Coração selvagem
26 XXVI - Finalmente chegou!
Fiquei com vergonha durante vários dias. Não conseguia contar a Yuka que acontecera comigo também, que eu dormi com Atsushi. Porém uma noite eu fui até o quarto dela e mesmo receosa, contei.
– Eh?! – ela exclamou – V-Você e ele...? Sério?!
– H-Hai. – disse envergonhada, desviando o olhar – Depois do colégio...
– Tsubaki... – ela dizia surpresa.
– Ah, tá bom! – exclamei – Chega, foi isso!
Ela riu.
– Mas... Nee, doeu? – perguntou.
– Claro. – disse – Foi horrível, ele é... – corei.
– Eh? Nani?
– G-Grande... – corei mais – Mas melhorou depois.
Ela riu.
– Pára com isso! – corei ainda mais.
– Sugoii ne! Nunca pensei que você faria isso.
– E-Eh... Nande?
– Não sei. – ela deu de ombros – Desde a história do “não beijo”...
– Não foi um beijo! – exclamei, o que a fez rir.
– Enfim, estou impressionada. – ela sorriu – Você gosta mesmo dele, ne?
– Hai. – corei levemente, sorrindo aos poucos – Ele é carinhoso, bom... Tem um corpo bonito. – corei, achando graça.
– Tem? – ela disse em dúvida.
– Hum, sem blusa... – corei mais, desviando o olhar.
– Hentai... – ela riu.
– Run... – resmunguei.
...
Dias depois, depois do colégio, eu fui com Atsushi para a casa dele. Foi vergonhoso tirar a roupa de novo, mas foi maravilhoso enquanto fazíamos. Ele apertava minha cintura, beijava meu pescoço enquanto estava com a mão em meu seio, me beijava apaixonadamente... Foi incrível.
Eu estava coberta até os seios e com os olhos fechados, quase adormecendo.
– Hmm... – abri os olhos e o vi me olhando – Ah! – exclamei, me sentando e deixando a coberta cair, o que me fez corar e segurá-la para me cobrir novamente.
Ele riu e sentou.
– Por que está com vergonha? – sorriu gentilmente.
O olhei admirada, vendo seu sorriso e corei, desviando o olhar.
– P-Por que estava me olhando? – perguntei sem jeito.
– Porque você é linda.
– H-Hum. – disse ainda corada.
Naquele momento Jun entrou no quarto de repente, furiosa.
– Oe, Atsushi! – ela exclamava irritada – Quem disse que podia pegar minha caixa de...?!
Ela nos viu na cama e arregalou os olhos. Eu arregalei meus olhos e Atsushi a olhou com aquela expressão de preguiça.
– Oe, Jun... A gente está ocupado. – ele disse.
– Eh... – ela fez cara de tédio – Hentai...
Tampei o rosto com as mãos, envergonhada.
– Hum... Eu só quero minha caixa, Kou vem hoje à noite me ver. Ele está na cidade e eu quero...!
– Sem detalhes! – ele exclamou e aquilo me surpreendeu.
– Hai, hai! – ela riu – Então, cadê?
– Run. – ele resmungou e abriu a gaveta do criado-mudo, o que o fez precisar ficar por cima de mim.
Corei por ele estar tão perto enquanto Jun estava presente e ele pegou a caixa. Ela veio até a cama e a pegou.
– Vê se compra a sua. – ela disse com a mão na cintura e saiu do quarto, fechando a porta.
Ele fez cara de tédio e eu quis rir. Suspirou e deitou ao meu lado.
– Por que está assim? – perguntei.
– Porque ela dorme com aquele cara.
– E ele é uma pessoa ruim?
– Não... – ele suspirou – Ele é legal.
– Então por que não gosta dele?
Ele desviou o olhar, quase fazendo um bico. O olhei, surpresa e quis rir.
– É porque ele faz com sua irmã o mesmo que você faz comigo? – deixei escapar uma risada.
– Tsc.
– Mas ela é mais velha que você.
– Mas é minha irmã.
Eu ri.
– Run... Não devia rir. – ele disse.
– Eh? – o olhei.
Ele puxou a coberta, deixando meus seios expostos e me fazendo corar ao se aproximar e pôr um deles dentro da boca, chupando-o.
– E-Eh...! – Corei, ficando extremamente vermelha – B-Baka! Oe!
Ele me deitou e continuou a chupá-lo, pondo a mão no outro e acariciando-o. Meu celular começou a tocar, mas eu nem ouvia. Pus a mão em sua cabeça com os olhos fechados, corando mais, porém ainda assim gostando. Meu celular tocou de novo e eu precisava atender. Com essa insistência deveria ser algo importante.
– O-Oe...
Ele parou e me olhou. Puxei o cobertor para me cobrir. Ele sorriu, achando graça e eu peguei o celular de cima de seu criado-mudo.
– M-Moshi, moshi?
– Tsubaki.
– Mãe?
– Hai, preciso que me faça um favor.
– Nani?
– Yuka está no hospital. – ela sorria.
– N-Nani?! Ela está bem?!
– Hai! – ela dizia animada – Apareceu um doador!
Fiquei boquiaberta, abrindo lentamente um sorriso.
– Sério?!
Atsushi me olhava em dúvida, apoiando o cotovelo na cama.
– Nossa! – exclamei, me ajoelhando e sentando sobre os pés – Como ela está?
– Está se preparando, a cirurgia será em duas horas.
– Quer que eu vá pra aí?
– Não. Você está com Murasakibara-kun?
– Hai.
– Fique com ele até eu ligar de novo.
– Hum. – sorri – Sugoii!
Ela riu.
– Yuka pediu a você pra ligar para Midorima-kun. A ligação do hospital foi repentina e ela esqueceu o celular em casa.
– Hai! – disse animada.
Atsushi me olhava naquela posição, eu estava nua e não me importava enquanto falava ao telefone. Olhava detalhadamente cada detalhes do meu corpo. Minha mãe desligou e eu liguei para Midorima-kun.
– Midorima-kun?
– Hai. Tsubaki-san?
– Hai! – sorri – Yuka esqueceu o celular em casa e pediu para eu avisá-lo.
– Nani? – ele perguntou preocupado.
– Ela conseguiu um doador! – exclamou feliz – Daqui a duas horas vai operar!
– Uhm... Sério? – ele disse surpreso, quase estático – Sugoii!
Eu ri.
– Oe, Tsubaki... – Atsushi me chamou, o olhei sorrindo – Vamos comemorar então... – ele sorriu.
O olhei e corei.
– Ne, quando posso vê-la? – Midorima perguntou.
– U-Uhm... Não sei ainda, mas...
– T-su-ba-ki. – Atsushi se aproximou, beijando minha barriga e subindo até lamber meu mamilo.
– Uhm...! Oe!
– Tsubaki-san? – Midorima disse em dúvida.
– G-Gomen, Midorima-kun... É que...
Atsushi pegou o celular da minha mão e o pôs na orelha.
– Mido-chin, Tsubaki precisa desligar agora. – ele disse maliciosamente.
Corei e ele desligou meu celular depois que Midorima respondeu.
– O-Oe! Não fale assim! Ele vai saber o que estamos fazendo!
– Hai, hai. – ele disse, deixando o celular de lado sem se importar – Quero comemorar com você já que está feliz. – sorriu.
– C-Como?
Ele sorriu novamente e me beijou de repente, me deitando. Ficou em cima de mim, abrindo minhas pernas e ficando entre elas, nos cobrindo com a coberta. Corei por estarmos daquele jeito.
– M-Mas... E as...?
– Escondi um monte delas dentro da gaveta. – ele sorriu, me beijando.
Acalmei o olhar e o abracei com os braços em volta de seu pescoço.
– Atsushi... – disse ofegante.
Ele beijou meu pescoço, ofegante e fizemos mais uma vez. Foi intenso e ele me levou ao ápice como sempre. O que parecia nunca deixar de ser maravilhoso.
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