Coração de Prata
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Beijocas da tia Cassie pra vcs. :*
P.S: se encontrarem algum erro me alertem pfvr.
Capitulo 1
Adam olhou a sua volta, ciente de todas aqulas pessoas o encarando, gritando o seu nome com verdadeiro odio. Mas tambem havia os que o encaram com pena, aqueles que não concordavam com o Governo, mas que tambem não ousavam se manifestarem por medo, medo por suas familias e amigos, por medo de que um dia cordassem com os corpos da familia ao seu lado, como acontecera com ele proprio. Ele entendia, ele proprio odiava não poder fazer nada, nada para mudar o mundo, que desmoronava aos poucos conforme o governo se vanhava em luxos.
Ele encarou a cadeira a sua frente. A morte o esperava. Sua sentença foi assinada no dia que a mãe lhe entregara aquele pingente. Algo tão pequeno e tão valioso a seu ponto de vista. Talvez, quando os medicos injetassem aquelas substancias em suas veias, fazendo o coração parar, se encontrasse novamente com a familia.
Então tudo explodiu em caos quando flechas de fumaça foram lançadas, em seguida uma granada foi lançada na multidão e correntes eletricas percorreram as pessoas, derrubando grande parte delas. Os olhos de Adam correram pela confusão de corpos e fumaça. A fumaça começava a afeta-lo, deixando-o zonzo. Pode ver uma pequena multidão reunida proxima ao pulpito, uma confusão de corpos, laminas e sangue.
As imagens começavam a se embaralhar. Ele se considerava forte ao efeito de gases entorpecentes mas ate mesmo ele estava começando a se deixar levar pelo gas.
De repente mãos tocaram seu pescoço, verificando sua pulsação, em seguida abriram suas algemas e o soltaram do pilar, segurando-o pelos ombros. Olhos dourados o encaram, olhos dourados como ouro reluzente.
―Espero que você valha o preço, Principizinho.―Disse a mulher, colocando o braço esquerdo de Adam sobre o ombro, guiando-o pela fumaça.―Acho melhor valer a pena.
Ele grunhiu alguma coisa, baixando a cabeça. Nada fazia sentido, os sons começavam a se embaralhar, a cabeça latejava. O gas finalmente havia funcionado, levando sua consciencia.
Adam acordou com mãos o sacudindo com força.
―Acorda Principizinho!
Ele abriu os olhos assustado, olhando em volta confuso. Não sabia onde estava, mas concerteza não estava na prisão, onde ficara durante meses. Não, aquele lugar era diferente, mais aconchegante e calmo. Dava para ver uma floresta de pinheiros pela janela do quarto. Tudo estava silencioso, com exceção da mulher ao seu lado que o mandava acordar.
―Acorde ou mando trazerem um balde d'agua.―Disse ela, analizando-o com cuidado.―Achei que o Grande Salvador seria mais... imprecionante.―Comentou, pegando um dos braços dele.―Mas você parece tão normal...
―Eu sou normal. E o que quis dizer sobre...
Ela franziu a testa. Ele a encarou, analizando a forma como ela parecia não se importar com a evidente beleza. Os cabelos ruivos presos por uma bandana camuflada, os labios grossos e rosados, o nariz fino e arrebitado estava vermelho na ponta, provavelmente pelo frio que fazia, o queixo fino apresentava uma covinha discreta, quase imperceptivel. Ela não usava nenhuma joia, e a unica maquiagem evidente era em torno dos olhos, não parecia como o restante das mulheres. Se não fosse pelas roupas militares e o olhar determinado ele poderia achar que se tratasse de uma mulher de grande status, provavelmente uma classe A.
―Não sabe quem é?―Perguntou ela, surpresa. Adam negou com a cabeça.—Seu sangue o torna quem é. Você é um Quartzo, o ultimo membro da familia sobrevivente. O que o torna o Salvador.
Ele balançou a cabeça com força, fechando os olhos.
Você é especial, Adam. Tem um grande futuro a sua espera.
―Não, sou apenas um homem comum. Não sou nada alem disso.
Ela levantou bruscamente, afastando os lençois dele. De alguma forma estava com uma roupa diferente, com calças de linho branco e uma camisa folgada cinza. As mãos dela deslizaram sobre a gola da camisa, puxando-a para baixo, expondo a tatuagem de identificação.
QT147
―Nunca se perguntou por que só você tem as inicias QT na identificação? Sómente os Quartzo de sangue recebem essas letras.―Disse ela, caminhando ate a porta.―Ha roupas limpas no armario. Alguem vai vir busca-lo em alguns minutos.
E partiu, sem despedidas.
Adam respirou fundo, jogando as pernas para fora da cama. Quartzo. Ja havia escutado a mãe mencionar aquele nome, todas as vezes que ela e o pai discutiam, o como ela dizia que tinham que deixar de fugir, de se esconder de todos. E entao ela lhe deu aquele pingente e tudo se dissolveu.
Caminhou devagar até o armario, pegando a muda de roupas que a mulher havia mencionado. Um camiseta branca, uma calça jeans, uma jaqueta camuflada e um par de botas. Com um suspiro ele tirou as roupas de linho, vestindo o conjunto. As roupas lhe caíam como uma luva.
Depois de revirar o quarto e ter certeza de que não havia nenhuma armadilha, acalmou-se e se sentou no pé da cama, impaciente. Então se jogou para tras, se esticando na cama.
―Ola, estou no quarto certo?
Ele se sentou rapidamente, encarando a porta. Uma garota de aproximadamente 11 anos estava parada a porta, segurando uma bandeja com torradas. Duas tranças douradas caiam pelos ombros, os olhos castanhos estavam fixos nele, carregados de curiosidade. Ela usava um sueter de lã rosa e azul, saia xadrez, meia calça branca e uma jaqueta jeans clara. Uma verdadeira bonequinha.
Adam sorriu.
―Oi.
―Você é quem resgataram hoje cedo, não é?—Perguntou, caminhando ate a cama e repousando a bandeja ao lado dele. Em seguida se dirigiu a cadeira ao lado da cama e se sentou, balançando as pernas curtas.―Sou Lya. E você?
―Sou Adam. E sim, sou quem você esta procurando.
Lya sorriu satisfeita, brincando com uma das tranças.
—Otimo. Agora coma logo. Não temos o dia todo.
Ele obedeceu, comendo as torradas rapidamente enquanto observava a menina mexer nos cabelos. Lya lhe lembrava muito sua irmã Lucy. Ela fora morta aos 12 anos por defender um garotinho, ela não queria ver um menino de 4 anos ser chicoteado por cantar uma música sobre os grandes lideres rebeldes, e não permitiu que acontecesse, porem foi castigada com a morte.
Quando colocou o ultimo pedaço de torrada na boca Lya levantou rapidamente e o agarrou pelo braço, puxando-o para fora.
—Vamos logo, tenho um acampamento gigantesco para te mostrar. —Disse ela.
Adam ficou boquiaberto quando olhou em volta. Lya tinha razão, era gigantesco. Dezenas de lofts espalhados pelo terreno, havia campos de treino e áreas de lazer, ao longe dava para ver uma especie de casa grande, arvores grandes e pequenas cercavam toda a extensão do lugar. No céu brilhava uma grossa camada de vidro refletor, a única coisa que impedia que o governo encontrasse o acampamento
—Acelere o passo, temos pouco tempo antes que Cassandra mande chama-lo.—Disse Lya.—E não vai querer ve-la zangada.
Adam encarou a menina. Cassandra devia ser a mulher que o acordara mais cedo.
—Essa...Cassandra... Quem é ela?—Perguntou ele, colocando as mãos nos bolsos da jaqueta.
Lya lhe lançou um olhar divertido.
—Cassandra é a líder do acampamento. Nada acontece aqui sem que ela saiba.—Avisou, apontando para a casa grande.—Ela mora ali, e eu também. E logo você também. Ela não arriscaria deixa-lo em um loft. Ha muita gente que não gosta de você aqui.
Ele franziu a testa.
—Não conheço ninguém aqui.
—Mas todos conhecem você, e muitos gostariam de cortar sua garganta.
Adam não sabia que o assustava mais, o fato de que havia pessoas querendo mata-lo ou com a tranquilidade com que Lya falara aquilo.
—Impressionante.
Lya sorriu, parando por um minuto para encara-lo.
—Vamos, quero te mostrar tudo.
O acampamento tinha praticamente tudo. Alem dos lofts e da casa grande, haviam cinco campos de lazer, uma arena, um arsenal, duas cantinas, duas pistas de corrida e duas escolas. O lugar era quase uma cidade, com quatro hectares de terreno.
Depois de uma caminhada de 25 minutos, Lya resolveu leva-lo para a Casa Grande, onde Cassandra os esperava.
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