Coração de lobo
48 A última noite
Notas iniciais
Derek não podia negar que ele estava nervoso. Desde que ele saiu com Stiles do consultório de Deaton ele sentia seu coração batendo mais forte. Era puro instinto, e Derek nem sabia que ele queria aquilo, mas depois que o médico falou na possibilidade, Derek não conseguia imaginar como seria de outra forma.
E ele ficou ainda mais alegre com Stiles querendo o parto daquela maneira. Talvez Derek nunca tenha imaginado que ele teria a possibilidade de ter um parto normal para seu filho, mas agora era a realidade deles.
“Nós temos que combinar um almoço em família se a gente quer fazer isso hoje,” disse Stiles assim que ele chegaram em casa. E aquilo pegou Derek de surpresa.
“Já hoje?”
“Olha, se nós vamos fazer isso, eu quero que seja logo, enquanto eu tô me sentindo aventureiro. Se eu for dormir, acho até que amanhã não vou ter coragem. E se for assim fácil como Deaton falou que é, eu quero tentar.”
Stiles parou no meio da sala deles. Derek olhou para seu ômega, enorme com o bebê dentro dele. Os seios de Stiles já tinham crescido, e ele provavelmente já estava até dando leite. Sem falar que ele estava lindo daquele jeito, mas Derek tinha que confessar que ele adorava a ideia de ter seu Stiles magrinho de novo.
“Eu acho que vou tomar um banho e nem vou comer, já que eu vou ter que expelir o meu filho pela minha bunda,” Stiles falou enquanto caminhava pela casa. Derek queria rir.
Um minuto atrás seu ômega estava com medo e agora ele já estava em pleno modo de trabalho. Derek decidiu ligar para seus pais convocando o almoço. E depois ele ligou para o Xerife. Poderia ser maluco, mas ele ligou até para Cora e Laura, e disse que eles tinham um importante anúncio para o dia seguinte. E era pra todo mundo estar lá.
Claro que sua mãe e Laura ficaram preocupadas em saber o que havia acontecido, mas Derek as assegurou que tudo estava bem. O Xerife, por sua vez, já tinha entendido o que ia acontecer, porque ele disse para Derek preparar garrafas de água e ter cuidado com Stiles, porque ele estaria sensível nessa última noite antes do parto.
Óbvio que Derek sentiu o rubor em suas bochechas com aquilo.
Depois que ele saiu do telefone, Derek foi pela casa procurando toalhas e lençóis limpos, colocando todos eles ao lado da cama dos dois, e cobrindo a cama com alguns também. Ele ligou o ar condicionado no quarto para deixar uma temperatura amena para eles, e também puxou o berço do quarto de Claudius para o quarto deles dois, ainda que ele nem soubesse se conseguiria tirar seu bebê dos braços.
E assim que ele ficou sozinho no quarto, esperando Stiles sair do seu banho, Derek começou a sentir um nervosismo embaixo de sua pele. Eles iriam ter o filho nessa noite, a gravidez iria chegar ao fim, para uma nova vida começar. E Derek iria se tornar um pai de verdade, verdade verdadeira, porque até agora ele não tinha sentido como era aquilo.
Quando Stiles saiu do banho, nu, Derek estremeceu. A barriga dele aparecia em evidência, mas Derek conseguia ver os seios de Stiles, suas intimidades. Derek via aquilo tudo que era seu, da parte Alfa de seu corpo e também da parte homem. Depois de tudo que eles haviam passado no último ano, ou nos últimos dez anos, finalmente uma nova fase da vida dos dois iria começar.
Derek caminhou para seu ômega e colocou uma das mãos na barriga de Stiles, a outra circulando sua cintura. Era lindo ele poder tocar em seu ômega de uma forma assim íntima, e sentir que o ômega estava ali por ele.
“Derek,” Stiles sussurrou. “Eu me toquei durante o banho, e meu óleo demorou a sair. Como se quase não tivesse nada. Acho que até meu corpo tá pronto, e eu nem sabia.”
“Sério?”
Stiles olhou nos olhos de Derek.
“Sim. Você vai me ajudar? Vai fazer amor comigo?” Ele pediu.
Derek sentiu seu membro endurecendo. “Óbvio.” E as palavras mal saíram da boca dele e ele estava se despindo. Com os dois nus, era melhor colocar o corpo de um e de outro lado a lado. Stiles seria incrível assim coladinho em Derek, e ele queria aproveitar essa última noite de amor com ele grávido.
Se bem que pelos planos de Derek, ela não seria a última.
Ele moveu Stiles com calma para a cama, e o colocou deitado, abrindo as pernas do homem para poder beijar seus seios e sua barriga. A pele de Stiles era quente quando encostava nos lábios de Derek, mas era um calor sensual e bom de sentir. Derek até colocou o bico de um dos mamilos entre seus dedo e apertou com carinho, e para sua surpresa, umas gotinhas de leite escorreram.
Stiles gemeu. Derek passou seus dedos por aquelas gotas e levou elas à sua boca. Ele não pode controlar o gemido que saiu de sua boca. Ainda que o leite era para o bebê, porque tinha o gosto de Stiles de um jeito que Derek não conseguia nem imaginar. Só havia algo melhor que aquilo, e era o gosto do outro leite de Stiles.
Derek riu para si mesmo com a piada.
Ele seguiu beijando a barriga de seu ômega, sentindo o bebê lá dentro se movimentando. Era hora sim, e ele tinha que fazer rápido para trazer esse filhote ao mundo para ele poder segurar ele.
“Eu vou te trazer bem rápido pra cá, Claudius.” Derek sussurrou.
Stiles estremeceu.
Derek colocou sua boca no membro de Stiles, sugando a cabeça e sentindo o gosto de seu ômega, que era mais do que bom. Com as mãos livres ele circulou o saco de Stiles e depois chegou perto da entrada dele, sem parar de chupar o ômega.
Aquilo que Stiles disse era verdade, a entrada dele tinha um pouco de óleo, mas bem menos do que o normal. E aquilo era um bom sinal, mas Derek teria que ter ainda mais cuidado com Stiles então.
Ele largou do membro do ômega para colocar sua boca na entrada de Stiles, e o cheiro do ômega ali era forte. Derek lambeou em volta da coroa de músculos, e então enfiou sua língua lá dentro. Ele precisava fazer Stiles ficar bem molhadinho para poder entrar nele. Mas Derek não queria tomar tempo demais com aquilo, pois ele queria Stiles gozando logo.
Stiles apenas gemia, segurando seus seios e os rolando entre os dedos. Derek queria poder ficar olhando seu ômega daquele jeito, poder apreciar enquanto ele se tocava, mas o membro duro de Derek chamava a atenção dele.
“Stiles, eu preciso virar você de ladinho para poder enfiar em você com jeitinho,” Derek falou.
O ômega nem respondeu nada, preso em seu mundo.
Derek o ajudou a rolar na cama com cuidado, e quando Stiles apresentava sua entrada para ele, Derek colocou sua ereção perto dela e circulou o músculo com cuidado. Stiles tremeu.
“Posso?” Derek pediu.
Stiles se virou um pouco para ele.
“Por favor, Derek. Por favor,” Stiles suspirou.
Derek não esperou mais. Ele enfiou a cabecinha com carinho, e depois empurrou seu membro até ele entrar inteiro. Stiles grunhiu e Derek teve que fechar os olhos. A pressão não era tão grande como era normalmente, e isso era mais um sinal de que Stiles estava se abrindo por dentro para deixar seu bebê sair.
Mas antes, ele tinha que gozar.
O Alfa agarrou Stiles com suas mãos, colocando uma em volta do pescoço de Stiles e a outra em sua barriga, pressionando ele de leve contra seu corpo. A cintura de Derek era o que fazia mais movimento, indo e voltando, entrando e saindo, fazendo a abertura de Stiles ficar mais flácida. Derek entrava com facilidade, mas isso não significava que ele sentia tudo.
Tanto porque Stiles gemia a cada estocada, ele chamava por Derek, suspirava seu nome e fechava os olhos. As ondas de prazer iam rolando pelos corpos dos dois de uma forma nunca vista antes.
Enquanto Derek tinha se enterrado fundo em Stiles, por sua cabeça passaram as imagens de tudo que havia acontecido até o momento. A primeira vez que ele viu Stiles de sua janela, cantando música em sussurros, as idas e vindas da escola pela floresta, Derek como um lobo ao seguir um garotinho pequeno.
Naquela época ele nunca podia imaginar que estaria agora tão fundo em Stiles que o ômega chegava de chorar, mas não soltava das mãos de Derek. Imagens de Stiles passando mal na floresta, com Derek o carregando sem roupas até seu pai, e depois a dor da separação também apareceram. Derek tinha sofrido tanto longe do seu ômega, longe de sua Alma Gêmea, que agora tudo parecia ser de um passado tão distante...
Nunca em sua vida ele poderia imaginar que iria se sentir assim livre ao penetrar fundo em Stiles, ao ouvir seu choro de prazer, porque ele não tinha conseguido sentir aquilo com ninguém antes. Parecia que no mundo apenas Stiles importava, e a cada estocada de Derek lá dentro, uma nova imagem da vida deles se revirava em sua cabeça.
Derek tinha visto Stiles em diferentes formas, assim como o ômega o tinha visto em diferentes luzes. Eles foram estranhos, e então amigos, parceiros sexuais, até chegarem aonde estão. Às vezes as coisas foram ao contrário, fora de ordem e de lugar, mas quando tudo se resumia a uma noite de sexo antes do filhote deles nascer, tudo fazia sentido.
O Alfa continuou suas estocadas em Stiles, ouvindo o coração dos dois se acelerando.
“Me faz gozar,” Stiles implorou. E Derek não tinha como não atender a ele.
Seu membro foi ainda mais rápido para dentro do ômega, e Derek tinha que usar do máximo da sua força para não perder o ritmo. Ele usou uma de suas mãos para apertar um dos seios do Stiles, fazendo o leite sair de novo, enquanto a outra agarrava o saco dele, apertando contra seus dedos.
Stiles urrou.
Derek sentiu a primeira onda de dor no seu ômega, como se ele estivesse começando a sentir o parto em ação, mas os dois já estavam longe demais a caminho do prazer para parar agora. Derek agarrou Stiles com mais força, fez mais leite sair, fez seu ômega gritar ainda mais, mas o que veio dele pela conexão dos dois não foi dor, mas prazer.
Como ondas no corpo de Stiles, o prazer começou a rolar, e ele gozou, jorrando sua semente para longe. Derek não demorou muito, pois ele esporrou dentro de Stiles, que agora já estava completamente relaxado.
Os dois ficaram conectados por um ou dois segundos.
“Ah,” Stiles se contorceu. Um espasmo de dor.
“Stiles?” Derek pediu, tirando seu membro fora dele.
“Acho que está começando,” Stiles disse. “Eu posso sentir.”
Derek ficou em pânico por um momento, mas então ele entrou em ação, mesmo nu. Ele levantou da cama, com seu membro pingando, mas ele nem ligou. Derek foi buscar as águas e as toalhas que havia deixado de sobra no sofá. Ele queria tudo por ali com ele, tudo que pudesse ajudar Stiles.
Um grito de dor veio do quarto.
Derek correu para ver.
“Não foi nada, só, dor,” Stiles disse, ofegante. “Deaton falou que é normal, né?”
Derek assentiu, mas doía nele ver Stiles com dor. Ele não poderia tirar essa dor dele.
“Meu amor,” Stiles chamou por ele. O ômega respirava com dificuldade, mas pela primeira vez naquele rosto em dias, Derek conseguia ver um sorriso feliz. Aquilo o ajudou a se sentir melhor.
“O que foi,” Derek respondeu, chegando ao lado de Stiles. Ele se ajoelhou na cama ao lado da cabeça do ômega.
Stiles estendeu uma mão para Derek pegar. Os dois entrelaçaram os dedos.
“Nosso bebê tá chegando. Finalmente tá chegando,” Stiles falou. Lágrimas caíram de seus olhos.
Derek respirou fundo para não chorar também.
“Sim, ele está chegando.”
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