Coração Assombrado
9 Capítulo 9
Faltando 3 dias para as Olimpíadas.
Nem acreditava que estávamos tendo aula no sábado. Isso raramente acontecia. Outra coisa rara era eu estudar, mas como não deu tempo de me inscrever em nenhuma modalidade das Olimíadas tive que pedir ajuda do Luccas.
Intervalo.
Dessa vez não sentamos na ponte, no meio do caminho nos encontramos com o Luccas e decidimos ficar no banco no centro do pátio que ficava de baixo de uma árvore. Eu sentei entre o Luccas e a Vivian, a Layla ficou do lado do Luc.
Que foi?
É isso mesmo. Luc. Depois do nosso beijo eu comecei a chamar ele assim...
Não me zoe!
Certo, certo. Ficamos conversando normalmente até sermos interrompido por Ana. Ela veio toda sorridente para nós jogando seus cabelos lisos negros sobre o ombro. Ela nos entregou uns envelopes todos...hum... exageradamente enfeitados.
- É meu aniversário de 17 anos! Vai ser na minha casa, no dia... áh, tem tudo o que vocês precisam saber aí. — Luccas nem pareceu ter ligado quando não recebeu o seu. O olhei meia triste por ele. — Espero vocês lá! Bye...
- Espera! — Ela abriu os olhos espantada para mim. Se eu perguntasse se o Luccas podia ir ela com certeza ia ficar desconcertada por estar na frente dele, mas por dentro estaria dizendo um claro NÃO. — Eu posso levar um amigo?
- Claro! Quanto mais gente melhor!... É gatinho? — Corei.
- É-é. — Dei uma meia abaixada na cabeça com um sorrisinho envergonhado quando ela saiu.
- Layla começou a abrir o envelope.
- Nossa. A festa é hoje a noite! Ela podia ter nos avisado antes, não?!
- Hoje?! Acho que não vou poder ir. — Vivian.
- Eu não queria ir mesmo. Ela é muito chata. — Luccas
- Não vou por ela. Vou pela festa. — Layla.
- Que horror! — Vivian, e todos nós demos uns risinhos. — Mas vem cá, quem é esse amigo gatinho que você falou que ia levar, Deb? — Fiquei corada na hora – Nós conhecemos? Eim, eim? Fala garota!
- É verdade, Deborah. — Fiquei mais corada ainda quando olhei para Luccas que estava com uma sobrancelha arqueada e sorrindo maliciosamente. — Nós conhecemos esse gatinho?
- Na-não...
- Você não consegue mentir para nós, garota. — Vivian – Nós somos suas melhores amigas lembra? Sacamos tudo que acontece com você. — Ela me deu uma cotovelada no braço piscando um olho e eu sorri.
- Esse “gatinho” é o Luccas, né? — Layla.
- Hum, quer dizer que você me acha um gatinho, é? — Luccas
- Cla-laro que não! — Disse vermelha de uma mistura de vergonha com raiva e pude o ver rindo com aquele sorriso de canto. — Eu só falei que era pra ela deixar você ir.
- Mas eu nem queria e além disso, ela já tinha dito sim, se você disse que não ou mais ou menos não ia fazer diferença.
- Ah, vai se ferrar, Luccas! — Caíram na gargalhada enquanto o encarava enfurecidamente envergonhada. — Ridículo!
- Medrosa. — E ele não tirava aquele sorriso de canto da boca. A boca em que eu beijei. E beijo.
Mais tarde, na minha casa, em frente à tv o telefone toca.
Era ele.
- Ah, oi. — Respondi
- E aí. Só queria te perguntar uma coisa.
- Fala.
- Eh... Você ficou louca?
- Que? Por que?!
- Eu não posso ir na festa se esqueceu?
- Por causa da Lina? A vá, Luccas! Pelo amor de Deus, né. Ela sumiu.
- Mas vai voltar, medrosinha.
- E você tava até planejando jogar futebol!
- Isso é outra coisa.
- Não é, não. E a Lina que tente aparecer, não tenho mais medo dela.
- Não, imagina... — Não sei porque, mas aposto que ele deve estar com aquele sorriso no rosto que eu amo naquela hora.
Ou não.
Ainda hoje não sei se ele dá aquele sorriso pra me seduzir – e consegue – ou se é o natural dele mesmo.
- Tá, mas você vai sim, ridículo.
- Você sabe que eu...
- Não adianta. Você vai nem que seja arrastado!
- E quem vai me arrastar? Você, a Lina? — Pude ouvir o riso dele do outro lado da linha.
- Viu o porque de eu te chamar de ridículo?
- Ai, ai. Só você mesmo pra me fazer rir desse jeito, medrosinha.
- Pode parar de me chamar assim?!
- Só quando você parar de ter medo. O que eu acho bem difícil de se acontecer. — mais risos
- Aim, você eim...
- Tá, mas agora é sério. Muito obrigado pelo convite mas eu realmente não vou.
- Vai sim! E você não disse que vai se arriscar jogando futebol? Por que não se arrisca também indo a festa?! Eueim!
- Não, eu não vou a festa.
- …Passo aí as 7h.
- Deb...
- Esteja pronto. Bye!
A caminho da festa passei na casa do Luccas como tinha dito. Ele ia na festa nem que eu que tivesse que vesti-lo e algema-lo e agarra-lo e beija-lo... tá, você entendeu.
Cheguei na porta da casa dele. E sim, eu sabia onde ficava, ele me deu o endereço um dia desses. Realmente não ficava muito longe da minha.
Ele abriu a porta.
O olhei de cima a baixo vendo cada detalhe do seu modelito. Ele estava de tênis bege, calça jeans escura, uma blusa branca de meia manga.
- Não está um pouco frio pra essa blusa?
- Nossa, você veio mesmo.
- Tá, tá, vai trocar a blusa ou colocar um casaco. — Ele arqueou uma sobrancelha e eu dei de ombros. Abri um do olhos e pude o ver me fitando de baixo a cima.
- O-oque? Tem alguma coisa errada na minha roupa?
- Não. Nada. Está perfeita. — Corei absurdamente. Estava com o meu vestido preto de babado a partir da cintura e tomara que caia na parte de cima um pouco curto, com um cinto de tachinha na cintura e um scarpin preto também com tachinha. Por cima disso tudo estava um casaco preto de algodão. Ameaçava nevar.
Seria lindo, já que nunca vi a neve e sempre quis fazer que nem nos filmes: Ou pegar um floco na palma da mão ou pega-lo com a lingua ou então ficar deitada vendo a neve cair sobre mim no gramado.
Assumo que queria impressionar tanto a ele quanto ao resto da festa.
Ele só se debruçou e esticou o braço para o lado e pegou um blazer bege. Gritou:
- Pai! To saindo!
- E fomos lado a lado até pararmos em frente a garagem dele.
- Vamos Luccas. Agora não é hora para dar uma de mecânico. — Ele olhou para mim com uma sobrancelha levantada e apertou o botão que “brotou” na mão dele, porque eu não vi ele pegar nada. O portão da garagem foi levantando pouco a pouco e eu pude ver o brilho prateado do c4 palace reluzindo na escuridão logo sendo iluminado pela luz da lua. E a única coisa que saiu da minha boca foi: — Wau. Você tem um carro.
- Não, é uma espaçonave. — Falou em tom de deboche. — Meus pais me derem de aniversário. Vai ficar e ir a pé ou vai vir aqui comigo? — Ele se aproximou e abriu a porta do carro do motorista e eu apenas sorri.
- Só não me mata. — Falei sorrindo caminhando em direção ao carro.
- Não se preocupe, não quero mais uma me assombrando.
Vimos o local da festa chegar.
Muitos carros. Muitos, muitos carros.
Wau, quantos carros.
Carrões mesmo.
Meu Deus, quantos... Certo, parei.
- Tem certeza que eu preciso entrar lá? — Disse ele ainda com a mão no volante, mas olhando para um gramado onde tinham pessoas bebendo e conversando
- Tenho. Anda, estaciona logo.
- Ai, ai... certo. — Sorri, mas logo meu sorriso foi diminuindo quando ele parou o carro no meio do caminho.
- Ei, o que houve? Estão vindo outros carros.
- É que eu parei pra pensar: Por que eu tô te obedecendo? — Fiquei o encarando boquiaberta. Vi que ele desviou o olhar e posicionou a marcha para dar ré. Mas fui rápida e coloquei a mão sobre a dele.
- Ei! Nem pense nisso. Você já está aqui, eu já estou aqui, já estamos arrumados... nem pense em querer voltar.
- Nem sei porque concordei em vim, eu não queria vir. Ah, espera... Eu não concordei com nada.
- Você está aqui pra me vigiar, Ora! — Falei corada numa subta tentativa de arranjar uma esculpa para ele ficar.
- Ele arqueou uma sobrancelha e se aproximou mais de mim e deu um riso de deboche junto com o sorrio de canto mais lindo do mundo.
- Por que eu iria te vigiar?
- Por... por... porque eu tenho só 16 anos e... e... — Eu tentava desviar os olhos dele mas parecia que estavam me perseguindo. — E o Erick pode tentar alguma coisa de novo comigo... então...
- Você tá dizendo que eu estou aqui para te vigiar ou... quer que eu esteja aqui porque ta com medinho de ficar sozinha na festa? — Corei de vergonha e raiva ao mesmo tempo que ele dava aquele sorriso de canto malicioso.
- Nã-não é nada disso! Já disse que não tenho medo e... e... eu não iria ficar sozinha mesmo, a Layla vai estar aqui também! Ah, quer saber?! — É, eu estava com mais raiva, e por isso tirei minha mão da dele e virei para a minha porta – Não precisa vir mesmo não!
Quando virei totalmente para minha porta preparada para apertar o botão e descer ele segurou minha mão e me puxou. De repente senti os lábios dele nos meus, me dando um beijo rápido.
Ele se afastou um pouco, o bastante para me olhar nos olhos e disse ainda com aquele sorriso:
- Eu estava brincando, minha medrosinha. Nunca ia te deixar sozinha. — Fiz um biquinho. — Won, que lindinha. — Ele me deu mais um selinho.
- Seu ridículo. Vamos, estaciona essa... espaçonave logo. — Nós nos afastamos; Ele sorrindo como se fosse alguém que tivesse conquistado o mundo e eu tentando segurar o sorriso, mas estava difícil.
Entramos entre olhares, mas nem ligamos para isso. Na verdade, já estava meio que acostumada.
- Deb! Luc! Vocês estão lindos! — Layla
- Então é por isso que todos estão nos olhando? — Falou Luccas de deboche colocando as mãos no bolso do blazer
- Duvido muito. — Rimos discretamente e seguimos para a parte dos fundos onde estava o melhor da festa.
- Então a Vivian realmente não veio?
- Não. — Falou com um tom de tristeza. Olhei para Luccas, ele estava olhando todos os cantos como se estivesse desconfiado de alguma coisa. Mas dei de ombros.
No caminho encontramos a Ana.
- Pessoal... — Anna disse inicialmente entusiasmada mas acho de depois percebeu a presença do Luccas e abaixou o tom de voz.
- Oi. Feliz aniversário! — falei dando um sorriso amigável, mas fui pega de surpresa sendo puxada pela mão de Ana e me vi sendo afastada do Luccas e da Layla.
- Por que que ele tá aqui?!
- Ah,... eu quis trazer ele. Ele é meu amigo, poxa.
- Disso eu sei, vocês andam bem juntinhos ultimamente.
- Ele não é como vocês ainda pensam.
- Presta atenção: Se ele estragar, não, melhor: se ele der algum indício que vai estragar minha festa eu quero ele fora daqui.
- Pode ficar tranquila.
- Tô de olho, eim.
Voltei para junto deles e continuamos nos direcionando para a parte de trás. Passamos pela cozinha e da porta dos fundos dava para ver o quintal com grama algumas cadeiras e espreguiçadeiras de piscina ao lado da piscina cheia de bolas coloridas do lado esquerdo e do lado direito estava a pista de dança. Não era muito grande mas não era muito pequeno.
Fomos sentar em duas das espreguiçadeiras, eu do lado do Luc. e a Layla de frente para nós. Passei o olho por todo o local e percebi que Erick estava na pista me encarando segurando um copo de alguma coisa conversando com dois garotos da escola. Ele deu um sorriso tímido e um aceno depois ele ficou sério do nada e me deu o dedo do meio. Fiquei espantada.
Como é que é?!
Mas olhei para atrás quando percebi um movimento de Luccas e percebi que aquele dedo não era para mim. Parece que a Layla percebeu também os movimentos dos amigos e perguntou para o Luccas:
- Cara, vocês viviam juntos antes da... do acidente com a Lina. Por que estão tão separados agora? — Nós nos entreolhamos
- Ah, eh... é complicado.
- Ah... Cara que festa parada! — Dei um sorrisinho olhando para ela só que como resposta ela se levantou de subto e me puxou pela mão. Levantei quase caindo e ela nem pareceu se importar, saiu praticamente me arrastando. — Vem, vamos dançar.
Dançar? Nã-ão! Não na frente do Luccas...
Corei.
- Vem Luc. Vamos pra pista. — Ela parou e virou para ele.
- Não, não. Podem ir. Nem era para eu estar aqui, se eu chegar lá é capaz de todo mundo sair da pista.
- Ah, para! Ou você não quer ir porque você dança mal? — Ela soltou minha mão e virada para ele colocou a mão na cintura dando um sorriso levemente maligno.
- Não, não é isso. É que... ai, não quero humilhar vocês lá na pista de dança, é só isso. — Revirei os olhos.
- Aham, sei. Vem, então prova que você é bom mesmo. — Ela saiu de sua posição e se aproximou dele que ainda estava sentado e som uma sobrancelha arqueada, estendeu a mão e o puxou. Bem, pelo menos tentou puxa-lo. — Vamos! — Ele revirou os olhos, respirou fundo e levantou deixando ser puxado por Layla.
Ela o soltou quando chegamos na pista, mas voltou a falar:
- Luccas, você nunca viu a Deb dançando né? — Ela chegou perto dele para que ele ouvisse mas eu também tinha ouvido já que ela teve que gritar por causa da musica. Ou seja, corei. Mas ainda bem que nem deu pra perceber por causa das luzes e tal.
Ele olhou para mim e deu um sorriso.
Sim, aquele sorriso.
- Não, nunca. — O sorriso não estava saindo o rosto dele e eu não conseguia parar de encara-lo.
- Então você vai se encantar! — Ela disse.
A não vai mesmo filha, porque nem se Deus vier aqui de joelhos e me pedir eu danço na frente do Luc.
Tá, talvez se Deus pedisse eu teria que fazer, né. Mas só Deus, e mais ninguém!
Certo, um tempo depois e eu já estava me soltando na pista.
E tenho que assumir: Não era só o Luccas que estava olhando para mim.
Talvez eu estivesse parecendo uma louca dançando, sei lá.
Em um certo momento trocou de musica, uma musica eletrônica.
- Tá com sede?! — Layla chegou perto de mim mesmo assim teve que gritar
- Sim!
- Então eu já volto, vou buscar alguma coisa para nós bebermos!
- Ok!
Ela foi. E eu nem tinha me tocado que só tinha ficado eu e o Luccas dançando.
Claro que tinha mais gente além de nós, mas... Ah, você entendeu.
Eu e o Luccas.
Sem Layla, sem Erick.
Na verdade o Erick estava sim só que não na pista, então tudo tranquilo.
Percebendo que estava sem minha parceira de dança, fui parando aos poucos quando sinto-me puxada pelo pulso por uma mão forte mas ao mesmo tempo delicada.
Fiquei corpo a corpo com o Luccas.
Ele me olhava maliciosamente e eu sorria tímida, corada. Ele pôs suas mãos na minha cintura e eu só apoiei minhas mãos no peito dele.
- Obrigada por ter vindo.
- Não ia deixar você sozinha com o Erick de novo, já disse. E além do mais estou com coragem o suficiente para mostrar as pessoas que não sou mais como elas pensam nem nunca fui.
- É verdade, você já até provou isso às minhas amigas. Agora elas te adoram.
- Qual quer um me adoraria se não fosse pela Lina. Eu viraria um Deus. Até eu me adoro! — Tive que rir
- Você é ridículo, sabia? — Falei sorrindo
- E é por isso que você gosta de mim? — Enrubesci
- Que-em disse que eu gosto de você?!
- Você mesma lá na escola, não se lembra?... Abraçados no corredor, eu falei que gostava de fruta do conde...? — Falou debochando mas eu provoquei sem gaguejar.
- Não!
- Ah, é? Vê se isso te lembra alguma coisa então. — Eu nunca vou me cansar disso!
Ele tirou uma das mãos da minha cintura e colocou no meu rosto me puxando para mais perto. Não chegou a ser um beijão, mas ficamos só encostando e desencostando nossos lábios.
Foi romanticamente bom.
Me lembro até hoje.
Melhor: Eu sinto até hoje.
Tive que interromper aquele momento, infelizmente. Mas é que de subto me veio a imagem da Lina na minha cabeça e não pude deixar de ficar preocupada.
- Luc, — Olhei nos olhos dele – a Lina? Tem coragem de mostrar pras pessoas que não é louco, mas se a Lina aparecer aqui? O que nós fazemos?
- Teríamos que sair da festa às pressas... separados.
- Entendi... – Abaixei a cabeça apenas para raciocinar melhor.
Ele pareceu ter notado minha preocupação e meu olhar triste, tanto que acariciou meu rosto e o levantou. Buscou o meu olhar ainda meio tristonho.
- Ei, Não pense nela agora. Não pense nela em momento algum. Pensamentos ruins atraem coisas ruins. — Ele deu um sorriso tímido de canto – Ouviu, não se preocupe muito com isso.
- Como não vou preocupar muito com isso Luccas?! Ela disse que quando voltaria me mataria se me visse de novo com você e você ainda me diz para não me preocupar muito?! Você não acha estranho ela ter desaparecido do nada e voltar do nada?! Não acha que ela está... — Fui interrompida por um beijo. E dessa vez foi um beijão.
Ele encostou a testa na minha e completou:
- As vezes você fala de mais.
- De-desculpa. Eu só...
- Tudo bem. Eu entendo sua preocupação, só... não quero pensar nisso agora.
- Certo... — Ele desencostou a testa e me olhou sério.
- Perdi o clima para festejar. Acha melhor sairmos agora?
- Acho sim.
Ele soltou minha cintura e largou meu rosto para segurar na minha mão.
Quando passamos pela porta da cozinha lembrei de Layla.
Parei de subto, até ele estranhou e comentou:
- O que foi?
- A Layla.
- Ah, não se preocupe, ela está ali. — Olhei para onde apontara e a vi com um garoto encostado na parede perto da escada.
- Ah, ela está bem.
- Super bem. — Rimos.
Saímos de lá ainda de mãos dadas, não sei se olhavam para nós por ainda acharem que ele era louco ,ou se estranhavam por estarmos de mãos dadas, ou pelas duas hipóteses juntas.
Até que foi uma noite agradável.
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