Coração De Diamante

9 Capítulo 8 - Conhecer E Entender.


Notas iniciais
Demorei de novo, o que já não é mais uma novidade por aqui hahaha. Mas para compensar vim com um capítulo grande e quero ser recompensada por isso. Então ficarei feliz com comentários gente! Boa Leitura!

Naquela mesma noite fria em Londres, o príncipe adentrou ao seu quarto de hotel. Girando a maçaneta da porta, com a animação de um ser que estava prestes a ir para o abatedouro. Queria ficar sozinho, mas percebeu que isso não aconteceria, quando se deparou com seu melhor amigo Emmett, bebendo vinho na sacada de seu quarto.

—Achei que estivesse aproveitando a noite em algum bar. — Edward anunciou, a medida que se livrava de seu elegante e distinto cachecol.

—Bom, não estou. Preferi sossegar, somente por hoje. — ele disse sorrindo, antes de bebericar o líquido avermelhado. — Como foi seu dia? — indagou como se não fosse nada, mas o príncipe sabia que haviam segundas intenções escondidas ali. A verdadeira pergunta que ele estava fazendo era: Como foram as coisas com Bella?.

—Tudo estava indo bem, até eu contar a Bella de um modo embelezado que eu não era muito apto a fazer minhas próprias escolhas, ela me chamar de covarde,e fazer um discurso que humilhou qualquer um que você já tenha feito para mim. — foi com essa explicação, que ele se sentou no sofá marfim, super confortável, que se destacava na decoração da suíte.

—Eu sei que dizer que eu sinto muito não será o bastante. Mas, eu sinto muito. — falou se levantando, e segurando o ombro dele, como se sensibilizasse com a situação. Mas Edward o conhecia bem.

—Diga logo o que pensa sobre de verdade sobre isso. — pede direto e Emmett suspira.

—Ela só estava sendo ela mesma. Aquela garota é a própria definição de independência, príncipe Edward Cullen. Foi ingenuidade sua pensar que se contasse a ela sobre sua vida banhada de escolha dos outros, a mesma fosse assentir e dizer que entende. É difícil para qualquer um entender que você acha que deve sempre obedecer seu pai, até se tornar um rei, e até mesmo depois disso. Você não deve ter contado a ela sobre a realeza, certo? — perguntou com convicção, e o príncipe assentiu.

—Seria muito para ela administrar...Só queria que alguém gostasse de mim, pelo que eu sou, não por um maldito título, mas, aparentemente, sendo Edward Cullen, o homem normal, não sou suficiente para ninguém. — fala amargo.

—Você não se preocupa se “ninguém” te acha suficiente. Você se preocupa se Bella te acha assim. Porque você gosta dela. Porque Bella é completamente diferente de você. Você gosta do fato dela saber o que quer, e não se preocupar com os outros para fazer seu destino. — Emmett concluiu.

—Tem razão, Isabella é diferente de qualquer uma daquelas garotas que eu conheci no reino. Ela não precisa de um reino, para governar algo. Ela administra a própria vida. Não precisa que seus pais arrumem um casamento para ela, porque ela por si só, decidiu que não quer um marido para dizer o que ela tem ou não que fazer. Quando você passa anos cercado de pessoas que não tem personalidade, e encontra uma que tem, é difícil não se encantar. — ele admitiu, pensando nos breves momentos que teve com ela.

—Escute só, você ainda tem um tempo antes dessa viagem acabar, não estou dizendo para desistir de seu reino ou algo assim, mas dê um jeito de aproveitar esse tempo com essa garota, porque você não vai querer ter uma vida em que se perguntará em todos os momentos porque não fez isso. — e após essas palavras de incentivo, Edward decidiu que não ia desistir tão fácil. Se ele havia perdido algo com Bella naquele dia, ele certamente iria recuperar.

[...]

Bella esfregava a flanela sobre o balcão de madeira, de uma forma bruta, como se ele tivesse feito algo horrível a ela. Seu cabelo, preso em um rabo de cavalo alto, se balançava, a medida que seus dedos brancos ficavam avermelhados, pela força que ela colocava no ato de limpar.

Naquela manhã, Bella não estava nem um pouco animada para exercer suas funções no hotel, e isso não se devia ao fato dela odiar faze-las, mas sim, porque seu bom humor de antes, desceu pelo ralo na noite anterior, tudo por causa de Edward.

Chegou calada ao trabalho, e assim permaneceu, enquanto Jasper se ocupava se responsabilizando por instruí-la a fazer várias tarefas. Naquele momento, Bella sentiu falta dos passeios com Edward, eram tão mais animados. Mas ela não admitiria, seu orgulho a impedia de fazer isso, e era por esse mesmo defeito que a mesma não ia até o quarto do príncipe e se desculpava por ser tão expressiva em suas ofensas, sempre.

—Você está estranha. — Jasper notou, ao encara-la. Bella ergueu seus olhos na direção dele, e suspirou.

—Por quê? — indagou, mesmo que no funo não quisesse saber a resposta.

—Até agora não fez nenhuma reclamação, xingamento ou deboche. — ele comentou como se estivesse espantado com isso.

—Talvez, eu só queira fazer meu trabalho direito hoje. — Bella disse, desviando o olhar para a flanela em suas mãos.

—Você já esfregou esse balcão umas 10 vezes. — Jasper disse com certo escárnio.

—Como eu disse: Só quero fazer meu trabalho direito. — Bella comenta, e por fim, larga a flanela.

—Não quer mesmo me dizer o que está acontecendo? — ele indaga de forma séria.

—Dizer como me sinto para meu chefe chato? Dispenso. — ai está a ironia.

—Dizer como se sente para seu amigo. — ele corrige. — Eu sei que tenho pegado no seu pé, mas só quero que a sua vida entre nos trilhos, porque me importo com você. Tudo bem, que você está “dane-se” para esse fato, mas há pessoas que querem que a sua vida não seja baseada em várias noite de farra, para que no fim você acabe com um grande vazio. — com essas palavras, Bella o encarou novamente.

—Eu quero trabalhar. — afirma e Jasper assente, antes de deixa-la sozinha.

No fim, aquela sempre seria ela. A garota que não consegue dizer o que sente.

Bella atende algumas mesas, e depois disso se ocupou em limpar novamente. Dessa vez, a estante de bebidas. Tirou a poeira de cada vinho antigo, e cada garrafa de champanhe caro, e por fim, quando chegou na prateleira dos whisky's, encarou uma tentadora garrafa de Bourbon.

Agarrou o gargalo com uma força desnecessária, e abriu a tampa, decidida a fazer algo que se arrependeria depois.

—Se tomar esse Whisky irá destruir tudo. — ao ouvir aquela voz, que aprendeu a se acostumar, ela se virou com o Bourbon em mãos e encarou Edward.

—Sério? — Bella indagou arqueando uma sobrancelha.

—Esse Whisky significará o fim de tudo que conseguiu recuperar; Seu trabalho, sua casa e a confiança de seu amigo. — o príncipe diz convicto.

—Do que adianta recuperar tudo isso, se no fim só o que restará será o vazio? — ela indagou se lembrando do que ele disse ontem, e do que Jasper falou mais cedo.

—O vazio não precisa existir. Lembra o que me disse ontem; A vida é feita de escolhas. Se você fizer as corretas, sua vida será cheia de tudo que precisa. — Edward fala de forma serena.

—Então, é você que quer o vazio? — Bella questiona sério. — Não importa qual será o seu fim, se todos os outros se sentirem felizes com isso? Suas escolhas não importam? — ela pergunta incrédula.

—Bella, me escute, por toda minha vida nunca pude confiar totalmente em alguém. Porque no mundo em que eu vivo, confiança não é bem algo que possa se soar verdadeiro, tudo sempre se baseou nos interesses das pessoas, em me ter por perto, e essa é a vida a qual estou acostumado a viver. Um mundo em que eu preciso aceitar que eu não posso controlar tudo, e quer saber? Eu nunca me importei com isso, porque desde que nasci só conheci essa vida. Emmett sempre foi meu único amigo, a pessoa que esteve ao meu lado e entendeu que eu não quero ser um covarde, mas que eu preciso ser um. Então, essa viagem aconteceu, e eu conheci uma garota, ela é completamente louca, mas de um jeito bom. Foi automático, eu confiei nela. E ela é a pessoa mais corajosa, forte e independente que eu já conheci, e eu odeio o fato dela me achar um babaca agora, por não ser tão bom quanto ela é. Porque no meu mundo sem confiança, ela foi minha exceção, porque ela fez com que eu me arriscasse a conhecer o novo. Porque eu confio nela.— o princípe a declarou, olhando Bella nos olhos. — Mas quer saber? Eu sei que também sou a exceção dela, porque eu suponho que essa garota nunca lançaria um daqueles sorrisos que ela lançou para mim, enquanto passeavamos, para qualquer outro. Porque essa garota, nunca cederia para outra pessoa, e engoliria seu orgulho. Eu tenho poucos dias aqui, e eu sei que estou fadado a uma vida de covardia inacabável, mas agora tudo o que eu quero é que essa garota aceite ser minha amiga. — os olhos verdes dele transbordavam de emoção.

Algo estranhíssimo aconteceu com Bella, os olhos dela marejaram com todas aquelas palavras, um nó se formou em sua garganta e seu coração falhou uma batida.

—Uou...Com esse discurso você faria qualquer garota chorar, e eu não direi por onde. — ela camuflou seu quase choro com deboche.

—Você sabe que eu não entendi o sentido malicioso disso, não é? — Edward questiona.

—Sei!...E é isso que te torna tão...Você. — ela fala limpando seu rosto. —Você é um idiota, e céus você irá se arrepender tanto de não dizer o que quer de verdade, mas, eu não vou fugir disso, você quer que eu confie em você? Beleza. Mas se você partir a droga do meu coração, eu vou te caçar no quinto dos infernos e farei algo muito ruim com esse seu rostinho lindo. — Bella o ameaçou ferozmente, e Edward riu.

—Então, somos amigos? — ele indagou ansioso.

—Definitivamente amigos. — Bella declarou, então o encarou intensamente, e revirou os olhos. — Eu não acredito que farei isso, mas dane-se. — foi o que ela falou, antes de abraço-lo.

Bella encaixou sua cabeça, na curvatura do pescoço dele, e Edward enlaçou sua cintura com cuidado. Ela podia sentir o coração do mesmo, batendo contra seus seios, e o cheiro dele...Tinha uma fragrância que ela nunca sentiu da vida, mas era previsivelmente boa. Assim como tudo nele. Os dois fecharam os olhos com aquele ato tão inocente, mas tão cheio de sentimentos. Isabella nunca quis segurança, vinda de nenhum homem, sempre se sentiu bem sozinha. Mas naquele momento, os braços de Edward pareciam tão acolhedores, e ela só queria permanecer ali por um bom tempo.

Bella passou seus dedos por cima da camisa social dele e suspirou com a sensação de estar em casa que sentiu. Então, para se certificar de que aquilo era real, ela abriu os olhos, e comprovou que sim. Era real. A coisa mais real que já sentiu em toda sua vida.

Edward sentia correntes elétricas circularem por seu corpo, a medida que ele se encontrava colado com de Bella, ela se encontrava tão vulnerável ali.

Quando a Black se sentiu bem demais naquele abraço, decidiu que era melhor se separaram, e assim — a contragosto, diga-se de passagem — o fez. Encarou Edward e sorriu.

—Você abraça bem...Eu acho. — ela murmurou e algo ainda mais surpreendente do que seu abraço aconteceu; Ela corou.

—Você “acha”? — Edward indagou com uma sobrancelha arqueada.

—Eu não costumo abraçar as pessoas com frequência, digo, sem segundas intenções...Então não tenho muita experiência para julgar esse abraço. — Bella explicou e Edward sorriu.

—Finalmente algo que você não tem experiência. — ele brinca.

—Bom, não é a única coisa. — ela admitiu.

—Não? — questionou curioso.

—Você sabe, eu não tenho muita experiência com o amor; Nem em amar, nem em ser amada. — diz dando de ombros.

—Você tem um ótimo abraço, acho que pode aprender a amar também. — Edward falou confiante.

—É o que o mundo espera. — Bella debocha. — Agora, eu tenho que voltar ao trabalho. — anuncia, resgatando sua velha amiga; A flanela.

—Na verdade, eu já resolvi as coisas para você, e a senhorita está liberada por toda a tarde, para me fazer conhecer Londres ainda mais. — ele diz animado e Bella o encara incrédula. —Se eu consegui ser seu amigo, por que não conseguiria que você fosse minha guia turística de novo? — indaga e ela ri.

—Sendo assim... — após isso, tira seu avental da cintura— Vamos então. —Quando Bella diz isso, Edward ergue sua mão na direção dela, e a mesma aceita. Sem hesitação.

—Mas antes disso, pode me arranjar um suco? Ainda não comi nada. — Bella gargalhou com a questão, e com sua mão livre alcançou uma garrafa de suco de laranja em um dos freezers do bar. — Por favor, não seja você mesmo nesse momento e me peça um copo. — ela pediu seriamente.

—Tudo bem, posso lidar com uma garrafa. — ele fala fazendo uma careta. —Ah, antes de irmos, tenho que avisar a Emmett que vou sair, ele tinha marcado uma coisa comigo hoje. Uma coisa que eu queria muito cancelar, e agora terei um ótimo motivo para fazer isso. — Edward anuncia animado, enquanto pega a garrafa.

—O que ele marcou com você? — indaga arqueando uma sobrancelha.

—Não direi. — falou, desviando o olhar.

—É vergonhoso. —Bella notou, sorrindo amarelo. —Conte-me. — pediu o cutucando.

—Ele fechou um clube de Streep Tease pela tarde e queria que eu fosse com ele. — admite com a voz baixa, Bella não resiste e gargalha.

—Quando você fala “Clube de Streep” isso inclui dançarinas semi nuas? — ela indaga ainda rindo.

—Sim, e tenho que dizer que me assustei quando Emmett me contou do que se tratava esse clube. — ele murmura sério.

—Qual é! Eu quero ir também, estou super aberta para essa experiência. — gargalha mais.

—Não vamos a um clube desses. — Edward decreta.

—Isso é machismo, só está dizendo isso,porque eu me incluí nesse programa. — ela se finge de ofendida.

—Vamos para o quarto logo. — ele puxa ela, em direção ao elevador. Cansado das zombarias dela.

—Quer fazer coisinhas comigo? Então a festa começa aqui? — debocha divertida.

—Pode parar de colocar malicia em tudo que fala? — Edward pede.

—Okay...Cavalheiro...Gostoso. — brinca mais uma vez, então ergue suas mãos em rendição.

O príncipe revira os olhos por causa da palavra, e assim eles adentram ao elevador. Bella se apoia em uma das paredes do compartimento metálico, sabendo que demoraria pelo menos um minuto, até chegarem no último andar. Edward aproveitou esse tempo, para abrir sua garrafa de suco, e tentou desvendar o mistério de como tomar o líquido sem derramar em si mesmo. No castelo, eles costumavam usar taças.

Então, um barulho seguido por um balançar bruto na cabine, assustou os dois. Bella se desencostou da parede, e apertou em um dos botões do painel, somente para constatar que o elevador havia travado.

—Estamos presos. — ela anunciou, antes de revirar os olhos.

Logo ela se virou para Edward, e encontrou algo que fez com que ela gargalhasse. O suco havia caído todo em cima da camisa social do príncipe, e ele tentava a todo custo se enxugar.

—Só não me sentirei horrível com seu comportamento, porque você tem uma gargalhada bonita. — ele esclarece, e assim coloca a garrafa no chão.

Bella se acalma e então suspira.

—Eu sinto muito. — fala ainda tentando não rir.

—Acha que demorarão muito tempo para nos tirar daqui? — ele indaga, balançando o tecido para que ele secasse.

—O técnicos do hotel são eficientes. — Bella diz dando de ombros. Logo, ela se sensibiliza com a situação dele, e se aproxima, colocando as mãos em cima da camisa dele— consequentemente no peitoral de Edward — com a intenção de checar o estado em que se encontrava.

Foi nesse momento que seus olhos se encontraram, Edward engoliu a seco com a proximidade e Bella mordeu os lábios, ainda com as mãos sobre o tórax dele. De repente, o elevador se tornou um lugar muito quente.

—Olha, não é querendo soar como alguém que assiste esse tipo de filme de mulherzinha, mas, você já assistiu cinquenta tons de cinza? — Bella indagou e Edward franziu as sobrancelhas. Por que ela perguntaria aquilo naquele exato momento? Queria ela distrai-lo?.

—Não. Por quê? — indagou curioso e ela não pensou muito antes de falar.

—Porque eu te darei uma amostra grátis dele, agora. — foi o que disse, antes de seus lábios se chocarem aos dele com brutalidade. O príncipe se assustou com o ato no início, mas depois tomou o controle daquilo, e num movimento rápido, puxou-a para mais perto. As mãos delas que antes estavam em seu peitoral, se enroscaram no pescoço dele. Edward passou as suas pela cintura fina de Bella, e assim ela abriu passagem para que a língua dele adentrasse a sua boca. Aquele beijo que começou lento, tornou-se desesperado.

Eles brigavam entre si, para ver quem conseguia ficar mais tempo sem respirar. Tudo estava intenso naquele momento. Bella nunca havia gostado tanto de um beijo em sua vida. Edward nunca imaginou que beijaria alguém daquela forma tão profunda.

Se separaram e olharam-se ofegantes, mesmo aquilo sendo insano, Edward não teve a intenção de parar, por isso, ele tomou a direção dessa vez, e agarrou a nuca dela, antes de a beijar sem o minimo pudor. Isabella despertava um lado dele, que o mesmo desconhecia.

Aquilo pareceu tão pouco para os dois, por isso de um jeito inexplicável, Bella conseguiu rasgar todos os botões da camisa dele, e logo a mesma se encontrava caída no chão, e o torso do príncipe se encontrava nu. Isabella tinha que admitir que ele era quente.

Sem vergonha alguma, ela passou suas mãos por a pele desnuda dele, com todo desejo de seu corpo. Edward reagiu aquilo, gemendo de satisfação, então num movimento que nem ele mesmo previu, o príncipe empurrou Bella contra uma das paredes de metal. Naquele instante Isabella duvidou que ele fosse mesmo inexperiente.

Bella se separou rapidamente dele e com maestria se livrou de sua blusa, ficando apenas de sutiã. Edward a prensou na parede e a presenteou com beijos delicados no pescoço, que a fizeram suspirar. Dominada por desejo, ela puxou os cabelos cobres dele.

A situação se descontrolou, por isso usando toda sua força, Edward ergueu Bella e fez com que as pernas dela, se enlaçassem ao redor da cintura dele. Com aquele ato, Isabella notou o quão ele a desejava, pois o mesmo se encontrava excitado.

Naquele momento, ela agradeceu que aquele elevador não tocava uma daquelas músicas chatas, pois isso tiraria todo o clima que se formou ali.

Completamente soados e descabelados — tanto pelo que estavam fazendo, quanto por estarem presos em um elevador. — Edward mostrou o quão dominador podia ser, quando ergueu os braços de Bella acima da cabeça da mesma, e passou a beijar a barriga dela, até chegar no vale entre seus seios.

A Black o beijou com mais animação e voracidade e mordiscou o lábio inferior dele, apenas para provoca-lo. O príncipe se encontrava em um estado de puro tesão. Bella estava prestes a se soltar das mãos firmes de Edward, e desfivelar o cinto da calça dele, quando tudo aconteceu rapidamente; As portas do elevador abriram e os dois técnicos responsáveis por conserta-los, arregalaram os olhos ao ver o que Edward e Bella estavam fazendo.

O príncipe arregalou os olhos, tanto pela vergonha de ser pego em um momento como aquele, quanto por ter acordado antes que fizesse algo que se arrependeria depois. Ele desceu Bella de seu colo com cuidado, e a entregou sua blusa, a qual ela vestiu rapidamente.

A mesma não estava tão envergonhada quanto ele, já havia sido pega fazendo coisa pior. Mas, também não se sentia confortável com o que estava prestes a fazer com ele.

Sorriu amarelo para os técnicos, e por fim saiu da cabine, com um príncipe seminu ao seu lado. Foram até a porta do quarto dele em silêncio.

—Situação estranha, não é mesmo? — ela decidiu ser a primeira a falar. Mesmo que por dentro estivesse atordoada.

—Isso foi errado. — foi o que o príncipe disse.

—Por quê? Você é um adulto com desejos, eu também sou. — ela fala sem entender o erro daquilo. — Não me diga que é por causa daquele lance sobre fazer isso com a garota certa? — Bella indaga com escárnio.

—Sim é. E o motivo de você não entender porque isso é um erro, diz o quão nem ai você está para essa situação. Eu sempre acreditei nisso de só fazer aquilo com a garota certa, e eu ia contra o que eu sempre acreditei, porque você decidiu que eu devia ser mais um dos caras com que você faz isso, sem ter nenhum sentimento. — Bella não entendia por que razão, mas naquele instante, aquelas palavras doeram nela.

—Que tal usarmos os termos adultos? “Isso” ou “Aquilo” é sexo. Um ato que todo mundo faz, sem se importar com sentimentos. — Bella diz como se fosse obvio.

—Eu não sou todo mundo. Aquilo que disse sobre os passeios, estava certa. Eles tem que acabar. Vou entrar agora. — avisou e então deixou uma Bella incrédula no corredor vazio.

Edward havia dado um fora nela, após quase transarem no elevador? O papo de amizade acabou? Era aquilo? Era um fim?

Foi com esses pensamentos que ela se encostou contra uma das paredes beges, e fez algo que não fazia a mais de dez anos; Chorou.

[...]

Como tinha a tarde livre por causa do passeio turístico, e já que ele não aconteceria, ela decidiu que o melhor que tinha a fazer era ir para casa. Foi o caminho todo, pensando no quão intenso aquele dia estava sendo, e ele se tornou mais ainda, quando Bella encontrou alguém de seu passado no hall de entrada do seu prédio.

—Sam, quanto tempo. — ela falou a frase mais clichê de todas, e o moreno alto se virou na direção dela. — já que ele estava conversando com o porteiro. — Sam Uley, foi um cara que ela namorou na faculdade. Por 3 meses para ser mais específico, Bella terminou com ele, porque Sam era o cara mais família que ela conhecia. Em plena faculdade, o mesmo já pensava em casar e ter filhos.

—Bella...Uau, você não mudou nada. — falou a encarando. Bella sorriu com o comentário.

—Então, o que faz no meu prédio? — perguntou curiosa.

—Ah, o primo da minha noiva está se mudando para cá, e me pediu para buscar um documentos que ele precisava assinar. — explica.

—Noiva? Conseguiu o que queria. — Bella comenta sorrindo.

—Sim. Emily é maravilhosa. — Sam diz orgulhoso. — Então, como vai de saúde? — aquela pergunta faz Bella franzir as sobrancelhas.

—De saúde? A pergunta padrão não seria se eu estou namorando? — ela indaga com uma sobrancelha arqueada.

—É sobre você que estamos falando. Você nunca namora de verdade. Seus relacionamentos se baseiam em sexo. É sempre assim, lembra que quando nos conhecemos eu só queria sua amizade, e você deu um jeito de acabarmos transando? É isso que você faz, coloca sexo na jogada, porque é mais fácil terminar qualquer coisa se envolver só isso. Sempre que você nota que quer conhecer alguém de verdade, seu primeiro instinto estragar as coisas. Você não consegue gostar simplesmente da companhia das pessoas. — aquele discursos faz Bella lembrar do que aconteceu entre ela e Edward.

—Tem razão. Tinha uma pessoa, e eu estraguei tudo com ela. — Bella murmura.

—Sempre podemos consertar. — Sam alega.

[...]

Depois de mentir para Emmett, dizendo que chegou ao quarto sem camisa, porque havia derramado suco nela, o príncipe deu um jeito do seu amigo o deixar em paz, quanto a história do clube e passou a tarde toda trancado no quarto.

Quando a noite chegou até pensou em jantar no restaurante do hotel, mas por fim desistiu e pediu que a camareira trouxesse o jantar para seu quarto, por isso quando alguém bateu na porta do mesmo, supôs que fosse ela.

Ele se enganou. Pois quando a abriu, acabou se deparando com Isabella.

—Eu tenho medo. Você está certo. — ela admitiu e ele suspirou. —Eu tenho medo de gostar de alguém de verdade, e essa pessoa me deixar na sarjeta como meus próprios pais deixaram. Eu sou quebrada, e a pior pessoa para qual você deveria querer se inspirar. Eu tenho fantasmas, eu tenho um passado horrível. Eu machuco as pessoas quando fico perto demais, e eu raramente fico perto demais. Sabe por que eu te agarrei daquele jeito? — Bella obviamente não obteve resposta, e ela também não a queria. — Primeiro porque você é gostoso. — Edward revirou os olhos. — E segundo: Porque eu realmente tenho o dom terrível de estragar as coisas e eu queria estragar com você, porque eu sinto algo e eu odeio sentir. Sinto muito por ser egoísta, por querer te fazer ir contra uma coisa em que você sempre acreditou. Sinto muito de verdade. — Bella declara om toda sua sinceridade. Aquilo era o máximo que ela conseguiria naquele momento.

Edward não fala nada, apena faz. Então em questão de segundos, os dois estão abraçados pela segunda vez naquele dia.

—Quer ir ao cinema comigo? Eu não te agarro no escuro, é sério. — ela oferece e ele ri.

—Parece bom. — aceita com suas palavras. Ele tinha um cinema particular no reino.

—Podemos assistir um filme alemão, claro que legendado. — Bella disse, com eles ainda abraçados.

—Eu falo alemão. — Isabella ergue a cabeça nesse momento. —Há muitas coisas sobre mim que você não sabe, não se surpreenda. — Edward diz sorrindo.

—Eu quero saber. Tudo. — Bella afirma.

Notas finais
O que acharam? Comentem!