Notas iniciais
Olá minna! :3 Bom primeiro peço desculpas por não termos postado antes, mas alguns probleminhas acabaram impedindo ambas! :x Mas hoje tem e quarta tb! :3 ~ Bom espero que gostem!

Naquele dia Belle-mére só conseguia pensar na tremenda dor de cabeça que a atormentava.

– Belle-mère-chan, vamos comemorar novamente! – um dos marinheiros se aproxima da rosada animado com um copo de cerveja em mãos durante o almoço.

– Sim, sim! Vamos lá Bell-chan! – Outro que estava mais próximo corre no auxilio.

A rosada da um grande suspiro seguido de uma golada em seu suco de laranjas, repousando o copo em seu devido lugar na mesa. Ela encara cada um deles, que estavam com grandes sorrisos no rosto e completamente animados para festejar novamente.

“É...realmente Roci-kun não diverte seus homens....Eles parecem cães famintos preparados para o bote num pedaço de carne.”

– Rapazes...Primeiramente, Contra-almirante...E me desculpem, mas a bebida de vocês deve ser de uma safra melhor que as que costumo a beber... Minha cabeça está conversando alto comigo hoje. – Ela empurra a cadeira e se levanta pegando sua capa. – Agora vamos, terminem logo, pois já estamos nos aproximando do lugar que devemos ancorar.

– Sim, Bell...digo Contra-almirante.

Ela sai dali e caminha sem rumo pelo navio. Estava pensativa, e ainda para ajudar com a cabeça latejando.

“O que será que fiz nessa noite? Será que... Não, não... Tive que destrancar a porta para sair, então tudo bem... Um verdadeiro Gentleman.. Mas.. Como irei encarar aquele homem hoje? E pior sou sua superior aqui, e que confiança terei para coordenar as coisas durante o ataque a ilha?”

Ela suspira fundo novamente e enfia as mãos no bolsos, encarando o chão enquanto anda.

“Hina queria que estivesse aqui.. Saberia o que me dizer..”

A Rosada continua sua caminhada sumindo de vista.

• •

Rocinante estava num deck de madeira, com um coco partido ao meio, com um pequeno mas bem trabalhado guarda chuva de enfeite. Ele beberica e se vira sorrindo para sua acompanhante, onde seu braço repousava na cintura da mesma. Ele sobe o olhar pelo belo corpo delineado. Ao chegar no sorriso, ele para por um segundo: o sorriso era tão meigo e tão verdadeiro, que transmitia a felicidade da bela mulher. E os olhos eram como sempre, decididos, vorazes: Num piscar ela devoraria sua alma, e de quebra o coração.

Ele se aproxima para beija-la devagar.

– Hey, hoje estamos animados huh?

– Hoje estamos de folga...juntos..tudo pode esperar, menos minha vontade de te tocar.

– Roci-kun, você sabe como agradar uma mulher huh? – o rosto que antes parecia enuviado, se revela como o de Belle-mère. Ela mantinha seu sorriso tão único.

– Belle-mère, ma belle....

Os lábios se encostam.

TOC TOC TOC

– CAPITÃO ROCINANTE! CAPITÃO!

Com um estrondo, Rocinante cai do sofá ficando com uma perna em cima do mesmo e o resto do corpo contorcido.

– Capitão, está tudo bem?

– SIM!

Ele junta suas coisas levantando-se do chão apressadamente. – Ele abraça tudo e abre a porta do quarto jogando tudo lá dentro e depois a fecha. Da uma ajeitada em seu cabelo e abre uma fresta da porta.

– Uaaaahhhhhh! – ele leva uma mão para tapar a boca do bocejo. – Bom dia Tan-san. O que o traz tão cedo a meu escritório?

– Na verdade senhor, já são pouco mais de 10 horas da manhã, e bem..isso não é cedo para nós...

– NOSSA! Perdi a hora outra vez! – O homem loiro faz uma cara de real surpresa.

– Sim, senhor. Precisamos de suas instruções, pois segundo A contra –almirante estamos chegando....Senhor, sua bochecha.. – o marinheiro aponta para o rosto do gigante homem.

– O que?

– Hum..parece batom..S-senhor.

Rocinante fica congelado por um instante sem saber o que responder. Então ele sorri para o marinheiro.

– Bobagens! Bom vou me lavar e logo estarei no convés!

Ele fecha a porta e corre para seu quarto. Ele entra no banheiro e no espelho confirma a marca de batom. Um sorriso sigelo, toma lugar em seu rosto e ele limpa o lugar.

“Como irei encara-la hoje? Talvez fingir que nada aconteceu...Será melhor, ela pode estar envergonhada do que aconteceu, afinal era a bebida falando por ela...”

O sorriso se desfaz ao lembrar disso. Mas lembra dos olhares trocados naquele dia que parecia ter sido a uma eternidade no refeitório do QG.

“Será que era apenas a bebida mesmo?”

Após se lavar e arrumar, ele sai do escritório rumo ao convés. Seus intendentes os integram aos acontecimentos: Segundo a Contra-almirante e o navegador, estavam a pouco menos de meio dia de viagem do lugar.

Ele distribui as tarefas entre seus marinheiros, e percebe a Contra-almirante num canto, sentada sob algumas caixas, observando o mar. Parecia compenetrada, distante. Ele pensa em ir lá, mas afasta o pensamento, lembrando que não mostraria nenhum sinal da noite anterior.

– — -

– CERTO HOMENS! Preciso que vocês aqui tomem conta da artilharia, já a preparando para caso de ataque. Não esqueçam de manter a recarga próxima!

– Sim, Capitão!

A contra-almirante fica atenta a cada movimento do Capitão. Ele anda pra lá e pra cá distribuindo funções, tarefas. Tédio. Sentia-se ansiosa e aquilo estava a corroendo. Queria saber o que de fato aconteceu na noite anterior, o que ele tinha achado, o que ele sentira. Pois alguns flashbacks vêm a sua mente, trazendo também alguns sentimentos e reações novas em seu corpo: Sentia um enorme calor e rubor cobrir seu rosto, um estranho frio na barriga e uma estranha sensação de querer sorrir para tudo!
E fora tudo isso, ainda estava ansiosa pela missão que tinham consigo, onde ela precisava manter todos bem.

Ela percebe o Capitão tinha terminado e estava do outro lado do navio. Ela se encuca e então da um impulso descendo das caixas. Ela caminha até o loiro.

– Capitão, como estão os preparativos?

– Tudo dentro dos conformes, Contra-almirante.

– Ótimo...

Eles ficam ali, parados um do lado do outro por um tempo sem trocar uma palavra. Ambos queriam continuar a conversa, mas não sabiam como começa-la.

– Contra-almirante...

– Sim, capitão?

– Vou me retirar a meu escritório, fazer algumas ligações.

– A vontade.

Ele sai rumo ao escritório e ela fica ali encarando as costas dele até sumir de vista. Ela permanece ali, voltando a sua posição inicial. Após um tempo, ela reconhece alguns pontos denunciando que estavam muito próximos. Nesse momento ela percebe que o dia havia passado e ela não se deu conta... E também nada do que sua imaginação fértil produziu durante esse tempo, aconteceu: O Jovem loiro não veio até ela conversar sobre o que aconteceu.

“Será que bem..fui rejeitada? Mas primeiro, para ser rejeitada precisaria ter rolado algo, ou ter tido um pedido...o que rolou a noite..é tudo bem, pode ser considerado isso...Então, ele me rejeitou..re-jei-tou?”

A rosada sente seu sangue ferver. Além de rejeitada, fora ignorada. Aquilo não era certo. Não, ele não podia fazer isso com ela.
Ela atravessa o navio rumo o escritório do jovem loiro em passos duros. Ao chegar no escritório, sem bater, ela abre a porta e entra no recinto.

O jovem loiro é pego de surpresa. Ele arquea uma sobrancelha.

– Já chegamos, Cont...

– QUAL O SEU PROBLEMA?

– Desculpe...? – ele fala com sua voz calma.

Ela cruza a distância entre eles ficando de frente para o mesmo, com apenas a mesa separando-os. Ela coloca em um movimento brusco, as duas mãos na mesa encurtando mais a distância entre eles com o corpo.

– Desde aquele dia no refeitório, que você fica com esse sorriso fácil, e depois da noite de ontem...você simplesmente me ignora?

– Eu...eu...

– Você mesmo! Escute bem! Se você pensa que eu estou preocupada com o que você sentiu ontem a noite, e por ter dado uma de cavalheiro, saiba que esta redondamente enganado! Não me importo, não dou a mínima, mas não fique me ignorando! Entendido?

O Capitão que estava perplexo com aquela mulher que estava a sua frente, jogando um monte de informações as quais estava processando devagar para não falar nada inadequado, se levanta. Ele caminha até ela, que se endireita colocando os braços ao lado do corpo com os punhos fechados e um olhar semicerrado. Ele para a frente dela, sorri e com apenas um movimento a beija. O silêncio era absoluto. Apenas a respiração acelerada de ambos podia ser ouvida. Ele então se afasta, parando vagarosamente o beijo.

– Jamais ignoraria uma mulher como você, Belle-mére. Sobre ontem, confesso que foi complicado, mas não achei justo ser algo assim para nosso encontro. – ele sorri. – Acredito que somos crescidinhos o suficiente para assumirmos o que está acontecendo aqui.

– . . .

– E decidi seguir o conselho de uma jovem mulher, e aproveitar um pouco mais a vida. Já que estamos entrando em solo inimigo, e tenho receios, quero ao menos aproveitar o que posso.

– Roci....Eu.. – ela abaixa sua face ruborizada. Estava completamente chocada com aquele beijo, do qual nem conseguiu evitar, e depois aquelas palavras. – Não ouse.

– Do que...

– NÃO OUSE BRINCAR COMIGO! – ela se solta dele e sai dali pisando duro e batendo a porta atrás de si.

Sua mente era um turbilhão de pensamentos, e dentre todos eles, ela acabou escolhendo aquele para poder fugir dali. Ela não esperava aquela reação dele. Não esperava o beijo. Nem aquele papo. Nem que ficaria piro do que quando ele não tinha falado com ela.

Era tudo confuso. E ao contemplar o mar, percebe que sua confusão ficaria para depois. Pois agora estavam realmente em território inimigo, e precisavam atravessa-lo afim de entregar aquele pequeno pergaminho em segurança.

Notas finais
:x Desencontro de sentimentos... ai ai.. E agora hein? esse Roci decidido e essa Bell-chan toda nervosa? Alguém ja passou por isso tb? :x Bom espero que tenham gostado e até a próxima! See ya, space cowboy! :x ♥