Coração selvagem

25 XXV - Ciúmes? Run!


Notas iniciais
EEEPAAA, que esse vai ser bom! 'kkkkk vocês vão me amar! Espero... hihi ;)

Aquela estava sendo uma semana tensa. Constantemente Katsumi tentava acalmar Madoka nos intervalos. Assim como eu com Amaya. Ela estava com ciúmes de Kagami por causa de algumas garotas que estavam dando presentes a ele. Eu não entendia bem o que ela estava sentindo, porém Kagami não demonstrava que estava se importando com os presentes ou com as garotas. Em vista ao seu histórico, ele mal prestava atenção em Amaya!

– Mesmo assim eu fico com raiva. – ela disse emburrada – E você também ficaria se fosse com você.

– Hai, hai. – deixei escapar uma risada – Não sei, talvez. Mas ele não está nem aí, relaxa.

Estávamos sentadas num banco atrás do prédio e Madoka passou marchando por trás de nós dentro do prédio. Vimos pela janela e a seguimos com o olhar. Ela saiu do prédio e veio em nossa direção, sentando tão bruscamente ao nosso lado no banco que nos assustamos e nos entreolhamos. Ela estava emburrada e extremamente irritada. Katsumi também veio, logo atrás dela, e parecia sem paciência.

– Você não vai encher o saco delas também! – ela disse.

– Eu não ia. – Madoka disse e nos olhou – Aquelas vadiazinhas estão dando em cima do Daiki! – disse indignada.

Katsumi revirou os olhos.

– Então são duas. – eu disse.

– Você também?

– Não. – disse e fitei Amaya.

– Estão dando presentes pro Kagami-kun! – Amaya exclamou.

– Por que ainda o chama assim? – Katsumi disse em dúvida.

– E ele nem liga pra elas. – Madoka disse.

– É isso que eu disse! – exclamei.

– Argh! Não importa, quero elas longe dele! – Amaya exclamou.

– E as vadiazinhas?! Run! – Madoka resmungou – Elas ficam se oferecendo pra ele!

Amaya arregalou os olhos, vendo que se oferecer era pior do que dar presentes. Ela me fitou e parou de reclamar.

– “Se oferecer” você diz... – eu disse.

– Ir pra cama com ele! – ela disse – Dá pra acreditar? Vou bater nelas!

– Não faça isso! – Katsumi disse – Ele não vai fazer isso com você. Ele quer casar com você, esqueceu?

– Casar?! – exclamamos.

Katsumi torceu um pouco a expressão vendo pela expressão de Madoka que ela falara demais. Madoka suspirou.

– Eu... Pensei que estava grávida.

– Nani?! – Amaya exclamou.

Fiquei calada.

– Bem! – Madoka disse – Não estou e ele nem sabia que eu suspeitava. Quando contei a ele, ele disse que ficou também um pouco triste, mas... Que seria uma boa ideia... Se casar comigo.

– Kawai! – Amaya exclamou com as mãos na bochecha.

Eu sorri, não imaginava.

– Ele não disse que quer casar. – ela disse – Ele só disse que talvez pensássemos nisso daqui a alguns anos.

– Está subentendido! – Katsumi disse.

– Kawai! – Amaya disse de novo.

Eu ri, mas achei isso incrível. Não imaginava que Aomine-kun faria algo assim.

...

Eu estava indo me encontrar com Atsushi atrás do prédio de biologia, onde sempre nos encontrávamos. Carregava um pacote de Pocky que estava levando pra ele e parei ao virar a esquina. Voltei e comecei a espiar por impulso, um ato que não imaginaria que viria de mim. Atsushi estava escorada na parede e uma menina baixa do primeiro ano e de cabelo curto com franja estava dando um papel a ele. Arregalei os olhos, era um pequeno envelope rosa com um coração desenhado nele. Ela estava se declarando!

– Anou... – ela disse docemente – E-Eu sei que você tem namorada, mas... Eu só queria que você soubesse... H-Hum...

– Hai. – ele disse, pegando o envelope – Arigatou.

– H-Hum. – ela sorriu e foi embora.

Eu não estava percebendo, mas apertei tanto a caixa de Pocky que segurava que os palitinhos de chocolate se quebraram. A olhei e fiquei surpresa comigo mesma. Meus olhos marejaram, o que era aquilo? Eu estava... Com ciúmes? Balancei a cabeça, me recompondo e voltei a andar. Ele me viu me aproximando e guardou o envelope no bolso.

– Tsubaki. – sorriu.

– Hum. – sorri levemente.

– Daijoubu?

– Hai. Nande?

– Hum. – ele pegou o pacote da minha mão – Tem certeza? Sentou em cima? – riu.

– Não. – disse emburrada, virando o rosto.

– Tem certeza que está bem?

– Eu estou bem! – exclamei, exagerando.

Ele ficou surpreso e sentou no chão. Me sentei ao seu lado, arrependida de ter falado assim.

– Gomen...

– Hum, daijoubu. – ele disse – Estão quebrados.

– Gomen nasai. – abracei os joelhos e abaixei a cabeça, envergonhada.

– Oe, tudo bem. – ele disse – Não precisa ficar assim por causa do biscoito.

– Por que você aceitou? – perguntei abafada por estar de cabeça baixa.

– Eh?

O olhei, meus olhos estavam marejados.

– Por que aceitou a carta dela?

Ele me olhou surpreso.

– Ah... Ela só me deu. Não queria fazê-la chorar se não aceitasse.

– Mas ela sabe que a gente namora, que você tem namorada e ainda assim entregou. – virei o rosto.

– Oe, Tsubaki. Eu não faria isso. – ele disse.

Levantei e me virei, começando a andar.

– Vou pra sala.

– Oe... – ele disse enquanto me via ir embora.

Não me reconheci ao fazer isso. Não imaginei que faria aquilo, mas... O que eu vi me deixou com tanta raiva, tão chateada... Que descontei nele. E na hora me arrependi.

Antes de dormir naquele disse, eu queria falar com ele e pedir desculpas, mas ainda estava chateada e pensava que era culpa dele. Que droga eu tinha na cabeça? Meu celular soou e eu o peguei, abrindo-o e vendo uma mensagem de Atsushi.

“Remetente: ATSUSHI;

Mensagem: Eu quero falar com você amanhã no intervalo no mesmo lugar de hoje. Não acredito que pensou aquilo de mim!”

Me senti tão envergonhada ao ler a mensagem. Precisava mesmo pedir desculpas a ele. No dia eu fui para o nosso lugar e o encontrei escorado na parede com a expressão séria. Me aproximei receosa e fiquei a sua frente.

– A-Anou... Gomen nasai... – ia dizer.

– Baka. – ele me interrompeu.

O olhei, ele me olhava sério.

– Por que pensou aquilo? Acha que eu te largaria?

– E-Eu... Vi você e...

– E daí? Você só viu uma.

O olhei surpresa.

– Todo mundo do time recebe presentes ou cartas de declaração. Vocês que não sabem ou fingem que não veem. – ele disse.

Ele me puxou de repente pelo blazer vermelho do uniforme e me pôs contra a parede, me prendendo com uma mão na parede e outra em minha cintura.

– Fiquei o ano passado todo com você, disse aos pais que éramos namorados para podermos viajar juntos, somos namorados e apresentei você a minha família. – ele dizia me olhando fixo nos olhos – Acha mesmo que eu faria isso?

Com tudo o que ele disse e daquele jeito, com aquele tom de voz sério, eu não tive mais argumentos. Abaixei o olhar, envergonhada.

– Madoka e Amaya estão com ciúmes por causa de garotas... – disse.

Ele me olhava.

– Eu não sabia o que era isso, mas quando vi você e... Aquela garota te dando o envelope... Sabe, doeu...

Ele ficou surpreso.

– Tsubaki...

Meus olhos marejaram.

– Eu te odiava tanto... – disse – Você me deixava confusa com as coisas que fazia comigo e por mim. Me perturbava e me ajudava.

Ele prestava atenção ainda me prendendo, porém sem reação enquanto eu falava.

– Eu nunca pensei que chegaria tão longe com você, com as coisas que fazemos...

– Oe, Tsubaki.

– Baka, Atsushi! Eu acho que amo você! – exclamei, apertando os olhos.

Ele arregalou os olhos.

– Eu te amo, baka... – disse sem conseguir olhá-lo – Eu amo seu toque, quando você me toca, quando me faz carinho e essa sua cara de sono que me irritava tanto!

Ele me olhou ainda mais surpreso e começou a rir, abaixando a cabeça. O olhei e fiquei com raiva.

– Não tem graça! – disse querendo chorar.

– Eu sei. – ele disse e me puxou pela cintura, me beijando.

Pus a mão lentamente em seu peito e apertei sua roupa. Ele cessou o beijo e abaixou até minha altura, segurando gentilmente em meu queixo.

– Eu te amo, Tsubaki. – ele sorria.

Corei arregalando levemente os olhos e tendo certeza de que eles brilhavam. O abracei de repente. Ele me olhou surpreso, mas sorriu e pôs a mão em minha cabeça, afagando-a. Acalmei meu olhar enquanto o abraçava e apertei os olhos, envergonhada.

– Posso ir com você pra sua casa hoje? – perguntei quase inaudível.

– Hum. – ele sorriu ainda me fazendo carinho.

Depois da aula fomos para a casa dele. Não sei por que, porém tudo o que ele disse e o que eu também disse a ele me deu certeza. Uma certeza que eu achei que fosse apenas do momento, mas não era. Enquanto andávamos para a casa dele, eu pensei bastante e não mudei de ideia. Chegamos e parecia não ter ninguém. Fomos para o seu quarto e eu sentei na cama, apreensiva. Ele tirou o blazer e o pendurou, me olhando em dúvida e sentando ao meu lado em seguida.

– Daijoubu...?

Me virei e o beijei de repente, deixando minha bolsa escolar cair da cama. Ele fechou os olhos, pondo as mãos em minha cintura. Eu corava e comecei a beijar seu pescoço, sentindo seu cheiro e voltando a beijá-lo. Ele tirou meu blazer e o deixou cair, afrouxando minha gravata e a tirando. Eu tirei a dele e enquanto nos beijámos ele desabotoou minha camisa e a tirou, deixando meu sutiã à mostra. Começou a beijar meu pescoço e eu desabotoei a saia, tirando-a assim como minhas meias.

– O que está fazendo? – ele perguntou, me olhando.

– Tirando a roupa. – disse sem entender – Você sempre faz isso.

– Hai... Mas está diferente.

– Hum. – o beijei, começando a desabotoar sua camisa.

Nos beijávamos intensamente e eu tirei sua camisa com a respiração ofegante. Ele segurava gentilmente em minha nuca enquanto nos beijávamos e eu levei as mãos até o fecho do meu sutiã, abrindo-o. Ele percebeu e cessou o beijo.

– Por que está tirando a roupa?

– Você sempre faz isso. – disse.

– Eu. – ele sorriu – Você nunca faz.

O olhei, desviando o olhar e corando. Eu segurava o sutiã contra os seios com vergonha e não conseguia dizer.

– V-Você quer?

O olhei e vi sei olhar. Ele me olhava surpreso e com vergonha. Fiquei surpresa e corei mais.

– H-Hai. – disse. – N-Nande?

– Hum. – ele balançou a cabeça – Não esperava... – esfregou a mão no pescoço.

– Você... Hum... – corei de novo – Tem...?

– Não...

Abaixei o olhar, não sei se teria coragem de novo de me despir pra ele quando ele comprasse o que precisávamos naquele momento.

– Jun tem. – ele disse.

O olhei surpreso.

– E-Ela... – corei.

– Ela tem um namorado que está na faculdade. – ele disse, detestando a ideia.

– Ela não vai ficar com raiva se você pegar?

– Ela fica mesmo com raiva quando eu pego os biscoitos dela. – ele riu.

Deixei escapar uma risada. Era a cara dele. Ele levantou e saiu do quarto. Me olhei e o imaginei tirando o resto das minhas roupas. Aquilo me deixou constrangida então eu mesma as tirei e desarrumei a cama dele, me enrolando em sua coberta. Corei, pensando em como seria e percebia que eu não queria desistir. Ele voltou me vendo daquele jeito, sentada e enrolada como se estivesse em um casulo e ainda mordendo a ponta do dedo, nervosa. Ele sentou ao meu lado e vi uma caixa em sua mão.

– O que é isso?

– Caixa de camisinhas. – ele disse em tom óbvio.

– Uhm...! – corei – Vai precisar de tantas?

Ele sorriu e me beijou, deixando a caixa ao lado. Me beijava gentilmente e eu estava com os olhos fechados, vendo que ele ficava cada vez mais ofegante. Me deitou devagar na cama.

– Posso tirar? – perguntou, segurando levemente a coberta.

Corei levemente.

– H-Hum.

Ele abriu lentamente a coberta, vendo meu corpo e corando levemente. Via minhas curvas, meus seios, minha barriga, minhas pernas... Tudo. Corei, desviando o olhar e ele beijou meu pescoço, me fazendo corar ainda mais e me encolher um pouco. Acariciava lentamente meu corpo com sua mão e começou a descer os beijos, chegando até meus seios e barriga. Ele tirou a calça, ficando apenas de cueca e deitou ao meu lado, me beijando e acariciando meu clitóris com seu dedo. Corei, ficando cada vez mais excitada e gemi levemente quando ele colocou gentilmente o dedo dentro de mim.

Nos beijávamos e eu estava quase lá, porém ele tirou a cueca e pegou uma das camisinhas. Corei e não tive coragem de vê-lo pô-la, era constrangedor. Minhas pernas estavam fechadas e eu quase as encolhia. Ele as beijou, abrindo-as lentamente e ficou entre elas, deitando sobre mim e me beijando. Pus os braços ao redor de seu pescoço, beijando-o nervosa. Ele apoiou os cotovelos na cama e me olhou, levemente corado.

– Tem certeza?

Fiquei um pouco surpresa, ele estava nervoso.

– Hai. – sorri e o beijei gentilmente.

Ele corou levemente e aos poucos começou a me penetrar. Apertei os olhos assim como suas costas e me encolhi um pouco por aquela dor aguda, imaginando como aquilo estava entrando em mim. Ele deixava alguns gemidos escaparem e quando me penetrou por completo o sentir ainda mais ofegante. Ele começou a se movimentar e eu a corar por estar sentindo finalmente prazer depois da dor. Começava a ficar escorregadio enquanto ele me beijava e apertava minha cintura. Ele segurava meu quadril, se movendo e movendo meu corpo ao fazê-lo. Começou a me olhar e me via gemer, o que parecia deixá-lo ainda mais excitado e o que me fez lembrar do dia do hotel em que ele ficou ofegante depois de me ouvir gemer tanto. Não sei quanto tempo se passou e nem me importo, mas comecei a sentir aquilo que eu sentia quando ele colocava o dedo dentro de mim. Era intenso, explosivo e quando chegou eu gemi tão alto que fiquei envergonhada. Fiquei exausta, mas ele me beijou e continuou. Comecei a sentir prazer de novo e o beijei de uma forma tão excitante que ele segurou com força no encosto da cama com uma das mãos e começou a gemer. Pus a mão em suas costas, ele rangia os dentes gemendo e me beijou gemendo ainda mais. Ele segurou meu quadril e empurrou completamente, me fazendo gemer ofegante e gemendo. Senti a sensação, ele pulsando dentro de mim e ficando aos poucos ofegante e cansado. Acalmei o olhar, admirada. Era incrível.

Atsushi havia ido ao banheiro e quando voltou eu estava debaixo das cobertas, dormindo. Ele sorriu, achando graça por eu dormir em tão poucos minutos e deitou ao meu lado, se cobrindo e me abraçando. Algumas horas depois eu despertei e o vi dormindo ao meu lado. Ele era tão bonito dormindo, tão calmo. Sorri, corando levemente e pus a mão em sua cabeça, afagando-a e sentindo a maciez de seu cabelo. O abracei e adormeci sem querer.