Corações Feridos

19 The Secret (O Segredo)


Notas iniciais
Pessoal!!! Estou pirando com CF ♥ :) não imaginava que tantas pessoas fossem gostar... Só tenho a agradecer a cada um de vocês que comentam,favoritam,recomendam e acessam vocês são incríveis! Agradeço aos 7 mil acessos alcançados no Nyah durante esses dias e aos mais de 300 likes da página ;) Fiquei muito surpresa com a repercussão da chamada desse capítulo UAU foram mais de 500 visualizações! Me deixaram sem palavras... Enfim continuo o meu discurso nas notas iniciais... Link chamada do capítulo: https://www.facebook.com/Minhasfanfics/videos/2051509198408393/ Se você quer se emocionar e talvez chorar (como minha mãe) escute essa música no momento especificado: https: //www.youtube.com/watch?v=V-1hXOBmV3A Boa leitura! ♥ ;)

Cora ao descer do carro cobriu-se com uma de suas refinadas echarpes. Por conta do frio e da chuva.Percebeu o semblante de desassossego no rosto da filha.

Sua preocupação foi saciada pela pergunta do marido que certamente havia percebido o mesmo.

—Você está bem filha?

—Sim.Só um pouco cansada. (Mente.)

Ambos foram até a sala, onde eram aguardados por Zelena e Hades.

Com exceção de Regina,conversavam de assuntos variados enquanto esperavam por Killian.

Terminavam com suas respectivas xícaras de café quando a campainha tocou.

A empregada foi recebe-los. Emma,Killian e Robin haviam chegado.

Theresa os guiou até a sala. Ao perceber a presença de Robin, Regina estagnou.Não pode esconder sua surpresa ao perguntar:

—Lockesley?O que está fazendo aqui?

Disse levantando-se e colocando o cabelo atrás da orelha.

Zelena conhecia sua irmã perfeitamente para saber que aquela era uma de suas manias quando estava aflita.

Robin responde: -Fiquei tão surpreso quanto você.

Cora interfere...

—Eu pedi que o chamassem. Por que demoraram tanto?

—Passamos no apartamento de Robin, ele queria ver os filhos não estava com um bom pressentimento...

Explica Killian sendo interrompido por Regina que preocupada pergunta:

—Eles estão bem?

—Sim.

Apreciou internamente o zelo que a mesma tinha pelos seus filhos... Virou-se para Cora e concluiu:

—Nem sempre é fácil ser pai solteiro. É preciso checar as coisas, peço desculpas pelo atra...

Zelena se intromete: -Você devia arrumar uma namorada.

Regina a encara, com repreensão. A irmã mais nova não pode conter-se esboçando um sorriso.

—Acho que nenhuma mulher se interessaria por mim. Não tenho nada a oferecer.

Regina mentalmente discordava. Não acreditava que Robin fosse capaz de falar um barbárie dessas... Afinal a mesma florescia sentimentos quando o mesmo estava por perto. Qualquer mulher poderia facilmente estar com ele... Ao pensar naquela possibilidade sentiu-se incomodada.

Emma surpreendeu-se com a resposta do irmão.Afinal ele sempre afirmava que não estava preparado para se apaixonar novamente... Alguém havia quebrado aquele tabu?

A ruiva responde: -Todos nós temos nossos destinados.

Regina enrubesceu.

Robin sorriu sem jeito. Recordou-se de sua mãe lhe contando sobre sua alma gêmea, e a tal tatuagem. Acabou passando a mão no pulso onde a mesma estava. O que obviamente não passou desapercebido por Regina.

Na tentativa de conter-se a mesma sugere:

—Que tal começarmos a reunião?

—É uma ótima ideia.

Concordou Robin.

Ao ver que todos principalmente Robin estavam mais a frente, Regina sussurra no ouvido da irmã: -O que você pensa que está fazendo?

—Estou te ajudando. Você não aprecia as coisas que estão à sua frente

No fundo Regina sabia que sua irmã estava certa.Todavia seu consciente temia que se apreciasse tal sentimento seu coração poderia desfalecer novamente?

Suas reflexões eram tão profundas, que nem sequer percebeu já estar sentada.

—Regina?

—Sim.

Disse atônita.

—É a segunda vez que te chamo.

Reclama sua mãe.

—Desculpe.Estava distraída...Então, qual é a principal pauta dessa reunião repentina?

—A sua mudança para Washington.Precisamos decidir quem vai ficar no seu lugar, no comando do escritório.

Aquele assunto certamente incomodava Robin.Já havia perdido horas de sono por conta daquela situação.Não se conformava com aquela decisão que Regina havia tomado.

Se ficar longe dela durante uma semana o angustiava,imagina meses... A ideia de vê-la somente por algum fim de semana,ou em reuniões familiares o aborrecia.

Contudo sabia que deveria conformar-se.Afinal se nem a família a fez ficar, ele não poderia impedi-la...

Regina suspira.

—A senhora está certa. Essa semana finalizei a compra do meu apartamento por lá.

—Mas já?Pensei que ainda faltasse dois meses e meio?

Pergunta seu irmão.

—E falta.Estou me organizando Killian.

Incrédula Zelena intervém:

—Eu não acredito,achei que mudaria de ideia depois de tudo que descobriu... ainda vai se mudar?!

—Zelena! Não comece por favor.

—O que você descobriu?

Cora pergunta curiosa.

—Nada demais. (Encara a irmã.) –E que principalmente não deve ser discutido nessa reunião.

Cora encara as feições eufóricas da filha e continua:

—Bom, eu e Henry pensamos muito a respeito de quem deve ocupar seu lugar...Decidimos que Killian por ser o segundo maior comando lá dentro irá substituir Regina. E você Robin ocupará o cargo de Killian.

Robin não conseguiu seu espanto.

—O QUE?EU?

S.Henry interfere.

—Sim.Você foi de extrema importância enquanto Regina estava férias.E com a saída de Hades, precisamos de alguém em quem possamos confiar, você se encaixa no perfil.Além do mais você já faz parte da família.Vocês estão de acordo?

—Perfeitamente...

Disse Regina sendo interrompida por Robin.

—Eu não estou de acordo,não quero ocupar cargo algum somente por que faço parte da família,acredito que tal conquista deve-se ao próprio mérito.Deve ter mais lá em quem vocês possam confiar.

Regina intercede:

—Deixe de blasfêmias Lockesley!Você é sim a pessoa ideal para ocupar esse cargo.Integro,competente,experiente,possui carisma e além de tudo alguém que confio cegamente.

Os variados elogios surpreenderam a todos,até onde a maioria sabia Regina e Robin não se suportavam...

O mesmo sentiu uma felicidade fugaz. Com certeza tais palavras vindas de Regina, a mulher que causava sua insônia nas últimas semanas... tinham grande significado.

Theresa interrompe a reunião.

—Dona Regina o seu médico da Alemanha está no telefone e deseja falar a senhora parece urgente.

Todos encaram Regina preocupados. A mesma lamentou mentalmente por não ter instruído sua nova empregada, sobre determinados assuntos. Como aquele.

—Tudo bem.Passe a ligação para o meu escritório.

Disse levantando-se.

Educadamente pediu:

—Com licença.

Retirou-se sem olhar para trás, depois encontraria uma desculpa cabível...

Cora questiona:

—O que Regina tem? Por que tem um médico da Alemanha ligando para ela? Ela está doente?

A hipótese de que Regina pudesse estar enfrentando alguma doença assustou Robin profundamente, não somente ele e sim todos presentes. Inclusive sua mãe cuja pele começava a adquirir um tom alvo.

Cincos intermináveis minutos passaram-se desde que Regina se trancara no escritório...

Por fim, ao voltar para a mesa sentou-se tranquilamente. E só então percebeu que ambos a encaravam estagnados. Mais do que ela pensava...

—O que houve?

Perguntou.

—Como assim o que houve?Quem era esse médico da Alemanha?O que ele queria?Você está bem?

Impressionou-se pela demanda de perguntas de sua mãe.

Gélida responde:

—Não estou morrendo, se é isso que você quer saber.

Achou aquela resposta o suficiente para mantê-los despreocupados. Afinal não podia contar a eles que aquela ligação tratava-se de mais um dos seus tratamentos frustrados para combater a infertilidade...

O médico insistiu dizendo que as probabilidades haviam aumentado, contudo negou, já tinha perdido o mais importante a esperança.

Conformou-se que jamais seria mãe novamente... Obviamente não contaria a eles a verdade,nunca souberam e não seria agora que ela revelaria.

Certamente aquela resposta fria não convenceu Robin, estava determinado a descobrir o que era...

Ao escutar a campainha tocar, Regina encontra a oportunidade perfeita para livrar-se dos questionamentos que viriam a seguir...

Ao abrir a porta foi surpreendida por Daniel que nem sequer esperou ser convidado e entrou.

O mesmo estava agitado. Passou por ela e se dirigiu até a sala protestando em tom elevado.Erguendo uns papéis na mão...

—O QUE SIGNIFICA ISSO REGINA?

Ainda frenético, não havia notado que a família dela estava ali a poucos metros.

—O nosso divórcio.

Respondeu ela por fim. Não gostava nada da presença de seu futuro ex marido, ainda mais naquele momento, com todos os espreitando.

—Agora se puder retirar-se eu agradeceria. Estou ocupada em uma reunião. (Aponta para todos os presentes.) Somente assim Daniel percebeu. No entanto, ignorou e continuou:

—Eu não vou sair daqui até você me perdoar.

—O QUE? Você sabe que isso não vai acontecer.

—Por favor Regina.Não destrua nosso casamento vamos nos...

Solta uma gargalhada irônica.

—EU?Destruir?Foi você que me traiu!

Daniel segura as mãos da mesma e com veracidade diz:

—Volta para mim?Aqui diante dos teus pais,teus irmãos eu peço com sinceridade que me perdoe, eu amo você!

O descontentamento difundia-se em Robin. Aquele pedido não lhe agradou, Regina deveria recusar...não poderia aceitar voltar para um relacionamento no qual saiu ferida. Não seria justo com ela, e nem com ele que sofreria ao vê-la nos braços de outro... A dor da rejeição o ameaçava.

—Você transformou a nossa paixão em dor. O nosso matrimônio chegará ao fim quando assinarmos o divórcio.

—EU NÃO VOU ASSINAR ESSES PAPÉIS!

—Já chega Daniel!Vá embora!

—Eu não vou sair,essa é a nossa casa!

—MINHA CASA!

Killian já irritado com a postura do cunhado levanta-se.

—Minha irmã já mandou você sair!

—Calma Killian não é necessário. Daniel já está de saída.

—NÃO!Regina eu não vou te perder.

—Daniel pare!O nosso casamento jamais será como antes.Você acabou com ele.

—MAS QUE MERDA!ESTOU TENTANDO ME REDIMIR.

—Nada que você diga irá concertar as coisas entre nós.

—Agora é fácil não é mesmo?Me descartar.Não se esqueça que todas ás vezes que a sua querida família te desapontou era eu que estava do seu lado.

—Daniel...

O interrompe com receio das palavras dele.

—Agora você vai me escutar!Fui eu que limpei cada lágrima sua,formadas pelas rejeições da sua mãe.EU aliviei cada magoa sua. Nós dois sabemos o que a vida nos causou. Passamos por tudo juntos, vamos nos dar uma segunda chance?

—A Ruby está esperando um filho seu.

—Tem algo estranho em você.Não é só por isso... Quem é ele?

—Ele quem?

—O homem que colocou um brilho nos seus olhos.Você está apaixonada por outro não é?Me diga quem é ele?

—O QUE? Não há ninguém.

—Está mentindo!Eu te conheço.COMO VOCÊ PODE?!(Gritou.) –Você não vai ficar com ele.Acha mesmo que ele continuará interessado por alguém como você? Imagine quando ele souber que você é incompleta?SUA ESTÉRIL!Ela me deu o que você não pode dar.

Aquelas palavras machucaram Regina profundamente. A dor ardia em seu peito. Nada conseguiu dizer. Com os olhos lacrimejados e o rosto exalando martírio o encarou.

Ainda não acreditava que ele acabara de revelar na frente de sua família sua maior frustração...

Com exceção de Robin todos espantaram-se diante de tal revelação.

Arrependido Daniel tentou aproximar-se.

—Regina eu...

A mesma deu um passo para trás.

—Não encoste em mim!

Disse com a voz embragada.

—Eu não queria dizer isso...

Não sendo mais capaz de dominar a dor que carregava consigo durante 19 anos... Num excesso de fúria perdeu controle de sua exatidão ao exclamar:

—CALE-SE!O nosso filho morreu por sua culpa!Pela sua ideia estúpida de que ele nascesse como você!Eu não sou a única responsável.

Saddest Song Ever — Instrumental

Em meio ás lágrimas continuou: -Talvez ele ainda estivesse aqui...

Colocou a mão no rosto na tentativa de conter suas lágrimas que escorriam demasiadamente.

Daniel também não conseguiu conter suas emoções, entretanto não sofria pela perda da filha, e sim por ver a mulher que amava corroída pela dor e nada poder dizer. Sabia que se contasse a verdade a perderia para sempre.

—Me desculpe.

Foi o que conseguiu dizer retirando-se.

Regina permaneceu calada aos prantos. Até ouvir a pergunta de sua mãe:

—Você já teve um filho?

Os encarou, havia ficado tão descontrolada que esqueceu por completo a presença deles. Ambos esperavam por uma resposta a inquietude estava presente no rosto de cada um.

Limpou suas lágrimas e de forma mais rígida respondeu:

—Sim...Ele morreu.

Aquela revelação comoveu todos.

Robin agora entendia as palavras dela...

“Todo mundo já passou por algo que o modificou tanto, que não foi mais possível voltar a ser a pessoa que era antes.”

Suspirou e ao fungar continua:

—Tudo ocorreu durante a viagem de vocês quando eu tinha 19 anos, eu engravidei. Com medo achamos melhor esconder, então decidimos nos afastar e fomos para Storybrooke... Moramos por lá até o nascimento do nosso...bebê.( As lágrimas voltaram a banhar seu rosto ao lembrar-se da noite em que pôs seu filho ao mundo...) –Tive um parto complicado e...e quando acordei Daniel me disse que...que ele estava morto. Um choro foi a única coisa que tive do meu bebê.

Os soluços de suas lágrimas a impediram de continuar... Sua mãe com os olhos marejados se aproxima segurando as mãos da filha.

—Por que você não nos contou? Teríamos te ajudado.

-MENTIRA! Você iria me obrigar a abortar o meu filho! Ou o tiraria de mim!(Exasperou.) -Mas a vida se encarregou disso... Concluiu com pesar.

—Não! Como pode pensar uma coisa assim?

—Então me diga você como reagiria ao saber que eu estava grávida aos 19 anos? Tenho certeza que você não ia me abraçar... Uma parte de mim morreu naquela noite e vocês nem perceberam.

A emoção pairava sobre todos as lágrimas eram insaciáveis,no entanto a culpa persuadia... ela estava certa,sofreu em silêncio durante anos e ninguém foi capaz de notar.

Sua mãe insiste.

—Regina?

A mesma recua.

—Me deixe ajuda-la. Compreender da sua dor.

—Compreender?Você nunca irá senti-la como eu.Não sabe o que é entrar numa cripta e deixar uma rosa sob o túmulo do seu filho.

Zelena com os olhos marejados encara a irmã com pesar.Ainda incrédula. Nada conseguia pronunciar, deixou que suas lágrimas falassem por si.

Emma era guiada pelas mesmas sensações. Eram mães e não imaginavam como Regina se sentira durante tanto tempo...

Senhor Henry martirizava-se. Questionava sua integridade,afinal que pai desconhecia o que seus filhos sentiam? Como não foi capaz de captar os traumas da filha?

Cora continua:

—Você está sofrendo!

—Você fala isso por causa dessas lágrimas? Não são nada perto do que eu já sofri agora elas não passam de prantos que em breve secaram no meu rosto, para que eu possa voltar a ser perfeita mulher que você quer que eu seja, uma maquiagem muda tudo.Eu usei por 19 anos e vocês nunca notaram.Amanhã tudo será como antes, vou me levantar, me trocar, trabalhar... é isso que tenho vivido. Não se preocupe amanhã a sua máquina potente estará bem sob um salto alto e um sorriso falso.

Conteve algumas lágrimas que escorriam e retirou-se. Bateu a porta abruptamente.

Robin foi atrás dela de imediato.

As mãos dela estavam trêmulas , o que a impediu de colocar as chaves na ignição. Depois de duas tentativas fracassadas, obteve resultados. Ligou o carro e quando daria partida foi surpreendida por batidas no vidro.Era Robin. Ignorou.

Acelerou e deu arrancada. Robin não desistiu, continuou batendo no carro e exclamou: -VOCÊ NÃO PODE SAIR ASSIM!

Regina olha para trás, por mais que negasse queria o apoio de alguém e sabia que Robin era a pessoa ideal. Sendo assim freou bruscamente, assim que viu o carro parado no meio da rua foi até o mesmo.

Regina abriu a janela e Robin a encarou, a dor era evidente no rosto dela. E naquele momento soube que seu pressentimento não era sobre o que poderia acontecer com seus filhos e sim com a mulher que o fazia sentir-se outro homem...

Robin tira as mãos dela do volante, preocupado diz:

—Você não está em condições de dirigir Regina.

—Robin... (Suspira.) –Eu não posso ficar aqui.

—Me deixe ir com você? Eu te levo onde quiser ir só por favor não vá sozinha.

Robin abre a porta do carro. –Você confia em mim certo? (A mesma consente.) -Da a mão pra mim?

Ele diz erguendo a sua. Regina o encara com os olhos marejados, põe sua mão sob a dele e ao descer do veículo o abraça com firmeza. Deixou as lágrimas escorrerem sem conte-las, somente naquele momento sentiu-se completa.

—Me tire daqui por favor.

Robin retribuiu o abraço se possível com mais intensidade que a mesma.

Eram observados por todos que estavam no jardim da mansão. Emma,Cora e Zelena vinham na direção deles, porém Robin acenou com as mãos para que as mesmas voltassem.

Robin guiou Regina até o banco do carona, ambos adentraram o carro e partiram.

Durante todo percurso manteram-se calados. Ás vezes que Robin analisou Regina, a mesma parecia estar distraída...

Para Regina encarar a chuva parecia a melhor opção. Era mais fácil do que afrontar aquele par de olhos azuis. Divagou...

A 24 horas atrás era apenas uma mulher fugindo dos sentimentos que floresciam contra sua vontade. Se lhe dissessem que em menos de um dia estaria dentro de um carro indo para qualquer lugar com o homem que quebrou todos as suas barreiras erguidas, não acreditaria... Agora fugia da vida, ou melhor do que causou a ela.

Vendo que Robin havia pegado a rodovia 95 pergunta:

—Para onde você está me levando?

—Estamos quase chegando.

Por sorte a chuva havia passado e assim que Robin parou o carro ambos desceram.

—Depois da estátua da liberdade esse é o ponto mais alto, podemos observar a cidade toda daqui.

Disse Robin.

Regina vislumbrou com atenção...Se aquele não fosse um dia difícil, com certeza admiraria com mais espontaneidade.

—É encantador! Como você descobriu? Eu moro aqui há quase 20 anos e jamais tinha vindo aqui.

—Eu vim aqui quando você estava na França. É a primeira pessoa que trago nesse lugar.

Mesmo triste algo dentro dela se vangloriou.

—Como você está?

—Me sinto fraca. O meu coração está cheio de dor.(Suspira.) –Eu nãos ei se vou aguentar.

Sua aflição era nítida. Robin acaricia seu rosto e com veracidade diz:

—Você tem a mim.

—Você não ficou decepcionado?Por eu não ser como você pensava?

—O QUE?Como pode pensar assim?Pelo contrário eu admiro ainda mais você...Eu não sei como você conseguiu passar por um momento tão delicado sozinha, com tanta dor dentro do peito.Todas as palavras que eu diga não serão o suficientes. Um sinto muito não é o bastante,infelizmente eu não sei o que posso fazer para ajuda-la.

—Você já está me ajudando.

Disse contemplando as estrelas que surgiam tímidas no céu. Robin então lhe diz:

—Segundo um escritor chamado Fiódor Dostoiévski...“Quanto mais escura a noite, mais brilhantes as estrelas. Quanto maior o sofrimento, mais perto está Deus.”

Assim que terminou de falar,percebeu que Regina o analisava. Dona de um olhar que ele desconhecia até então...

Era inevitável não sentir-se tocada com as palavras dele. Robin como sempre conseguirá lhe tirar de suas frustrações... Capaz de trazer alegria em sua vida.

—Acho que você nunca vai parar de me surpreender.

Disse esboçando um leve sorriso, enquanto colocava mexas de seu cabelo atrás da orelha.

Poderia facilmente beija-la naquele momento. Contudo sabia que não era correto, afinal a mesma estava vulnerável, jamais tiraria proveito de uma situação como aquela.

Regina precisava de um amigo, alguém que a compreendesse. Era aquilo que ele seria, pelo menos naquela noite.

—Me desculpe pelo meu comportamento está semana. Não estava em dias agradáveis.

—Tudo bem.

Ele disse cabisbaixo.

—Tudo bem mesmo? Você não está bravo comigo?

Perguntou tocando no ombro dele.

—Me diga se há como ficar bravo com você?

Novamente sorri ao responder: -No começo havia.

Retribuindo o sorriso o mesmo conclui:

—Não há mais.

Ficam minutos por silêncio, apenas observando o ambiente a sua volta...

—Robin?

—Sim.

—Obrigada por estar aqui comigo.

—Não precisa agradecer, além do...

Parou de falar ao ser surpreendido por um abraço dela.

“Abraços são compromissos com sorrisos e lágrimas,e em cada um deles há o remédio que necessitamos a cada dia.”

Ambos sentiram-se completos, aquele singelo abraço representava o carinho e principalmente amor que sentiam um pelo outro... palavras não eram necessárias o ato falava por si.

Regina sentiu uma vontade imensa de contornar a situação e beija-lo, mas a perdeu assim que o mesmo disse...

—Acho melhor irmos. Sua família está preocupada com você.

—Não sei se quero voltar.

—Você precisa, uma coisa que aprendi é que não devemos fugir das coisas por pior que elas sejam.

—Você tem razão.

Entraram no carro e seguiram o caminho até a mansão. Quando Robin percebeu a mesma havia adormecido... Ao encara-la enxergava a perfeição.

—O que a vida fez com você?

Passou sua mão sob a pele suave dela e continuou: -Sempre vou estar contigo, mesmo que nunca possa ser minha.

Lamentou.

Assim que adentrou a mansão com Regina em seus braços foi recebido por todos que obviamente estavam preocupados. Logo respondeu:

—Ela adormeceu enquanto voltávamos.Vou leva-la até o quarto.

Assim o fez. A colocou na cama, tirou seus sapatos e a cobriu. A encarou por alguns segundos pensativo, sua mente dizia para sair, porém seu coração queria ficar, se contra pôs a ambos... caminhou lentamente até a cama e beijou a testa dela com ternura.

—Boa noite milaydi.

Caminhava em direção a porta, surpreendeu-se com o que ouviu a seguir...

—Boa noite guardião.

Notas finais
E aí o que acharam? Não deixem de comentar por favor! Gente eu tenho uma coisa para pedir pra vocês... duas metas na verdade quero que se possíivel favoritem a fic no Nyah elaestá com 22 favoritos queria chegar aos 30 e no Spirit são 91 favoritos queria chegar a 100, na Sexta da semana que vem a fic completa 3 meses, a Lana e eu estamos de aniversário então vamos tornar essas datas mais felizes? Teremos bastante comemoração lá na página... Me ajudem? ♥ Sobre o próximo capítulo... algo que vocês aguardam terá explicação, o relacionamento de Regina e Cora será explorado... com mais uma revelação dessa vez do Robin. Um grande beijo ;) Indicação de fic: https://fanfiction.com.br/historia/698605/Essence/