Corazón De Angel
28 Capítulo 28 i'm better
Notas iniciais
Então seus lindos. Estou fazendo uma fanfic original sobre bruxas e bruxos e outra sobre a garota da capa vermelha, vou começar uma de fallen,. qnd eles se conheceram pela primeira vez e uma de TVD u.u então eu pensei que se alguém tem interesse em ler podem me marcar como autora favorita e tais, bem, adoraria que vocês acompanhassem as histórias.
POV EMILY
Eu cheguei aqui há mais ou menos dois meses, meu avô e avó me esperavam no aeroporto, com os sorrisos cínicos, os quais eu admito que amo, e que senti falta. Queria culpar a TPM por todos esses choros e por todo meu eu sensível... Mas eu nem precisava de um psicólogo para me dizer que eu tinha depressão... Eu sabia que em parte me afastei de todos, não porque fugi, mas um dos porquês, foi não ver mais minha mãe chorando, minha mãe era psicóloga e é claro que não demoraria a perceber meu estado depressivo. E eu não possuía mais forças para mentir e forças sorrisos.
Eu sabia desde o inicio que meus avós eram pais adotivos de minha mãe, eu sabia que provavelmente meus verdadeiros avós eram os avós de sangue de Henry, tanto que os tratava como tais, mas o afeto que eu sentia por esses avós não havia igual.
Quando eu os vi no aeroporto corri para um abraço apertado de vovó e um beijo na bochecha flácida de vovô, mamãe não envelhecia, mas eles sim, eu não queria, mas um dia eles morreriam, e eu odeio ter me apegado a eles, mas é muito difícil não amá-los.
-Oh, querida – Disse vovó – Estávamos tão preocupados, deve ter sido terrível... Como está? –Ela passou o braço pelos meus ombros, e eu não pude evitar ser totalmente sincera com minha segunda mãe.
-De verdade, vovó? Eu estou como nunca, desabando.
-Ah, eu sinto muito querida.
Vovô me olhou com compaixão enquanto caminhávamos em direção ao carro.
Vovó e vovô sabiam que eu havia sido sequestrada, que meus tios morreram ao tentar me salvar, mas não sabiam do envolvimento sobrenatural que isso tinha, não sabiam que eles não foram mortos por tiros, mas por setas estelares. Devia ser tão bom a ingenuidade.
Quando chegamos em casa o cheiro de bolacha caseira tomou minha completa atenção, era apenas uma ilusão achar que foi vovó que cozinhou.
Vovó e vovô não moram em uma cabana de madeira onde há sempre cokies assando feitos pela vovó, ela não usa um coque bagunçado sobre os cabelos brancos e nem roupas folgadas, tão pouco vovô usa regatas manchadas de cerveja e passava todos os dias em frente a TV para ver o basebol.
Vovó e vovô viviam em uma propriamente dita mansão com empregada vinte e quatro horas, os móveis sempre limpos de couro branco, a TV de plasma reluzindo, as escadas de mármore recém limpadas levando para um andar de cima chique que dói, vovó sempre vaidosa tanto quanto consigo mesmo quanto com a casa onde escolhera viver. Ela possuía cabelos cortados em um estilo Chanel loiro, usava um vestido preto até acima do joelho, combinando com o sapato de 10 centímetros preto, um colar de perolas que fazia conjunto com os brincos. E um batom vermelho vivido. Vovô usava uma blusa social e um terno com a calça social, sem lhe faltar sapatos italianos.
Vovó queria tudo perfeito. Incluindo o marido.
Mas infelizmente ela não tinha chance comigo, durante toda minha infância tentou me tornar uma princesa, e o resultado foi uma garota com joelhos ralados devido as minhas caídas das árvores do quintal, devido a minhas manobras radicais com a bicicleta e o skate. Vovô queria fazer Henry jogar o basebol clássico, mas Henry preferiu o basquete, então eu era a escolhida e aprendi com gosto.
-Quer um biscoito querida? –Perguntou vovó.
-Não, vó, não tenho fome.
Ela fez uma careta preocupada, e mordeu um biscoito.
-Emy? –Chamou vovô – Quer reviver os velhos tempos? Quem sabe jogar um basebol no quintal perto da piscina?
Meus olhos queriam transbordar em lágrimas, eu não queria negar, mas simplesmente não tinha vontade de nada, mal tinha vontade de respirar.
-Desculpe vovô, hoje não. Onde eu fico? Estou cansada...
-Ah, sim! Desculpe querida – Falou vovó – Espere... Meredith! –Ela chamou a empregada de sempre.
-Sim madame?
-Mostre, por favor, a Emily o quarto dela. Está arrumado como ela deseja?
-Sim, claro que está. Vamos, senhorita Emily? Deixe as malas comigo.
Ela pegou minha mala única e subiu em minha frente na escada. Enquanto subíamos pude contemplar alguns quadros de Van Gogh, e outros quadros com fotos da família. O casamento de vovô e de vovó, eles e o sobrinho... Uma foto de minha mãe com eles, ela não havia mudado nada, nem poderia. E nenhuma foto dela criança, simplesmente porque não foi uma.
-Aqui, senhorita Emily – Disse apontando-me a porta ao lado do quarto de meus avós.
O quarto me fez balançar a cabeça, tinha mais rosa do que eu gostaria que tivesse, mas não seria assim para sempre... O quarto é só por pouco tempo.
-Obrigada, Meredith, pode deixar a mala ali.
Ela fez o pedido e sorriu para mim
-Quer alguma coisa? Um leite quente, biscoitos, quem sabe uma torrada?
-Não, obrigada... Eu não sinto fome.
Ela sorriu triste.
-Sinto muito, senhorita.
-Pelo o que?
-Pelo o que passou... Você foi muito forte.
Sorri sem nenhuma felicidade.
-Você não imagina o quanto fui fraca...
-Duvido sempre tão destemida... Lembro como se fosse ontem de você caindo da árvore e tentando escalar de novo.
-É... Tudo mudou, pode ter certeza.
-Vai voltar ao normal, menina... Por favor, um leite?
-Não, obrigada mesmo... Quando eu sentir fome eu peço algo.
-Tudo bem... Posso me retirar?
-Claro, obrigada por tudo.
-Não por isso, senhorita Emily.
Quando ela saiu e fechou a porta eu me meti de baixo das cobertas e só sai no outro dia de manhã, para uma nova escola e uma nova vida...
Agora eu já frequentava a escola há tempo suficiente para ter o suficiente de amigos, frequentava a psicóloga há tempo suficiente para me senti melhor, e até ria ás vezes... Eu estava melhorando, apesar de ainda precisar de um antidepressivo para dormir.
-Alô? –Falei atendendo ao telefone quando cheguei a casa.
-Oi anjinha – Falou mamãe.
-Mãe! Que saudades!
-Eu também querida, mal posso esperar para o natal, nos veremos novamente.
-E eu vou conhecer o novo bebê da família... Então como estão?
-Tudo ótimo, bem, não ótimo, sentimos sua falta... Como estão ai?
-Bem... Eu estou melhorando...
-Que bom querida!
-Então já sabem sobre o bebê?
-Sim, é ele.
-Mesmo?! E o nome?!
-Thomas Vincent.
-Ai mãe! Que lindo, eu quero conhecer ele logo.
-Eu também
Rimos.
-Eu posso falar com Tay? É aniversário da minha baixinha.
-Claro!
Houve um barulho do outro lado da linha.
-Manha? –Chamou-me a voz infantil que eu amo.
-Oi minha bebê! Como você tá?
-To bem! Manha que saudade de você!
-Eu também to com saudade!
-Voche vai voltar logo?
-Mais rápido do que você espera.
-Eba!
-Ei. Tem uma baixinha de aniversário hoje?
-Naum sei!
-Tem sim, sapeca. Feliz aniversário, baixinha, tudo de bom pra você, muitas bonecas!
-E ursos!
-E ursos, bem grandões... Eu vou levar um de presente pra você quando eu for ai ok?
-Eba! Papai quer falar com você manha...
-Ah, claro. Beijos baixinha, te amo muito.
-Eu também te amo. MUIIIIIIIIIITO!
Ri. Houve outro barulho.
-Emily?
-Oi, pai!
-Como vai, filha?
-Bem melhor...
-Que bom, e a escola?
-Ótima.
-Notas?
-De A, para A+.
-É assim que eu quero ver. E como está com a doutora Priscilla?
-Bem, ela receitou alguns comprimidos para tomar a noite...
-Antidepressivos?
-Shh! Não deixa a mamãe ouvir.
-Ah, desculpe... Ei, alguém quer falar com você.
-Estou a ouvidos!
Ele riu.
-Beijos querida, te amo.
-Também te amo papai.
Outro barulho, não me importava de passar a tarde toda assim.
-Emily? –Henry?
-HENRY!
-E ai maninha?
-Bem! Como você tá?! Que saudade de você mano, queria que tivéssemos aprontado mais na escola...
-Vou bem... Também to com saudades. Agora é por você, a escola precisa ter o nome Grigori honrado, agora que o mais querido se forma.
-Ah, pode deixar, serei a nerd Grigori...
-Não me envergonhe garota!
Ri.
-Claro que não... Nem deu tempo de eu te ensinar alguns truques né mano?
-É mais fácil eu te ensinar...
-Acho que não.
-Só acha.
-E afirmo.
Ele riu.
-E os garotos daí.
-Lindos, mas não melhor que o Lucas.
-Hunf.
-Ai irmão ciumento. Como está todos?
-Bem, sentem sua falta.
-E Lucas anda com alguma garota? – Estreitei os olhos.
-Vive pra lá e para cá, com a Lilith... Desde que começaram a namorar...
-É O QUE?! – Eu sentia um bolo de choro no meu peito, e algumas lágrimas já escorrendo, as limpei, eu não choraria por garoto algum... Muito menos esse, como ele ousa? -Então diga que eu nunca mais quero...
-Mana? Eu to brincando. Não para de pensar em você.
Respirei aliviada.
-Por que ele não liga?
-Ele esta tímido... Convenhamos ficará mais emocionante o reencontro.
-É... Sinto falta dele, ele é meu melhor amigo.
-E em breve namorado.
-Cala a boca... Você é o cachorrinho da Luli.
-Por ela uso coleira elétrica.
-Ai ta apaixonado.
-O que? Fora!
Rimos.
-Como ela está?
-Bem... Agora que Lilith foi rebaixada junta com suas abelhas seguidoras ela, Jasmine e Dawn são as lideres de torcida, e só quero dizer que está muiiito bom...
-Henry! Você é namorado de Luiza, ela é minha melhor amiga e eu não quero...
-Mana,você está muito desatualizada.
-Ah, me atualize.
-Steve e Dawn estão junto e Jasmine cedeu a Jake e eles estão tentando um namoro, mas Jake morre de medo que ela de uns socos nele.
Joguei-me na cama de tanto rir.
-Sério?
-To falando!
-Ai, eu não acredito que perdi isso!
-Você retoma.
-Claro.
Meredith bateu na porta, fiz sinal para ela entrar.
-Senhorita, sua vó insiste que eu lhe pergunte, mesmo que em vão, se vens para o almoço.
-Em vão? Eu estou com uma fome de leão! Desço em segundos!
-Sério?! Bem, vou preparar seu prato. Licença.
-Claro, obrigada Meredith.
Voltei-me para o telefone.
-Fome de leão? –Perguntou Henry – Continua gorda?
-Cala a boca Mané, gorda é tua mãe.
-O Mãããe!
-Cala a boca!
Ele riu
-Mandona
-Cabeça dura
-Chata
-Idiota
-Te adoro maninha
-Te adoro maninho... Mas agora eu vou lá comer, porque sou gorda.
-Eu também vou, mas não porque sou gordo, porque sou forte.
-Você perde pra mim.
-Mana, você é mais forte que o Brad.
-E que você
-Ai já é mentira
-Veremos
-Claro
-Te amo
-Também te amo.
Desliguei e desci saltitando até a sala de janta, sentei-me ao lado de vovô em frente a vovó.
-Que bom que veio comer hoje, querida! – Falou vovó.
-A senhorita precisa comer, está muito magrinha. – Observou vovô.
-Tenho que comer mesmo, tenho que ganhar de Henry nas lutas, e tenho que ter força para jogar basebol com o senhor.
Ele sorriu expondo as rugas.
-Quando?
-Esse fim de semana?
-ótimo! Eu reservo o clube e nós fazemos um piquenique – Disse vovó.
-Por mim ótimo.
-Quer convidar alguém? –Perguntou vovô.
-Não, quero ficar com vocês!
Servi-me de um punhado de purê de batata com molho, e escolhi um pedaço grande de carne. Vovô riu.
Eu amava aquele riso dele, e odiava pensar que um dia eu não a ouviria mais. Mas nesse momento eu não estava a fim de pensar nisso.
Eu estava muito feliz para qualquer coisa. Sim, eu disse feliz, há muito tempo não me sentia assim, mas agora tudo estava bem, e só melhoraria.
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