Coração selvagem
22 XXII - Ano novo
Chegamos em casa um pouco antes do ano novo. Estava apreensiva desde que falei com Atsushi ao telefone. Disse a ele que se quisesse me tocar daquele jeito eu deixaria dessa vez, mas agora estava com vergonha de permitir realmente. Midorima-kun e Yuka disseram que iriam à praça central passar o ano novo lá e soube que Madoka e Aomine-kun fariam o mesmo. Eles estavam bem próximos agora e eu queria saber sobre as outras meninas também, mas estava mais preocupada comigo naquele momento. Pensava no que iríamos fazer e para onde iríamos.
No último dia do ano, Atsushi veio me buscar em casa. Yuka já havia saído e minha mãe atendeu.
– Murasakibara-kun! – ela disse alegre – Konbanwa! Está bonito.
– Arigatou, Kayou-san.
Ela sorriu e o deixou entrar. Eles foram para a sala e meus pais ficaram conversando com ele enquanto eu descia. Desci as escadas e os fitei.
– Uhm... Konbanwa. – disse timidamente.
Eles me fitaram e Atsushi pareceu surpreso. Eu usava uma blusa lilás de mangas compridas, saia escura, meia-calça e botas. Ele me olhava tanto que eu corei, envergonhada. Meus pais se entreolharam e minha mãe sorriu enquanto meu pai fazia cara de tédio. Atsushi e eu saímos e começamos a andar.
– Hum... Ne, aonde vamos? – perguntei.
– Pra minha casa.
– Você passa o ano novo em casa?
– Não. Quero que conheça minha família.
– S-Sua família? – corei.
– Hai. – ele sorriu – Jun é uma fofoqueira e disse a todos que eu estou namorando.
– H-Hum, hai.
Minutos depois chegamos e a casa dele estava cheia. Fiquei constrangida por ter que conhecer várias pessoas naquela ocasião, mas foi divertido. A família dele é mais legal do que eu imaginei. Eu não havia conhecido seus pais ainda, então precisava fazer uma boa impressão. A mãe dele é alta, mas menor que eu. Ela tem cabelo roxo e olhos azuis incríveis. O pai dele é mais alto que eu e tem o cabelo cor de mel e olhos cinza. O irmão mais velho dele, Akio, é casado com uma jovem linda e tem cabelos claros. O segundo mais velho, Daisuke, tem cabelos cinza e também é casado. A esposa dele parece ser uma pessoa agradável, porém não conversamos tanto. O terceiro mais velho que está na faculdade, Hidaki, tem o cabelo roxo e é tão piadista quanto Atsushi. E tem Jun, que ficou bem animada com minha chegada.
– Nee, mãe. – ela dizia animada – Tsubaki-chan e Atsushi tinham um plano de juntar os amigos dele com as amigas dela. Aí no final eles se juntaram também. – ela riu.
Corei e fitei Atsushi. Ele tinha contado sobre os planos?
– Nee, parece até mangá shoujo. – a mãe dele sorriu.
Eu sorri levemente, envergonhada.
– Ahhh, isso é tão injusto! – Hidaki disse manhoso, se apoiando no mais velho.
– Nani, baka? – Akio disse.
– Atsushi ainda está no colegial e já tem namorada. – ele disse – Eu estou na faculdade e na seca.
– Oe, oe. – Daisuke disse – Atsushi é esperto e você é trouxa.
– Run! – ele virou o rosto revoltado.
Pus o punho cerrado em frente à boca para disfarçar a risada e Atsushi me fitou, sorrindo.
– Nee, Tsubaki! – Jun sorriu – Atsushi disse que você é uma ótima cozinheira!
– E-Eh... E-Eu faço meu melhor. – sorri timidamente.
– Só comida mesmo pra você fazê-lo feliz. – Hidaki riu.
– Baka! – Atsushi jogou uma almofada nele, que riu após segurá-la.
– Então, vamos pegar as coisas na cozinha. – Jun disse.
– Hai. – disse, levantando.
Fomos para a cozinha e começamos a tirar algumas comidas de dentro da geladeira. Jun pôs a mão na mesa depois de colocar uma tigela em cima dela e me fitou enquanto eu pegava outra tigela, uma maior. Fui até a mesa para pô-la em cima.
– Atsushi e você já transaram?
– E-Eh?! – corei absurdamente quase derrubando a tigela – P-Por que a pergunta?
– Vocês parecem bem íntimos. – ele sorriu, achando graça.
– H-Hum, não...
– Ah... Tem medo por causa do tamanho dele? – ela riu.
– U-Uhm... Não é isso. – corei, se bem que nunca havia pensado nisso.
– Então?
– Atsushi, hum... Nós estamos indo devagar, eu acho...
Ela sorriu, achando graça.
– Que bom. Não acho que ele seja o tipo de cair dentro logo no começo.
– H-Hum. – concordei, corando.
– Oe, Jun! – Atsushi surgiu na porta – Anda logo com a comida, fofoqueira! Se quiser saber alguma coisa, me pergunta!
Corei ao vê-lo.
– Gomen, gomen. – ela riu – É que opinião feminina é melhor nesses casos.
Ele fez cara de tédio, olhando-a desconfiado. Eu desviei o olhar, envergonhada. Agora estava pensando na altura dele em relação ao que Jun disse. Ela riu, pegando uma tigela e eu despertei, fazendo o mesmo. Levamos as comidas para a mesa de jantar e a arrumamos.
No momento da contagem regressiva, todos estavam na sala. Quando chegou ao sete, Atsushi pegou minha mão e corremos em direção à escada. Eu não compreendi, fomos para o quarto dele. Ele fechou a porta enquanto eu ficava cada vez mais corada e me levou até a janela, abrindo-a e me fazendo sentar no chão com ele.
– Hum, nani...?
– A vista daqui é melhor. – ele sorriu.
O olhei sem entender e fitei a janela. Quando o ponteiro maior do relógio de seu quarto se juntou ao menor, chegando a meia noite e o ano novo, fogos de artifício começaram a ser disparados no céu e a vista do quarto dele ficara magnífica. Os fogos explodindo e vários pontos coloridos surgindo, um atrás do outro, deixando o céu escuro iluminado. Eu abri um sorriso, admirada por aquela visão e ele pegou em minha bochecha, aproximando meu rosto do dele.
– Feliz ano novo. – disse gentilmente, me beijando.
Fechei os olhos, beijando-o. Eu estava entre suas pernas e pus os braços ao redor de seu pescoço. Quando cessamos, fiquei vendo os fogos até terminarem. Me ajoelhei e apoiei as mãos na janela para tentar ver melhor. Meus seios ficaram próximos do rosto dele e eu fui burra em ser ingênua ao fazê-lo.
– Acho que acabou. – disse.
– Hai. – ele disse, reparando em como eu estava perto.
Ele acalmou o olhar e aproximou mais o rosto ao passo que em abraçou, pondo o rosto entre meus seios. Corei ao perceber e tentei me manter calma por causa do nervosismo súbito. Ele parou e encostou as costas na parede novamente. Me sentei, ainda entre suas pernas e o olhava em dúvida sobre o que deveria fazer naquele momento.
– A-Anou...
– Gomen. – ele disse, o que me deixou surpresa – Se não quiser nada...
Ele falava e de repente eu me aproximei e o beijei. Nunca tive essa iniciativa, mas o beijei de língua, o que o deixou surpreso. Ele fechou os olhos aos poucos e pôs as mãos em minha cintura, me abraçando. Eu queria deixá-lo me tocar, mas se ele começasse eu ficaria com vergonha. Então pus as mãos na barra da minha blusa e comecei a tirá-la. Ele cessou o beijo, me vendo fazê-lo e me ajudou quando eu fiquei “meio” presa. Eu ri quando a tirei e ele me olhava extasiado, observando cada detalhe do meu rosto e vendo meu sutiã branco com detalhes costurados nas bordas de cada bojo. Corei levemente e desviei o olhar. Ele pôs a mão em meu rosto e me beijou, beijando meu pescoço em seguida enquanto colocava a mão em meu seio. Fiquei envergonhada, mas me contive. Principalmente quando ele começou a abaixar as alças do sutiã. Eu corei, me lembrando que ele não havia visto de fato meus seios. No hotel, eu estava de costas para ele e ele apenas os tocou, não os viu.
Ele correu as mãos para o fecho e o abriu. Corei e mesmo com a leve ação, senti aquele formigamento entre as pernas. Abaixei o olhar, envergonhada e ele me olhou. Cobri os seios com os braços, mas ele os segurou e os tirou da frente para me ver.
– É vergonhoso... – disse.
– Você não sabe o quanto é bonita.
O olhei e ele sorriu levemente. Acalmei o olhar, admirada e ele me beijou, me deitando lentamente no chão. Ficou em cima de mim e começou a beijar meu pescoço, descendo lentamente enquanto eu sentia aquela sensação aumentar. Ele correu o beijo pela minha clavícula e chegou aos meus seios, pondo a boca em meu mamilo e o chupando. Corei, apertando os olhos, mas realmente era bom. Ele brincava com meu outro mamilo entre seus dedos e abaixou a mão, subindo minha saia e pondo a mão dentro da minha calcinha. Corei mais, mordendo o lábio e ele me beijou, me olhando em seguida enquanto fazia os pequenos círculos em meu clitóris. Eu o olhava, extasiada e gemi quando ele pôs levemente o dedo dentro de mim. Me beijou com seu beijo apaixonante e eu comecei a contorcer levemente minhas pernas. Ele parecia bem excitado pela sua respiração ofegante e me olhou para me ver gemendo. Eu não tentava mais segurar tanto meus gemidos, estava gostando do fato de ele gostar de me ver assim.
– E sua família? – perguntei ofegante.
– Não vão vir aqui. – ele disse, pondo a boca em meu seio.
Abri a boca ofegante, contorcendo meu corpo levemente e senti aquela explosão se aproximar. Era intenso e meus gemidos começaram a ficar cada vez mais altos. Ele percebeu e tampou minha boca com a mão. Contorci as pernas enquanto sentia seu dedo dentro de mim e sua boca em meu mamilo. Apertei sua roupa, gemendo alto e abafado. Ele tirou a boca do meu seio e me olhou chegar ao clímax. Virei o rosto, me contorcendo e cessei aos poucos enquanto o ápice se dissipava. O olhei, corando e ele me beijou.
Estávamos escorados na parede abaixo da janela. Eu já vestida e levemente envergonhada por me lembrar dos detalhes de momentos antes. Ele começou a fitar o teto e eu o olhei.
– Não é tedioso? – perguntei.
– Nani? – ele me olhou.
– S-Só eu gozar. – disse timidamente.
Ele sorriu, achando graça.
– Não. Eu gosto de te ver assim.
– Sério? – corei.
– Hum. – ele sorriu – Mas se você quiser fazer algo por mim...
– Nani? – disse curiosa, queria vê-lo da mesma forma com que ele me via.
Ele pegou minha mão e a pôs sobre sua calça. Corei, ele me fez apertar levemente seu pênis e eu senti o tamanho, era grande!
– Você pode me chupar. – ele disse.
Arregalei os olhos, corando mais e virei o rosto, tirando a mão dali.
– A-Acho que ainda não. – disse envergonhada.
Ele riu e pegou em minha nuca.
– O-K. – disse, me beijando e cessando em seguida – Feliz ano novo.
O olhei extasiada e o beijei, fechando os olhos e pondo meus braços ao redor de seu pescoço. Ele me abraçou e o beijo ficou ainda mais apaixonante. Nosso primeiro ano novo juntos.
Happy New Year!
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