Notas iniciais
Olá para os leitores novos e para os antigos, antes de mais nada tenho dois avisos, o primeiro é que decidi reescrever essa fanfic, pois no começo meu português era péssimo e por alguma razão me senti incomodada, todavia isso não altera em nada os acontecimentos, continuam os mesmos, apenas melhorei. Sendo assim fico grata aqueles que vão acompanhar, tenho uma meta de postar mais duas estórias Jelsa que excluí, enquanto isso apreciem essa aqui. Novamente Desculpe e boa leitura

A luz fraca do sol iluminava a fisionomia da rainha deitada em meio aos lençóis brancos, moveu-se inúmeras vezes irritada, suspirou aliviada quando encontrou a posição para livrar- se desse incômodo, enterrando a face pálida no travesseiro de penas de ganso, por algum tempo adormeceu. As tarefas como governante do reino de Arendelle tomava-lhe a maior parte do tempo, gostaria de estar com Anna, acompanhando-a nos passeios a cavalo, nas caminhadas ao redor dos jardins, nas visitas ao súditos, e até mesmo andar de bicicleta nos salões do castelo, ainda que fosse perigoso. Embora tivesse o desejo nutrido, a obrigação com as responsabilidades vinha em primeiro lugar, odiava deixar a irmã em segundo plano.

Com os pensamentos aglomerados na mente, viu-se cercada pela culpa, respirou profundamente, após o sono ausentar-se, abriu vagarosamente os olhos, radiando a beleza das íris azuis, sentiu-se em choque por um breve instante, ao lado da escrivaninha permanecia aquele que pensou tê-la abandonada para sempre, Jack Frost, qual encarava a fisionomia da soberana de maneira cordial, conquanto a surpresa a fez erguer-se bruscamente, resultado na queda ao chão, levando junto os lençóis.

Atento a cena, o espírito do inverno deu três passos, agachando-se na altura da mulher, de modo ajudá-la; colocou a mão no ombro direito dela, ao mesmo tempo que equilibrava o cajado, a presenciou erguer a mirada a ele segundos antes de sentar-se na beirada da cama, atordoada pôs a palma na testa, seguidamente mirou o semblante até o guardião.

Encararam-se como duas crianças indecisas na véspera de natal, perdidos nas profundezas frias dos olhos, recordando-se com saudade a época em que eles eram confidentes naquele quarto, ele a protegia dos seus demônios interiores, do medo e da angústia, ela lhe presenteava com sua presença, jamais deixando a solidão ser tornar seu amigo, ambos completavam-se como duas forças opostas, se a saudade fosse a razão da dor, nunca seria a do esquecimento.

Apesar do silêncio, a atmosfera do lugar preenchia-se com indecisão, barulhos auditiveis nos próprios pensamentos, causavam vontade da pronúncia, a medida que nenhum dos dois falavam, um abismo cresceu entre ambos, no entanto, após tempo indeterminado Jack decidiu falar.

— Oi.

De todas as palavras e formas que ele poderia dizer, aquilo souou como uma ofensa para os ouvidos da rainha. Depois de tanto tempo, reencontrando-se onde tudo iniciou-se, em seu quarto, um simples "oi" não resolveria nada entre eles.

Elsa levantou-se, a postura séria trouxe convicçao para si, analisou a face do seu interlocutor por breves segundos, quais Jack ocupa com esperança, com um breve aceno com a cabeça, a rainha desvia-se de seu corpo, indo em direção ao espelho na parede, Ignorando assim a presença dele, qual franziu a testa e girando nos calcanhares avistou a soberana lhe dá as costas.

— Como vê Senhor Frost — começou ela, a voz arrastada em amargura e raiva. — ,eu sobrevivi sem você, e pretendo continuar assim, pois sua companhia não é mais necessária, então vá embora.

A fala dela souou como uma adaga de gelo sendo atravessada em seu peito, estremeceu-se como em uma dor física, prorrompeu, com o remorso, move-se com passos lentos atrás da figura daquela mulher, fechou os olhos buscando as palavras certas.

— Ninguém me vê, ninguém nunca olhou em meus olhos, logo saí. — disse ele, e quis continuar, mas, ao vê-la distrair-se em frente ao espelho, escovando os fios loiros, quase brancos, contraíram seus lábios.

— Vivi por mais de dezessete anos sem ver ninguém, além dos meus pais, enjaulado nesse quarto, como uma prisioneira… — Colocou a escova sobre a mesa de madeira, apertou com força os seus punhos, voltou-se para o guardião, a recriminação em sua face deixou-o assustado e surpreso. — Acredita mesmo que ninguém olhou em seus olhos? Esse ninguém era alguém, eu!

— Elsa, escute.

— O quê?! — interrompeu com o tom de voz alterado. — Vai dizer-me que tipo de desculpas? Quer saber? Me desculpe por acreditar em você, pensar que estaria aqui para sempre.— pausou a voz e continuou irritada:— Me abondonou como se não importasse! Pensei que éramos amigos!

Não soube preparar suas feições para a situação em que se viu, diante da rainha, deu um passo hesitante a frente, permaneceu calado, mirando-a diretamente nas íris frias, fez-se sufocar, algo na aparência dela, como os cabelos caíam sobre omoplatas, a maneira que suas vestes de dormir caíam em seu corpo, ela se tornará uma adulta incrível, como na benevolência da sua personalidade.

— Por que acha que estou aqui? — questionou, apertando o cajado entre as mãos. — Não vou pedir desculpas por algo que não fiz, gostaria de ter feito algo bom, enquanto a via trancada nesse maldito quarto, no entanto, a única razão Elsa, de estar aqui novamente é arrepender-se de não ter feito nada. Presenciar você e Anna se salvarem sozinhas… — um riso sarcástico surgiu em seus lábios. — Nunca precisara de mim, mas eu precisei, você era luz em meio a minha solidão, e depois de finalmente liberta-se, entendi que eu estava pronto para ir.

Em lugar de ofender-se,justificar-se, ou até ficar triste, de modo completamente involuntário pegou do bolso uma caixinha e estendeu para ela, que após olhar de relance para o objeto aceitou.

— O que é isso? — indagou displicente, girando a caixinha entre os dedos.

Percebeu que a rainha havia ignorado suas palavras, todavia fingiu não entender.

— É para Anna. — passou os dedos nos fios platinados do cabelo. — Hoje é o aniversário dela, sendo assim fiz um presente, não é tão bonito como gostaria que fosse. Está aí dentro, é um pingente de gelo em formato de floco de neve.

— É adorável. — comentou, erguendo-o na frente dos olhos, acrescentando com um curto sorriso. Era a primeira vez que Jack presenciava novamente seu sorriso. — Anna vai amar, ela ama tudo que é relacionado a neve e gelo, contundo é verão, certamente irá derreter.

— Esqueci desse detalhe.

Ambos riram ligeiramente, e após breve minuto de silêncio, a rainha foi interrompida por olhar do espírito de inverno, lembrou-lhe tudo; quando ela era criança e brincava na neve, como amava a sensação de correr livre e sem direção antes da tragédia. Sabia que esse espírito, na fisionomia o mais frio e divertido poderia imaginar, tinha o encanto de deixá-la alegre, diferente de seu temperamento extremamente sérios às vezes.

Baixou a cabeça e seu belo rosto tomou uma expressão melancólica, num relance, els avaliou da cabeça aos pés sua figura, possuía as mesmas roupas, a calça marrom, da mesma cor do colete, a blusa de mangas de cor bege e por fim o poncho preto, com geadas por cima do tecido. Quis dizer algo, mas negou-se, deu as costas para o rapaz e foi para atrás do bioma, trocar-se, voltou depois de alguns instantes trajando um vestido azul claro, o que ela usava sempre, notou como ele a admirou, causando-a desconforto.

— É o único que tem? — perguntou Jack, com sarcasmo carinhoso.

— Um clássico nunca saí de moda. — respondeu Elsa, lançando para o guardião um olhar desafiadore simpático.

— Bem, como é verão, achei que iria vestir-se de acordo com a estação. — Andou distraidamente, balançando o cajado e congelando levemente o chão. — Como vocês dizem, cada ocasião pede um traje adequado.

— Desde quando o senhor é um especialista em moda?

— Eu não sou, mas quem sabe um verde ou um rosa? Sabe para dar um tom de verão.

— Em primeiro lugar, ninguém controla o que vou ou não vestir, isso é pessoal e íntimo, e em segundo lugar, verde não é a cor que mais admiro. Você que deveria mudar esses trapos velhos.

— Trapos velhos? — indagou com um sorriso e diversão. Custou-lhe entender algumas de suas palavras, ela possuía aquele sotaque noroeguês incompreensível às vezes.

Os dois não compreendiam como chegaram ao ponto de serem amigos novamente, a medida que conversavam encontravam o conforto, seguramente Jack estaria pronto para deixá-la, mas Elsa ficaria triste e brava, por essa razão prometeu estar com ela mais tempo, o inverno tormaria seu tempo a retornar.

Pela porta passou de repente Olaf, qual alegrou-se em ver o espírito, e com toda felicidade que poderia ter, o convidou para o aniversário de Anna, a rainha interveio mentalmente, culpado-se pelo atrevimento do boneco de neve, ainda assim, contém a esperança em seu âmago.

— Terá bolo de sorvete! Eu amo bolo de sorvete, você também gosta? — Deu leves pulinhos de exaltação, os dois adultos sorriram com a ação.

Encarou brevemente a face da rainha, buscando discórdia ao pedido de Olaf, como não obteve, repondeu:

— Com certeza.

— Legal! Vou contar a Anna, espera, é uma surpresa, devemos manter em segredo. — sussurou, colocando a mãozinha de graveto no canto da boca. — Irei contar para Kristoff! Vamos Jack Frost!

E antes que Elsa pudesse impedir, Olaf segurou o tecido da calça do guardião, o levando dali. A rainha sorriu ligeiramente, seguidamente guardou o pingente de gelo de Anna na caixinha, transformando a caixa em uma bela peça de gelo.

"É um lindo presente".

De súbito pensou, ao mesmo tempo que lhe desceu sobre o rosto aquele ar de melancolia que nunca a abandonava sempre que, na lembrança de Jack, se pronunciava na sua saudade. Irritou-se profundamente com a partida do espírito a alguns meses, acreditava na amizade vívida, de certo era alegre tê-lo em Arendelle novamente, mas a armagura permanecia no interior da rainha, talvez pudesse reconsiderar, escutara da boca do guardião o arrependimento, ainda assim não seria fácil, decidiu esquecer tais pensamentos, pois era aniversário de sua irmã, um dia especial, nada e ninguém acabaria com essa data, principalmente Frost, permitiu-se então, arrumar o cabelo em uma trança lateral e depois seguiu com os preparativos.

Notas finais
Bem, eu não mudei nada muito importante nesse primeiro capítulo, apenas a parte que Jack convidava Elsa para brincar na neve, mais para frente devo introduzir. Acredito que a maioria que acompanhou a fanfic até o primeiro capítulo deve estar se perguntando que estória é essa, desculpe, mas tive que alterar o nome e a capa, ainda assim agradeço a todos pelos comentários, essa foi minha segunda fanfic "Jelsa" no site, após o filme Frozen Fever, tenho a ideia que poderia ser assim que ambos encontrariam-se depois do evento do primeiro filme. Obrigada novamente, e a todos que me acompanham aqui um comentário sempre motivo, um "amei" é suficientemente.