O ar tinha um cheiro diferente e isso era tudo o que conseguia pensar. Talvez não fosse um cheiro, mas com certeza era alguma coisa. Enquanto o professor tagarelava sobre o quão importante era o uso da língua portuguesa, os poucos alunos que haviam comparecido ao colégio naquela sexta-feira fingiam prestar atenção. Entre eles estava Ícaro.

Era um rapaz atlético, de pele bronzeada, cabelos castanhos que lembravam muito chocolate, assim como os seus olhos. Representante do grêmio estudantil, o mais paparicado entre os garotos e o mais bondoso, também. Era uma mistura de beleza surreal e carisma, mas ao som do alarme que anunciava o intervalo, não passava de um corpo estirado em uma das mesas ao fundo da sala.

– Ô, cabeção. – Uma voz masculina o arrancou de um sonho confuso juntamente de um tapa fraco na parte de trás da cabeça. – Cara, se o alarme não te acordou...

– Cala a boca, Vini. – O moreno resmungou com a voz cansada, assim como os olhos. Escondeu a boca com as mãos enquanto bocejava, assistindo todos ao redor partirem.

– Cala a boca, Vini. – O outro garoto o imitou, até mesmo o timbre arrastado pelo sono. – Sua voz tá sexy.

– Obrigado, eu acho. – Ícaro e Vini eram os melhores amigos de todos os tempos. Pelo menos era assim que se nomeavam, e mesmo assim, meses depois da confissão de Vinicius, não tinha se acostumado completamente com a escolha do melhor amigo em... Beijar rapazes. É, assim que deveria dizer. “Não é uma escolha.” Se lembrou enquanto se perdia em pensamentos aleatórios a respeito daquilo.

– De nada. Agora se mexe, ok? Eu quero comer algo que não seja um primo meu. – Vinicius era totalmente oposto do amigo. Um pouco mais magro, cabelos loiros, olhos azuis... Diziam que era descendente Alemão. Suas notas não eram tão boas quanto suas piadas, mas estava sempre se destacando em outras coisas.

Ícaro riu pela primeira vez naquela manhã.

– Você é um pervertido, Vinicius Fitzgerald. – E tomado pelo braço do loiro ao redor de seu pescoço, os garotos deixaram a sala de aula rumo ao pátio.

– Cara, você precisa dormir direito. – O Fitzgerald disse enquanto parecia procurar alguém pelos corredores.

– Eu pretendia, mas... Valeu a pena. Foi uma boa festa. – Ainda esfregando os olhos, Ícaro tentava urgentemente se livrar do sono.

– Foi uma boa festa. – Era clara a mania que Vinicius tinha em imitar as pessoas. – Quem dá festas de domingo para a segunda, cara?

– Eu dou. – Simplesmente aparecendo do nada, uma menina se fez presente na frente dos garotos. Isso obrigou os dois a cessar os passos coreografados em direção à cantina.

– Oi, Bia. – O sono de esvaziou do corpo do moreno rapidamente. – Bom te ver. – Abriu apenas um dos braços, o direito, e recebeu a garota entre eles em um meio-abraço ou coisa parecida.

Beatriz era a namorada de Ícaro há dois meses. Eles haviam se conhecido em uma excursão escolar, quando todas as salas do segundo ano tiveram que ir tratar tartarugas em um parque. A química foi rápida. Ela era uma garota comum. Cabelos castanhos, bonita, magra e não muito de se preocupar com roupas. Geralmente estava com shorts curtos, camisetas de bandas internacionais, tênis discretos e marcas das quedas que levava no skate.

– Oi. – Apesar da única palavra, ela conseguia ser totalmente comunicativa. Ela tinha um sorriso que... – Vão almoçar?

Vinicius girou o corpo pelo corredor com os braços abertos, aparentemente indignado com algo.

– Menina, de onde você saiu?! – Perguntou alto demais, talvez. – Sério, eu sei que você sai das paredes. Não é possível!

O casal riu.

– Ah, claro que sim. – Apesar dos olhos revirados, ela mantinha sempre o sorriso travesso nos lábios. – Inclusive, é assim que eu gravei um vídeo do que você faz quando está sozinho, quer ver? – Ela procurou pelo celular.

– Ah, você não ousaria. – O loiro inclinou a cabeça para ver o que ela mostraria, ficado com o rosto exatamente entre o melhor amigo e a sua namorada. – Sério, sou muito bonito pelado. Precisa cobrar pra divulgar.

Todos riram novamente.

– Bobo. – Ela virou um pouco o rosto e puxou o a ponta do nariz de Vinicius. – Agora, vamos? Eu preciso incluir a novata.

– Bom, ela vai almoçar com a gente? – Ícaro perguntou. Entrelaçou seus dedos com os da menina e voltaram a caminhar entre os demais alunos.

– Não tem problema, tem? – Beatriz quis saber.

– Claro que tem. – O loiro se manifestou. – E se ela for gata? Já tá difícil conseguir algo nessa escola. Com meninas bonitas ofuscando a gente aqui, fica mais difícil ainda! – As mãos do menino passearam pela cabeça, alisando os cabelos. Era evidente que estava apenas brincando. Ele sempre estava.

– A gente, é? Dispenso. – Ícaro forçou uma careta bem engraçada, mas isso fez Beatriz se perguntar se era possível o namorado ficar feio em algum momento. Nem caretas resolviam.

– Isso, negue os rapazes. Sobra mais pra quem? Pra mim. Obrigado, obrigado. – O garoto parou no meio do corretor para forçar algumas reverências, mas dessa vez ninguém riu.

– Vinicius! Promoção de cachorro-quente na cantina! – Ícaro foi tão convincente que o melhor amigo veio correndo para onde estava, usando-o de apoio para que pudesse procurar com mais precisão alguma placa que avisasse a respeito daquilo.

– Oh, mentiroso. – Sentiu-se estúpido, mas feliz. Tinha aquela sensação sempre que estava com aquele casal. – Mas só pra saber, eu sempre consigo de grátis.

– De grátis não existe, Vini. – A única menina entre eles o corrigiu.

– Existe sim, eu ganho. – Deixando o casal um pouco mais de lado, procurou se distrair com o celular.

– Ela quer dizer que não é correto falar de grátis. – Ícaro tentou ajudar a namorada. – Mas certo, como consegue algo grátis ali?

– A moça me acha gatinho. Ela tem meu número e fica me dizendo coisas quentes pelo whatsapp. – Nem havia terminado de falar e já estava rindo de um jeito não tão discreto. – Se ela ao menos soubesse, sério... É meu irmão que responde.

– Meninos. – Beatriz cutucou os dois assim que chegaram ao pátio.

Era um lugar de céu aberto. Em uma parte, ao canto direito, dezenas de mesas se espalhavam com um limite de quatro cadeiras, mas por serem próximas demais acabava contribuindo para grupos maiores de alunos. Coisas como: bebedouros, placas de avisos e vasos decorativos também estavam espalhados por todo o local. No meio, pintado no chão estava desenhado o grande símbolo do colégio e mais nada. Pessoas ficavam em pé ali. Mas naquela manhã tinha algo de diferente, assim como alguns vinham sentido. O céu havia escurecido de repente, mesmo com poucas nuvens; o sol por sua vez permanecia brilhando forte no topo daquela coloração nova. Era como se uma camada fina e quase transparente tivesse sido posta no céu.

– Credo. – Ícaro se manifestou. De certa forma, dentro dele, algo lhe alertava que aquele “fenômeno” tinha ligação com o que vinha sentido além do sono. – Parece até o Apocalipse.

– Já pensou, cara? Adoraria matar zumbis. – Ninguém soube como, mas Vinicius já estava com um cachorro-quente firme nas mãos sendo devorado.

– Não é só isso. Ouçam. – Beatriz ergueu o dedo indicador ao ar, perto da orelha. Era um sinal que ela estava ouvindo algo a mais que eles não estavam. Pessoas ao redor, ouvindo “sem querer” a conversa do trio, se calaram para tentar escutar algo também.

Então eles ouviram. Ao longe, no exterior da escola, provavelmente nas ruas, o som de galopes tomavam as ruas em direção ao prédio. Seria algo normal se o chão não estivesse tremendo levemente com isso. Sim, existia um tremor.

Alguém gritou. Uma garota, assustada demais com uma possível catástrofe que resultaria no fim do mundo, iniciou um caos de pessoas assustadas que começaram a correr para todos os lados.

– Tem algo errado. – Disse Ícaro. – E quando eu digo errado, é errado demais.

Ninguém duvidava. O moreno não sabia, mas o melhor amigo e sua namorada também estavam com aquela sensação de novidade no peito.

Os portões explodiram. O caos era certo.

Ninguém parecia ligar muito para a causa da explosão, mas os três ficaram ali, parados, observando a coisa mais estranha do mundo acontecer. Homens-cavalos galopando com espadas para dentro do colégio.

– Que fantasias... – Vinicius não tinha tanta certeza se eram fantasias, mas queria garantir que não era o único.

– Sinto o cheiro! – Gritou um dos brutamontes com partes de cavalo. – Existem quatro deles por aqui!

Todos os outros gritaram e concordaram, olhando para onde o grupo estava.

– Cheiro? – Se perguntou Beatriz em voz alta. – Eles são reais, gente. – Sua voz tremia. Apertou a mão do namorado com tanta força que ele reclamaria se não estivesse distraído demais com os olhares fuzilantes dos centauros. – E acho que fizemos algo errado.

O medo dela era a coisa mais óbvia ali. Até mesmo Vinicius, apenas o amigo, se adiantou para o lado de Beatriz para segurar sua outra mão livre.

– Vocês, meio-sangues! Vamos dar um passeio. – E ficou claro que eles eram os alvos. O maior e mais a frente dos centauros estava apontando diretamente para eles.

– Meio o quê? – Os três perguntaram juntos.

– Eu sonhei com algo assim hoje. – Ícaro falou baixinho, somente para os amigos. Percebeu que vagarosamente os centauros se aproximavam, mas não quis avisar os dois. – Alguém me chamou disso no sonho de hoje. Disse que...

– Eu tenho tido sonhos, também. – A garota disse.

– Eu não. Durmo e fica tudo preto, é o que sonho. Tudo preto. – O loiro se preocupou depois de terminar de falar.

– Mas acho que foram apenas sonhos. – Terminou Ícaro.

– Minha mãe diz que sonhos nunca são apenas sonhos. – Foi quando Vinicius notou que os grandalhões estavam vindo. – E se você sonhou com algo estranho e sei lá, cara. Vai que você é um herói e Deus tá falando contigo. Temos caras de cavalo vindo pra cá. Não duvido de mais nada.

O silêncio de Beatriz concordava. Ela sempre concordava em silêncio.

– Isso mesmo! Heróis! E que deus falou com você? – Um centauro perguntou de longe. Os demais continuavam correndo.

– Eles podem escutar? – Ícaro quis saber.

– Claro que sim. – Respondeu outro deles. – E podemos lanchar semideuses!

Foi como se um clarão tivesse se acendido na cabeça de Ícaro. Era exatamente sobre aquilo que o sonho falava. Uma mulher que havia lhe dito coisas confusas tinha dito algo sobre a chegada de inimigos que perseguiriam seus amigos e a ele mesmo. Disse que era especial, que tinha poder em suas veias e que ele não poderia se permitir falhar.

O clarão não foi algo literal. No topo da cabeça do garoto, um símbolo se ergueu em uma coloração rosada. Um pombo brilhava em vida.

Os centauros explodiram em gargalhadas.

Vinicius pareceu se esquecer que estava prestes a morrer. Inclinou o corpo para frente a fim de se esquivar da imagem de Beatriz para poder estudar melhor o amigo.

– Cara, que isso? – Perguntou, curioso. No fundo estava achando o máximo. – Que coisa mais estranha. E olha que o gay sou eu. – Mordeu os próprios lábios, querendo sorrir, mas Ícaro parecia sério demais para aquilo.

– Então é isso?! Chegar aqui e ter que lutar contra um filho da deusa do amor? Pelas chamas de Héstia! – Alguns chegaram a largar suas espadas no chão.

– O que eles estão falando? – Beatriz estava ficando assustada demais com tudo aquilo. Não sabia se focava nos monstros ou em como seu namorado estava lindo. Quase não conseguia desgrudar seu olhar dele. – Você é filho de uma deusa? Ai, eu estou confusa.

Sim. Ele era. Algo em seu peito dizia que aqueles homens bizarros estavam certos.

– Bom, eu não sei nada sobre minha mãe, se lembra? Sei que ela se foi quando eu nasci. – E sim, os outros dois sabiam das histórias e mais do que isso, sentiam aquelas histórias. Algo que tornou os três amigos foi a semelhança quando se tratava de pais. Ícaro não sabia de sua mãe, enquanto a namorada e seu melhor amigo nunca souberam de seus pais.

Apesar de todo o medo e confusão na cabeça do moreno, soube que estava diferente, assim como o tempo. A aura colorida e quase invisível que o cobria era novidade, mas nada superava a sensação de poder que irradiava de seu corpo, mesmo por dentro.

Quando os centauros se cansaram de rir e cavalgaram em sua direção, soube em algum lugar ali dentro que poderia pará-los.

– Não! – Gritou. Alguns se mostraram confusos, outros nem tanto. – Fiquem longe da gente. – Estava decidido. Tão decidido que suas palavras fizeram efeito. Todos pararam, confusos.

– É um truque! – Revelou o maior deles. – Filhos de Afrodite fazem essas coisas. Lembrem-se do nosso objetivo. Peguem eles e levem ao chefe!

Eles saíram do transe rapidamente, mas Ícaro insistiu. Sentiu que estava fazendo errado e dessa vez, com mais calma, tentou outra vez.

– Só acho que vocês não querem fazer isso. Chefe? Esse cara não se cansa de usar vocês? – Tentou parecer amigo deles. Até mesmo os seus próprios amigos estavam caindo em seus encantos. Não fazia ideia de quem estava falando.

– O que está dizendo? Parece tão certo. – Vinicius estava adorando aquilo. Ele tinha motivos para acreditar em cada coisa que estava acontecendo, e para ele, sim, era totalmente possível.

Ícaro fez um gesto para que ele ficasse em silêncio.

– Sejam rebeldes, rapazes. Vocês conseguem mandar em si mesmos, certo? Agora nós vamos passar e vocês serão donos de seus próprios... Sei lá... Focinhos. – Terminou. Alguns dos centauros assentiram e ficaram quietos.

Os três amigos apertaram as mãos, sendo Ícaro o único decidido a passar pelas criaturas. Beatriz nunca tivera tanta incerteza acesa no peito, mas bastava pensar nas palavras do namorado e suas pernas reagiam sozinhas, levando-a para longe dali.

Um, dois, três, quatro passos... Quase todos os alunos já estavam longe dali, da escola. Provavelmente confusos e desesperados pelas ruas. Os que restaram, também estavam calados. Os passos do trio eram o único som além da respiração pesada dos monstros.

Passaram pela primeira placa quando Vinicius se permitiu ler as letras tortas. Existia de verdade uma promoção de cachorro-quente, mas estava sem fome. Ousados, os adolescentes passaram pelos primeiros centauros.

– Donos de nós mesmos. – Um deles disse.

– Sim, nosso próprio chefe. – Concordou outro.

– Muito bem, rapazes. – Reforçou o recém-reclamado. Mas ali, perto deles, podendo ver com mais facilidade os detalhes brutos e enrugados de suas faces era bem mais complicado.

– Nós mesmos iremos nos recompensar. – Do outro lado, um deles disse. O problema é que o tom de voz deles estava diferente. Pareciam tentar convencer a si mesmos. Não estavam tão certos.

– Nós vamos? – Um questionou. – Como?

– Pois é, como? Eu não tenho o que quero. Chefe tem e pode me dar. – Disse outro.

Uma discussão se iniciou entre os centauros bem quando estavam passando pelos últimos deles. Ficou bem claro quando eles retomaram a decisão de levar os três dali.

– Peguem-nos! – Gritou o que parecia o líder.

Foi quando Beatriz agiu por impulso. Ela se desfez das mãos dos meninos e recuou alguns passos. Puxou uma espada do chão e bateu com o cabo dela na testa de um centauro que recuou. Não imaginava ser tão pesada. Jogou a arma pelo chão que se arrastou até chegar aos pés do namorado.

– Pegue! – Disse ela. Rapidamente se esquivou de outro monstro e pegou do chão uma segunda espada, jogando-a da mesma forma em direção ao amigo loiro. – Você também! – E depois, tomando para si a terceira espada, correu de volta aos rapazes.

– Cara, estamos em um videogame? — Ícaro perguntou. Era difícil de acreditar.

– Eu não quero descobrir. – Beatriz respondeu assim que chegou novamente ao lado deles.

– Eu quero. – Vinicius ergueu sua espada no ar. – Venham, pôneis! Cortaremos vocês ao meio! – Gritou mais grosso do que deveria. Mesmo que nenhum centauro estivesse próximo o bastante para ser atingido, o Fitzgerald iniciou seus golpes no ar.

– Chega disso, espadachim. – Pediu Ícaro. – Vamos embora.

Os três se viraram e atravessaram o local que costumava ter portões.

O tempo permanecia feio, porém menos escuro. Aquela coisa que antes parecia uma espécie de linha quase transparente estava desaparecendo, revelando o dia claro por trás. O sol estava quase que amarelo outra vez.

Muitos outros adolescentes estavam ali fora, perdidos, ligando para seus pais em busca de “resgate.”

– Para onde vamos? – Vinicius quis saber.

– Não para casa. Vai que eles seguem a gente. – e Ícaro estava certo que aconteceria.

– Sim – começou a menina. – Minha avó está doente. Um susto desses e ela parte dessa para uma melhor.

Todos adoravam a avó de Beatriz, principalmente suas guloseimas. Adoravam o bastante para não arriscarem perde-la.

– Só vamos sair daqui. – Sugeriu o moreno que estava sendo olhado diferente desde que aquela coisa rosa se acendera em sua cabeça.

– Mas e quanto a eles? – Beatriz parecia bem preocupada.

– Vamos nos salvar primeiro, gente? De nada. – O loiro saiu puxando o casal para longe dos portões.

– E imaginar que chamaram você de herói, cabeção. – O comentário de Ícaro foi totalmente sarcástico.

– Ok, garoto brilhante. Só que se você não percebeu, eles não estão interessados em ninguém além da gente, certo? Certo. Vamos! – e ele continuava tentando.

Ninguém disse nada. Vinicius estava certo, afinal. De dentro da escola um grito agudo fez que todos se calassem e se preocupassem com o que estava acontecendo lá.

– Quem foi? – Quiseram saber.

– Garotos, agora pensando bem... – A menina se desfez das mãos suadas do loiro. Seu rosto se desmanchou, como se de repente toda sua felicidade tivesse sido sugada. – Por acaso, quando chegaram, sabe... Eles disseram que existem quatro “deles”?

Então eles entenderam.

– Suponho que estavam falando da gente e nós somos três... – Ícaro pareceu tão infeliz quanto a namorada.

– Então tem mais alguém. – Ela esclareceu. – Mais alguém como nós. — E mesmo sem saber o que eram, não perderia ninguém que pudesse estar na mesma situação.

– Ah, não. – Vinicius resmungou tanto que quase chorou, totalmente mimado. – Vamos ter entrar de novo? Eu não quero morrer, galera. Eu nem tive um namorado!

– Cuidaremos do seu luxo depois, cabeção. – Ícaro se colocou a frente do grupo. – Agora seja um bom espadachim, certo? Temos alguns centauros egocêntricos para despedaçar.

Notas finais
Eu sei que Vinicius Fitzgerald é o seu novo amor, viu?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.