuma dor. Ultimamente eu ando me surpreendo muito mesmo que eu não queira.
É como se uma triste e melancolia canção fosse feita para esse momento da minha vida. Não está restando nada de mim desde que Uri morreu. Sinto como se eu mesma estivesse indo embora, mas eu não consigo ir contra a vida. Por mais que eu grite, por mais que ei chore, a vida sempre irá bater em meus ombros e cobrar se mim tudo àquilo que me neguei a pagar. —Entro nas águas frias do rio. Aos poucos vou me molhando até a água chegar em meus ombros. Sinto um olhar observador cair sobre mim, com isso olho para o horizonte e vejo o mesmo homem que um dia me salvou. —Noto que ele está distante, mais distante fica ao ir embora. Quem poderia ser esse homem? Eu não sei responder. E não irei arriscar minha vida indo atrás dele. —Mergulho nas águas mesmo que frias. Tomo cuidado para não me afogar como quase aconteceu da última vez. Mas meus pensamentos me levam até o homem. —Meu corpo e minha alma nadam nas águas do rio enquanto meu pensamento flutua. E o tempo passa...
(...)
Cinco anos depois...
Volto a respirar após sair das águas do rio e avisto Yaffa. Fazem anos que Miriã pediu para que nós duas vivêssemos em harmonia e assim fazemos. Também se fazem anos que tento ir embora daqui, mas pelo o que vejo terei que esperar Djoser me buscar. Na verdade, já se passou dois anos desde o prometido e Djoser não mandou notícias sobre sua vinda. E não nego que estou ficando impaciente assim como Yaffa está.
—Já se passou cinco anos, Anippe. —Yaffa fala enquanto lava a roupa e eu me seco. —E nós apenas sabemos que meu pai e seu irmão vivem em guerra.
—Não vamos nos preocupar mais com isso, Yaffa. —Falo. —Quando Djoser vier, iremos para o Egito. Leila, Gahiji, Halima... —Falo. —E Zion. Todos irão com nós duas.
—Acha que Djoser está preparando tudo para podermos ir? —Yaffa pergunta. Mal sabe ela o inferno que irei fazer de sua vida.
—Certamente que sim. —Falo. —Já terminou? —Indago ao ver as roupas.
—Sim, já podemos ir. —Yaffa fala e então se levanta com o cesto de roupas.
—Que tumulto é esse? —Indago ao ver muitas pessoas em meio ao acampamento e vários cavalos se aproximando.
—Anippe... —Yaffa fala ao ver um homem em seu cavalo se aproximar com outros soldados.
Eu então passo pela multidão deixando Yaffa para trás. Fico ao lado de Moisés e vejo o homem descer de seu cavalo. Ele olha para os lados e parece estar desapontado com o que vê, mas logo seu olhar cai sobre mim. —Por alguns segundos ele me observa enquanto todos esperam que ele fale algo. Seus cabelos negros esvoaçantes chamam a minha atenção. Assim como seus olhos azuis. Sua expressão é soberana com ar de poder, mas seu olhar procura por alguém.—Mas logo eu reconheço o homem que está em minha frente. Tento segurar as lágrimas, e assim faço. Mas logo que nos reconhecemos, o chão parece desmoronar em nossos pés. Olho para Moisés e ele parece entender o que sinto. Mas também fica sem palavras ao ver de quem se trata.
—Djoser. —Falo incrédula ao olhar fixamente para ele. Sinto minhas mãos tremerem ao ver o quanto ele está diferente.
—Anippe. —Meu irmão fala olhando fixamente para mim.
Falamos e então eu respiro fundo antes de correr e abraçar o meu irmão com toda a minha força. Rimos de alegria após cinco longos anos, choramos ao matar a saudade. Meus braços doem por abraçar tão forte no meu irmão, e ele sorri ao me segurar em seus braços mostrando o quanto está forte desde a última vez que nos vimos. —Sinto o seu cheiro assim como ele afaga sua mão em meus cabelos. Fecho os olhos enquanto estou suspensa em seus braços. Djoser agora me faz lembrar da última vez que vi nosso pai antes dele morrer. Me faz lembrar de nossa mãe e da pequena Lyanna que morreu ainda bebê. De irmãos, somos somente eu e ele.
—Homens... —Djoser fala ao segurar em minha mão e olhar para os soldados. —A princesa do Egito vai voltar para casa. —Ele fala antes de voltar a me abraçar fortemente enquanto os homens se curvam diante a minha figura.
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