Coração de Soldado

32 Capitulo 32 - A Mais Pura Verdade


Notas iniciais
Oieee Foi mal a demora, crise de criatividade básica aqui kkkkk Obrigado por favoritarem! Faltam somente 3 leitores para chegarmos à 100 acompanhamento :)

Pov's Leon

Assim que a gravação acabou, ela recomeçou.

Não pude deixar de olhar fixamente para Violetta, esperando uma manifestação de sua parte. Estava muito feliz, ela realmente me amava ainda e já havia me perdoado a muito tempo, sem contar o fato do namoro falso.

Antes que eu ou ela pudessemos dizer alguma coisa, Violetta saiu correndo, completamente envergonhada.

– Não... — tentei dizer mas ela ja havia se retirado — vá — termino a frase inutilmente.

Violetta precisava de um tempo e eu decidi não segui-la, e sim ir atrás de quem estava colocando essa gravação repetidas vezes no interfone.

Chegando à sala de controle do U-mix eu encontro Francesca e Jessica se agarrando.

– Me solta — gritava Fran tentando se libertar.

– Não — diz Jessica sem notar a minha presença — você destruiu tudo! Tudo o que eu planejei pra separar o Leon da Violetta! — grita e eu já entendo que tudo o que Violetta me havia dito era verdade.
– Só mostrei a verdade: ELES SE AMAM E ISSO NÃO PODE MUDAR — grita Fran batendo em Jessica em forma de proteção.

– Sua sorte é que o Leon não está no Studio e não ouviu nada, mas você vai se ver comigo sua... — antes que ela pudesse terminar, a puxei com toda a minha força pra longe de Francesca, envolvendo meus braços a sua volta.

– O que dizia? — pergunta Fran sarcasticamente, se recompondo.

– Leon eu... — tenta Jessica.

– Eu não quero ouvir — intorrompo-a nervosamente e a liberto, ficando entre as duas para que não houvesse mais briga.

– Mas... — tenta novamente, e eu somente balanço a cabeça negativamente.

Jessica olhou pra Fran (que, a propósito, sorria) com raiva, me olhou em sinal de suplica e se retirou silenciosamente do recinto (N/A: eu sendo culta kkkk).

– Está bem? — pergunto para Fran.

– To, eu só queria ter a oportunidade de bater mais nela, sabe? — brinca e eu ri.

– Não tenho palavras para te agradecer — digo sincero com um sorriso fraco.

– Que isso — sorri se aproximando — amiga é pra essas coisas.

– Você é mais que uma amiga, é uma protetora — sorri.

– Vai me deixar ser a madrinha de casamento, então? — pergunta rindo. Ótimo, primeiro Andrew, agora ela.

– Claro — entrei na brincadeira a abraçando.

– Leon? — diz Fran — você não sabe de nada sobre QUEM colocou esta gravação aqui, ok?

– Okay — ri entendendo que Fran não queria que eu contasse à Violetta que ela havia colocado a gravação.

Pov's Violetta

– Violetta? — diz Angie assustada pela minha chegada — o que aconteceu? — pergunta subindo as escadas atrás de mim.

– Nada — digo rápido — só quero ficar sozinha — digo batendo a porta.

– Alguém te fez alguma coisa? — pergunta preocupada.

– Não, mãe... me deixa sozinha — digo — por favor.

– Ta, qualquer coisa me avisa — diz relutante. Logo eu ouço uma batida na porta.

– Mãe, me deixe — grito.

– Sou eu — ri Fede.

– O que você quer? — grito.

– Perguntinha: o que foi aquilo no Studio? Todo mundo ouviu, inclusive o aúdio foi parar até no site do U-mix — diz calmo.

A não. Como eu ia ir pro Show com todas aquelas mentiras desvendadas? E o pior era ter que fazer o show ao lado do Leon... Como olhar pra ele?

– Alguém colocou aquele aúdio, Fede — digo — agora me deixe em paz.

– Mas... — tenta — Ta bom — concorda.

A minha vida estava acabada. Todos escutaram. À essa hora, todos deviam estar rindo de mim, inclusive Leon.

Passei o resto do dia jogada na cama, tentando encontrar uma forma de enfrentar isso, mas não tinha.

Nem jantei, apesar da minha fome eu não estava com paciência para interrogatórios e sermões.

Já eram 22:30 quando escutei algo sendo atirado na minha janela. Ao puxar as cortinas vejo que eram pedrinhas. Só faltava ser o Fede querendo encher meu saco novamente (ele fez isso semana passada só pra me irritar).

Ao abrir a janela e olhar lá pra baixo, eu encontro Leon.

– O que quer, Vargas? — pergunto.

– Conversar — diz soltando as pedrinhas que ele provavelmente seguiria jogando em minha janela.

– Pra você rir de mim? Não, obrigado — digo já fechando a janela.

– Violetta — me chama e eu paro — acha mesmo que se eu quisesse rir de você eu estaria aqui às dez e meia da noite? — pergunta.

– Sim, que dizer... Não — digo confusa — quer saber? Vai embora, Leon — me irrito.

– Não até nós conversarmos — diz.

– Eu não vou descer — digo cruzando os braços.

– Então eu vou subir — diz escalando a árvore mas antes que eu pudesse protestar ele escorregou e caiu.

– Leon — digo desesperada já em cima da árvore e descendo-a, enquanto Leon seguia caido no chão, aparentemente desmaiado.

Assim que cheguei ao chão, fui ao encontro de Leon.

– Leon, pode me ouvir? — pergunto me ajoelhando ao seu lado e segurando seu rosto entre minhas mãos.

– Buh — diz abrindo os olhos e rindo.

– Não acredito que fez eu descer pra fazer brincadeiras — digo me levantando nervosamente.

– Eu não cai de brincadeira — diz tentando se levantar com cara de dor. Percebi que a parte de cair foi real.

– Me ajuda a levantar? — pede.

– Vem — digo estendendo a mão.

Assim que lhe estendi a mão, ele a pegou firmemente e se levantou. Com a força que o puxei, ele ficou bem próximo de mim, nossos rostos próximos.

– O que queria falar? — pergunto desorientada.

– A gravação — diz esitante.

– Leon... — digo baixo sentindo sua respiração bater em meu rosto e tentando ser cuerente — sobre o aúdio, eu... não... — antes que eu pudesse seguir ele me interrompe com um beijo.

Nossos lábios se tocaram brevemente. Pude sentir novamente seus quentes e doces labios. Afastei meu rosto, com o resto da lógica que me restava.

– Não... — tento ainda com os olhos fechados.

– Para de negar — diz envolvendo o braço esquerdo em minha cintura e trazendo-me mais perto.

– O que eu disse no aúdio... — tentava pensar em alguma mentira já com todas as minhas forças acabadas. Eu poderia gritar pra ele me soltar e ele me respeitaria, mas eu não queria sair de lá, minha cabeça mandava eu me afastar mas meu coração pedia pra ficar mais perto.

– O que você disse no aúdio...? — espera que eu termine.

Olhei para seus lindos olhos, esperançosos e cheios de amor por mim. Por que eu simplesmente não acabava logo com issso? Ele me amava, adimitiu o erro, e eu estava evitando ele sem motivo algum. Tomei a decisão: já chega de fingir.

– É a mais pura verdade — digo de uma vez puxando a gola de sua camisa e o beijando.

Ele retribuiu, colocando a mão direita em minha nuca enquanto eu etrelacei minhas mãos em seus cabelos. Eu conseguia sentir sua respiração rapida e ofegante pela forma intensa que eu o beijava, fui explorando cada canto de sua boca enquanto ele fazia o mesmo me aproximando mais.

Nos separamos calmamente pela falta de ar, deixando nossos rostos próximos.

– Me perdoa? — dizemos juntos. Rimos.

– Perdôo — digo.

– Perdôo — diz — foi uma idiotisse minha não acreditar em você.

– Eu também não tinha nenhuma prova e ficava te pressionando — digo envergonhada o abraçando.

– Tudo bem — diz — se não fosse pelo aúdio nunca nos reconciliariamos.

– Falando nisso — digo pensativa — quem colocou o gravação pra tocar no interfone? — pergunto.

– Não tenho a mínima idéia — diz.

– Alguém que gosta do nosso namoro — digo sorrindo.

– Sabe quem também gosta do nosso namoro? — pergunta retóricamente e eu o encaro confusa — eu — sorri.

– Sabe que eu também curto esse lance — brinco enquanto os dois riem.

– Então, aceita ser minha namorada novamente? — pergunta.

– Claro que aceito — sorri — de novo — rimos novamente.

Ele tirou a aliança prateada do bolso e a colocou novamente em meu dedo anelar.

– Porque estava com a aliança no bolso? — pergunto.

– Hã, eu.... — tenta encontrar uma boa resposta.

– Nem sabia que voltariamos a namorar — pressiono.

– Eu tinha esperanças — sorri.

Ficamos tentando nos despedir. Diziamos "tchau" e dávamos um beijo que se aprofundava, então conversávamos sobre alguma coisa, depois caminhávamos, diziamos "tchau" e tudo começava novamente.

– Me dói tanto ter que dizer "tchau" que eu ficaria me despedindo até amanhã — digo após um longo beijo. Estavamos ao lado da piscina, tentando chegar à saída.

– Então se despeça só amanhã — me beija delicadamente.

– Talvez esteja na garagem — escuto papai dizer e eu e Leon nos separamos bruscamente.

A não! Pra ir pra garagem eles teriam que passar pela piscina.

– E agora? — diz Leon em desespero.

– Vou procurar na sala — escuto Federico.

Olho ao meu redor em desespero, procurando por alguma saída. E lá estava a nossa salvação!

– Desculpa, amor — digo puxando-o junto de mim e nos jogando na piscina.

Ficamos lá, em silêncio e sem nos mecher. Eu esperava que papai não demorasse porque eu e Leon nescessitariamos de ar uma hora ou outra.

Quando eu ja devia estar rocha (por não respirar e estar na água congelante da piscina num dia frio), Federico gritou alguma coisa de dentro da casa e papai respondeu algo, voltando pra dentro da mesma.

Eu e Leon emergimos rapidamente da água respirando completamente ofegantes, eu bem mais que ele. Olhamos um pra cara do outro e caímos na gargalhada.

– Essa foi por pouco — digo entre as risadas.

– Tenho que ir, se não pegarei um resfriado — diz Leon parando de rir.

– Melhor — concordo. Ele se vira, nadando em direção à margem.

– Ei, espera — puxo-o pelo braço e o trago pra mim beijando-o, segurando seu rosto entre minhas mãos — tchau — sorri vendo seu rosto surpreso.

– Tchau — sorri se afastando.

Eu sai da piscina um tempo depois de Leon se afastar e eu escutar o barulho de sua moto ir diminuido.

Ao entrar em casa eu tomei um banho quente e coloquei um outro pijama. Depois desci pra cozinha e não posso dizer que comi, mas estraçalhei a comida pois estava faminta.

Ao deitar em minha cama meu celular vibra em sinal de que alguem estava me ligando. Vejo que era Leon.

Ligação ON

– Oi Leon — digo com voz cansada — o que aconteceu?

– Eu esqueci uma coisa — diz com voz sonolenta.

– o que? — pergunto.

– Te amo — diz e eu percebo que ele estava sorrindo. Sorri largamente, sentindo a alegria de ouvi-lo dizer isso novamente — Vilu, esta ai?

– Sim, é que... tava morrendo de saudades de ouvir isso saindo da sua boca.

– Eu também estou com saudade — avisa.

– Eu te amo — digo rindo fraco — agora me deixa dormir.

– Okay. Beijo — diz bocejando.

– Beijo — digo.

Ligação OFF

Peguei no sono logo. Finalmente feliz como eu não ficava à duas semanas atrás.

Notas finais
Eai? Gostaram? Kkkkk com Leonetta vcs sempre gostam neh? Pergunta: Proximo cap teremos o show final. Querem q eu faça algo especial, vcs tem alguma idéia? Ou querem q seja normal? Vcs que mandam :) Até mais