Corações Partidos
4 Capítulo 4- Saindo da cena do crime
Notas iniciais
Eu não sei como acontece, tem horas que eu me torno um monstro, mas eu não sou assim, eu não quero ser assim.
Eu estava indo em direção ao interior, queria sair da cidade. Estava anoitecendo, eu estava exausto. Já estava escuro, e eu estava no meio da estrada. Sem rumo, sem ninguém. Uma coisa que não saia da minha cabeça era: Quem estava escrevendo aquelas coisas para mim?
Eu continuava andando. Parei para descansar, quando vi, um carro preto parou na minha frente e dele sairam 2 homens com os rostos cobertos. Eles me pegaram e me jogaram dentro do carro. Eles começaram a falar:
–Olha você realmente se superou matando aquela senhora. Não sei como você conseguiu queimar o rosto dela, nem mesmo eu conseguiria fazer aquilo.
–O que você quer? É você que anda deixando uns recados para mim?
Ele riu e depois falou:
–Olha, ele anda recebendo uns recadinhos, de quem será?
Os dois homens riram.
–Isso não é engraçado. Para onde vocês estão me levando?
–Fica calmo ai garoto. Só estamos te dando uma ajudinha para fugir da cidade.
–Então, por que vocês estão com o rosto coberto?
–Não te interessa, garoto!
Nesse momento, eu não sabia mais de nada. Minha cabeça estava a mil. O que eu estava fazendo dentro de um carro com pessoas que não conheço?
–Pronto, chegamos!
Eles sairam do carro e logo depois me puxaram.
–Pega esse dinheiro e sobreviva.
Eles entraram no carro e foram embora. Eu estava sozinho no escuro. Não sabia onde estava. Tinha um casa, não havia nada em volta. Fui em sua direção, estava tudo apagado. Parecia que não havia ninguém morando lá.
Entrei na casa. Eu estava certo não havia ninguém lá. Não tinha luz, mas tinha umas velas e fosforo. Quando acendi vi que a casa estava abandonada. Olhei a casa toda procurando mais alguma coisa que eu poderia usar. Achei um colchão velho, apaguei a vela e durmi.
Acordei e fui conferir o resto da casa. O último dono deve ter ido embora a uns 3 anos. Abri a porta dos fundos. Havia um cachorro, ele era enorme e preto, seus olhos me encaravam como se eu fosse sua próxima refeição. Sai correndo e ele veio atrás de mim. Não sabia para onde iria, o cachorro era mais rápido que eu. Eu tinha que pensar rápido ou iria virar lanchinho de cachorro.
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