Corações Partidos Parte 2
4 Capítulo 4- Anjos e demônios
Eu sei que já tive noites muito estranhas. Mas essa noite, realmente foi a mais estranha de todas.
Eu estava dormindo, em um canto da cidade, era coberto. Lara e eu estávamos juntos. Eu acordo, mas não consigo levantar, tinha um tipo de mão me empurrando contra o chão, eu sentia, porém não podia ver.
Comecei a ficar sem ar, estava ficando meio tonto. A força com que a mão me empurrava estava aumentando gradativamente. De repente, a mão sai de cima de meu peito, e eu consigo finalmente respirar. Minha respiração estava pesada, então levantei.
As luzes dos postes estavam todas acesas, a noite estava linda, cheia de estrelas. Fiquei olhando para o céu admirando as estrelas, pensando como sairíamos dessa confusão.
Quando estamos em um problema, pensamos apenas nos pontos ruins. Pensamos que nunca conseguiríamos sair de tal problema. Às vezes, isso é um problema maior do que o problema em que estamos. Quando estou em alguma confusão, eu penso nas coisas que aprenderei resolvendo tais momentos.
Quando voltei os meus olhos para o chão, depois de ver as estrelas, vi um vulto. Achei que estava enganado, que era apenas o reflexo por ficar muito tempo olhando pro céu. Porém, as luzes da praça se apagaram.
Fui até o centro da praça para averigua, mas não havia nada. Quando me virei para voltar pra onde estava Lara, vi uma mulher atrás de mim. Não conseguia ver os detalhes de sua beleza física. Estava escuro, ela me encarava, mas com ar de dúvida.
-Me chamo Fernanda.
-Er... Me chamo Marcos.
(Silêncio)
-Você pode me chamar de Nanda, é assim que me chamam de onde venho.
-Ai, já sei. Você é um demônio que quer me matar ou me levar a Lúcifer, não é? Sempre é, nunca vem coisa boa, é só desgraça.
-Não fale isso, Marcos.
-Porque não falaria? Na minha vida é assim, meu tios são demônios, minha mãe foi morta, meu filho é Lúcifer, dá pra acreditar? Lúcifer? Sim, aquele do inferno. A minha razão de viver é honrar o nome da minha mãe, salvar meu filho e levar uma vida digna com Lara. Desculpe, mas eu tinha que desabafar. – Disse isso chorando.
-Calma, Marcos. Estou aqui para te ajudar.
-Quem é você?
- Sou Deus!
-Sério?
-Não. – Disse ela rindo.
-Nossa, valeu pelo susto.
-Animação, menino.
- Ta, mas quem é você?
-Sou um anjo enviado de Deus?
-Serio?
-Claro, não faço a mesma piada duas vezes.
-O que veio fazer aqui?
-Deus e eu temos um plano pra você.
-E qual seria?
-Bem, te ajudaríamos com Lúcifer e seu filho. Não prometemos vitória, mas te ajudaríamos. Mas no final de tudo, você e Lara perderiam o poder para ter a chance de levar uma vida digna como quer. O que você me diz?
-Prefiro não dizer nada. Estou sem palavras.
-Ok, então, eu vou embora. Tchau!
-NÃO!
-Mentira, eu não ia embora, seu bobo!
- Não tem como ficar serio com você mesmo, né?!
-Tem! Agora, serio. O que você diz? Aceita?
-Aceito. Mas como ia nos ajudar?
-Bem, Deus e eu pensamos em uma coisa.
-Que coisa?
-Você saberá com o tempo. Agora, volte a dormir, eu vou te proteger até onde eu puder, estou te vigiando até quando for ao banheiro, hein?! Se eu fosse você sentaria pra fazer xixi ou eu verei tudo.
-Meu Deus, que vergonha.
-Agora, vá dormi, menino!
Voltei para onde estava Lara, rindo. Deitei embora não conseguisse dormi, eu tentei. Fiquei pensando que finalmente alguma coisa boa realmente havia acontecido. Agora, eu tenho uma esperança a mais. Agora, eu tinha Deus.
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