Corações e Destinos
6 Capítulo 6
Hyun e Mar se conheciam há muito tempo, desde pequenos, quando Hyun fora morar com ela e seus pais.
Os pais dele haviam morrido em um acidente fatal de carro, somente ele havia sobrevivo. Quando ele acordou no hospital, e soube da morte de seus pais, ele ficou revoltado, durante uma semana ele ficou sem falar com ninguém. Até conhecer Mar. Ela fora visitá-lo no hospital, no inicio ele estava totalmente quieto, olhando pela janela, não dava bola para a presença dela
- Ei, Hyun, você sabe como seus pais morreram? – Disse ela enquanto se aproximava dele na janela. Ele permaneceu em silencio, olhando para o céu. – Você não tem ideia mesmo ne?! – Ele não queria saber, eles haviam o abandonado. Por que iria querer saber daqueles que foram embora o deixando para trás – Hmpf, ninguém deve ter que contato, mas eu vou te contar – Ela então se sentou na cama dele, esticava as mãos a frente do corpo, com os dedos cruzados – Eles morreram para lhe salvar, eles poderiam ter sobrevivido, mas você estava sem o cinto de segurança, então ele deram a vida deles por você – Algo mudou no coração dele, ninguém havia lhe dito como ocorrera o acidente até aquele momento, ele sentou-se ao lado dela, com lágrimas nos olhos, ela então o abraçou – Se quer chorar, pode chorar, estou aqui... Você quer saber mais uma coisa?
Ele apenas sacudiu a cabeça em sinal de sim – Eu vi as fotos do acidente, meu pai é da policia, sabe...Eles pareciam anjos, estavam lhe abraçando... Os vidros do carro, com a batida, foram em sua direção, além de eles terem o salvo na batida, eles ainda usaram seus próprios corpos como escudos, para lhe proteger daqueles vidros, certamente os arranhões que você tem, não seria somente isso. Acho que você não sobreviveria a tudo aquilo, se não fosse por eles. Além disso, quando as primeiras pessoas chegaram ao local, a primeira coisa que seu pai em consciência disse foi : “Por favor, salve meu filho, não o deixe morrer, nós já vivemos demais, mas ele ainda é uma criança” – Ao perceber que lhe escorriam muitas lágrimas, ela o abraçou mais forte. Ela foi a primeira pessoa com quem ele se abriu após o acidente.
Após aquilo ele foi morar com ela e seus pais. Na escola ele sempre foi o ‘revoltado sem causa’ e ela a ‘perfeitinha nerd’, mas em casa era o contrário. Ele sempre tentava agradar os pais de Mar e ela ficava revoltada com isto, porque seus pais davam mais atenção a ele, do que a ela.
Assim foi, até irem para mesma faculdade, mesmo Hyun não tendo notas suficientes para se manter na faculdade, um velho amigo da família ajudava, o Senhor Jung,o Reitor da universidade. Ele conseguia sempre passar Hyun, mesmo ele não comparecendo as aulas.
Depois daquele encontro com Junsu, o que Mar menos queria era encontrar Hyun.
- Quer saber?! Esquece – virou as costas para os dois, juntou seus livros e seguiu seu caminho, deixando os dois ali.
Hyun ainda estava segundo a mão de Junsu vendo Mar indo pelo corredor.
- Ei idiota, me solta – Junsu puxou sua mão de volta
- Eu já te disse babaca, não é para tu mexer com ela! – Dizia num tom agressivo
- E se eu quiser mexer com tua maninha, o que tu vai fazer?
- Tu não vai querer saber e não repita que ela é minha irmã, eu já disse que não somos irmãos — Ignorava o que Junsu ia dizer e seguiu seu caminho. Indo na mesma direção que Mar, ao perceber que estava em frente ao quarto dela, bateu com o punho cerrado na parede – Seu idiota o que você está fazendo aqui, quantos foras precisa levar para perceber que ela não gosta de você – Pensava em voz alto ainda com a mão na porta dela, parecia tentar senti-la, através daquela porta de madeira.
Do outro lado da porta estava Mar...
- Por que eu sou assim, por que não deixo que ele me defensa, afinal, é isto que eu quero, quero ele só para mim, por que o destino é tão cruel assim – Eras os pensamentos dela, então fechou os olhos e lembrou-se dos momentos que passara com ele na noite anterior, quando ele havia se declarado para ela e a beijado. Ali mesmo naquele andar, mas se separaram ao perceber que havia alguém passando. Ela lhe deu uma bofetada e alguns palavrões, depois disto, este havia sido o primeiro momento que eles haviam se reencontrado. Ela realmente não queria ter dito aquelas palavras duras para ele, mas não sabia o que fazer, havia esperado aquela declaração, aquele beijo, por muito tempo.
Quem será?/ A proxima vitima agora!/ O que fez comigo um dia, vai fazer de novo/ Eu sei que nao demora
Fale com o autor