Corações Feridos

36 Em busca de justiça


Notas iniciais
Boa noite ♥ Postando esse capítulo, em comemoração antecipada, já que amanhã a fic completa 5 meses... :) Como todas sabem, no capítulo anterior demos início ao desfecho final da história, daqui para frente teremos algumas conturbações, mas nada tão grave como tudo que vem acontecendo... Relaxem, se sobreviveram até aqui, já está ótimo! Gostaria de agradecer a todos os comentários que a história vem recebendo, cada vez mais tem aumentado o número de pessoas que começaram a companhar a fic, nessa reta final... Obrigada! :) Fiquei muito surpresa, com a quantidade de comentários que venho recebendo para que a fic tenha uma continuação, sabia que vocês gostavam, mas não imaginava que era tanto... ♥ Também adoro ler, a diversidade de opiniões que a história vem gerando, as que não compreendem o Robin, quem não compreende a Regina... Ou até mesmo algumas que torcem pela redenção do Daniel. Mas, o que todas concordam é em relação a Marian, que conseguiu ser a personagem mais odiada. Hehehe Peço, que curtam a página: (Me ajudem a chegar nos 500 likes) https://www.facebook.com/Minhasfanfics/?ref=bookmarks Link da chamada: https://www.facebook.com/Minhasfanfics/videos/2099554183603894/ Boa leitura! ♥

O gotejar da pia, era o único som que se perpetuava no ambiente. Robin, vislumbrava seu reflexo no café forte, que continha na sua caneca. Esta, segurada pelas suas mãos que já estavam cobertas por ataduras. Seu olho esquerdo estava roxo e inchado.

—Marian, me enganou direitinho Emma.

Confessou, em meio a um suspiro.

A loira, percebia as feições de desalento, no rosto de seu irmão.

—Não se culpe Robin. (Colocou sua mão sob a dele.) –Você errou, mas tomou essa atitude por que estava desesperado. Nós vamos encontrar uma saída, como sempre fizemos, juntos. (Esboçou um pequeno sorriso, na tentativa de confortar seu irmão.) –Eu vou falar com os Mills, eles certamente vão nos apoiar.

—Você tem certeza? Ainda mais, depois das coisas que aconteceram entre você e Killian? (Robin aponta para o dedo da irmã, este que não possuía mais o anel de noivado.)

O semblante no rosto de Emma, mudou rapidamente. Seus olhos exalavam tristeza, ao lembrar-se do término de seu relacionamento, há duas semanas atrás...

Fora desperta, pela pergunta de Robin:

—Foi por minha causa não é? Vocês, estão separados pelo que fiz com a Regina.

—Robin...

—Eu sei que é... Me conte.

—Ele, culpa você pela mudança de Regina para Washington. Por mais que não pareça, Killian é sensível. Ele adora Regina, sempre escutou ela. Enquanto ele não havia me conhecido, era com ela que ele contava nos seus piores momentos... Enfim, as coisas não estavam fáceis entre nós.

—Eu sinto muito Emma, eu destruí o seu relacionamento também.

—A culpa não é sua Robin, ele não soube separar as coisas.

—Assim que eu resolver essa situação com o Roland, vou falar com ele. Quero consertar as coisas Emma.

—Não será necessário. (Ela suspira.) –Eu acho que ele não gosta mais de mim tanto assim, escutei Belle contando a Anna que o viu no bar bebendo, e conversando com uma mulher.

—Conversar, não significa nada Emma. Eu sei que ele ama você! E a bebida, certamente é o conforto que ele tenta encontrar, para aliviar sua culpa. Assim como eu... (Voltou a encarar, seu café.) –Que me embriaguei em vários bares diferentes por essas semanas, me culpando pelo que eu fiz a Regina. E com ele, não é diferente.

—Mas, você não estava com outras mulheres...Vamos voltar ao que interessa, eu vou falar com o S. Henry, e pedir ajuda.

—Você acha que ele vai aceitar?

—Claro Robin! Apesar de Killian, ter esquecido de mim, S.Henry e Cora ainda não. Eles me ligam todas as noites, para saber como eu e Henry estamos. Esses dias, eles perguntaram por você.

—Por mim?

—Sim, apesar de tudo, eles gostam de nós Robin. Eu tenho certeza que vão nos ajudar. Ainda mais depois que você falar com a Regina, e...

—Eu não posso falar com ela, Emma. Não posso simplesmente procurar por Regina agora, e pedir para que me ajude, não será justo. Ela não merece isso. Eu não fiz essa escolha antes, não quero que ela se sinta usada, ou uma segunda opção. Preciso encontrar outra maneira de resolver as coisas com ela.

—Eu não acredito que estou ouvindo isso de você Robin. E a Valerie? Elas precisam saber, você necessita ter as duas por perto, são sua força!

—Eu não quero envolver a Valerie nisso tudo, não quero que ela sofra Emma.

—Eu não concordo, com o que você está dizendo... O que pretende fazer então?

—Assim que eu terminar essa caneca de café, vou providenciar passagens para Storybrooke, e Outerbanks. Visitar velhos amigos, e pedir por ajuda, testemunhas são importantes nesses casos. Enquanto, você providencia as coisas por aqui, acredito que amanhã à noite retornarei, mantemos contato.

—Tudo bem... Mas, eu ainda acho que você devia procurar Regina e se desculpar...

—Eu vou precisar de muito mais que um pedido de desculpas para reconquista-la.

Se seu irmão não tinha coragem suficiente para procurar por Regina e Valerie, ela tinha. E era isso que faria.

***

Washington

—Você está grávida?

Regina se reprendeu mentalmente, por ter confidenciado daquela maneira.Com dificuldade, e ajuda da filha, chegou até o sofá creme aveludado. Fechou os olhos, e suspirou. Só então processando, como sua filha havia se referido a ela.

—Como você me chamou?

Perguntou com a voz embargada, esta saiu como um murmúrio, em meio a comoção. Seus olhos, já estavam lacrimejados.

O contato visual, se persuadiu por alguns segundos.

—Bom... é, que...

A jovem havia adquirido um tom rosado, em sua pele.

—Filha, não precisa ficar com vergonha. Eu aguardei tanto por esse momento.

Parou de falar, assim que sentiu outra náusea lhe atingindo, esta dessa vez mais fraca. Levou a mão até a cabeça.

—Mãe? Você está bem? Precisa de alguma coisa?

—Um copo de água.

Tão rápido quanto saiu, a jovem retornou, com a bebida solicitada pela mãe. Três goles, foram o suficiente para Regina esboçar um sorriso, tranquilizador a filha.

—Você está grávida não é? Claro! Por isso, os enjoos no café da manhã, o sono constante.

Regina tentou responder, mas nada conseguiu dizer. Diante do silêncio da mãe, a jovem obteve sua resposta.

—Meu deus! Por que não me contou antes?! (Valerie, exclamava animada.) –Eu preciso ligar para o meu pai, ele tem que saber essa notícia!

Discava o número do pai no aparelho, no entanto, sente a mão de sua mãe arrancando o objeto.

—Não! Ele não precisa saber agora, eu não vim até aqui para...

—Como é que é?Então, quando nos mudamos você já sabia que estava grávida? E não me contou? Todo esse tempo, você me enganou Regina...

Esta fitava a filha, percebendo a decepção que exalava em seu olhar. Compadeceu, ao escuta-la chamar de Regina e não de mãe, como das duas vezes anteriores.

—Valerie... (Levantou-se lentamente, se aproximando da filha, que recua.)-Eu não quero que o seu pai se sinta obrigado a manter algo comigo, por causa do bebê...

—Eu não quero conversar agora, você precisa descansar, e eu não quero prejudicar o meu irmão.Mas, eu não concordo com o que você fez, e a maneira como me enganou, estava tudo tão perfeito! (Os olhos da mais nova, transbordavam em lágrimas.) –O jantar está no micro-ondas. Não se preocupe,porque hoje eu não vou ligar. Amanhã, nós conversamos.

Regina, sentia a mágoa nas palavras da filha.

Sentou no sofá, desconcertada, se martirizando, por ter escondido da filha sua gestação. Passou a mão pelos cabelos, não acreditava que acabara de cortar um laço importante, confiança. Algo que haviam adquirido ao longo das semanas. Suspirou, frustrada.

Sem saber o que fazer, ligou para sua mãe. Uma chamada, fora o suficiente para Cora atender de imediato. Regina explicou a ela tudo que havia acontecido. Foi aconselhada pela mais velha, a deixar as coisas como estavam. Valerie, precisava de um tempo sozinha para refletir, e procura-la, poderia causar algum atrito entre ambas.

Seguindo a opinião da mãe, deixou as coisas como estavam.

Na manhã seguinte, Regina levantou cedo. Embora, fosse Sábado precisava finalizar um trabalho que ficara pendente na noite anterior.

Parou no corredor, encarando a porta do quarto da filha. Hesitante, entrou.

Valerie, estava acordada. Ao perceber a presença da mãe, fingiu que estava dormindo.

Regina, sentou na cama, fitou a filha por alguns segundos, antes de começar...

—Eu não sei se você, está acordada ou não. Mas, eu gostaria de dizer estas palavras, antes de sair; sinto muito ter magoado você, várias vezes quis te contar a verdade, mas perdia a coragem. Sabia que você iria querer contar para o seu pai, eu não sei como encara-lo, como ele vai reagir... Robin, está feliz com a família dele, eu não quero atrapalhar isso entende? A última coisa que me resta, é você e o seu irmão, são tudo que me resta. Meu sonho, sempre foi ser mãe, e agora que eu sou, não sei como agir, o que fazer... Tudo isso, é novo para mim, e pelo visto, não estou me saindo muito bem. (Suspirou.) –Preciso trabalhar, volto para o almoço. Então, decidimos o que fazer.

Algumas lágrimas, banhavam o rosto de Regina, que beijou a testa da filha. Valerie, pode senti-las contra seu rosto.

Se retirou.

***

Carolina Do Norte

Robin, caminhava apressado, pelas ruas de Outerbanks. Fazia uma hora que havia chegado na cidade, já havia conversado com João, seu melhor amigo. Dawson, um de seus antigos clientes, também o apoio. Ambos, preocupados, com o estado físico e emocional dele.

Faltava, conversar com mais algumas pessoas, só então partiria para Storybrooke. Seu celular, começou a tocar, era Emma.

—Eu não disse que ele iriam nos ajudar... Eu expliquei toda a situação para o S.Henry, ele cedeu o escritório para que possamos nos reunir com todas as pessoas que estejam dispostas a te ajudar. Já liguei para os funcionários da empresa, e todos vão nos apoiar, com exceção da Ruby, que está de licença maternidade.

—Nossa, eu não imaginava que...

Emma, percebia a comoção na voz do irmão.

—Você sempre foi muito bom para todos Robin, agora eles querem retribuir.

—Agradeça por mim, enquanto eu não chego.

—Pode deixar, resolva tudo por aí, que eu cuido das coisas aqui. Nós vamos conseguir Robin, a união faz a força! Tenha fé.

—Eu quero muito, que você esteja certa Emma.

—Eu estou. Agora, preciso desligar, tenho mais ligações para fazer.

—Mantemos contato, se cuide.

Finalizada, a chamada com seu irmão a loira disca o número de Valerie.

***

Washington

Regina, chegava do trabalho. Foi até a cozinha, e não encontrou a filha. Resolveu, procura-la em seu quarto, entretanto, as malas no corredor chamaram sua atenção.

—Valerie, eu pensei que nós fossemos conversar, sobre a gravidez,antes de tomar qualquer atitude,e...

Dizia adentrando o quarto da filha, esta assim que percebe a presença de Regina, corre até ela, aos prantos, lhe abraçando.

—Mãe!

Exasperou, enquanto soluçava. Naquele momento, Regina soube que algo estava errado. Acariciou o cabelo da filha, na tentativa de acalma-la. A abraçou, acolhendo a filha.

Valerie, sentiu-se protegida envolta da mãe, lhe remetia tranquilidade. Fora reconfortante.

Percebendo que a filha, começava a se acalmar, perguntou:

—O que está acontecendo?

—Meu pai, ele precisa de mim. August, e Marian tiraram a guarda do Roland dele, e agora meu irmão, está em um lar provisório. Minha tia, ligou e disse que meu pai, está completamente aturdido. Eu preciso voltar para Nova York!

Regina, ainda tentava absorver aquela notícia.

—Robin, deve estar sofrendo...

Sussurrou.

Valerie, logo percebeu a expressão de preocupação que surgiu no rosto de sua mãe.

—Parece que ele até se envolveu em uma briga.

—Briga? Seu pai repudia violência.

Valerie, dobrava suas últimas blusas.

—É por isso que eu preciso voltar, me desculpe mãe.

—Eu não vou deixar você ir sozinha.

—Mas, você não pode me impedir de ir.

—Não estou te impedindo de ir, eu vou com você.

A jovem, estagnou ao afrontar a mãe:

—Você está falando sério?

—Mas, é claro! Eu só preciso arrumar algumas coisas.

Surpreendeu-se ao receber, mais um abraço inesperado de sua filha.

—Obrigada, mãe.

—Prometo, fazer o possível para resolver essa situação...

—Você vai ajuda-lo?

***

Nova York

Roland, estava sentado na cantina. Seu almoço, esfriava em cima da mesa. Balançava suas pequenas pernas constantemente. Permanecia com medo, sequer havia pregado os olhos durante a noite. Para este até então, perder o sono significava não dormir com seu urso favorito, ou não ter histórias narradas pelo seu pai. Entretanto, a noite anterior lhe provara o contrário. Só queria retornar para casa. Ainda não compreendia com exatidão o motivo de estar naquele lugar.

Lembrou-se, do último fim de semana que passou com seu pai e sua irmã, na Carolina do Norte, antes de se mudarem para Nova York.

Meados de Novembro, apesar do sol brilhante daquela tarde, o frio era cortante. Estavam, na praça da cidade, seu lugar favorito.

Corria pelo gramado, fugindo de seu pai e sua irmã.

—Vocês não me pegam!

Afirmava, o menino.

Naquele exato momento, fora pego de surpresa em uma emboscada, do lado direito seu pai, e do esquerdo Valerie.

—Filha, vamos fazer um abraço de urso no seu irmão!

—Ah não papai, vocês vão me esmagar!

Assim que percebeu já estava entre os dois, que o apertavam. Seu pai logo começou a lhe fazer cócegas, o que resultou em gargalhadas descontraídas.

Foi pego por Robin, que o colocou de cabeça para baixo. Mesmo assim, não foi o suficiente para impedi-lo de enxergar um homem vendendo guloseimas.

—Papai, eu quero um algodão doce!

Seus olhos estavam marejados, é desperto pelas palavras de uma mulher cujos olhos verdes o fitavam.

—Você precisa se alimentar.

—Eu não estou com fome.

Respondeu cabisbaixo.

—Em que posso te ajudar?

—Eu quero ver o meu papai, estou com saudades.

—Querido, não posso te ajudar com esse problema, você terá que ficar aqui por mais dois dias.

—Mas, eu quero voltar para a minha casa.

***

Nova York

No táxi Regina, segurava com seus delicados dedos o colar que ganhara de seu pai, ao formar-se na universidade... Puxava de um lado para outro a corrente dourada. Algo que sempre fazia, quando estava nervosa. Perdida, em seus próprios pensamentos, recordou-se...

Estavam no fim de semana de ação de graças, na Carolina do Norte. Passeavam na praça da cidade, observavam;Valerie, Roland, e Henry alimentando os patos. Robin, confidenciava a ela, os motivos que o fizeram superar a traição de sua esposa, e logo em seguida, seu coma...

“Eu tive duas motivações para seguir em frente... Meus filhos.”

Imaginou, o sofrimento que Robin estava passando, afinal sempre fora um pai dedicado... Foi inevitável, não refletir como ele devia estar se martirizando por ter ficado com Marian, e a mesma o trair pela segunda vez... Divagava, até ser desperta pela filha que pergunta, preocupada:

—Mãe? Você está bem?

—Sim, só estava pensando...

—Sobre a gravidez?

—Nós não conseguimos conversar, sobre isso...Eu não sei, se o seu pai está preparado para receber essa notícia agora, acredito que seja melhor passar o julgamento, e depois eu conto para ele.

—Eu não gosto de mentiras, mas nesse caso, eu não vou contar nada, por enquanto.

—Obrigada, tenho certeza que se ele soubesse não me deixaria defende-lo no tribunal.

—Você tem certeza que consegue? Não será muito desgastante?

—Se eu não conseguisse não faria, não quero prejudicar meu bebê. Eu sei que nós dois conseguimos.

Depositou a mão sob a barriga. O que fez a filha sorrir.

—Obrigada por ajudar meu pai, apesar de tudo.

—Não estou fazendo isso por ele, e sim pelos seus irmãos e por você.

—Sei...

—Estou falando sério,Robin será apenas meu cliente, é assim que eu tratarei ele.

—Meu pai, com certeza não vai manter um comportamento profissional com você, e sim passional.

—Você fala como se ele me amasse.

—E ele ama.

—Não, ele foi bem claro quando me disse que se apaixonou por mim,mas amava a sua esposa... (Suspirou.) –Claro, agora que ela o magoou, ele até pode tentar voltar, mas eu não quero. Não sou segunda opção de ninguém.

—Mãe...

—Chegamos no escritório.

Disse interrompendo a filha, que certamente defenderia seu pai...

Percebendo que a mãe não se movimentou, Valerie pergunta:

—Você não vai descer?

—Não, você vai ficar aqui. Eu tenho dois assuntos para resolver, voltarei à noite.

—Onde você vai?

—Vou procurar por respostas.

—Não quer que eu vá com você?

—Não precisa.

—Tudo bem, se cuide.

Assim que a jovem desceu, o táxi arrancou. Seguindo o endereço solicitado por Regina.

Horas mais tarde...

Sendo guiada por uma assistente social, Regina adentrava o lar provisório onde Roland estava. As paredes eram brancas, enfeitadas por quadros com desenhos feitos por crianças. Embora, o ambiente parecesse acolhedor, ela sabia o quão perdido o menino devia estar...

—Chegamos, está aqui é a supervisora.

Disse a mulher que lhe recebeu.

Ambas apertaram as mãos.

—Eu sou Regina Mills,vim fazer uma visita a Roland Lockesley.

—Com todo respeito senhora Mills, o que lhe faz pensar que eu a deixarei ver o menino?

—Eu sou a advogada do pai dele, vim fazer algumas perguntas para Roland, isso pode ajudar na defesa do senhor Lockesley, visto que tenho uma ordem judicial que me permita falar com o menino, a senhora não pode me impedir.

Regina entrega o papel, qual conseguira após muito esforço, para a mulher mais velha.

—Tudo bem, a senhora será supervisionada por esta assistente social.

Regina consente, e logo volta a seguir a mesma.

Aproximaram-se de uma sala, onde haviam diversas crianças. Logo, enxergou Roland mais afastado, estava desenhando. Distraído sequer percebeu sua chegada, Regina o observava, certamente de todas as crianças presentes naquele local, Roland era o mais bem cuidado.

Compadeceu ao ver crianças tão magras, outras até mesmo com marcas de agressões.

Roland terminava de pintar seu rabisco,até sentir um toque sob seu ombro, logo em seguida, o ressoar suave da voz que lhe cantara belas melodias antes de dormir.

—Regina!

Exclamou se levantando rapidamente, a abraçou com avidez.

A mais velha, procurou reconforta-lo, retribuindo o abraço com a mesma intensidade. O que bastou para o menino sentir-se amparado.

—Você vai me tirar daqui?

—Eu pretendo, mas para isso preciso da sua colaboração. Ok?

O menino consente positivamente com a cabeça.

—Preciso que você responda algumas perguntas para mim, tudo bem?

—Aham.

Sentaram-se no sofá mais próximo, sempre acompanhados pela assistente social, Regina tirou um gravador de sua bolsa.

Quinze minutos passaram-se, Roland respondia a tudo. Sendo notificada pela assistente social, que seu tempo estava terminando, escolheu mais uma pergunta.

—Como era sua rotina com o seu pai nos últimos dias?

—Era normal, meu papai fazia meu café, assistia alguns desenhos comigo, depois ele saia. Eu ficava com a Marian, mas ela tava sempre no celular, e não brincava comigo como o meu papai. Então, eu desenhava até ele chegar. Nessas semanas, meu papai estava triste, mas cuidava de mim como sempre fez. Todas as noites, contava uma historinha para mim dormir, depois disso me beijava, e a Marian entrava para dormir na cama comigo.

Regina franziu o cenho, não pode conter sua curiosidade com aquela informação,perguntou:

—Seus pais não dormiam juntos?

—Não, meu papai dormia no quarto dele, e a Marian dormia no meu.

—Seu tempo acabou senhora.

—Você já vai embora?

Perguntou cabisbaixo.

Regina demorou um pouco para responder o menino, ainda tentava compreender a informação que acabara de descobrir...

—Eu vou ter que ir agora, mas eu volto para te buscar, eu prometo.

Disse acariciando as mãozinhas do menino.

Tentava tranquilizar Roland. Seu olhar transparecia ternura, o que de certa forma, fora suficiente para acalmar o menino que consente.

—Entregue, esse desenho para o meu papai?

—Sim, claro!

Confirmou, pegando o desenho. Seus olhos marejaram ao vislumbrar, a figura de Robin segurando o menino, em forma de avião, como ele gostava.

—Eu tenho certeza que ele vai adorar...

Antes que pudesse terminar, é surpreendida por um abraço do menino.

—Obrigado por voltar Regina, eu tava com saudades.

—Eu também estava querido. Eu prometo tirar você daqui, mas tem que me prometer fazer todas as refeições, para continuar forte e ganhar as batalhas de cócegas com seu pai. O que me diz?

—Tudo bem, eu prometo!

Regina beija a bochecha do menino.

—Se cuide, eu amo você.

Logo em seguida sentiu as mãos do menino contornarem seu rosto.

—Eu também amo você!

Seus olhos marejaram.

—Nos vemos, em breve.

Disse com a voz embargada.

***

Para Robin, o dia havia transcorrido rapidamente, sequer tinha parado para fazer alguma refeição. Felizmente, conseguira realizar todos os seus planos. Neste exato momento, adentrava o escritório de advocacia Mills.

Uma lembrança dolorosa lhe sobreveio, recordou-se do dia em que deixara aquele local, frustrado.Pensou em Regina,como gostaria de ter a companhia dela, o seu apoio, suas palavras de conforto.

No entanto, sabia que tudo não passava de algo transitório, afinal Regina não tinha motivos para ajudá-lo. Suspirou.

Pensou em Roland, como seu filho deveria estar aturdido, em um ambiente desconhecido. Lamentava, que seu pequeno garoto estivesse passando por um momento tão conturbado.

Robin, desejava que tudo não passasse de um pesadelo, gostaria de acordar, sendo recebido pelos abraços de seus filhos, e beijado pelos lábios de Regina. Infelizmente, não era aquilo que a vida estava lhe proporcionando.

Permaneceu perdido em seus próprios pensamentos, que nem sequer percebeu que adentrava a sala de reuniões do escritório. Surpreendeu-se com a quantidade de pessoas que constavam na sala. Todas as cadeiras, estavam ocupadas, alguns estavam de pé, bebendo café, outros falavam no celular, alguns imprimiam informações.

Seus amigos da Carolina do Norte, já se encontravam em meio aos demais. No entanto, foi a presença de S.Henry, Cora e Killian, que chamou sua atenção.

Percebeu que todos o encaravam, alguns fitavam seu olho roxo, outros o curativo em sua mão. Todavia, a voz de sua filha se sobrepôs em meio ao silêncio.

—Pai!

Valerie, exclamou correndo até ele. Abraçaram-se com voracidade. Ambos, com saudade um do outro.

—Valerie... (Suas mãos percorreram o rosto da filha.)-O que você está fazendo aqui?

—Pai, você está todo machucado.

Concluiu, preocupada. Ignorando a pergunta de Robin.

—Me desculpe filha, eu não queria que você me visse assim.

Seus olhos marejaram.

—Tudo bem, pai. Eu estou aqui agora, vim para te ajudar. Vou depor a seu favor. Todos aqui disseram que o meu depoimento, será muito importante!

—Mas, Valerie...

—Não adianta me impedir, minha decisão está tomada.

Robin pensou, o quanto Valerie era parecida com Regina, naquele aspecto. Em seguida, perguntou:

—E a sua mãe? Como ela está?

Antes que a filha pudesse responder, seu celular começou a tocar.

—Desculpe filha, essa ligação é do lar provisório que seu irmão está.

A jovem consente.

—Alô.

—Boa noite, S.Lockesley, estou ligando para avisar que o ministério da justiça, decidiu que será realizado os exames solicitados pelo escritório de advocacia Mills.

—E o meu filho? Como ele está?

—Está bem, ficou melhor depois que recebeu a visita de sua advogada.

—Advogada? Que advogada?

Perguntou, encarando a todas mulheres presentes na sala, não faltava nenhuma que ele não conhecesse. Franziu o cenho.

Naquele momento, alguém bate na porta, que logo fora aberta.

—Tem lugar para mais um?

Escutou a voz, que tanto idolatrava, conhecia muito bem a dona daquela pergunta. Um calafrio percorreu pelo seu corpo. A voz ao telefone, ressoava palavras, estas que ele ignorou. Seus olhos, se encontraram com os dela.

—Regina?

Notas finais
E aí o que acharam? Regina e Valerie, voltaram... E esses dois?Como será daqui pra frente? Será que Regina, perdoara Robin tão facilmente? Como eu disse teremos vestígios, dos capítulos anteriores, desde o "Você de novo", até "Por inteiro." ♥ Tem um novo julgamento chegando por aí... Comentem, já vou começar a responder os comentários do capítulo passado... :) Beijoos, e um abraço carinhoso da escritora que já está com saudades. ♥